Um quinto dos jovens nos centros educativos tem problemas psíquicos

Novembro 2, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 16 de outubro de 2016.

adriana-miranda

Ana Dias Cordeiro

Mecanismo Nacional de Prevenção da Provedoria de Justiça realizou visitas aos seis centros para jovens que cometeram actos qualificados de crimes.

Mais do que avaliar a capacidade de resposta das instituições, o relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção, elaborado no fim das visitas realizadas em 2015 aos centros educativos em Portugal, retrata uma realidade destes centros onde estão jovens que cumprem medidas por actos, qualificados de crimes, mas cometidos entre os 12 e os 16 anos de idade.

O documento conclui que  31 ou seja um quinto  dos 150 jovens cumpriam medidas de internamento (e não penas na prisão) foram diagnosticados com uma patologia do foro psíquico. O triplo desse número (94) recebiam acompanhamento psicológico no centro, 44 estavam a ser seguidos por médico pedopsiquiatra ou psiquiatra  em consultas em regra asseguradas pelas entidades de saúde da área geográfica dos centros educativos  e a 49 jovens estava a ser administrada medicação.

O objectivo do Mecanismo Nacional de Prevenção, cuja função foi atribuída ao Provedor de Justiça depois da ratificação por Portugal do Protocolo Facultativo à Convenção contra a Tortura e outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes, em 2012  é realizar visitas sem aviso prévio para verificar o tratamento dado a pessoas privadas de liberdade. Podem ser prisões ou hospitais psiquiátricos, zonas de detenção da Polícia Judiciária ou do Ministério, entre outros.

No caso dos centros educativos, o objectivo inicial era apenas visitar o Centro Educativo (CE) da Bela Vista em Lisboa, quando passou a centro misto e ver como se adaptara nessa mudança de juntar rapazes e raparigas. Mas constatada a presença de jovens “que notoriamente apresentavam perturbações de foro mental”, foram decididas visitas a todos os seis centros em 2015.

A capacidade de resposta terapêutica varia de centro para centro e das respectivas condições. O documento assinala como aspecto negativo o facto de o Centro Educativo do Mondego, no distrito da Guarda, não existir a colaboração de psicólogo ou psiquiatra – o mesmo não sendo verificado noutros centros educativos. E sugere que estas problemáticas merecem a atenção das entidades e dos profissionais.

Pelo desfasamento temporal existente entre o momento do acto e a decisão do juiz, não se encontravam jovens de 12 ou 13 anos a cumprir medidas de internamento em 2015. A idade mais representada era 16 anos (com 39 jovens); 36 jovens tinham 14 ou 15 anos, os restantes tinham sobretudo 17 ou 18 anos, mas também havia alguns mais velhos. No total, e nesse ano, os centros acolhiam 129 rapazes e 21 raparigas. Mais de 40% dos 150 rapazes e raparigas estavam a cumprir medidas de internamento acima dos 18 meses.

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Pais e filhos chateiam-se por causa da desarrumação e dos telemóveis

Novembro 2, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

texto do site http://www.educare.pt/ de 30 de setembro de 2016.

educare

Não cumprir ordens, rotinas de estudo inconsistentes, comportamento desajustado na escola também provocam discussões. Estudo “Indisciplina na Família” revela motivos de desentendimentos e castigos aplicados.

Sara R. Oliveira

Pais e filhos. O que os divide? O que os chateia? O que, na verdade, provoca discussões entre eles? Um inquérito feito a mais de 2500 encarregados de educação portugueses revela que a desarrumação do quarto e o uso excessivo de telemóveis são as duas principais causas de desentendimentos entre pais e filhos em idade escolar. O estudo “Indisciplina na Família”, realizado em maio deste ano, com o apoio da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas e da Confederação Nacional das Associações de Pais, indica quais os motivos de discórdia. E as correções mais utilizadas.

