II Congresso de Direito da Família e das Crianças – 29 e 30 de setembro em Lisboa

Agosto 28, 2016 às 3:23 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

http://iicdfc.admeus.net/?page=1

 

Carência de iodo afeta mais de um terço das crianças no Grande Porto

Agosto 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 22 de agosto de 2016.

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Joaquim Ferreira

37% das crianças entre os 6 e os 12 anos do Grande Porto revelaram carência de iodo, um nutriente considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo.

A faculdade de Medicina da Universidade do Porto avaliou mais de duas mil crianças do norte do país durante seis meses. A percentagem de crianças afetadas no Grande Porto é de 37%.

A carência de iodo é um problema detetado há vários anos pelas autoridades de saúde. Em 2013, a Direção Geral de Educação recomendou a utilização de sal iodado em todas as cantinas escolares.

Os resultados da equipa de investigadores, liderada por Conceição Calhau, demonstram de forma clara que essa recomendação tem sido ignorada. “Das 83 escolas que entraram neste estudo nenhuma usava sal iodado nas cantinas. Foi mesmo zero”, adianta.

Este cenário, sublinha Conceição Calhau, é ainda agravado pelo desconhecimento das famílias: “Destas 2018 crianças a grande maioria dos pais, 68%, nem sabiam o que era sal iodado”.

A carência de iodo é um problema que não deve ser minimizado. Conceição Calhau lembra as implicações na capacidade de aprendizagem das crianças. “Isto é realmente preocupante e a Organização Mundial de Saúde vem dizendo que pode comprometer o QI em cerca de 15 pontos”.

Para ultrapassar o problema, a investigadora sugere uma lei que obrigue à iodização de todo o sal para consumo humano.

O jornalista Joaquim Ferreira entrevista a investigadora Conceição Calhau

mais informações na notícia da FMUP:

ESTUDO | Mais de um terço das crianças do Grande Porto apresentam carência de iodo

 

After escaping war, what awaits Syrian children in Europe?

Agosto 27, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://edition.cnn.com/ de 22 de agosto de 2016.

By Gauri van Gulik, for CNN

Editor’s Note: Gauri van Gulik is the Deputy Europe Director at Amnesty International. Follow her @gaurivangulik. The opinions expressed in this commentary are hers.

(CNN) The haunting image of five-year-old Omran Daqneesh, shocked and bloodied in the back of an ambulance after being pulled from the rubble of his home, graphically captures the horrific situation facing Syria’s children — and makes it easy to understand why parents would take their children on the desperate, arduous journey to Europe.

But if a child like Omran were to survive the trip and reach Europe’s shores, their ordeal would be far from over.

On a visit to the Greek island of Lesvos, I saw first-hand what awaits them.

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Photos: Children of conflct 2016: Aleppo, Syria — Five-year-old Omran Daqneesh waits shell-shocked in the back of an ambulance. He and other members of his family were injured when airstrikes ripped through his neighborhood in August. The photo inspired international grief and put a face on Syria’s ongoing civil war.

The scars of war

In a detention center on Lesvos I met Ahmed, a one-year-old baby who has been sick for almost all of his short life from what his mother described as a chemical attack.

She told me that a bomb destroyed their home soon after Ahmed was born, lodging shrapnel in his neck. Soon after, he developed severe asthma and other symptoms consistent with chlorine gas inhalation. When I met him almost a year after the bombing, I could see his scars and his little body struggled to breathe.

Richard Burton

His family are Palestinians from Syria, who first fled the horrors of siege and starvation in Yarmouk camp, outside Damascus.

But the war followed them as they fled to Idlib in the north of the country. After a bomb hit their home, Ahmed’s mother took them across the border into Turkey where they paid smugglers to take them across perilous waters in an overcrowded boat to the Greek islands.

Inside Greece’s detention centers

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Once on land, Ahmed’s family did not receive a warm welcome. They arrived after the EU-Turkey deal came into effect on March 20 this year, effectively transforming the islands into mass detention facilities.

Ahmed’s family were locked up with more than 3,000 other people in Moria detention center, closed off from the outside world by barbed wire fences. When I saw them, they had no privacy and no idea what would happen to them next.

Instead of quickly providing Ahmed with the urgent medical care he needed, a doctor first gave the family a box of paracetamol.

Journey isn’t over yet

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The family were later removed from detention but remain stranded in Greece, like nearly 60,000 other refugees and migrants.

