Pós-graduação Intervenção Precoce na Infância

Novembro 22, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://fa.ispa.pt/cursos/intervencao-precoce-na-infancia

Opinião: Acolhimento Familiar no Reino Unido

Novembro 22, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Paulo Delgado publicado no blog https://ciecum.wordpress.com/ no dia 19 de outubro de 2016.

Destinos traçados? Reflexões a propósito da reportagem «Love you mum», da TVI.

Paulo Delgado, Investigador do CIEC

65Quando estava hoje a arrumar a roupa, a minha mulher bateu com o lábio num cabide por distração e fez um hematoma. Vamos supor que ia ao hospital e o médico, que a atendia, suspeitava de que ela teria sido vítima de violência doméstica. Contactava os serviços de Segurança Social que, de imediato, a colocavam numa casa ou numa família de acolhimento, impedindo o seu regresso a casa, apesar das nossas explicações de que se tratara de um mero acidente. Daí em diante, os contactos que passaria a ter com ela eram ocasionais, por pequenos períodos de tempo e rigorosamente vigiados por técnicos que procuravam avaliar a qualidade afetiva da nossa relação. Finalmente, concluíam que eu era uma pessoa perigosa e separavam-nos definitivamente. O caso ainda assumiria contornos mais assustadores se as entidades envolvidas no processo tivessem interesse em retirar adultos da companhia dos seus companheiros ou companheiras e obtivessem vantagens económicas da sua colocação num novo contexto de vida.

Uma história impensável, poderão pensar, e com razão. De facto, aproxima-se da ficção, quando os seus protagonistas são pessoas adultas. Todavia, a reportagem «Love You Mum», de Ana Leal, que a TVI apresentou na semana passada, demonstrou como esta ficção se pode tornar um pesadelo real, quando os envolvidos são bebés ou crianças e os seus pais. Quais são os aspetos negativos que a reportagem evidencia e que colocam em causa a confiança e a credibilidade no sistema inglês?

Desde logo, as razões invocadas para a retirada. São causas menores ou mesmo inexistentes, nos sete casos narrados. De acordo com os testemunhos das famílias envolvidas, os fundamentos que justificaram uma decisão tão devastadora prendem-se por exemplo com não levar o bebé ao hospital, quando isso deveria ter acontecido (e de facto aconteceu), situações de violência doméstica sobre a mãe, que é duplamente penalizada com a retirada dos filhos, ou não receber em casa enfermeiras após o nascimento do bebé.

Nestes processos, os comportamento individuais e familiares passam a ser controlados ao pormenor e subordinados a um controlo severo, perante serviços que se revelam frios e distantes, reivindicando o cumprimento total das suas diretrizes. Vemos pais e mães quebrados, humilhados nos seus direitos elementares, acusados de violência ou de incompetência, a lutar pelos seus filhos, sozinhos, desesperados, face a um sistema absurdo e imperscrutável.

Falta com certeza a perspetiva dos serviços sociais ingleses, que se mantêm em silêncio. Seria importante escutar a sua versão dos factos, nos casos abordados. Todavia, e até prova em contrário, os danos produzidos pela intervenção aparentam ser muitíssimo superiores aos danos que as crianças poderiam eventualmente ter sofrido no seu contexto de vida, caso não tivesse ocorrido a intervenção. Nalguns casos duvidamos que eles pudessem existir, noutros somos levados a pensar que seriam pontuais, sem histórico nem continuidade.

Os motivos e argumentos até aqui enumerados não podem nunca, todavia, servir de base para assunção de que a retirada da criança é necessariamente errada. Não retirar uma criança que se encontra em perigo pode originar danos gravíssimos para a criança, e até ameaçar a sua vida. Não obstante, esta decisão tem de se basear, evidentemente, numa investigação cuidadosa dos fatos e estar salvaguardada numa decisão judicial, face à oposição da família.

É oportuno igualmente recordar que ao adoção e o acolhimento familiar são medidas essenciais em qualquer sistema de proteção por proporcionarem o contexto de vida familiar que a criança necessita para o seu desenvolvimento. Rejeitamos naturalmente atuações que se centrem em interesses económicos e um sistema de proteção deve encontrar mecanismos de supervisão e de monotorização que evitem intervenções que se baseiem no interesse privado ou no lucro, ocorram elas no domínio da adoção, do acolhimento familiar ou do acolhimento residencial.

