Centro Internet Segura lança websérie Net com Consciência – Veja os dois primeiros episódios

Julho 27, 2016 às 11:40 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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“Net com Consciência”, da responsabilidade do Centro Internet Segura, é uma produção de dez episódios sobre utilização da Internet, dirigida sobretudo a jovens, com distribuição online durante os meses das férias escolares, julho a setembro.
O primeiro episódio, “Dependência online”, estreou a 15 de julho, e o segundo episódio é lançado ontem. Pode visualizá-los abaixo.

 

 

Audição da Criança – Formação no ISPA

Julho 27, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ispa

Objectivos 

Promover conhecimentos sobre o desenvolvimento infantil a nível cognitivo e socio-emocional Promover conhecimentos sobre técnicas de entrevista a crianças e adolescentes Desenvolver competências técnicas e relacionais para a audição de crianças e adolescentes

Competências 

Preparar o setting para a realização da audição

Adequar técnicas de entrevistas ao nível do desenvolvimento da criança ou adolescente

Programa 

Enquadramento Legal

Desenvolvimento infantil cognitivo e sócio-emocional

Técnicas de Entrevista Forense

Discussão de casos práticos.

Metodologias 

Exposição de conteúdos. Discussão e análise de casos práticos. Role-playing

Duração 

12 horas

Formadores

Rute Agulhas

Psicóloga e terapeuta familiar. Perita na Delegação do Sul do INMLCF-IP. Professora assistente convidada no ISCTE-IUL. Investigadora no CIS/ISCTE-IUL e no Centro de Ciências Forenses/FCT/INMLCF-IP. Doutoranda no ISCTE-IUL. Formadora sénior em Psicologia Forense no ISPA-FORMAÇÃO AVANÇADA

Alexandra Anciâes

Psicóloga clínica. Especialista em comportamentos desviantes e ciências criminais. Delegação Sul do INMLCF-IP. Formadora sénior em Psicologia Forense no ISPA-FORMAÇÃO AVANÇADA

Calendarização

Sábado, Outubro 1, 2016 – 10:00 – 13:00

Sábado, Outubro 1, 2016 – 14:00 – 17:00

Sábado, Outubro 8, 2016 – 10:00 – 13:00

Sábado, Outubro 8, 2016 – 14:00 – 17:00

mais informações no link:

http://fa.ispa.pt/formacao/audicao-da-crianca

Memórias de um Lobo Mau – livro infantil de José Fanha e com ilustrações de Mafalda Milhões

Julho 26, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Quem disse que o Lobo Mau das histórias dos contos de fadas sempre foi mau? Não terá apenas ganhado fama? Pela mão do conhecido autor português José Fanha e com ilustrações de Mafalda Milhões, o Lobo Mau vem contar a sua aventura e desmistificar a ideia de que ele sempre foi um dos vilões mais terríveis das histórias de encantar. 

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Era uma vez um Lobo Mau… mesmo muito, muito mau!

Mas será que foi sempre assim?

Não contes este segredo a ninguém, mas a verdade é que o Lobo Mau dos contos de fadas nem sempre foi um dos vilões mais terríveis.

Houve tempos em que era apenas um lobo pequenote, cheio de sonhos, ambições e esperanças. O que ele queria mesmo era viajar pelo mundo e escrever a sua própria história. Mas a vida não está fácil para os lobos!

Não acreditas?

De aventura em aventura, entre episódios hilariantes, e outros aterradores, fica a saber toda a verdade sobre as origens do Lobo Mau, reveladas em primeira mão pelo próprio.

GRRRRRRRAAAAAAAUUUUU!

JoséFanha nasceu em Lisboa, frequentou o Colégio Militar e licenciou-se em arquitetura. Poeta e declamador, participou em milhares de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados badaleiros, juntamente com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria, Carlos Alberto Moniz, Fausto, entre outros. É autor de histórias e poesia para a infância, dramaturgo, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema. Tem dirigido oficinas de poesia e de escrita além de desenvolver trabalho intenso de divulgação de poesia e promoção do livro e da leitura em bibliotecas e escolas um pouco por todo o país. Este é o segundo livro do autor na Booksmile, Era Uma Vez Eu, saiu em 2015.