Onward routes to Europe are mostly shut off. If it was up to some European leaders, most would simply be deported back to Turkey.

This desperate situation is being played out across Europe — in Hungary, Serbia, Greece, Calais and elsewhere.

Children forget how to read

Ahmed reminds me of so many children we have seen around the continent, and the ordeals they face.

Almost a third of refugees and migrants crossing the Mediterranean to Europe are children. Many of them traveling alone, vulnerable to exploitation, or separated from their families along the way, sometimes by the authorities themselves.

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Some of the children we’ve met have spent so long out of school that they have forgotten how to read and write.

One 16-year-old boy from Syria who has been in a camp on the Greek mainland told us: “We have been here for 423 days with no hope, no education, no schools. I need the chance to complete my studies.”

These children need safety, special care, education, and a roof over their head. They need governments to allow and facilitate family reunification. They need countries to follow through on their promises to relocate and resettle families like Ahmed’s.

EU governments must act

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In Europe, governments are shamefully behind on both fronts. European Union leaders have relocated a fraction of the refugees they promised to take last September.

While Omran, as Aylan Kurdi before him, captured the attention of the world, heartbreak and outrage are not enough.

Read more: What parents in Aleppo tell their children about war

The images have moved the world, but not leaders. Until they act, thousands of children will suffer the same fates as Omran, Aylan and Ahmed.

 

Professores pouco preparados para necessidades de alunos adotados

Agosto 26, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 17 de agosto de 2016.

clicar na imagem

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Ação de Formação – “Comportamentos Online nos Jovens: O Uso Problemático da Internet – 24 de Setembro em Torres Vedras

Agosto 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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inscrições até 29/08/2016 – 75 €

Inscrições de 30/08/2016 a 12/09/2016 – 85 €

mais informações e inscrição no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeUpZ5tm9EVxUpRSdhruO-033A7M4ZRR-VfeDksSk1WBijXzw/viewform?c=0&w=1

http://dianova.pt/

Relatório anual da atividade das CPCJ de 2015

Agosto 26, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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cpcj

descarregar o relatório no link:

http://www.cnpcjr.pt/left.asp?14.04.18

Beatrix Potter: A rebelde obediente que mudou a literatura infantil

Agosto 25, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 22 de agosto de 2016.

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Beatrix Potter Cortesia da PIM

Maria João Monteiro

A escritora e ilustradora britânica nasceu em 1866. Para assinalar os seus 150 anos, são editados pela primeira vez em Portugal os Contos Completos.

“Era uma vez quatro coelhinhos, e os seus nomes eram Florinda, Melinda, Rabinho-de-Algodão e Pedro”. Assim começa Pedro Coelho, um dos mais celebrados contos infantis de todos os tempos, com 45 milhões de cópias vendidas em todo o mundo e traduzido em mais de 36 línguas. No ano em que se celebram os 150 anos do nascimento de Beatrix Potter, foram emitidos dez novos selos pelo Royal Mail, no Reino Unido, com algumas das suas personagens mais emblemáticas, como o próprio Pedro Coelho, o Esquilo Trinca-Nozes e a Senhora Pica-Pisca. Que passaram, também, a ter um nome em português, já que a efeméride proporcionou, finalmente, a edição em Portugal do primeiro dos quatro volumes de Contos Completos que reúnem a totalidade do seu trabalho literário.

“São histórias fáceis de se gostar pelo aprumo estético que atrai as crianças e pelos piscares de olhos que fazem à inteligência dos pais”, diz o coordenador editorial Vladimiro Nunes, da editora PIM, uma nova chancela criada em parceria entre a Ponto de Fuga e a Europress. A publicação dá-se ao mesmo tempo que o Canal Panda está a transmitir A História do Pedrito Coelho. Carlos Vintém, da PIM, refere que é importante levar os grandes autores do passado às novas gerações, assoberbadas pela tecnologia. “Queremos que estes contos criem hábitos de leitura”, afirma o editor.

Pedro Coelho, o coelhinho de casaco azul que desobedece à mãe e vai comer as hortaliças do quintal do Sr. Gregório, Trinca-Nozes, o impertinente esquilo vermelho que tenta escapar à fúria do Senhor Pena-Parda, e a Senhora Pica-Pisca, a ouriço-cacheiro que leva roupa lavada aos animais com a ajuda de Lúcia, são algumas das criações mais marcantes de Beatrix Potter. E é um legado que continua bem vivo na sua antiga casa em Hill Top, no condado verdejante da Cúmbria, que pouco mudou desde que morreu em 1943.

