Desenhos de crianças indefesas que indicam que elas sofreram abuso sexual

Agosto 8, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

texto do site https://www.portaldomedico.com/ de 13 de julho de 2016.

g92acapa

Qual é o sentimento que surge dentro de você quando fica sabendo que crianças indefesas passaram por situações tristes de violência sexual?

Qual é o sentimento que surge dentro de você quando fica sabendo que crianças indefesas passaram por situações tristes de violência sexual?

Você saberia identificar que uma criança está sofrendo violência sexual? Imagine o quanto essas crianças estão marcadas por essa injustiça.

Existem sinais simples que podem identificar que uma criança está sofrendo essa atrocidade. É isso que você verá nesse post, no final veja um vídeo incrível que mostra a toda superação.

Abuso sexual infantil e desenhos, o que eles tem a ver?

Os desenhos são uma das brincadeiras favoritas das crianças durante boa parte da infância. Muitas delas se divertem e esquecem-se do tempo enquanto deixam a imaginação ganhar forma através do papel e do lápis.

Coloridos ou não, os desenhos por mais simples e singelos que possam parecer ajudam no desenvolvimento da criança durante os primeiros anos de suas vidas.

Mas, além das vantagens e benefícios do ato de desenhar já conhecidas, os desenhos podem ser uma grande fonte de informações sobre a criança.

2

Os traços desconjuntados ou os bonecos disformes podem trazer revelações chocantes sobre experiências das crianças.

Em uma exposição comovente, psicólogos e psiquiatras revelaram a triste realidade de crianças que foram abusadas através dos relatos feitos por elas mesmas através de desenhos.

Muitas delas tinham vergonha de contar o que haviam sofrido nas mãos dos abusadores, por isso os profissionais usaram o método dos desenhos para identificar verdadeiramente os traumas sofridos pelos pequenos.

Veja 11 desenhos impactantes juntamente com sua história!

Desenho 1

3

Este desenho é o retrato de um pai na visão do Fernando, um menino que foi abusado desde muito pequeno.

Na visão do menino o pai era como um demônio alcoolizado e viciado em jogos caça-níqueis.

Desenho 2

4

Este é o desenho do Andreu, um menino de 8 anos que foi abusado desde os seus 4 anos pelo padrasto. No desenho ele se retrata em pânico diante do abusador.

Segundo o psicólogo um fator marcante no desenho são os botões da camisa e o zíper da calça, no autorretrato a criança destaca os dois detalhes das roupas que eram o alvo do abusador.

visualizar todos os desenhos no link:

https://www.portaldomedico.com/Noticia/Leia/e1034b35-0978-4e25-af32-185f92157719/desenhos-de-criancas-indefesas-que-indicam-que-elas-sofreram-abuso-sexual

 

 

 

Olimpíadas e grandes eventos estimulam o mercado da exploração sexual infantil no Brasil. Entenda

Agosto 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do site http://rederecord.r7.com/ de 8 de agosto de 2016.

r7

Para especialistas, aumento de turistas estimula ações de quem agencia esse tipo de crime.

“Eu quero ter uma boneca. Quero ter lápis para desenhar. E quero uma mochila rosa. Uma mochila rosa para eu poder ir à escola”. Enquanto escondia-se embaixo de uma mesinha de centro, Lilya, personagem do diretor sueco Lukas Moodysson, sonhava em voz alta com uma infância comum. Mas aos 16 anos, a jovem que deu nome ao filme Para Sempre Lilya, lançado em 2002, teve sua infância roubada pela exploração sexual infantil.

Infelizmente, a triste história que marcou o enredo do longa-metragem não é fictício para Lilya, tampouco para muitos jovens brasileiros. Segundo a coordenadora da Secretaria do Turismo Isabel Barnasque, grandes eventos como as Olimpíadas, que começaram sexta-feira (5), aumentam os índices de exploração sexual no Brasil. Só que o crime é tão silencioso e tão difícil de ser desvendado, que não há nem mesmo dados concretos sobre ele.