MafaldaMilhões dedica-se à ilustração, mas também é editora, livreira,  curadora, autora e mediadora de leitura. Formou-se em Artes Gráficas em Tomar, é discípula de Gutemberg e uma das impulsionadoras do projeto editorial O Bichinho de Conto, agora sediado em Óbidos. A ilustração de Mafalda Milhões expressa bem as suas ideias e personalidade. É uma ilustradora de causas. A sua obra conta com várias distinções. Em 2014 foi galardoada em Espanha com o Gourmand Award na categoria Best Illustrations CookBook com o livro Maruxa (OQO, 2014). As suas imagens são de quem mastiga palavras e lê o mundo. Para ela, ler também é ouvir, ser, estar e sentir. A Mafalda gosta de se perder pelo bosque, levar doces à avó e desenhar capuchinhos vermelhos!

 mais informações no link:

http://booksmile.pt/

 

 

Crianças que recebem colo dos pais se tornam adultos mais confiantes

Julho 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://revistacrescer.globo.com/ de 26 de fevereiro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

The evolved developmental niche in childhood: Relation to adult psychopathology and morality

mais informações na notícia:

‘Snuggles matter’ — new research links child cuddling to being ‘more productive adults’

revistacrescerglobo

Pesquisa realizada pela Universidade de Notre Dame com 600 pessoas concluiu que acalentar bebês não faz mal. Pelo contrário: tem benefícios que ficam para sempre

Por Vanessa Lima

Dez entre dez pais ou mães já ouviram conselhos como: “Deixa essa criança no berço! Você fica pegando toda hora. Ela vai ficar mal-acostumada”. No entanto, quem tem filhos sabe que é impossível ignorar o choro de um bebê que implora por um toque. Vários pediatras e especialistas em puericultura discordam do conceito de que o colo “estraga” o bebê, difundido desde o tempo das nossas avós. Agora, há mais uma prova disso. Realizado por pesquisadores da área de psicologia da Universidade de Notre Dame, um novo estudo concluiu que adultos que receberam carinho e colo à vontade na primeira infância são menos ansiosos e têm uma saúde mental melhor.

Para chegar a esse resultado, os especialistas convidaram 600 adultos para responder questionários sobre quando eles eram crianças e também sobre a vida atual. Além de descobrir que, entre os participantes, aqueles que haviam sido mais acalentados pelos pais quando pequenos tinham uma probabilidade menor de desenvolver distúrbios psíquicos, o estudo também confirmou o que muitas famílias já sabem por instinto, mas é sempre bom lembrar: crianças que recebem atenção e mais tempo de qualidade junto dos pais se tornam adultos mais saudáveis e com mais habilidades sociais.

Atitudes dos pais influenciam crianças até a vida adulta

De acordo com os pesquisadores, o que os pais fazem nesses primeiros meses e no primeiro ano de vida dos filhos influencia na maneira como o cérebro deles se desenvolve pelo resto da vida.  “Que os pais os abracem, que os toquem, que os embalem. Isso é que os bebês esperam.  Eles crescem melhor dessa maneira. Isso os mantém calmos porque todos os sistemas corporais e neuronais ainda estão se estabelecendo, descobrindo como vão funcionar. Se os adultos deixam que os bebês chorem muito, esses sistemas desenvolverão um gatilho fácil para o estresse. Por isso, os adultos que tiveram menos contato e menos carinho costumam ter reações de estresse mais vezes e sentem dificuldades para se acalmar”, diz Darcia Narvaez, professora de psicologia da Universidade de Notre Dame e líder da pesquisa .

Por que dizer que o colo faz mal?

Ainda que hoje vários estudos e profissionais desmintam a ideia de que o colo faz mal, muita gente continua oferecendo esse tipo de palpite aos pais, principalmente os de primeira viagem. “Infelizmente, essa ideia vem das pessoas que não entendiam ou não conheciam os principais princípios psicoemocionais do desenvolvimento infantil nos primeiros dois anos”, explica o pediatra José Martins Filho, titular emérito de pediatria da Universidade de Campinas (Unicamp – SP) e presidente da Academia Brasileira de Pediatria.