Propriedade do National Trust, a casa de Beatrix Potter recebe todos os anos mais de dois mil visitantes de todo o globo ansiosos por explorar os locais que inspiraram as famosas ilustrações dos seus livros. Uma das nacionalidades que mais visita a casa é o Japão, porque é comum no país usar Pedro Coelho para ensinar inglês. “Todos os japoneses gostam muito da natureza e, quando li o conto, quis vivenciar um cenário tão bonito”, disse uma das visitantes japonesas à BBC News.

Filha de um casal da alta burguesia e a mais velha de dois irmãos, Beatrix Potter teve uma infância solitária e foi educada em casa por preceptoras, de acordo com os princípios da era vitoriana. Aprendeu Pintura e História Natural, sem descurar o gosto por contos de fadas, rimas e lengalengas. E começou, então, a explorar o exterior de caderno e máquina fotográfica na mão, rabiscando plantas e animais como ratos, coelhos e ouriços-cacheiros. “Encontrava um escape na criatividade e na observação da Natureza. Não há escape melhor do que a imaginação”, reconhece Vladimiro Nunes.

Foram os Verões passados em Dalguise, na Escócia, e no Lake District, em Inglaterra, que deram a Beatrix um refúgio face às obrigações familiares e às restrições de género em vigor na sua época. Entre 1881 e 1897, manteve um diário ilustrado com um código por si inventado que apenas foi desvendado em 1958, após a sua morte, aos 77 anos. Linda J. Lear, historiadora e autora do livro Beatrix Potter: A Life in Nature, explica ao PÚBLICO, por e-mail, que “não era um diário em que escondia os seus pensamentos e actividades, era mais uma forma de ter alguma coisa interessante para fazer todos os dias a nível intelectual e criativo”.

Durante este período, a escritora começou a escrever cartas ilustradas destinadas aos filhos dos seus amigos e cartões para vender de forma a poder ganhar algum dinheiro. Em 1883, conhecera Annie Carter, a sua nova preceptora, uma jovem culta e viajada. As duas ficaram amigas quando Annie se despediu para casar com Edwin Moore. Beatrix frequentava a casa dos Moore e enviava regularmente histórias ilustradas aos seus oito filhos.

A primeira referência a Pedro Coelho aparece aliás numa carta de 1893 dirigida a Noel Moore, o filho de cinco anos de Annie, que começava assim: “Meu querido Noel, não sei o que te escrever, por isso vou-te contar a história de quatro coelhinhos cujos nomes eram Florinda, Melinda, Rabinho-de-Algodão e Pedro.” Baseado no dócil coelho de estimação de Beatrix, Peter Piper, Pedro Coelho foi rejeitado por seis editoras. Determinada, a escritora publicou o conto de forma independente em 1901, ano em que saíram 250 exemplares distribuídos entre família e amigos. O sucesso não tardou e até Arthur Conan Doyle, autor das aventuras de Sherlock Holmes, comprou um para os filhos. Mais 200 cópias saíram até ao final desse ano.

A Frederick Warne & Co, que tinha rejeitado anteriormente a proposta, não ficou indiferente e pediu a Beatrix que refizesse a cor as ilustrações, originalmente a caneta preta. O conto foi republicado em 1902 e vendeu 50 mil exemplares no espaço de um ano, alcançando a sexta edição. “Todas as histórias [de Beatrix] começaram como cartas ilustradas, mas quando ela percebeu que havia mercado passou a fazer os desenhos a cor”, diz Linda J. Lear.

Aguarelas e palavras adultas

Foi a estreia da escritora de então 35 anos, que até ao final da sua vida viria a publicar 23 contos ilustrados. O equilíbrio entre o texto de fácil compreensão e o detalhe das aguarelas que retratam o campo, o interior das quintas e as tocas dos animais explica o êxito de Beatrix. “Ela respeitava o sentido de humor e a imaginação das crianças e não se coibia de usar palavras adultas como ‘soporífico’ e ‘afrontado’ nas suas histórias”, acrescenta a investigadora.