— É sabido que quem agencia esse tipo de serviço se aproveita de momentos em que o País recebe grande quantidade de pessoas de fora para divulgá-los e fazer aliciamentos de jovens em situação de fragilidade.

A representante da ONG (Organização Não-Governamental) Childhood, Eva Cristina Dengler, explicou que as formas de aliciar esses menores de idade para a prostituição infantil não seguem um padrão, mas que todas estão relacionadas à vulnerabilidade das vítimas.

Segundo Eva, essas fragilidades estão, na maior parte das vezes, relacionadas com más condições econômicas, sociais e dependência química.

— Exploradores buscam vítimas que não sejam favorecidas economicamente, apresentem uma vulnerabilidade social ou sejam dependentes de drogas, uma vez que, elas precisam de dinheiro para sobreviver e/ou para sustentar o vício. Desta forma, esses jovens acabam cedendo mais facilmente à abordagem dos criminosos.

De acordo com Eva, há uma relação direta entre a era das redes sociais e a facilidade com a qual os jovens são ‘ofertados’. Ela conta que muitos criminosos anunciam as vítimas em grupos fechados do Facebook e do Whatsapp, o que torna a comercialização e a negociação mais fáceis.

Campanha promove o combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes

— Há casos em que as próprias famílias ofertam as crianças. É muito comum ver, em estradas brasileiras, pais oferecerendo os filhos para prestarem serviços sexuais a motoristas. Tal fato gera uma naturalização da situação, e a exploração sexual infantil não pode ser considerada algo natural. É por isso que a conscientização sobre esse tipo de crime é essencial.

Segundo os dados disponibilizados pela Childhood, a maior parte das vítimas de tráfico sexual são adolescentes de 12 a 17 anos.

Campanhas preventivas

Diversas campanhas foram lançadas contra a exploração sexual antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começaram na quinta-feira (4). A própria Unicef criou aplicativos para smartphones que estimulam as pessoas a doarem para fundações que cuidam de crianças que foram vítimas do crime. Um deles é o Team Unicef Get Active For Children e o outro é o Projeta Brasil — este último criado em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos.

A responsável pela área de proteção à criança da Unicef (Fundo das Nações Unidas), Fabiana Gorenstein, explica que o segundo aplicativo mostra o contato de associações de proteção infantil próximas ao usuário, além de permitir que ele faça denúncias por escrito.

Ao ser contatada pela reportagem, a Secretaria de Turismo afirmou que também entrou na ação contra a exploração infantil: segundo a Pasta, representantes se reuniram com empresários da rede hoteleira, cafés e hostels do Brasil, conscientizando-os sobre a potência do crime que, na maior parte das vezes, ocorre nesses estabelecimentos. Além disso, placas em 13 línguas especificam que tanto a exploração como o tráfico de crianças são crimes. Elas foram espalhadas por estradas, rodovias e aeroportos. De acordo com Isabel, esses avisos ficarão disponibilizados nos aeroportos do Brasil até o fim dos jogos paraolímpicos.

O consensual para todas as especialistas: a principal forma de combater a exploração sexual infantil é com informação e educação para a população sobre os perigos de submeter uma criança ao trabalho sexual.

— Como os casos de exploração são, normalmente, silenciosos, ou seja, pouco descobertos por causa da clandestinidade da ação dos exploradores, precisamos falar cada vez mais sobre a gravidade da prostituição infantil.

Ressocialização

As ONGs que atuam na prevenção da exploração sexual infantil também têm a missão de amenizar os estragos causados na vida das vítimas. Além dos danos físicos, a maior parte dos jovens que chegam à ONG em busca de proteção e ressocialização apresenta problemas psicológicos graves, disse Eva, da Childhood.