Ter filhos dá trabalho. Além dos cuidados básicos, é preciso encontrar tempo para dedicar carinho e atenção a eles e isso nem sempre é fácil porque, no mundo moderno, os pais acumulam uma série de tarefas. Muitas vezes, o cansaço e a impaciência acabam vencendo. Hoje, é menos comum que pais e mães consigam ficar em casa por muito tempo com as crianças. Por isso, no tempo em que eles estão por perto, não dá para negar um colo quando choram. Até porque, quando se está no olho do furacão pode não parecer, mas essa fase passa rápido demais.

“Hoje, que sabemos que o vínculo, o afeto e o carinho são importantes na prevenção de problemas emocionais futuros, as coisas, felizmente, estão mudando, embora ainda vejamos, às vezes, pessoas falando esses absurdos”, reflete o especialista.

Mais tempo de qualidade com os filhos

Como, então, os pais podem passar mais tempo de qualidade com as crianças? Tanto para quem trabalha fora e fica o dia inteiro longe, como para quem fica em casa, mas passa o dia tentando cumprir todas as tarefas, que não costumam ser poucas, o jeito é focar na qualidade desse tempo em família. O período pode ser mais curto do que os pais gostariam, mas, nessa hora, é importante se entregar realmente à criança. “É preciso oferecer um colo calmo, paciente e carinhoso porque pegar uma criança com irritação e demonstrando impaciência é ruim. Sacudindo e falando alto acaba assustando mais do que acalentando”, explica Martins Filho. Todo mundo sabe que, hoje, não é fácil, mas o ideal é deixar o celular de lado, pelo menos por um tempo, para garantir que você está ali por inteiro.

 

 

 

Já conhece a app infovitimas da APAV?

Julho 26, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A APAV disponibiliza gratuitamente uma aplicação desenhada para ajudar pessoas que tenham sido vítimas de crime a saber os seus direitos e a encontrar os serviços que lhe possam prestar apoio.

Ser vítima de crime é um acontecimento negativo a que qualquer pessoa pode ser sujeita ao longo da sua vida.
Para além das consequências físicas, psicológicas, económicas e sociais que o crime pode provocar, é normal que o envolvimento num processo judicial possa levantar-lhe dúvidas e causar-lhe ansiedade e receio.

Com esta app para dispositivos móveis, disponível nas lojas dos três sistemas operativos móveis (Windows, Android e IOS), a APAV pretende simplificar e agilizar o acesso à informação e transmitir à vítima alguma segurança no decorrer do processo.

Faça já o download gratuito desta app de apoio em http://www.infovitimas.pt/pt/app/.

Fonte

 

Palavras Andarilhas – 25 a 28 agosto em Beja

Julho 25, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações:

https://palavrasandarilhas.wordpress.com/

https://www.facebook.com/palavrasandarilhas/?fref=ts

Como comunicar com os filhos de forma positiva e eficaz

Julho 25, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 30 de junho de 2016.

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Uma comunicação eficaz está na base de uma relação equilibrada e saudável, revestindo-se de maior importância quando falamos da relação entre Pais e Filhos. É através da comunicação que expressamos aos outros o que queremos, o que sentimos, o que não gostamos, o que precisamos e é graças a ela que podemos atingir a sensação de que somos plenamente compreendidos e respeitados.

Porque é que ele não me ouve?”, “Não liga nada ao que eu lhe digo!” ouTenho que repetir a mesma coisa mil vezes!”, são frases que surgem recorrentemente no discurso de Pais e Mães, de crianças ou adolescentes, como reflexo da dificuldade que muitas vezes sentimos em chegar aos nossos filhos através das palavras.

