Cyberbullying está ligado ao aumento dos casos de automutilação entre jovens

Dezembro 2, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.brasilpost.com.br/ de 4 de novembro de 2016.

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The Huffington Post UK  |  De Jasmin Gray

O número de jovens internados em hospitais em consequência de automutilação subiu vertiginosamente nos últimos dez anos, revelaram novas cifras. Especialistas atribuem o fenômeno ao bullying online e nas redes sociais.

Cifras do NHS (o Serviço Nacional de Saúde britânico) indicam que o número de meninas tratadas em hospitais depois de se cortarem subiu 385%, de 600 em 2005-2006 para 2.311 em 2014-2015.

Houve um aumento grande também no número de rapazes hospitalizados depois de se mutilarem: em 2014-2015, 457 homens jovens foram tratados, contra 160 dez anos antes.

Estatísticas aos quais o jornal The Guardian teve acesso mostraram que a automutilação por enforcamento e envenenamento também vem aumentando entre os jovens.

Especialistas atribuem esse aumento preocupante à ascensão da Internet e das redes sociais nos últimos dez anos.

O número de meninas com menos de 18 anos hospitalizadas por cortar-se quadruplicou nos últimos dez anos.

Ruth Ayres, gerente de projetos do selfharmUK, disse que os jovens têm dificuldade em escapar do bullying online: “Hoje em dia, quando uma pessoa sofre bullying, isso continua quando está em casa. Muitas vezes pode lhe parecer que o sofrimento que ela está sentindo nunca acaba.

“As mídias sociais geram uma dependência enorme nos jovens. Acho que nós, adultos, precisamos começar a ajudar os jovens a navegar em segurança pela internet.”

Ayres também apontou para a presença de muitos sites que oferecem aos jovens informações sobre como se mutilarem.

Quase 14 mil mulheres jovens foram internadas em hospitais no ano passado depois de ingerir substâncias tóxicas – 4.112 mais que o número que o fez em 2005-2006, 9.741. O número de rapazes que se envenenaram não subiu.

O enforcamento como método de automutilação também se tornou mais comum, com 220 jovens com menos de 18 anos sendo tratados em hospitais entre 2014 e 2015. Em 2004-2005, 78 jovens foram hospitalizados depois de se enforcar.

O Dr. Peter Hindley, catedrático da Faculdade de Psiquiatria Infantil e Adolescente no Royal College of Psychiatrists, concordou que as mídias sociais são um dos muitos fatores que levam adolescentes e jovens a se mutilarem, dizendo ao Guardian:

“É provável que a alta seja resultante de muitos fatores, mas os mais importantes provavelmente são: disparidade crescente na era da austeridade, o impacto negativo da era digital, a sexualização crescente – isso é especialmente nítido no caso das meninas–, o impacto do abuso sexual e da exploração sexual e as pressões crescentes para alcançar sucesso.”

Na semana passada o secretário de Saúde britânico, Jeremy Hunt, criticou os serviços de saúde mental disponíveis para adolescentes e jovens, caracterizando-os como “a maior área de carência na cobertura de saúde feita pelo NHS”.

Hunt disse que muitas tragédias acontecem porque os serviços não intervêm de modo precoce, quando problemas como transtornos alimentares primeiro se manifestam.

A ONG Young Minds, que trabalha com saúde mental, informa que mais de um quarto (26%) dos jovens no Reino Unido já teve pensamentos suicidas.

Mas, segundo Ayres, ainda existem muitos lugares aos quais jovens que se automutilam podem recorrer para buscar apoio.

“Nosso site é um site em favor da recuperação de jovens, que os incentiva a formular perguntas e postar suas histórias. É um lugar seguro que jovens podem procurar quando precisam de ajuda e apoio.

“Recentemente o ChildLine lançou um serviço de aconselhamento online que pode ser acessado por jovens dia e noite, e pode ser útil para jovens que se automutilam saber que há alguém com quem podem conversar”, ela disse.

“Eu também incentivaria as famílias a procurar um bom clínico geral, alguém em quem confiam e com quem possam falar dessas coisas abertamente.”

 

 

Entrega do donativo resultante do lançamento do livro “Erro Crasso” ao IAC-Fórum Construir Juntos

Dezembro 2, 2016 às 1:46 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Decorreu nas instalações do Instituto de Apoio à Criança a entrega do donativo resultante do lançamento do livro “Erro Crasso” (da autora Alexandra Batalha) pelo Presidente d’APP António Martins de Oliveira e pela escritora.

O lançamento deste livro (decorrido na Casa da Mutualidade no dia 7 de abril de 2016) teve assim uma vertente solidária, procurando ajudar o IAC e todo o trabalho desenvolvido pela mesma no apoio à infância.

Cada vez mais casos em tribunal de filhos que intimidam pais para obterem o que querem

Dezembro 2, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 17 de novembro de 2016.

Aos tribunais chegam cada vez mais casos de adolescentes que ameaçam, roubam e fogem de casa para obter o que pretendem dos pais, e estes sentem-se incapazes de lidar com a situação, afirmou à Lusa uma investigadora.

“Cada vez temos mais situações, que chegam nos processos de promoção e proteção de menores” às comissões e aos tribunais, de adolescentes “com comportamentos disruptivos, com fugas de casa, com roubos”, em que “os pais acabam por dizer que sentem que não são capazes de fazer nada dos seus filhos”, disse Neuza Patuleia.

A investigadora explicou que são casos de violência filioparental, em que os filhos adquirem “controlo e poder na relação com os pais”

Este comportamento envolve ameaças, intimidação e outros comportamentos desajustado que visam adquirir o que o jovem pretende, seja bens ou “uma maior liberdade”.

