Uma escola portuguesa tem chamado a atenção do Brasil

Novembro 25, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 10 de novembro de 2016.

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Barbara Baldaia

O curso online “Fazer a Ponte” existe desde 2006 e já foi frequentado por mais de 2.000 professores e investigadores brasileiros. A Ponte é uma escola diferente, sem salas e sem testes de avaliação.

Na escola da Ponte, o diretor Paulo Topa faz a ligação via facebook para o Brasil. Atende Wilson Azevedo, do Aquifolium Educacional.

Wilson é o responsável por “Fazer a Ponte”. É este o nome do curso online com uma equipa de professores da Escola da Ponte. A escola, por ser diferente, há muito tempo que fascina os brasileiros.

Wilson ficou curioso com o que leu no livro de Rubem Alves, “A Escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” ao ponto de ter atravessado o Atlântico e ter vindo viver para Portugal. Pôs a filha a estudar na escola.

O professor brasileiro gostou da experiência e decidiu espalhar a palavra pelo Brasil. O curso existe há 10 anos e, diz ele, já formou mais de 2000 professores e educadores, sobretudo brasileiros. Wilson Azevedo tenta ser preciso: o que se procura é uma aprendizagem mais efetiva.

Vale a pena fixar 3 ou 4 ideias.

Ao contrário das escolas normais, a escola da Ponte não está dividida por turmas nem por idades – está organizada por graus de aprendizagem: iniciação, consolidação e aprofundamento.

Os alunos não aprendem todos o mesmo ao mesmo tempo. Seguindo o programa oficial do ministério da educação, são eles que definem o que aprender e quando aprender.

Da mesma forma, são também os miúdos que dizem quando é que se sentem prontos a ser avaliados e de que forma.

Paulo Topa diz que a maior parte das perguntas que chegam do Brasil tem a ver com a avaliação, com o facto de não haver testes.

As duas traves-mestras da Ponte são “autonomia” e “responsabilização”.

Ao aplicar alguns destes métodos, as escolas brasileiras que vieram beber a experiência da Ponte sentiram já melhorias. Não se trata de empinar matéria. Wilson Azevedo realça que o que é realmente importante é a aprendizagem.

Wilson diz que no Brasil há professores universitários que procuram aprender com o método da Ponte.

Uma escola sem salas de aula, onde o portão está sempre aberto, sem professores a papaguear a matéria, sem testes de avaliação iguais para todos. Uma escola onde cada um é como cada qual.

E, já agora, uma escola onde todas as semanas, os alunos se reúnem em assembleia geral.

ouvir a reportagem no link:

http://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/uma-escola-portuguesa-tem-chamado-a-atencao-do-brasil-5491526.html

 

 

 

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