Ora se os nossos filhos não nos escutam, não falam connosco ou a muito custo cumprem as ordens que lhes damos é porque algo está mal na forma como comunicamos uns com os outros. Talvez aquilo que dizemos, ou como o dizemos, não traduza correctamente o que realmente queremos expressar, resultando no incumprimento de uma regra ou ordem, ou mais grave ainda, influenciando negativamente a relação que estamos a estabelecer com os nossos filhos.

Porque a forma como falamos é tão ou mais importante como o que falamos, seguem-se algumas estratégias facilitadoras de uma comunicação mais positiva e eficaz entre Pais/Filhos:

Diga o que quer que o seu filho faça e não o que não quer

Sempre que a criança adoptar um comportamento desadequado, pense num comportamento alternativo desejável e formule estão a frase.

Em vez de dizer “Não faças tanto barulho.”, diga “Estás a incomodar-me com os teus gritos. Brinca sem fazeres tanto barulho.”

Em vez de dizer “Não deixes os teus brinquedos desarrumados.”, diga “ Gostava que arrumasses os teus brinquedos.”

– Não diga tantas vezes NÃO

O não talvez seja a palavra que mais usamos quando falamos com os nossos filhos. O não e o despacha-te.

Para dizermos mais vezes sim temos que ser mais flexíveis, estarmos abertos à negociação e, acima de tudo, sermos mais criativos para podermos dar alternativas ou escolhas aos nossos filhos. Como? Assim:

Em vez de dizer “Já te disse que hoje não há gelado para a sobremesa.”, diga “Hoje temos fruta para a sobremesa. Melancia ou pêssego. Tu escolhes.

Em vez de dizer “Agora não podes jogar no telemóvel.”, diga “Podemos fazer juntos um puzzle ou um desenho. O que preferes?”

– Reduza o número de ordens

Está provado que filhos de pais que recorrem excessivamente às ordens desenvolvem mais problemas de comportamento.

Para aumentar a colaboração e empatia dos nossos filhos para connosco é importante darmos alguma liberdade para que as crianças possam decidir certo tipo de coisas sozinhas, diminuído, ao mesmo tempo, o número de ordens que damos lá por casa.

Evite dar ordens relativamente a aspectos que considere que não são assim tão importantes, como por exemplo, qual a t-shirt que a criança deve vestir, com que jogo deve brincar, que desenho deve fazer, etc.

Não repita uma ordem quando o seu filho já a está a cumprir, como dizer “Veste-te.”, quando a criança já se está a vestir ou “Come.”, quando o seu filho já está a comer.

– Avise previamente que vai chegar o momento de cumprir uma acção

Porque a concepção temporal das crianças em muito difere da dos adultos, sendo muito fácil elas se perderem no tempo, sempre que possível prepare-as para a transição de uma acção, avisando-as previamente de que algo vai acontecer a seguir, principalmente se elas estiverem a fazer algo de que gostam.

Assim, alerte-as para que “Daqui a 5 minutos temos que ir tomar banho.” ou “Tens mais 10 minutos para brincar, porque depois temos que ir jantar.”, e não exija obediência imediata.

Quando o fizer, opte por estar junto da criança, evitando gritar a ordem numa outra divisão da casa, certificando-se assim de que a criança ouviu e entendeu o que lhe está a dizer.

– Dê ordens sem se zangar e sem ofender nem humilhar a criança

Mais vezes do que com certeza gostaríamos, porque estamos cansados, fartos ou irritados, acontece que ao chamarmos à atenção aos nossos filhos fazemos uso da crítica negativa, transformando um simples comentário num verdadeiro ataque à criança, resultando em frases do género “És mesmo irresponsável! Todos os dias tenho que te mandar fazer os TPCs” quando um simples “Não te vejo a fazer os TPCs.” bastaria.

Se desejamos comunicar positiva e eficazmente com os nossos filhos, é fundamental que estejamos muito atentos à forma como os chamamos à atenção para algo que está menos bem ou quando lhe damos uma ordem, sem ofender ou humilhar, expressando-nos de forma educada e respeitosa.

Boas Comunicações

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“Uma criança refugiada não se salva com comida, é preciso dar-lhe colo”

Julho 25, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Público a Lora Pappa de 30 de junho de 2016.

