Estudo conclui que mais trabalhos de casa não significam maior sucesso escolar

Agosto 9, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 25 de julho de 2016.

paulo novais

Mais trabalhos de casa não significa, necessariamente, maior sucesso escolar, segundo um estudo do projeto aQeduto. O estatuto socioeconómico e cultural dos alunos continua a ser determinante.

Mais trabalhos de casa não significa, necessariamente, maior sucesso escolar, de acordo com um estudo do projeto aQeduto, apoiado pelo Conselho Nacional de Educação, que será apresentado esta segunda-feira.

O estudo “E os alunos, que responsabilidade”, o oitavo de uma série do projeto aQeduto, tendo por base dados do relatório PISA da OCDE, aponta Portugal como um dos países, entre os analisados, onde os alunos dedicam em média menos tempo aos trabalhos de casa: quatro horas semanais, situando-se acima das três horas semanais na Finlândia (com a média mais baixa) e abaixo das sete horas semanais da Polónia e da Irlanda (com a média mais alta).

O estudo aponta que, em todos os países analisados, são os alunos com melhores resultados na prova de Matemática dos testes PISA em 2012 — usada como base para a análise –, aqueles que mais tempo passam a fazer trabalhos de casa, sobretudo se forem alunos que conjugam bons resultados com estatuto socioeconómico elevado.

“Contudo, a nível agregado, não se observa uma relação entre maior número médio de horas dedicadas à realização de trabalhos de casa e ‘score’ [resultado] médio dos países. Por exemplo, os alunos finlandeses dedicam pouco tempo a trabalhos de casa (3 horas) e o ‘score’ PISA é elevado (519), ao passo que, em Espanha, o número de horas (6) é muito mais elevado e o ‘score’ é relativamente baixo (484)”, exemplifica o estudo.

Notando que o estatuto socioeconómico e cultural dos alunos continua a ser determinante para os seus resultados em países como Portugal, Espanha, França ou Luxemburgo, e que em Portugal se encontra uma grande percentagem de alunos de baixo estatuto social, o estudo do projeto aQeduto aponta que há características como a perseverança e a autoconfiança que podem ter maiores impactes nos resultados, e que estão diretamente relacionados com esse estatuto social.

São a autoconfiança dos alunos e a sua eficácia na resolução de problemas que parecem ser mais determinantes para o sucesso, sendo essas as características que diferenciam os jovens com melhores resultados.

“É interessante verificar que os bons alunos de classes mais favorecidas se distinguem mais pela autoconfiança, enquanto os seus colegas de classes menos favorecidas, apesar de menos autoconfiantes, se diferenciam por serem, na prática, realmente eficazes na resolução de problemas”, lê-se no estudo.

Os autores ressalvam, no entanto, que os bons alunos com estatuto social mais baixo “declaram menos vontade em enfrentar e resolver situações complexas”.

“Isto é, verifica-se que a eficácia e a autoconfiança dos alunos tem um alto poder determinante na probabilidade de sucesso. A pergunta que fica é: como estimular estas características em quem não as demonstra?”, questionam.

Os autores apontam ainda que, no caminho para o sucesso, a maioria dos alunos nos países em análise assume a sua responsabilidade em atingir essa meta, apontando o esforço como fundamental para esse objetivo.

“Na maioria dos países, apenas cerca de 10% dos alunos consideram que ser bem-sucedido depende do professor”, refere o estudo.

No caso português, 50% assume ser sua inteira responsabilidade chegar ao sucesso, mas entre 10% a 15% dos alunos, consoante o estatuto socioeconómico e os resultados, dizem que o sucesso depende dos professores.

Sobre a perseverança em Portugal, os autores escrevem que “esta característica é transversal aos alunos com ‘scores’ elevados independentemente do seu estatuto socioeconómico e cultural”, e que “os bons alunos portugueses são os que revelam maior perseverança contrariamente aos alunos franceses, cujo nível de perseverança é muito baixo, mesmo em alunos com resultados elevados”.

No entanto, se o estatuto socioeconómico não pesa na atitude de nunca desistir, os resultados sim: entre os jovens portugueses mais carenciados com resultados mais fracos, só 45% dizem nunca desistir, enquanto entre aqueles que têm resultados elevados há 74% que afirmam que nunca desistem.