Nestes casos, “a hierarquia familiar acaba por ficar subvertida”, disse Neuza Patuleia, explicando que esta relação pode provocar danos físicos, psicológicos, emocionais e até financeiros.

Apesar dos dados apontarem para o aumento do fenómeno, “é uma violência que está muito camuflada”, porque os pais têm dificuldade em perceber que “estão a viver uma dinâmica relacional violenta, em que se sentem inibidos de exercer a sua posição parental”, explicou a investigadora, que participou hoje, em Lisboa, na conferência “Violência Doméstica e Alienação Parental”.

Mas também os próprios profissionais “têm dificuldade em perceber que não se trata de um problema dos jovens”, nem dos pais, “mas de um problema relacional que foi crescendo e tomando lugar naquela dinâmica relacional”.

A psicóloga e terapeuta familiar contou que nas entrevistas que realizou com jovens para a sua investigação, houve alguns que disseram que fazem tudo o que querem dos pais e que são eles que mandam em casa.

“Os miúdos têm consciência que têm domínio sobre os pais”, mas “não têm consciência dos danos efetivos que isto lhes provoca no seu desenvolvimento, nem sequer têm maturidade para perceber isso”, sublinhou.

Para intervir nestas situações, Neuza Patuleia defendeu que não se pode “apontar o dedo aos pais”, porque isso só levará “a maiores sentimentos de culpabilização”.

“Estes pais fazem o melhor que podem na relação” com os filhos, a questão é perceber o que contribuiu para esta dinâmica relacional, atuar na prevenção destes casos e ajudar as famílias.

Mas nem sempre as famílias encontram a ajuda adequada devido ao sistema ter dificuldade em compreendê-las.

Quando pedem ajuda “acabam por sentir uma maior culpabilização, uma maior vergonha e ainda se sentem mais sozinhas, porque conseguiram pedir ajuda e, em vez de consegui-la, estão a ser condenadas por si próprias e pelos outros”.

“O caminho que temos a fazer é de sensibilizar a comunidade e os profissionais para esse tipo de violência e ajudar a construir um referencial de entendimento sobre esta situação” para apoiar eficazmente as famílias.

Segundo a investigadora, este fenómeno é transversal a todas as classes sociais, mas a investigação aponta para uma maior prevalência nas classes média e média-alta.

 

 

Poluição: 300 milhões de crianças respiram ar tóxico

Dezembro 2, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto da http://www.unicef.pt/

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Poluição: 300 milhões de crianças respiram ar tóxico

Quase uma em cada sete crianças no mundo – 300 milhões – vivem em zonas com os mais elevados níveis de toxicidade de poluição atmosférica – seis vezes ou mais acima dos limites recomendados internacionalmente, revela o novo relatório da UNICEF ‘Clear the air for children’. A publicação utiliza imagens recolhidas via satélite para mostrar pela primeira vez quantas crianças estão expostas a poluição atmosférica que excede os níveis internacionais definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e onde vivem.

“A poluição do ar é um dos principais factores que contribuem para a morte anual de cerca de 600.000 crianças menores de cinco anos – e uma ameaça para a vida e o futuro de milhões de crianças. Os poluentes não só prejudicam o desenvolvimento dos pulmões das crianças como podem mesmo afectar o seu desenvolvimento cerebral, causando danos que ficam para toda a vida, o que, naturalmente tem consequências para o seu futuro. Nenhuma sociedade se pode permitir ignorar a poluição do ar.” Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF
Cerca de 2 mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição atmosférica, causada por factores como as emissões de veículos, a utilização de combustíveis fósseis pesados, as poeiras e a queima de lixos, excede os limites de qualidade mínima do ar definidas pela OMS. A Ásia do Sul tem o maior número de crianças, 620 milhões, a viver nestas zonas, seguindo-se África com 520 milhões de crianças. Na região da Ásia Oriental e Pacífico 450 milhões de crianças vivem em zonas que excedem os limites estabelecidos.

O estudo analisa também os efeitos nefastos da poluição do ar em espaços fechados maioritariamente causada pelo uso de combustíveis como carvão e madeira para cozinhar e aquecimento, que afecta sobretudo as crianças de agregados familiares de baixo rendimento em zonas rurais. Em conjunto, a poluição atmosférica e a poluição do ar em espaços fechados estão directamente relacionadas com doenças como a pneumonia e outras do foro respiratório que são causa de morte de perto de uma em cada 10 crianças menores de cinco anos, o que torna a poluição do ar num dos principais riscos para a saúde das crianças.

As crianças são mais susceptíveis do que os adultos à poluição do ar, tanto interior como exterior, pois os seus pulmões, cérebros e sistemas imunitários estão ainda em desenvolvimento e as suas vias respiratórias são mais permeáveis. As crianças mais pequenas também respiram a um ritmo mais rápido do que os adultos e inspiram uma maior quantidade de ar em relação ao seu peso corporal. As crianças mais desfavorecidas, que tendencialmente já têm uma saúde mais debilitada e cujo acesso a serviços de saúde é precário, são as mais vulneráveis a doenças causadas pela poluição do ar.

É necessário melhorar a qualidade do ar para proteger as crianças dos efeitos da poluição. A UNICEF recomenda algumas medidas aos Governos:

• Reduzir a poluição;

• Alargar o acesso das crianças a serviços de saúde;

• Minimizar a exposição das crianças;

• Monitorizar a poluição ambiental.

 

A UNICEF trabalha no terreno para proteger as crianças dos seus efeitos no âmbito dos seus programas de cooperação a fim de reduzir o impacto da poluição atmosférica na saúde das crianças. Por outro lado, apoia também programas destinados a melhorar o acesso das crianças a serviços de saúde de qualidade e para as vacinar contra doenças como a pneumonia.


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