O trabalho de Beatrix Potter mudou para sempre a literatura infantil. A simplicidade das suas histórias e a riqueza das suas ilustrações atravessam gerações e diluem as fronteiras do mundo anglo-saxónico. Mark Brown, de 31 anos, é do País de Gales e lembra-se de passar serões no aconchego da sua cama a ler as histórias com os pais. “Tínhamos sempre os livros lá em casa e eu podia olhar para as imagens antes de saber ler bem”, diz ao PÚBLICO. Mark destaca as personagens “carismáticas e ternurentas” dos livros de Beatrix.

Jane Flanagan, de 43 anos, é da Nova Zelândia e recorda a colecção completa dos contos que havia em casa da avó. Começou a folhear as histórias antes mesmo de saber juntar as letras. “Ou alguém me lia A História do Pedro Coelho, ou eu sentava-me sozinha a ver as imagens”, conta.

A neozelandesa admite que foram as ilustrações que chamaram a sua atenção em primeiro lugar. “Através destes contos, aprendi a ler e encontrei prazer na leitura”, diz Jane, que ainda hoje convive com as histórias de Beatrix Potter. Agora é a sua mãe que tem os contos completos e, da última vez que a visitou com as sobrinhas, leu-lhes o conto de Pedro Coelho. “Foi um momento de nostalgia pela minha infância e de partilha da delas”, conta.

A inglesa Heather Nettleship, de 22 anos, também se lembra de ser apresentada ao mundo de Beatrix Potter quando era pequena. “A minha mãe costumava mostrar-me os livrinhos dela”, recorda. Segundo Heather, as ilustrações “delicadas e bonitas”, assim como as “histórias adoráveis” tornam os desenhos de Potter “intemporais”.

Isso explica que em 1980, quase quatro décadas após a sua morte, tenha surgido em York a Beatrix Potter Society (BPS), uma associação de profissionais envolvidos na curadoria do material da escritora. Linda J. Lear, membro da BPS, refere que “o objectivo é promover o estudo e a apreciação da vida e obra de Potter que, além de ter escrito 23 contos, era uma artista ligada à paisagem e à história natural, agricultora e conservacionista”.

O grupo tem cerca de 650 membros em todo o mundo, do Reino Unido aos EUA e do Japão à Austrália, que recebem trimestralmente um diário ilustrado e uma newsletter com informações sobre os eventos organizados. Uma das actividades mais importantes é o programa Reading Beatrix Potter, que incentiva a leitura das histórias da escritora nas escolas e bibliotecas locais. A iniciativa, que começou em 1998 no Reino Unido e em 2001 nos EUA, já chegou a países como França, Austrália e Canadá.

Antes de Walt Disney

Beatrix Potter era uma mulher à frente do seu tempo e a familiaridade dos pais com os negócios dotou-a de uma visão empreendedora. Assim que publicou o primeiro livro, registou a patente para um boneco de Pedro Coelho, pois achava que o merchandising seria uma boa estratégia para dar a conhecer os seus contos. “Foi um dos primeiros fenómenos da cultura popular e abriu caminho, por exemplo, a Walt Disney”, diz Vladimiro Nunes. Aos peluches, seguiram-se livros de colorir, puzzles e jogos de tabuleiro; aos poucos, a escritora construiu a sua independência financeira.

Sem nunca desobedecer à austeridade moral da época nem desrespeitar o compromisso de tomar conta dos pais, começou a investir os seus lucros numa propriedade rural do Lake District. A morte prematura de Norman Warne, de quem estava noiva, levou a que encontrasse no campo a cura para a tristeza, vindo a casar com William Heelis aos 47 anos, em 1913. Inspirada pela criação do National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty, Beatrix comprou grandes terrenos para poder protegê-los do desenvolvimento da área.

Tida como uma “revolucionária alinhada”, Beatrix manifestava a sua rebeldia na forma como via o mundo, na relação afirmativa que mantinha com os seus editores – e através das suas personagens. Vladimiro Nunes dá o exemplo de Pedro Coelho, que é “medroso, mal comportado, pateta, um herói muito pouco vitoriano”.

Apesar de ser sobretudo conhecida por ter enriquecido a infância de milhares de crianças, Beatrix Potter era também uma talentosa cientista natural, com um particular interesse por arqueologia, entomologia e micologia, e que pintava também aguarelas de fósseis e fungos. Nos anos 1890, a sua habilidade para gerar esporos de uma determinada classe de fungos chamou a atenção do tio, o químico Henry Roscoe, que apresentou o trabalho de Beatrix nos Royal Botanical Gardens de Kew, arredores de Londres, e na Linnean Society, o mais antigo grupo britânico dedicado ao estudo da zoologia, da botânica e da biologia.

