Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Novembro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 11 de novembro de 2016.

one

Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Os líderes mundiais reunidos na COP22 têm a oportunidade de assumir compromissos

que ajudarão a salvar a vida de 12.7 milhões de crianças até 2030

MARRAQUEXE, Marrocos, 11 de Novembro de 2016 – A pneumonia e a diarreia juntas matam 1.4 milhões de crianças por ano. A esmagadora maioria destas crianças vivem em países de baixo e médio rendimento. Estas mortes infantis continuam a ocorrer apesar de ambas as doenças serem amplamente preveníveis através de soluções simples e de baixo custo, tais como amamentação exclusiva, vacinação, cuidados de saúde primários de qualidade e redução da poluição do ar no interior das habitações.

Estas conclusões fazem parte de um novo relatório da UNICEF lançado hoje –One is Too Many: Ending Child Deaths from Pneumonia and Diarrhoea’ (Uma é demasiado: Pôr fim à morte de crianças devidas à pneumonia e diarreia).

A pneumonia continua a ser a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos, tendo ceifado a vida de perto de um milhão de crianças em 2015 – aproximadamente uma criança a cada 35 segundos – e mais do que a malária, a tuberculose, o sarampo e a SIDA juntos. Aproximadamente metade de todas as mortes de crianças por pneumonia estão ligadas à poluição do ar, um facto que os líderes mundiais devem ter bem presente durante o debate em curso na conferência COP 22, sublinha a UNICEF.

“Temos provas claras de que a poluição do ar ligada às alterações climáticas está a prejudicar a saúde e o desenvolvimento das crianças, provocando pneumonias e outras infecções respiratórias,” afirmou Fatoumata Ndiaye, Directora Executiva Adjunta da UNICEF.

“Dois mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição do ar excede os padrões internacionais, e muitas delas adoecem e morrem como resultado. Os líderes mundiais que participam na COP22 podem ajudar a salvar a vida de crianças comprometendo-se a tomar medidas para reduzir a poluição do ar associada às alterações climáticas e acordando em investir na prevenção e nos cuidados de saúde,” disse Fatoumata Ndiaye.

Como a pneumonia, os casos de diarreia entre crianças podem, frequentemente, estar associados a níveis de precipitação mais baixos decorrentes das alteações climáticas. A disponibilidade reduzida de água potável deixa as crianças em risco acrescido de doenças diarreicas e de sequelas ao nível físico e do desenvolvimento cognitivo.

Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e diarreia desde 2000. Sem maior investimento em medidas-chave de prevenção e tratamento, a UNICEF estima que mais 24 milhões de crianças venham a morrer de pneumonia e diarreia até 2030.

“Estas doenças têm um enorme impacto na mortalidade infantil e o seu tratamento tem um custo relativamente baixo,” afirmou a Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Contudo, continuam a receber apenas uma pequena parcela do investimento global em saúde, o que não faz nenhum sentido. Esta é a razão pela qual apelamos a um maior investimento global para intervenções de protecção, prevenção e tratamento que sabemos que são eficazes para salvar vida de muitas crianças.”

A UNICEF recomenda também um maior financiamento nos cuidados de saúde infantis em geral e que uma particular atenção a grupos de crianças especialmente vulneráveis à pneumonia e à diarreia – as mais pequenas e as que vivem em países de baixo e médio rendimento.

O relatório mostra que:

  • Cerca de 80 por cento das mortes de crianças ligadas à pneumonia e 70 por cento das que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida:
  •  Ao nível global, 62 por cento das crianças menores de cinco anos vivem em países de baixo e médio rendimento, mas representam mais de 90 por cento dos casos de morte devido a pneumonia e diarreia no mundo.

 

 

Anúncios

Boletim do IAC n.º 121 “IAC no Combate à Violência Escolar”

Novembro 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

bol

Descarregar o Boletim do IAC n.º 121 aqui

Atelier de POP UP – 3 dezembro na Biblioteca Municipal D. Dinis – Odivelas

Novembro 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

15195862_1338840042816203_9177930613296921582_o

mais informações:

http://www.cm-odivelas.pt/index.php/biblioteca-municipal-d-dinis

Nove milhões de crianças abandonadas vivem em áreas rurais da China

Novembro 28, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Notícia do http://www.swissinfo.ch/por/ de 10 de novembro de 2016.

afp

Autoridades chinesas revelaram nesta quinta-feira que mais de 9 milhões de crianças foram deixadas em áreas rurais por seus pais, que foram para a cidade em busca de trabalho.

Estas crianças, que ficaram com os avós e, em muitos casos, sozinhas, são uma das trágicas consequências das últimas décadas da ascensão econômica do gigante asiático.

Milhões de camponeses deixaram as áreas rurais para trabalhar em grandes centros urbanos, onde normalmente seus filhos teriam acesso limitado à escola e à saúde devido ao sistema de registro familiar chinês.

As famílias se veem, assim, obrigadas a deixar seus filhos com parentes.

Um censo do governo revela que existem 9,02 milhões de crianças nessa situação no país, segundo o ministro de Assuntos Civis em um comunicado em seu site.

Cerca de 90% (8,05 milhões) vivem com seus avós, 3% com outros parentes e 4% totalmente sozinhos, ou seja, quase 400.000 menores.

Existem várias tragédias relacionadas a essa situação.

Em 2015, quatro irmãos de 5 a 14 anos de idade foram abandonados por seus pais durante meses e se suicidaram ingerindo pesticida na remota província de Guizhou, sudoeste do país.

“O fluxo de trabalhadores migrantes para as zonas urbanas afetou a unidade familiar e muitos pais não têm consciência de suas responsabilidades”, explicou Tong Lihua, diretor de uma ONG que ajuda essas crianças.

afp_tickers

 

 


Entries e comentários feeds.