A desorganização e a desarrumação do quarto lideram as causas de discussão com 39,5%. O uso excessivo de aparelhos tecnológicos surge imediatamente a seguir com 39,4%. Seguem-se o incumprimento de ordens, orientações ou pedidos com 34,3%, as rotinas de estudo ou trabalhos de casa com 28,3%, brigas entre irmãos com 26,4%, birras com 24,5%. Os horários de sono com 17,9%, as recusas em realizar tarefas domésticas com 16,9%, o insuficiente desempenho escolar com 10,1% e o comportamento escolar desajustado com 7,4% também entram na lista das 10 principais causas de discussão.

O estudo, realizado com base num inquérito online feito a encarregados de educação de Portugal continental e ilhas, mostra que é no 2.º ciclo que as discussões por causa do uso excessivo de aparelhos tecnológicos surgem em primeiro lugar, 46,3% no total. Um problema que se mantém e se acentua no 3.º ciclo com 53,8% e no Secundário com 44,4%.

No pré-escolar e 1.º ciclo, as birras são a principal causa dos desentendimentos com 75% e 42,1%, respetivamente. “As discussões com as questões do estudo e trabalhos de casa ocorrem mais no 2.º e 3.º ciclos de escolaridade”, refere, à Lusa, o autor do estudo, Alexandre Henrique. Há uma evidente evolução com a idade com as discussões por incumprimento de ordens a diminuir, mas, no sentido inverso, aumentam os conflitos relacionados com a desarrumação do quarto. “Apesar do álcool e o tabaco serem um problema social entre os jovens, os conflitos sobre essa matéria são praticamente nulos”, adianta.

Há discussões e há castigos. As principais correções aplicadas atualmente aos educandos são a repreensão através de um diálogo calmo, 97,3% do total dos inquiridos. Quase 80% gritam e a mesma percentagem de pais proíbem os filhos de usar brinquedos, utilizar telemóveis ou ver televisão. E 66,7% privam os mais novos de realizar atividades de que gostam. Os castigos físicos, como bater, têm caído em desuso. Mesmo assim, 26,8% contam que utilizam esse procedimento.

O castigo de impedir de estar com os amigos baixou para os 24,5%, comparativamente com a geração anterior, na qual este valor quase chegava aos 60%. As análises aos gráficos mostram que os pais dos atuais encarregados de educação eram “mais severos nos castigos aplicados, principalmente na agressão física e no impedimento em estar com os amigos e em frequentar certos espaços”.

“Curioso constatar que a privação de objetos é uma prática muito mais comum nos encarregados de educação atuais, ao que não será alheio o facto de os objetos terem um papel mais preponderante na vida das atuais crianças e jovens”, sustenta Alexandre Henrique. A maioria dos encarregados de educação inquiridos neste estudo possui habilitação superior, 79% no total, habita num grande centro populacional e tem educandos com rendimento escolar. No total, 73,9% são casados.

 

 

Acha mesmo que consegue controlar o que os miúdos vêem na internet?

Novembro 2, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do site http://marketeer.pt/ de 12 de outubro de 2016.

PDJ Linha Internet Segura from KISS on Vimeo.

“Não sabemos com quem os nossos filhos falam, não podemos proibir que usem a Internet. Mas podemos ensiná-los a defenderem-se” é a mensagem da mais recente campanha do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ). Assinada pela Kiss e com produção da Molotov, a campanha conta com um filme institucional para divulgação da Linha Internet Segura, destinada a pais, familiares e educadores.

O filme, presente em televisão e online, lembra que não podemos proteger os jovens de todos os perigos da Internet, eliminando conteúdos pornográficos ou violentos, mas que é possível ensiná-los a defenderem-se e a adoptar comportamentos mais seguros.

«Não é como há alguns anos em que existia só um computador por casa. O digital entrou de tal forma no dia-a-dia que sabemos que não é possível controlar tudo», referem Pedro Batalha e Paulo Afondo, directores Criativos da Kiss.

A solução encontrada, então, é «ter mais informação, estar atento e manter canal aberto para falar com eles [jovens] sobre o tema», até porque o «bom senso manda não proibir».

 


Entries e comentários feeds.