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Quando os políticos não fazem o seu trabalho e as regras não servem, há sempre alguém que não desiste. Lora Pappa não desistiu da Europa, mesmo quando a Europa desistiu dela. Aconselhou governos e foi consultora do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR). Depois de décadas a identificar as falhas no sistema de acolhimento de refugiados percebeu que só tinha uma opção. “Começámos do zero, decidimos fazer o que ninguém estava a fazer”, explica. Em 2010, fundou a ONG METAdrasi para ajudar as crianças que sobrevivem às guerras e se perderam dos pais a começar de novo. “O que eu mais queria era que o nosso trabalho deixasse de ser necessário”, diz a activista, em Lisboa para receber o Prémio Norte-sul do Conselho da Europa.

Como é que ninguém se tinha lembrado que as crianças têm necessidades especiais?

Em situações normais, o mandato do ACNUR é pressionar os governos a fazer o que é preciso. Nos anos todos que lá passei, fui percebendo quais eram as grandes falhas do sistema de acolhimento grego. A maior de todas era que muitos menores sem acompanhantes estavam em centros de detenção. E o mais extraordinário é que já havia centros só para menores em Atenas, mas não havia quem se responsabilizasse e os acompanhasse até lá.

O problema era a falta de guardiões legais?

Exacto. Foi um grande risco, porque há crianças que fogem e nós podemos ter problemas com a justiça. Mas decidimos que valia a pena. Dissemos, “alguém tem de o fazer”. Começámos devagar, formámos assistentes sociais e treinámos intérpretes. O objectivo era que as crianças não passassem mais de 24 horas no centro de detenção. No nosso primeiro ano de actividade, 2011, tivemos muitos problemas com traficantes e fomos obrigados a contratar seguranças. Estes miúdos estão perdidos, não confiam em ninguém. E se alguém que viram no barco as convence a fugir para seguir viagem… é muito difícil explicar-lhes que é mais seguro ficar.

Quantas crianças já acompanharam?

Mais de 3700. Há os números oficiais e há a realidade, que é muito diferente. Percebemos que muitos menores não acompanhados nem sequer são registados como crianças. Dizem à polícia que têm 18 ou 19 anos porque têm medo de ser presos. E os polícias não têm culpa, não estão treinados para saber como agir.

E em que estado é que estas crianças vos chegam às mãos?

Quando uma criança sobreviveu à guerra e depois sobreviveu a um naufrágio, quando se perdeu dos pais e nem sabe se ainda tem família, tem de aparecer um adulto que perceba que tem de começar por lhe lembrar que é uma criança. São casos muito especiais, é preciso criar uma rede para que os miúdos voltem a sentir-se seguros. Por isso é que criámos a figura do guardião. Em muitos casos, elas nem sabem o que querem, já só sabem o que lhes disseram para fazer. “Tens de chegar à Alemanha”, “Vens connosco, que vamos tratar de ti”. Às vezes, basta um dia connosco e para voltarem a lembrar-se que são crianças.

O Governo e as instituições europeias já perceberam a razão de ser do vosso trabalho?

Demorou, mas agora percebem. Aliás, as outras ONG e os serviços do Governo estão sempre a pedir-nos ajuda. Quando a crise começou nós já tínhamos os guardiões nas fronteiras, nas ilhas, e em Atenas. Era só uma gota do oceano, mas era uma gota fundamental. Mas há quem ainda não entenda o nosso trabalho, quem pense que basta pôr-lhe um prato de comida à frente. Mas não pode ser, as crianças são crianças. Uma criança refugiada não se salva com comida, é preciso dar-lhe colo. Devíamos conseguir que cada criança tivesse o seu guardião, mas nas alturas mais complicadas temos de fazer opções. A certa altura, tivemos de dar prioridade aos rapazes até aos 15 anos, mas conseguimos sempre guardiões para todas as raparigas com menos de 18. Ter um guardião aumenta em 40% as possibilidades de uma criança ficar na Grécia em vez de seguir caminho e cair nas redes de traficantes. Nós não as largamos, se os pais ficaram para trás não descansamos até os encontrar. E os pais nunca desistem, há famílias que passam quatro meses na Grécia à procura dos filhos…

E quando já não há pais nem outros familiares?