O seu trabalho, On the Germination of the Spores of Agaricineae, não recebeu muita atenção por ser assinado por uma mulher. No entanto, algumas das suas ilustrações ficaram no Armitt Museum and Library, em Ambleside, e ajudaram os micologistas a identificar alguns fungos. Em 1997, a Linnean Society emitiu um pedido de desculpas póstumo pelo sexismo com que tratou a sua pesquisa.

Os últimos anos da vida de Beatrix foram dedicados à conservação do património do Lake District e à melhoria de condições de vida no campo. Em 1930, começou a trabalhar directamente com o National Trust e ficou encarregue de algumas quintas, de hectares de floresta e de vários rebanhos. Decidiu que as quintas deveriam ser geridas por locais e ter obrigatoriamente rebanhos de ovelhas Herdwick, originárias da região. A conservação desta espécie em muito se deve à escritora.

A escrita continuou a ser parte da sua vida, mas a visão reduzida e o entusiasmo pela exploração pecuária determinaram que The Tale of Little Pig Robinson, publicado em 1930, fosse o seu último conto. Em 1926, tinha publicado nos Estados Unidos um livro mais longo, The Fairy Caravan, que achou demasiado autobiográfico para ser vendido em Inglaterra, o que só aconteceu nove anos após a sua morte. Entretanto, em 2014, foi descoberto o conto The Tale of Kitty-in-Boots, para o qual Beatrix só deixara, cem anos antes, uma ilustração pronta. A nova edição terá ilustrações do cartoonista inglês Quentin Blake e será publicada em Setembro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Beatrix Potter contribuiria para o esforço de guerra assegurando comida e lã. Acabou por morrer de pneumonia e problemas cardíacos ainda antes do fim do conflito, a 22 de Dezembro de 1943, deixando 14 quintas com mais de quatro mil hectares ao National Trust.

Mais de 70 anos depois, os leitores portugueses podem finalmente folhear os seus Contos Completos. Os próximos três volumes, que contêm algumas das histórias ainda inéditas em língua portuguesa, serão publicados em Setembro, Outubro e Novembro.

Texto editado por Inês Nadais

 

 

“Rio de Contos” II Encontro de Narração Oral de Almada – 9 -11 de setembro

Agosto 25, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/BIBLIOTECAS/DESTAQUES/DETALHE/?bibliot_destaques_detalhe=43370652&cboui=43370652

https://www.facebook.com/laredoassociacaocultural/

Psicólogos de Harvard revelam : pais que criam “boas” crianças fazem estas 5 coisas

Agosto 25, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://osegredo.com.br/ de 1 de agosto de 2016.

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Luiza Fletcher

Nesta era de tecnologia, descobrimos que a educação dos filhos é um pouco diferente dos tempos antes do iPod, iPhone, computadores, Internet, e todos as outras modernidades incríveis que nos consomem. As crianças brincavam nas ruas. Jogavam bola nos campos. Brincavam do lado de fora até que as luzes de rua se acendiam e elas sabiam que tinham que ir para dentro de casa. Nós estamos criando crianças muito diferentes agora do que há vinte ou trinta anos atrás. Mas, talvez seja hora de voltar ao básico.

Este é um mundo novo. As crianças nascidas nessa era automaticamente recebem aparelhos para entretê-las. Mas, onde estamos errando? Psicólogos da Universidade de Harvard vêm estudando o que torna uma criança bem criada nestes tempos de mudanças. Eles concluíram que existem vários elementos que ainda são essenciais.

Aqui estão 5 segredos para criar uma “boa” criança, de acordo com psicólogos de Harvard:

1.Passe tempo com seus filhos

Passar o tempo com seus filhos significa deixar tudo de lado por um tempo, ler um livro, chutar uma bola, caminhar com ele, ou apenas jogar um jogo à moda antiga. Em termos mais simples, isso significa que você interage com sua criança. Estas são as coisas das quais elas vão se lembrar. Elas vão se esquecer do que você comprou. Só querem passar mais tempo com seus pais.

2.Fale com eles em voz alta

De acordo com os pesquisadores de Harvard, “Mesmo que a maioria dos pais diga que o cuidado com seus filhos é uma prioridade de tempo, muitas vezes as crianças não estão ouvindo a mensagem.”