Do meu ponto de vista, parece-me desejável que haja um acompanhamento precoce, na saúde e na educação, de todos os bebés recém-nascidos, como sucede em Inglaterra, sem a dimensão excessivamente intrusiva da vida privada; que se promova a adoção de todas as crianças que necessitem de uma resposta permanente, estável e de qualidade afetiva, se definitivamente não a encontram na sua família de origem; que se promova e incremente o acolhimento familiar, procedendo-se à desinstitucionalização do sistema, como sucede nos outros sistemas industrializados ou pós-industrializados: em Portugal, mais de 95% das crianças ainda são acolhidas em instituições; que as famílias de acolhimento não tenham de suportar do seu bolso as despesas com as crianças que acolhem, como sucede atualmente em Portugal e que tenham o seu trabalho retribuído de forma digna, se o desejarem, considerando a responsabilidade e a dedicação exigida; em suma, que todas as crianças tenham o direito de crescer numa família.

Finalmente, que as autoridades públicas façam tudo o que estiver ao seu alcance para reverter decisões que se comprovem precipitadas e injustificadas, nestes casos e noutros semelhantes, garantido que estes bebés e crianças podem regressar as suas famílias e viver com os seus pais, irmãos e avós.

 

 

Cyberbullying – what if it’s your child at fault?

Novembro 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.theguardian.com/ de 1 de outubro de 2016.

It’s vital to show an interest in your child’s digital life.’ Photograph: Alamy

It’s vital to show an interest in your child’s digital life.’ Photograph: Alamy

Linda Papadopoulos

t’s enough to set any parent’s heart racing. An urgent call from the school to say your child has been involved in cyberbullying. You want to know the name of the child who has dared to say anything hurtful about your son or daughter. Then horror as you discover your child is the bully.

It’s an excruciating scenario, and one that could make you feel you have failed as a parent. Yet with an increasing number of cyberbullying victims, there must be a growing number of culprits. There are steps that parents can take to help tackle cyberbullying by understanding the online worlds they inhabit and the technology they use.

Could my child be a cyberbully?

Children may be able to weave their way round apps and social media at Formula One speeds, yet not be mature enough to understand the consequences and implications of the content they post and share. Two thirds of secondary school pupils agreed it was easier to say something hurtful online than face to face.

No one likes the idea of their child as a cyberbully or a bystander to bullying. There is a possibility your child has bullied, or been a witness to it, without fully understanding how it has affected the victim.

Why is this an important time of year?

Online searches for the term cyberbullying spike at this time of the year, when children are back at school. The number of people who contact me for advice on the issue also peaks at this time. Many children will have started the term with their first smartphone, giving them digital independence and opening up the world of social media. Kids today network with a wider circle of friends that a child growing up in the 1980s could only have dreamed of.

How does cyberbullying compare with bullying face to face?

Bullying has changed. No longer does it stop at the school gates. Comments online stick around, they breed and they have an audience. Before, bullies could only get to you between the hours of 9am and 3pm, but cyberbullying has the potential to affect someone day and night and it offers a degree of anonymity to the perpetrator. By setting up a fake alias that bears no resemblance to your name, the cyberbully is free to say and do as he or she chooses.

What should I say to my child if I find out they are bullying someone online?

We’ve all done things we regret, it’s not so black and white to children. The important thing is that your child talks to someone if they’ve messed up. Try not to get angry or overreact – work out together how to remove inflammatory or offensive content and make amends with the people involved. Some children like to express their feelings in different ways – if your child finds it hard to sit down with you, let them know they can contact a confidential helpline (such as Childline) for advice.

What can I do to prevent my child from cyberbullying?

It’s vital to show an interest in their digital life and give your relationship with your child a regular health check. Talk about which apps and websites they use, and the kind of things they post on social media. Explain how important it is to think before they post and not say anything online that they wouldn’t say face to face.

How do I encourage them to use social media in a positive way?

Explain the nuance between sharing what they think might be funny, versus the potential to cause offence. Ask them how they would feel if they were on the receiving end. It is just as important to have manners online as it is at the dinner table or the school hall.

What could have turned my child in to a cyberbully?

Your child might be hearing or seeing things that affects their behaviour choices – on TV, social media or others at school. This change in behaviour could include prejudicial attitudes towards fellow pupils, such as racism, attitudes towards disability, sexism, homophobia, transphobia, etc.

Who should I tell if my child has bullied someone online?

Talk to family and friends – some may have had a similar experience. Don’t be afraid to talk to their teacher to send clear messages to your child about the impact it could have on them and children they are targeting.

Dr Linda Papadopoulos is supporting the campaign by Internet Matters to help parents deal with cyberbullying, internetmatters.org/cyberbullying


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