Explicamos-lhes que é melhor ficarem connosco. Muitas vezes eles não sabem que os pais morreram, só sabem que se perderam deles. É preciso dar-lhes tempo para até poderem decidir por si próprios. Outras vezes viram os pais morrer, sabem que se afogaram. Mas para podermos avançar e requerer o asilo exigem-nos corpos e certificados de óbito… Como é que explica aos burocratas em Bruxelas que os corpos foram comidos pelos peixes?

Com o acordo entre a União Europeia e os turcos, os refugiados que já estavam na Grécia foram todos encerrados em centros de detenção à espera de serem devolvidos à Turquia. Como é que isso dificultou o vosso trabalho?

O acordo é uma loucura. A luta já era constante, mas ficou tudo pior. Quando a fronteira foi encerrada, em Fevereiro, nós estimámos que havia 2000 crianças desacompanhadas a tentar passar para a Macedónia. Finalmente, há duas semanas, os serviços gregos de asilo começaram o pré-registo dos menores… Já encontraram 500 na Grécia continental e mais de 300 nas ilhas. Estavam detidas nos centros e ninguém sabia.

A União Europeia abandonou os gregos?

Quando a União assinou o acordo com a Turquia nem pensou no que estava a fazer à Grécia. Toda a gente sabia que os serviços de asilo gregos têm 250 funcionários. É preciso ser-se de outro planeta para não perceber que no dia seguinte à entrada em vigor do acordo toda aquela gente ia requerer asilo. E de um momento para outro temos 8000 pessoas a pedir asilo e… os mesmos 250 funcionários. Toda a ajuda que ia chegar nunca chegou.

E como é que os serviços gregos tentam fazer face a isto?

O que sei é que é os gregos fazem o que podem. Mas sem a solidariedade dos outros Estados membros é uma missão impossível. Em Agosto do ano passado, por exemplo, percebi que o número oficial de menores não acompanhados era igual ao do Verão de 2014… Com toda a gente que estava a chegar, claro que não podia ser! Apanhei um avião para [a ilha de] Lesbos e nem queria acreditar, havia crianças sozinhas por todo o lado. Mas os polícias não sabiam o que fazer. “Obrigo-as a irem para os centros de detenção? Já nem há áreas separadas”, diziam-me. Não podem ser os polícias a decidir o destino destas crianças. Foi aí que percebemos que tínhamos de criar centros de trânsito especiais. Batemos a todas as portas a pedir dinheiro e a União Europeia respondeu que não nos podia ajudar, estava a gastar tudo com as ONG estrangeiras. Finalmente, conseguimos o financiamento através de jovens gregos que vivem nos Estados Unidos. E a situação era dramática, tínhamos crianças a enforcarem-se, uma rapariga foi violada…

Como é que é possível que as regras estejam tão longe da realidade?

Não sei. O que sei é que a Comissão Europeia tem o seu ritmo. O “monstro” da burocracia não se compadece com a realidade. Talvez tudo mude agora com o “Brexit”. Não estou muito optimista, mas gostava que fosse uma chamada de atenção, que obrigasse quem decide a parar para pensar. Infelizmente, não acredito. Às vezes penso os líderes europeus só vão acordar no dia em que o continente estiver em guerra.

Se o acordo for levado à letra, a ideia é que a Grécia não respeite os direitos humanos e as Convenções de Genebra. O que eu sei é que os funcionários fazem o possível e o impossível para não tornar a vida destas pessoas ainda mais difícil.

A somar a tudo o que foi prometido à Grécia e nunca se fez, por causa do acordo houve ONG estrangeiras que decidiram sair do país.

