Má formação cívica é um dos motivos do cyberbullying

Agosto 19, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.educare.pt/ de 8 de agosto de 2016.

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Sara R. Oliveira

É através de insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na Internet que o cyberbullying se manifesta. O cyberbullying é uma forma de violência e a sociedade deve estar atenta. Um estudo da Universidade do Minho conclui que um em cada dez alunos já foi vítima de cyberbullying. “A agressão virtual tem efeitos nefastos para as vítimas, desde perda de reputação, estigmatização exercida pelos colegas e baixa autoestima, até situações de depressão extrema e suicídio”, adianta Luzia Pinheiro, autora da tese de doutoramento “Cyberbullying e Cyberstalking”, em declarações à Lusa.

Os distúrbios psicológicos, a má formação cívica, a vontade de descarregar a agressividade e o excesso de tempos livres são os principais motivos que podem levar alguém a praticar cyberbullying. E as vítimas, muitas vezes desprevenidas, “tendem a desvalorizar o perigo dos conteúdos online e a expor-se demasiado”. As conclusões deste trabalho de doutoramento, defendido recentemente no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, basearam-se em cerca de 200 inquéritos digitais aplicados a alunos da Universidade do Minho e da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, entre janeiro e março de 2013.

E os exemplos revelados nesse inquérito dão que pensar. Sete casos de perseguição, um dos quais de uma mulher perseguida depois de terminar a amizade com um homem que conheceu nas redes sociais. Uma jovem insultada constantemente no Facebook por colegas que chegaram a criar uma página para esse efeito. Casos de usurpação de identidade através da criação de perfis falsos, furto de fotografias pessoais colocadas em sites de encontros ou, ainda, divulgação de vídeos de teor sexual partilhados por ex-namorados ou outras pessoas.

“A Internet patrocina a desinibição, a criatividade, a exteriorização. Cria uma ilusão de proximidade e privacidade que não é real. Leva à publicação por impulso. Metamorfoseia-se num ‘reality show’ planetário em tempo real”, refere a investigadora. Luzia Pinheiro lembra, aliás, que é muito fácil espalhar informações em poucos segundos.

O cyberbullying deve, na sua opinião, “deixar de ser visto como um tabu social para que possa ser tratado como o que realmente é: violência”. Cyberbullying é, sublinha, qualquer divulgação pública de conteúdos textuais, visuais e áudio que depreciem ou desacreditem alguém ou determinado grupo, bem como qualquer tipo de intimidação, ameaça e perseguição através de mensagens privadas que ocorram na Internet de forma recorrente e intencional.

 

Comunicado da Missing Children Europe sobre a morte da Drª Margarida Durão Barroso

Agosto 19, 2016 às 4:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Dear members,

It is with great sadness that we inform you that Margarida Barroso, member of the Patrons’ Council of Missing Children Europe and President of applicant member organisation APCD has passed away after a 2-year fight against cancer. Margarida was one of the founders of the Patrons’ Council of Missing Children Europe and was very committed to protecting children. She will be missed greatly by all those who were close to her. Flowers will be sent on behalf of the members and Board of Missing Children Europe. In the interest of the family, we kindly as you to remain discrete and respect the family’s privacy.

Delphine Moralis

Secretary General

Missing Children Europe

Email: Delphine.Moralis@missingchildreneurope.eu

Rue de l’Industrie 10

1000 Brussels

Tel: +32 2 894 74 86

Website: www.missingchildreneurope.eu

 

Homenagem à Dra. Margarida Durão Barroso – Comunicado da Direção do IAC

Agosto 19, 2016 às 12:42 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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CapturarComunicado da Direção do IAC

Homenagem à Dra. Margarida Durão Barroso

Foi com grande consternação que o Instituto de Apoio à Criança tomou conhecimento da morte da Dra. Margarida Durão Barroso.