— Muitos não querem conversar, nem mesmo para contar o que aconteceu. E isso é extremamente compreensível. Por isso, o primeiro cuidado na hora de começar a ressocialização de uma vítima de exploração sexual é dar tempo ao tempo. O jovem precisa se sentir à vontade para falar com a ONG, e não obrigado, uma vez que, passou muito tempo fazendo algo contra a própria vontade.

Eva afirmou, ainda, que muitos menores de idade que chegam à Childhood após denúncias de exploração estão viciados em drogas ilícitas, o que dificulta ainda mais o processo de ressocialização.

— Nos casos em que essas vítimas são dependentes químicos, procuramos dar a elas todo o apoio psicológico que precisam não apenas para se livrarem das drogas, mas também para começarem uma nova vida, longe do tráfico e da exploração sexual. A criança é submetida a uma violência psicológica grande o tempo todo e, muitas vezes, não consegue mais separar as coisas.

*Por Talyta Vespa

mais informações nos links:

http://www.childhood.org.br/grandes-eventos-e-infancia

http://www.childhood.org.br/saiba-como-curtir-os-jogos-olimpicos-rio-2016-no-time-da-protecao-a-crianca-e-ao-adolescente

Rede especializada da APAV apoiou 103 crianças vítimas de violência sexual só este ano

Agosto 8, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia da http://rr.sapo.pt de 21 de julho de 2016.

apav

A APAV lança esta quinta-feira uma campanha de prevenção de abusos sexuais de crianças e jovens, apelando à denúncia deste crime, para que possa ser investigado e a criança apoiada.

A rede de apoio especializado da Associação Portuguesa de Apio à Vítima (APAV) a crianças e jovens vítimas de violência sexual, criada em Janeiro, acompanhou, em média, 17 menores por mês, a maioria vítima de crimes cometidos em contexto familiar.

“A Rede CARE surgiu do projecto CARE, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e tem como objectivo especializar o apoio que é dado a crianças e jovens vítimas de violência sexual”, disse à agência Lusa o gestor da rede, Bruno Brito.

Num relatório que reflecte o trabalho desenvolvido pela APAV e pela rede, que será divulgado esta quinta-feira, a associação pretende demonstrar o impacto da CARE no acompanhamento aos menores, através da comparação dos dados do apoio prestados entre 2013 e 2015 e o primeiro semestre de 2016.

Entre 2013 e 2015, a APAV apoiou 281 crianças e jovens e no primeiro semestre deste ano, já com a rede a funcionar, acompanhou 103, a maioria meninas (83%), 35% das quais com idades entre os 14 e os 17 anos.

Em 48% dos casos apoiados pela rede, a vítima era filho/a ou enteado/a do agressor, refere o Relatório Estatístico da Rede CARE.

“Confirma-se a tendência de a violência sexual contra menores ser cometida em contexto intrafamiliar (67%)”, afirma o documento, sublinhando que, em 57,5% dos casos, os jovens foram alvo de vitimação continuada.

No primeiro semestre, foram identificados 110 agressores, a maioria (93%) homens, 29% com idades entre 35 e 50 anos.

O abuso sexual representou o maior número de casos (66), havendo ainda nove situações de abuso sexual de menor dependente, nove casos de actos sexuais com adolescentes, oito de importunação sexual, cinco de coacção sexual, três de violação, dois por recursos à prostituição de menores, dois por lenocínio de menores e um de pornografia de menores.

Mais de metade dos casos (52,4%) ocorreu na região centro e distrito de Setúbal, 33% na região norte e 11,7% nos distritos de Évora, Beja e Faro.

Relativamente às vítimas de crime de abuso sexual, a APAV aponta que tem vindo a aumentar o número de crianças apoiadas (60, em 2013, 74 em 2014, 71 em 2015), acompanhando a tendência dos casos registados nas Estatísticas Oficiais da Justiça: 859 situações em 2013, 1.013 em 2014 e 1.044 em 2015.

