Projecções apontam para um aumento de perto de 60 por cento de novas infecções por VIH entre adolescentes até 2030 se os progressos estagnarem

Dezembro 8, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 1 de dezembro de 2016.

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Projecções apontam para um aumento de perto de 60 por cento de novas infecções por VIH entre adolescentes até 2030 se os progressos estagnarem

São necessárias medidas urgentes para melhorar a prevenção e o tratamento para os jovens

NOVA IORQUE/JOANESBURGO, 1 de Dezembro de 2016 – As projecções apontam para que as novas infecções por VIH entre os adolescentes aumentem de 250.000 em 2015 para quase 400.000 anualmente até 2030 se os progressos para chegar aos adolescentes estagnarem, segundo um novo relatório lançado hoje pela UNICEF.

“O mundo fez progressos enormes para pôr fim à SIDA, mas a luta está longe do fim – especialmente para as crianças e adolescentes,” afirmou o Director Executivo da UNICEF Anthony Lake. “A cada dois minutos, mais um adolescente – muito provavelmente uma rapariga – será infectado pelo VIH. Se quisermos acabar com a SIDA, temos de recuperar o sentido de urgência que este problema merece – e redobrar esforços para chegar a todas as crianças e a todos os adolescentes.”

A SIDA continua a ser uma das principais causas de morte entre os adolescentes, tendo custado a vida de 41.000 crianças e jovens entre os 10 e os 19 anos em 2015, segundo o 7º Relatório sobre as Crianças e a SIDA: Para Todas as Crianças – o fim da SIDA.

Consulte aqui o Sumário Executivo do relatório ‘For Every Child, End AIDS’ [em inglês]

O relatório propõe estratégias para acelerar os progressos na prevenção do VIH entre os adolescentes e o tratamento dos que estão infectados. As estratégias incluem:

  • Investimento em inovação, incluindo em soluções desenvolvidas localmente.
  •  Reforço da recolha de dados.
  •  Pôr fim à discriminação de género, incluindo a violência com base no género e o combate ao estigma.
  •  Dar prioridade a medidas para responder às vulnerabilidades dos adolescentes, desenvolvendo esforços de prevenção que incluam a profilaxia pré-exposição, subsídios em dinheiro e educação sexual abrangente.

Em 2015 ao nível global, perto de 2 milhões de adolescentes entre os 10 e os 19 anos viviam com VIH. Na África subsariana, a região mais afectada pelo vírus, três em cada quatro novas infecções em adolescentes dos 15 aos 19 anos eram em raparigas.

Outras conclusões incluídas no relatório:

  • Foram feitos progressos notáveis na prevenção da transmissão do VIH de mãe-para-filho. Globalmente 1.6 milhões de novas infecções em crianças foram evitadas entre 2000 e 2015.
  •  Em 2015 registaram-se 1.1 milhões de novas infecções em crianças, adolescentes e mulheres.
  •  As crianças entre os 0 e os 4 anos que vivem com VIH correm maior risco de morte relacionada com a SIDA, comparativamente a todos os outros grupos etários, e são frequentemente diagnosticadas e tratadas demasiado tarde. Apenas metade dos bebés filhos de mães infectadas pelo vírus fazem o teste do VIH nos primeiros dois meses de vida, e a idade média em que se inicia o tratamento em crianças infectadas por transmissão vertical na África subsariana é de quase quatro anos.

 

Não obstante os progressos alcançados na prevenção de novas infecções e na redução do número de mortes, o financiamento para a resposta à SIDA diminuiu desde 2014, afirmou a UNICEF.

Mais informação e relatório disponível em: http://www.childrenandaids.org

 

 

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Pós-Graduação Violência Doméstica – início em 26 de Janeiro de 2017 no ISPA

Dezembro 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Apresentação do Curso

Nos últimos anos assistimos a um exponenciar da visibilidade social da violência doméstica acompanhada por uma cada vez maior necessidade de prevenção, avaliação e intervenção.

Na sociedade portuguesa as modificações de legislação e de representação social devem ser acompanhadas de formação adequada para a prevenção, avaliação e intervenção nas diferentes situações de violência doméstica.