Desde 2003 que a Dra. Margarida Durão Barroso acompanhou o trabalho do Instituto de Apoio à Criança e participou em diversas iniciativas ao longo dos anos, especialmente nas que se relacionavam com o Desaparecimento e Exploração Sexual das Crianças.

A Dra. Margarida Durão Barroso empenhou-se muito nesta causa e integrou desde a sua Fundação o Conselho de Membros Honorários da Missing Children Europe, a Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente.

Durante os dois mandatos do seu marido como Presidente da Comissão Europeia, a Dra. Margarida Durão Barroso exerceu uma constante e intensa magistratura de influência, contribuindo decisivamente para a aprovação de um conjunto de diretivas para a prevenção e o combate à Exploração Sexual de Crianças e também para a criação do número único Europeu 116 000.

Em 2007 foi co-fundadora da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas e era sua Vice- Presidente.

O Instituto de Apoio à Criança considera a sua morte prematura uma grande perda para a causa dos Direitos da Criança, apresenta à família as mais sentidas condolências e manifesta a sua solidariedade à Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas.

Lisboa, 19/08/16

 

 

Bons leitores são bons alunos em qualquer disciplina

Agosto 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://novaescola.org.br/

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Quando a garotada lê bem (e compreende o que lê), tem mais chances de sucesso. Muitos professores já descobriram isso. E você?

Márcio Ferrari

Trabalhar produção de textos e leitura é tarefa de todos os professores, não só dos que lecionam Língua Portuguesa. A capacidade de entender e produzir textos é fundamental em qualquer disciplina, de História até Matemática. Cada área tem textos com características específicas e não dá para deixar tudo por conta do professor de Língua Portuguesa. “Não é que agora todo mundo tem de ensinar português e cuidar da correção ortográfica”, diz a consultora Maria José Nóbrega, de São Paulo. “Só o professor de cada área sabe se o texto que ele pediu está adequado em termos de vocabulário ou clareza da argumentação, por exemplo.”

É comum o professor de Matemática propor um problema às crianças e perceber que muitas teriam conhecimento para solucioná-lo, mas não conseguem chegar lá porque não entendem o enunciado. “Há alunos que sabem o raciocínio, mas têm dificuldade de escrever e de ler corretamente”, diz Kátia Smole, coordenadora do Mathema, empresa de consultoria em educação matemática de São Paulo.

Textos científicos ensinam a comparar opiniões

O estudo de texto nas aulas de Língua Portuguesa costuma se restringir a narrativas de ficção, relatos pessoais (como cartas) ou notícias tiradas da imprensa. Para o estudante, isso não é suficiente, porque há muitos outros tipos de texto que ele precisa compreender. “Cada área deve investir nos gêneros que fazem parte do seu dia-a-dia”, diz Maria José. Foi por isso que Daniel Helene, professor de História da Escola da Vila, de São Paulo, resolveu propor um trabalho de leitura e produção de texto técnico aos alunos da 5ª série, um dos 12 projetos vencedores do Prêmio Victor Civita Professor Nota 10 de 2004.

Com essa atividade, Daniel conseguiu o que queria: familiarizar a garotada com a escrita científica, que exige planejamento prévio para organizar idéias e atenção à clareza dos conceitos. A turma compreendeu que a linguagem formal facilita a comunicação com o leitor que não se conhece. Por isso, ela é a mais eficiente quando se escreve um texto para ser publicado, seja no jornal da escola ou em sua página na internet.

Os textos de ciências humanas têm outras características peculiares, como revelar a ideologia do autor e expor visões diferentes sobre um tema. Se os alunos forem acostumados a ler vários modelos de texto (de documentos oficiais a ensaios científicos), vão desenvolver espírito crítico para perceber essas nuances. Em pouco tempo saberão expor as próprias idéias por escrito, com argumentos destinados a convencer o leitor.

