Ministério proíbe TPC nas actividades de enriquecimento curricular

Agosto 12, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 9 de agosto de 2016.

adriano miranda

Clara Viana

Ministério da Educação reforça carácter lúdico das AEC.

As entidades promotoras das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), destinadas aos alunos do 1.º ciclo, devem evitar que estas sejam “um prolongamento de actividades formais de ensino” e garantir que tenham um carácter “eminentemente lúdico”, estipulou o Ministério da Educação (ME) num conjunto de normas que foram agora enviadas às escolas.

As AEC são de oferta obrigatória, embora a sua frequência seja facultativa, ou seja, os pais podem decidir se os filhos as realizam ou não. O ME já estabeleceu também que estas só poderão realizar-se após o termo das aulas, às 16h30, e não antes do seu início ou durante o período lectivo, como sucedia com frequência. O que nenhuma entidade promotora das AEC poderá fazer, frisa o ME, é transformar estas actividades em período de realização de trabalhos de casa.

Nas normas enviadas às escolas, o ministério frisa que estas actividades devem responder “às expectativas das crianças e da sua formação integral, aumentando o leque de experiências que cada um dos alunos vivencie”.

Deste modo, acrescenta, no momento de planificação das AEC as escolas devem, entre outras vertentes, “valorizar as expressões culturais locais”, “criar oportunidades para que os alunos possam escolher livremente entre diferentes actividades e projectos” e “privilegiar a metodologia de projecto com a intenção primordial de dar voz aos alunos, a fim de gerar aprendizagens significativas e uma visão global das situações”.

No ano lectivo passado, segundo dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), só 8,6% das escolas tinham AEC focadas na ligação da escola com o meio, um dos domínios que o ME quer agora fomentar. Ainda menos representativas são as actividades relacionadas com solidariedade e voluntariado, que foram desenvolvidas só em 1,5% das escolas.

As AEC podem ser promovidas pelas escolas ou entregues por estas a associações de pais, autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social ou outras entidades. Das 752 entidades promotoras de AEC em 2015/2016, 44,3% eram associações de pais, seguindo-se as autarquias (30,9%) e as IPSS (15,7%).

Nesse ano, 88% dos alunos do 1.º ciclo estavam inscritos nas AEC. Das 3549 escolas com 1.º ciclo existentes em Portugal Continental, só em nove não existiam estas actividades. Na maior parte das escolas, adianta a DGEEC, os domínios mais representados são os que dizem respeito a actividades desportivas e artísticas, presentes, respectivamente, em 96,3% e 94,4% das escolas. Em terceiro lugar surge o ensino de Inglês ou de outra língua estrangeira (86%).

 

 

 

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Casos de bullying acompanhados pelo IAC têm diminuído

Agosto 12, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Coimbra de 12 de agosto de 2016.

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Temos cada vez menos jovens, e Alcoutim é hoje o concelho mais envelhecido do país

Agosto 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 12 de agosto de 2016.

Jovens representam quase 40% dos emigrantes Foto: NUNO FOX/LUSA

Jovens representam quase 40% dos emigrantes
Foto: NUNO FOX/LUSA

A percentagem de jovens (15-29 anos) portugueses baixou seis pontos de 2001 para 2015, fixando-se nos 16%, sendo os Açores a região mais jovem do país e Alcoutim, Algarve, o concelho mais envelhecido.

No Dia Internacional da Juventude, que se comemora esta sexta-feira, os números mostram uma diminuição significativa dos mais novos em Portugal, de crianças mas especialmente de jovens.

Comparando 2001 com 2015 verifica-se que no ano passado havia menos 203655 crianças (0-14 anos) e menos 604703 jovens. A diminuição da população total foi de apenas 4646 pessoas.

Os números fazem parte de uma comparação de dados estatísticos feita pelo portal Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a que a Lusa teve acesso. Por eles fica-se a saber que a percentagem de crianças (0-14 anos) sobre a população total passou de 16 para 14% de 2001 para 2015, e que quanto aos jovens a queda foi ainda maior, de 22 para 16%.

E fica-se a saber também que Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, são os municípios com maior percentagem de crianças (21,6 e 18,9, respetivamente), seguindo-se Alcochete, Mafra e Câmara de Lobos (Madeira). Quanto aos jovens são também municípios dos Açores e Câmara de Lobos que lideram na percentagem.

Do lado oposto os municípios com menor percentagem de crianças são os de Vila Velha de Rodão (4,8%), seguindo-se Almeida, Oleiros, Alcoutim e Penamacor (neste caso com 6,9%). Quanto a cidadãos entre os 15 e os 20 anos é Alcoutim o que tem menor percentagem, seguindo-se Idanha-a-Nova, Corvo, Pampilhosa da Serra e Sabugal.

O cruzamento de dados da Pordata permite ainda saber que em 2014 a faixa etária entre os 15 e os 29 representou uma importante parcela da emigração, 39,5% do total de emigrantes permanentes e 43% dos temporários.