O projeto aQeduto trabalha sobre os temas de avaliação, qualidade e equidade em educação, e resulta de uma parceria entre o CNE e a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

 

 

 

 

Um Mundo de Histórias – 13 de agosto no Museu da Marioneta

Agosto 9, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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visita450

Um percurso pelo museu que convida pais e filhos a explorar as histórias e os segredos que cada marioneta esconde.

Um mundo cheio de histórias por desvendar: preparados para as descobrir?

O que é uma marioneta? Uma marioneta é qualquer objecto usado como personagem numa representação teatral. Quando falamos de marionetas, falamos do objecto, da escultura, de estéticas, das artes plásticas, mas falamos também de cenografia, de coreografia, de teatro. Quando falamos de marionetas, falamos de narrativas, de histórias, de oralidades, de animação. E falamos ainda de design, de moda.

mais informações:

http://museudamarioneta.pt/gca/?id=78&pais=0&prod=5059

 

 

“Há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me”

Agosto 9, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 21 de julho de 2016.

poke

Campanha criada pela oposição síria faz apelo à comunidade internacional: resgatem as crianças sírias como fazem com as personagens do Pokémon Go.

O Exército Livre da Síria, que combate o Presidente Bashar al-Asaad, aproveitou a “febre” do Pokémon Go para falar de um assunto sério. Com desenhos de personagens da Nintendo nas mãos, crianças sírias foram fotografadas com o objectivo de chamar a atenção da comunidade internacional para o sofrimentos dos menores numa guerra que se prolonga por cinco anos.

 A campanha começou a ser difundida no Twitter da RSF, meio de comunicação afecto ao Exército Livre da Síria, com as etiquetas #PokemonInSyria e #PrayforSiria, e rapidamente começou a espalhar-se um pouco por todo o mundo.

Os desenhos que as crianças têm nas mãos surgem com várias frases, como “há muitos Pokémons na Síria, vem salvar-me”, “estou em Idlib, vem busca-me” ou “estou na Síria, vem-me salvar”.

O jogo de realidade aumentada Pokémon Go chegou oficialmente a Portugal a 15 de Julho, mas antes disso já milhares de pessoas recorriam a “truques” para descarregar a aplicação. A aplicação encontra-se no topo da lista de transferências quer do iTunes quer da loja da Google (onde foi descarregada, a nível mundial, 1,2 milhões de vezes), e fez com que uma série de serviços fossem listados no portal OLX.

 

 

Quer saber se o seu filho vai ser bom aluno?

Agosto 9, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 19 de julho de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Predicting educational achievement from DNA

É a maior relação causa-efeito jamais descoberta entre o ADN de uma pessoa e o tipo de comportamento que determinadas características genéticas vão desencadear: um estudo do King’s College de Londres, hoje divulgado, concluiu que uma análise aos genes permite antecipar se uma criança está mais ou menos destinada a ter sucesso escolar.

“Descobrimos que quase 10% da diferença nos resultados escolares se deve apenas ao ADN. Fica longe dos 100%, mas está muito acima do que por norma conseguimos na previsão de comportamentos” através da genética, sublinha Saskia Selzam, um dos autores do estudo. “Por exemplo, quando pensamos na diferença entre rapazes e raparigas na matemática, o género explica só 1% da variação. E as características de perseverança de um indivíduo preveem apenas 5% da variação no sucesso escolar.”

Para os investigadores, que pesquisaram a presença ou ausência de mais de 20 mil variantes comuns de ADN em crianças e adolescentes para chegarem a esta conclusão, a descoberta vai permitir “recolher informação sobre se uma criança poderá vir a desenvolver problemas de aprendizagem”. E, uma vez na posse desses dados, será possível adoptar “medidas adicionais adequadas às necessidades de cada uma”, afirma Robert Plomin, outro dos responsáveis pelo estudo, ao site do King’s College de Londres.

Isoladas, as variantes de ADN que interferem com o sucesso escolar não têm impacto nos resultados. O efeito é mínimo, defende o estudo revelado hoje no Journal of Molecular Psychiatry. Mas a presença simultânea de várias pode ser a diferença entre uma criança vir a ser uma aluna de nota 19 ou 20 ou de 14 ou 15. Sendo que os primeiros têm quase o dobro de probabilidade de chegarem à universidade.

“Isto faz toda a diferença nas oportunidades de vida”, concluem os investigadores.

 

 


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