Na Matemática, o desafio é traduzir palavras em símbolos

A atividade com texto nas aulas de Matemática envolve outros desafios, como a relação entre duas linguagens diferentes as palavras e os símbolos matemáticos. Só o professor da área pode trabalhar satisfatoriamente a combinação de linguagens presente na resolução de problemas. Para solucioná-los, pede-se ao aluno que traduza uma situação inicialmente descrita em palavras para uma forma mais abstrata, composta de números e sinais.

Isso leva a criança a desenvolver habilidades de raciocínio e representação, que ela poderá usar em outras situações, cada vez mais complexas. Resolver uma questão matemática com desenhos pode ser um bom começo para que a garotada das primeiras séries se sinta à vontade no trânsito entre as duas linguagens. Por exemplo: peça que os alunos, por meio de desenhos, distribuam nove lápis em três estojos ou 12 bolas entre quatro crianças.

O trabalho com leitura e escrita em Matemática já pode ser proposto nas primeiras séries. A atividade em grupo é muito produtiva nessa fase, tanto para desenvolver habilidades de comunicação quanto para revelar ao professor e aos próprios alunos o quanto aprenderam e quais dificuldade ainda têm.

A professora Mirela Landulfo, do Colégio Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, utiliza textos nas aulas de Matemática desde a 2ª série. Para ela, essa é a melhor forma de levar as crianças a refletir sobre o que aprendem. Para ensinar tabuada, por exemplo, ela usa jogos e histórias em quadrinhos e depois pede que os alunos escrevam sobre a experiência. Os relatos dos estudantes sobre o Bingo da Tabuada em que eles têm de achar o resultado de uma multiplicação em suas cartelas de números mostraram a Mirela que alguns ficavam atentos às peças do jogo, outros às regras e os demais ao conteúdo matemático. Com base nisso, a professora concluiu que deveria continuar investindo na atividade até que a maior parte da turma constatasse, sozinha, como funciona a tabuada e também avaliasse o próprio aprendizado.

Para que a garotada da 7ª série conseguisse passar aos colegas os conceitos aprendidos, a professora Neide Pessoa dos Santos, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Afrânio de Mello Franco, em São Paulo, realizou uma atividade que envolveu todas as turmas. Primeiro, propôs um problema aos alunos de uma classe. Depois, cada um escreveu uma carta, com indicações sobre a resolução, para um colega anônimo de outra sala. O tal colega mais tarde enviou uma resposta, avaliando as dicas recebidas e contando como solucionou o problema. “O exercício pedia um cuidado especial com o texto e ampliou o vocabulário matemático dos meninos”, diz Neide. O empenho das turmas foi tão grande que os professores adaptaram a experiência, com sucesso, para o laboratório de informática. Os alunos ensinaram uns aos outros, por escrito, como desenvolver um software que constrói mosaicos.

O que todo professor pode fazer

• Estimular o gosto pela leitura.

• Fazer perguntas e discutir o que foi lido.

• Avaliar o aprendizado por escrito.

• Mostrar a importância do vocabulário específico.

• Incentivar a clareza ao escrever.

• Treinar a habilidade de organizar ideias.

Quer saber mais?

Colégio Nossa Senhora Aparecida, Al. Jauaperi, 416, 04523-903, São Paulo, SP, tel. (11) 5054-4399

Escola da Vila, R. Alfredo Mendes da Silva, 55, 05525-000, São Paulo, SP, tel. (11) 3751-5255, www.escoladavila.com.br

Escola Municipal de Ensino Fundamental Afrânio de Mello Franco, R. Acambaro, 39, 04827-250, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-0412

Bibliografia

Construir e Ensinar as Ciências Sociais e a História, Mario Carretero, 144 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-7033444, edição esgotada

Ler e Escrever: Compromisso de Todas as Áreas, Iara Conceição Bitencourt Neves e outros, 232 págs., Ed. da Universidade, tel. (51) 3224-8821, 25 reais

Ler, Escrever e Resolver Problemas, Kátia Stocco Smole e Maria Ignez Diniz (orgs.), 204 págs., Ed. Artmed, 48 reais


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