Outros dados do portal estatístico indicam também que os jovens casam e têm filhos cada vez mais tarde. Em média os homens casavam aos 27,8 anos em 2001 e passaram a casar aos 32,5 anos em 2015. Nas mulheres a idade passou dos 26,1 para os 31 anos e o primeiro filho nasce agora aos 30,2 anos (era aos 26,8 em 2001).

Na área da educação os números revelam que a taxa de abandono precoce dos estudos (pessoas entre 18 e 24 anos que não completam o ensino secundário) é das mais elevadas da União Europeia, embora tenha melhorado desde 1992, quando era de 50 por cento. Passou a 44,3 por cento em 2001 e a 13,7 por cento em 2015. Em todas as datas foram sempre mais os rapazes que abandonaram os estudos.

Ao mesmo tempo a entrada cedo nas escolas é cada vez mais massificada. A percentagem de matriculas no pré-escolar, do total de crianças entre três e cinco anos, era de 0,9 por cento em 1961, passando a 51,7 em 1992 e atingindo os 87,8% em 2014.

Quanto ao emprego, o cruzamento de dados mostra que são cada vez menos os jovens que estão no mercado de trabalho e que são eles os mais penalizados, com uma taxa de desemprego quase três vezes superior ao total.

Para pessoas dos 15 aos 24 anos a taxa de desemprego era de 18,3% em 1983 (para um taxa total de 7,8), que passou para 32% em 2015 (para uma taxa global de 12,4 por cento).

Comparando com o que se passa na União Europeia, em 2015 a taxa de desemprego para jovens entre os 20 e os 24 anos era em Portugal de 29,4 por cento (na União Europeia 19,1 por cento) e de 15,8 para a faixa etária 25-29 anos (a média na União Europeia era 12,4).

Só a Grécia, a Espanha, a Croácia, a Itália e o Chipre tinham taxas de desemprego jovem mais elevadas. Do outro lado a Alemanha, Malta e Holanda tinham das taxas de emprego mais elevadas.

E num mundo digital os jovens portugueses não são diferentes, de acordo com os números da base de dados de Portugal contemporâneo: 99,3 por cento utiliza internet. Em 2002 eram menos de metade, 42,8 por cento.

A Pordata surgiu em 2010 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, criada um ano antes por Alexandre Soares dos Santos e família. Recolhe, organiza e sistematiza e divulga informação estatística sobre Portugal e países europeus.

O Dia Internacional da Juventude foi criado por resolução da ONU em 1999, no seguimento de uma proposta nesse sentido da Conferência Mundial de Ministros da Juventude, um ano antes em Lisboa. Este ano tem como tema “O caminho para 2030: erradicar a pobreza e alcançar o consumo responsável”.

 

 

 

Dia Internacional da Juventude – 12 de agosto

Agosto 12, 2016 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

https://juventude.gov.pt/Eventos/Cidadania/Paginas/12agosto-Dia-Internacional-Juventude-2016.aspx

https://www.facebook.com/JuventudeGovPt/

‘Sistema de justiça que falha com as crianças falha com toda a sociedade’, diz especialista da ONU

Agosto 12, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto das https://nacoesunidas.org de 22 de junho de 2015.

ONU Jean Marc Ferre

Apesar da ratificação quase universal da Convenção sobre os Direitos da Criança, a relatora especial das Nações Unidas sobre a independência de juízes e advogados, a brasileira Gabriela Knaul, aponta que crianças ainda são as mais vulneráveis a violações de direitos humanos e outros tipos de abuso.

O tratamento de crianças em processos judiciais em todo o mundo, tanto civil como penal, não é satisfatório e frequentemente “inaceitável”, afirmou a relatora especial das Nações Unidas sobre a independência de juízes e advogados, a brasileira Gabriela Knaul, durante apresentação do seu mais recente relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU na última quinta-feira (18).

Ela pediu que os países desenvolvam sistemas de justiça que são sensíveis às necessidades das crianças.

“Todos os dias em todo o mundo, inúmeras crianças sofrem consequências adversas nas mãos dos sistemas judiciários que desrespeitam ou violam seus direitos humanos fundamentais”, disse Knaul. “As crianças não somente enfrentam os mesmos obstáculos que os adultos para ter acesso à justiça como também enfrentam desafios e obstáculos ligados à sua condição de menores.”

Apesar da ratificação quase universal da Convenção sobre os Direitos da Criança, o relatório aponta que crianças ainda são as mais vulneráveis a violações de direitos humanos e outros tipos de abuso.

A relatora exortou os Estados a desenvolver sistemas judiciários adaptados às necessidades e direitos da criança: “A justiça deve ser sensível à criança; ela precisa respeitar, proteger e cumprir os direitos das crianças e levar em conta seus melhores interesses.”

 

 

 


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