Sim, é um luxo que nós não temos, por mais que discordemos do acordo. As pessoas continuam lá e precisam ainda mais de ajuda. As ONG que distribuíam comida, por exemplo, foram-se embora. E nós íamos deixar estas pessoas à fome? Não podíamos. Primeiro estão as pessoas, lutamos com elas, por elas, o que não podemos é abandoná-las. Decidimos que tínhamos de encontrar outras maneiras de protesto… E a verdade é que ainda nenhum sírio foi expulso para a Turquia, os que saírem decidiram fazê-lo. Vamos lutar por estas pessoas até ao fim, nos tribunais da Grécia ou nos tribunais internacionais, com todos os meios ao nosso dispor.

O vosso projecto mais recente passa por encontrar famílias de acolhimento para estas crianças. Como é que isso está a correr?

Nós já sabíamos que as melhores práticas implicavam criar essa estrutura. É o que se faz há muitos anos na Holanda ou na Bélgica. Mas o ideal é colocar as crianças em famílias com o mesmo contexto cultural e geográfico, que falem a língua… E quando avançámos, no fim de 2014, percebemos que na Grécia, com a crise económica, os imigrantes vivem todos em casas minúsculas e passam por muitas dificuldades. Acabámos por concluir que o único caminho era abrir esta possibilidade a famílias gregas, sem termos ideia de qual seria a reacção das pessoas. Começámos muito discretamente, fizemos um comunicado de imprensa e em dois dias tivemos 280 telefonemas… Gregos a dizer “já tenho um quarto, tragam-me a criança amanhã”. Claro que não é assim, é preciso saber se as famílias cumprem determinadas condições. Mas foi tão comovente.

E os resultados estão a ser os que esperavam?

Ainda melhores! Já colocámos 12 crianças com famílias. E bastam umas semanas para estes miúdos estarem a falar-nos dos seus “pais gregos”. É incrível o que eles crescem e se abrem quando se vêem de novo a viver com uma família. Tivemos o caso de uma miúda de 12 anos que estava a tomar conta do irmão, mais pequeno, desde a Síria. Claro que já não sabia o que era ser criança, já não se lembrava. É maravilhoso.

O principal obstáculo então não é a falta de dinheiro. É mesmo a burocracia?

Exactamente, é incrível, mas o custo de colocar uma criança refugiada numa família é três vezes menor do que o custo de a manter num abrigo. Claro que as famílias recebem um subsídio, mas é tão pequeno, ninguém faz isto pelo dinheiro. Quem decide receber uma criança só tem de ter empatia e paciência… Se os miúdos dão problemas é por lhes faltarem adultos que os mandem dormir, que os obriguem a fazer a cama. Estas crianças deixaram de saber o que é ter regras, disciplina. É tão simples quanto isso.

Outra área em que a METAdrasi foi absolutamente revolucionária é a formação dos intérpretes. O Governo, a ONU, toda a gente quer os vossos intérpretes e vos pedem para dar formação… O que é que não estava a ser feito?

Até nós aparecermos ninguém se preocupava com a qualidade dos intérpretes. Ninguém achava importante que se falasse a língua. Nós temos pessoas que falam 33 línguas. É uma irresponsabilidade enorme, achar que isso é secundário… Estes intérpretes não são simples tradutores, são a voz de pessoas que se encontram nas situações mais frágeis que se pode imaginar, podem fazer a diferença entre a vida e a morte. Se alguém se queixa de dores no “coração” e o intérprete traduz “rim”, o que é que vai acontecer àquela pessoa? A maioria dos nossos intérpretes são ex-refugiados ou imigrantes, passaram por muito, estiveram em situações limite. Mas nem eles estavam preparados para o horror de que a Grécia tem sido cenário. Quando os corpos dão à costa, são eles que agarram nos pais em pranto enquanto esperam para reconhecer os filhos… São coisas que eles nunca mais vão esquecer.

 

 

As crianças doentes sem cura já têm uma “casa” quando saírem do hospital

Julho 24, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de junho de 2016.

Paulo Pimenta

(texto) e (fotos)

Primeira criança a chegar ao Kastelo tem uma doença crónica complexa e estava há 11 meses internada num hospital. Unidade de cuidados continuados e paliativos pediátricos é inaugurada nesta sexta-feira pelo Presidente da República.