Passe tempo com eles para descobrir o que está acontecendo em sua vida. Verifique com professores, treinadores. Descubra se há uma mudança em seu comportamento. Permita que seu filho se sinta confortável para conversar com você. Seu filho precisa saber que é a prioridade em sua vida. As crianças necessitam de confirmação através de palavras. As palavras são importantes. Converse com elas e compartilhe suas histórias sobre a escola, trabalhos de casa, amigos, e assim por diante.

3.Mostre ao seu filho como resolver problemas sem estressar sobre o resultado

Um dos maiores presentes que você pode dar ao seu filho é a capacidade de analisar e resolver problemas. Deixe seu filho decidir por si mesmo o que ele quer. Você não pode resolver seus problemas o tempo todo. É saudável lhe permitir experimentar a vida através de suas próprias lentes. Conquistas são importantes e, ao lhe permitir determinar o que quer, você o está presenteando com a consciência.

Você quer criar um adulto produtivo. Permita que ele venha até você e compartilhe seus problemas e o oriente a fazer as melhores escolhas possíveis. É difícil dar um passo atrás quando vir filho cometer um erro. Mas faz parte da aprendizagem e da evolução da nossa humanidade.

Rick Weissbourd, que conduziu o estudo, diz: “Estamos muito focados na felicidade de nossos filhos. Estamos fazendo-os se concentrarem apenas em casos de sucesso?” A pressão para a realização pode ter muitos resultados negativos”, diz Weissbourd, que é codiretor do projeto.

4.Mostre a sua gratidão a seu filho regularmente

Os pesquisadores dizem que “os estudos mostram que pessoas que praticam o hábito de expressar gratidão são mais propensas a serem úteis, generosas, compassivas, felizes, saudáveis e perdoarem com mais facilidade.” Os pais devem dar tarefas aos seus filhos e, em seguida, expressarem gratidão por suas realizações. É importante que as crianças vejam que a gratidão é um dom notável. Sempre que fizerem algo, honre-as e as reconheça pelo seu desempenho.

Como pais, é nosso devem ensinar nossos filhos a serem compreensivos e compassivos para com os outros. As crianças aprendem pelo exemplo. Leve-as a um abrigo. Permita-lhes testemunharem como têm sorte de terem uma casa. Ajudar seus filhos é não apenas dar-lhes uma chance de serem adultos surpreendentes, mas também remover o preconceito da intolerância e diferença. Tudo começa em casa.

5.Ensine seus filhos a expandirem a sua visão

Isso remonta à mostrar-lhes gratidão. Deixe seu filho experimentar o mundo através de sua compaixão. Os pesquisadores dizem que “quase todas as crianças empatizam e se preocupam com seu pequeno círculo de familiares e amigos.”

Ensine seu filho a ser um bom ouvinte, a interagir sem o uso de tecnologia, ser compreensivo com outras pessoas fora de sua família, e não julgar qualquer pessoa com base em sua religião ou nacionalidade. Estamos em tempos cruciais da evolução humana, e esta nova geração tem a capacidade de mudar o nosso mundo. Expor seu filho a diferentes culturas ajuda a desenvolver uma pessoa amorosa, gentil e feliz.

Você é responsável por criar almas amorosas. Ajude-as a navegarem neste mundo através da compaixão, amor e bondade.

“Criar uma criança respeitosa, carinhosa e ética sempre pode parecer um trabalho árduo. Mas é algo que todos nós podemos fazer. E nenhum trabalho é mais importante ou mais gratificante.”

Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: Power of Positivity

 

Micróbios: amigos ou inimigos? – Atividade destinada a famílias com crianças maiores de 6 anos, no Laboratório do Pavilhão do Conhecimento, 28 de agosto

Agosto 24, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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28 de Agosto

15.30 | 17.15 Micróbios: amigos ou inimigos?

Qual o tamanho dum micróbio? Podemos cultivá-los? Qual a diferença entre um vírus e uma bactéria? Veste a bata de microbiólogo e vem descobrir, de forma divertida, como os micróbios convivem connosco, que utilidades têm e qual a importância da higiene no nosso dia a dia.”

Famílias com crianças M/6 | 2€ por participante ou gratuito na compra do bilhete de acesso às exposições | Inscrição on-line* ou no próprio dia na bilheteira.

*Inscrições disponíveis 21 dias antes da actividade.

mais informações:

http://www.pavconhecimento.pt/visite-nos/actividades/detalhe.asp?id_obj=26

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