A previsão da APAV é conseguir ajudar, em 2016, 150 crianças, o dobro das apoiadas em 2015, com a ajuda dos técnicos da rede.

Quase um quarto dos casos foi referenciado para a APAV pela Polícia Judiciária, 13% por familiares, 8% por amigos, 5% pela escola, 3% pelo estabelecimento de saúde, 3% pela GNR, 2% pela PSP, 3% pelo tribunal e 2% pelas comissões de protecção de menores.

Segundo a associação, a CARE contribuiu para que “todos os crimes sinalizados para a APAV fossem investigados pela justiça, apoiando as vítimas e as suas famílias no acto da denúncia”.

Em 83% dos processos de apoio foi apresentada queixa, sendo que 59% dos casos já estavam a ser investigados quando foram referenciados.

A Rede CARE – que acompanhou 7% das vítimas nas declarações para memória futura – presta apoio jurídico e tem ainda como objectivo sensibilizar “os magistrados do Ministério Público para a importância deste acompanhamento para as crianças e jovens, numa lógica continuada”.

Campanha arranca contra “silêncio dos crimes”

A APAV lança esta quinta-feira precisamente uma campanha de prevenção de abusos sexuais de crianças e jovens, apelando à denúncia deste crime, para que possa ser investigado e a criança apoiada.

“A campanha terá o propósito de não haver um silêncio dos crimes”, sensibilizando para os seus efeitos nas crianças e famílias e dando a conhecer “alguns sinais envolvidos na violência sexual”, para que sejam denunciados, disse Bruno Brito.

Outro dos objectivos da campanha é que pessoas compreendam que podem confiar “no sistema como uma solução para o problema criado”, explicou.

“A ideia que temos, até pelos casos que começámos a receber, desde que a rede foi criada”, é que “alguns crimes ainda são escondidos dentro da família, apesar de serem crimes públicos e de terem de ser investigados”, sublinhou.

Apesar de considerar que as pessoas estão “um pouco mais interventivas” na denúncia destes crimes, Bruno Brito disse que ainda não está ao nível do desejado.

“As pessoas estão mais sensíveis para este tipo de criminalidade e para o impacto que este tipo de crime pode provocar nas crianças, mas ainda há algum trabalho a fazer”, defendeu.

“Há casos que são preocupantes e que nós sabemos que não estão a ser denunciados e que deveriam de ser”, sustentou o responsável, explicando que são crimes que, na maior parte das vezes, ocorrem dentro da família e que a sua revelação irá provocar a desestruturação da família.

Esta situação é “difícil de perceber para as famílias, mas elas têm de entender que é o superior interesse da criança que está em jogo e que se o crime não for denunciado os efeitos a longo prazo serão sempre mais nefastos”, frisou.

Para o gestor da rede, é preciso sensibilizar a comunidade para que “o que estes crimes podem provocar, o que está em risco e o que é que o sistema de apoio à vitima e o sistema judicial podem fazer por estas famílias e por estas crianças”.

“A nossa ideia é que ainda existe muita desinformação sobre como é que o sistema opera, como é que as pessoas podem ser apoiadas e isto às vezes inibe as pessoas de procurarem ajuda”, acrescentou.

Uma das missões da rede é prestar apoio jurídico, informando sobre como interagir com o sistema judicial, apoiando na apresentação de queixa ou na realização de pedido de indemnização e até no acompanhamento em diligências.

“Estamos a fazer um esforço para que seja um projecto exemplar na forma como está a trabalhar em prol das crianças e esperamos que seja uma rede que não se extinga com o projecto, mas que perdure dentro do sistema e que venha a ser reforçada”, sublinhou Bruno Brito.

mais informações:

http://www.apav.pt/apav_v3/index.php/pt/1297-apav-lanca-campanha-de-prevencao-dos-abusos-sexuais-de-criancas-e-jovens


Entries e comentários feeds.