Perante o incremento do conhecimento das situações, das diferentes formas de violência doméstica e das diferentes necessidades que são colocadas aos diversos grupos profissionais envolvidos, é fundamental que os profissionais que trabalham ou queiram vir a trabalhar nesta área tenham uma formação com elevada qualificação técnica e científica, numa abordagem multidisciplinar.

Esta Pós-Graduação pretende suprir as necessidades de formação enunciadas e, desta forma, ter um contributo activo para a imperiosa necessidade de reduzir as situações de violência doméstica.

Os objectivos, conteúdos e corpo docente tornam esta Pós-Graduação única em Portugal.

Horário do Curso

O Curso tem início em 26 de Janeiro de 2017 e funciona em horário pós laboral, às 5 ªs feiras, das 18h30 às 22h30

A Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, fará parte do corpo docente da Pós-Graduação.

mais informações:

http://fa.ispa.pt/cursos/violencia-domestica

 

Menos crianças em instituições é boa notícia

Dezembro 8, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.dnoticias.pt/ de 30 de novembro de 2016.

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Número de crianças acolhidas em instituições caiu para metade numa década

Miguel Fernandes Luís

O número de crianças e jovens acolhidos em instituições caiu para metade em cerca de dez anos. Uma “boa notícia”, conforme referiu ontem, no Funchal, a procuradora da República Helena Gonçalves, que lembrou que a melhor forma de defender os direitos dos menores é integrá-los numa família.

Numa intervenção no Encontro Nacional de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, que decorre no Funchal, Helena Gonçalves sublinhou que “promover os direitos das crianças e jovens e protegê-los significa dar prevalência à sua integração numa família biológica ou adoptiva ou diligenciar por outra forma de integração familiar estável que se mostre apta a assegurar a todos o seu pleno crescimento”. Por isso, a procuradora congratulou-se com o facto de se ter registado um substancial decréscimo no número de crianças em situação de acolhimento institucional/residencial – se em 2004 havia 15.118 crianças institucionalizadas em Portugal, hoje temos 8.600 crianças nessa situação.

Com a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, e diversos outros responsáveis do Ministério Público a participar neste evento, o magistrado que coordena o MP na Região apontou a Comarca da Madeira como um exemplo para o resto do país em matéria de protecção de menores. O segredo? Nuno Gonçalves explicou: “A Madeira tem essa sorte da especialização. Nós temos uma Secção de Família e Menores na Instância Central que abrange toda a ilha da Madeira. Isto não era assim. A justiça na Madeira relativamente à protecção e promoção dos menores tem imensa qualidade porque conseguimos ter esta relação não só com as CPCJ [comissões de protecção de crianças e jovens] mas também com as entidades oficiais”. O procurador descreveu como na Comarca da Madeira há o cuidado de olhar para cada processo de família e menores de uma forma especial: “É um processo de um jovem ou uma criança que vai ser acompanhada e que nos vai preocupar durante todo o tempo em que careça que os seus direitos sejam promovidos e defendidos e que possam ter palavra”.

A advogada Paula Margarido confirmou a versão apresentada pelo representante do MP. “Na Madeira, graças a Deus, as coisas correm muito bem. Ou seja, como advogada, quando me chega um processo de família às minhas mãos entro em contacto com alguns dos técnicos para perceber qual é a verdade daquela criança, porque a verdade que me chega pelas mãos da minha cliente pode não ser – e não é muitas vezes – a verdade da criança. Falo com os técnicos, vou bater à porta do senhor procurador, que está sempre disponível para me acolher e para que possamos todos concertar qual é a melhor medida para aquela criança”, descreveu a profissional liberal.

O Encontro Nacional de Avaliação da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, subordinado ao tema ‘Direitos Humanos da Criança – Novas perspectivas e exigências de um sistema integrado para sua promoção e protecção’, teve início na segunda-feira e encerra esta tarde, no Centro de Congressos (Casino). A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, participa na sessão de encerramento. A presença da governante estava prevista no programa inicial do evento, depois foi cancelada mas ontem foi reconfirmada.

A secretária de Estado também vai aproveitar a deslocação à Região para visitar instituições de acolhimento de crianças. Antes de integrar o Governo de António Costa, Ana Sofia Antunes era presidente da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

 


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