Foi no 9.º ano que a taxa de chumbos mais caiu no ano passado

Agosto 2, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 4 de julho de 2016.

nuno veiga lusa

Marlene Carriço

A taxa de retenção de alunos baixou em todos os níveis de ensino no ano passado. Foi no 9.º ano de escolaridade que os chumbos mais caíram face ao ano anterior.

No ano passado houve menos alunos a chumbar em todos os níveis do ensino obrigatório. A redução mais acentuada verificou-se no 9.º ano de escolaridade, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Começando precisamente pelo 9.º ano — que é onde se nota um maior progresso neste indicador –, no ano passado, um em cada 10 alunos matriculados ficou retido, o equivalente a uma taxa de retenção de 10,61%, analisando os dados em bruto, referentes apenas ao ensino regular e Portugal Continental, apresentados nas “Estatísticas da Educação 2014/2015”. Em 2013/2014 essa taxa fixou-se nos 15,03%. A quebra foi assim de 4,43 pontos percentuais.

O ano com a segunda maior quebra nos chumbos foi o 6.º, que corresponde ao fim do 2.º ciclo, onde havia prova final a contar 30% para a nota. Nesse ano de escolaridade a taxa de retenção rondou os 8,6%, menos 3,05 pontos percentuais do que no ano anterior.

Ainda assim estes não são os anos de escolaridade onde menos alunos chumbam. É no 4.º e no 3.º anos que se encontram as mais baixas taxas de retenção: 2,25% e 3,9% respetivamente. No extremo oposto, é no conjunto do ensino secundário (18,3% de chumbos), com incidência para o 12.º ano, e no 7.º ano (15,13%) que mais alunos ficam retidos.

Ao Expresso, o ex-ministro da Educação, Nuno Crato, destacou que “o que é mais notável é que o sucesso subiu com a exigência”, referindo-se à avaliação externa no 4.º e 6.º anos introduzida durante o seu mandato e que o atual Governo já substituiu por provas de aferição (que não contam para nota) no 2.º, 5.º e 8.º anos.

Os dados agora disponibilizados pela DGEEC permitem ainda confirmar que o número de alunos matriculados desde o pré-escolar até ao ensino secundário caiu continuou a cair. Ao todo, considerando jovens e adultos, ensino público e privado, e todos os níveis de ensino, incluindo pré-escolar, havia, em 2014/2015, 1.699.976 inscritos, 80,3% dos quais no público. O total de alunos caiu 0,5% face ao ano anterior e se recuarmos cinco anos aí a quebra é mais notória: 15,6%.

 

 

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