Um enorme balancé para crianças em cadeiras de rodas é o primeiro sinal de que o antigo palacete, quase escondido entre duas movimentadas ruas de S. Mamede de Infesta (Matosinhos), está preparado para receber uma população muito especial. Quem entra desprevenido no Kastelo poderá pensar que esta é uma casa absolutamente normal. Não é. A luminosa casa senhorial, rodeada de um enorme jardim, uma horta biológica, um pomar e uma quintinha com ovelhas, um burro, patos e coelhos, vai servir de abrigo temporário para meninos e meninas com doenças graves e incuráveis, alguns em fase terminal. Pioneira em Portugal (e até na Península Ibérica, segundo os seus fundadores), a primeira unidade de cuidados continuados e paliativos pediátricos do país é inaugurada nesta sexta-feira pelo Presidente da República e pelo ministro da Saúde.

No Kastelo, pais e mães vão poder acompanhar os filhos (a unidade acolherá crianças e jovens até aos 17 anos) ou mesmo descansar um pouco. “Ter um filho muito doente é extremamente duro, a vida fica completamente desfeita”, enfatiza Teresa Fraga, presidente da associação Nomeiodonada e enfermeira especializada em cuidados intensivos pediátricos no Hospital de Santo António, no Porto, que se habituou a lidar de perto com crianças com doenças muito complicadas, algumas com final infeliz. Crianças que, muitas vezes, ficam em casa quase abandonadas à sua sorte ou então são obrigadas a permanecer nos hospitais semanas e meses a fio.

Como o menino de 12 anos com uma doença crónica complexa que estava “há 11 meses internado num quarto” no Centro Materno-Infantil do Norte e que será o primeiro a beneficiar da nova estrutura. “Deve entrar nos próximos dias”, diz Teresa, que se recorda de casos bem mais complicados, como um que ficou tristemente para a história, o de uma criança com uma miopatia grave que passou os 11 anos da sua vida nos cuidados intensivos do antigo Hospital Maria Pia. “Foi quatro vezes à rua”, lembra.

Paulo Pimenta

“A enfermeira Teresa Fraga, que se habituou a falar com as crianças nos cuidados intensivos mesmo quando estão em coma — “elas não estão surdas” —, não abdica do seu lema. Quer que tenham “o melhor de tudo” enquanto a vida durar: “A filosofia do Kastelo é dar vida aos dias das crianças e não dias à vida”

Foram precisas grandes doses de persistência e tenacidade para erguer — reerguer é a palavra mais exacta — a casa senhorial deixada em testamento, no século passado, por Marta Ortigão às irmãs hospitaleiras do hospital pediátrico Maria Pia para benefício de crianças “doentes ou desemparadas”. O edifício permaneceu encerrado ao longo de algumas décadas, até que o Centro Hospitalar do Porto concedeu à associação o direito de superfície por 28 anos.

Quando arrancou, a associação Nomeiodonada — “no meio do nada é como os pais se sentem quando os filhos entram numa unidade de cuidados intensivos, dizem que é como se estivessem no deserto”, explica a enfermeira — tinha mesmo muito pouco. Cada sócio inicial — oito profissionais de saúde e um pai — participou com 32 euros. Daí até aos 2,3 milhões de euros que foi necessário angariar para custear a obra bastaram meia dúzia de anos. De resto, quase tudo no Kastelo é doado, desde os tapetes aos candeeiros, aos móveis e mesmo vários equipamentos de saúde.

Tudo ali foi pensado para mascarar o facto de esta ser, afinal, uma unidade de saúde. Não há refeitório, mas sim “sala de jantar, como em nossa casa”, os enfermeiros e auxiliares vestem informais t-shirts em vez de batas, há bonecos pintados em todas as paredes. Uma “sala de terapias” está equipada com tudo o que é necessário para exercitar as crianças, numa ala à parte e que foi construída de raiz ficam os quartos, todos com saída para os jardins.

“É um pequeno hospital, mas tentámos desconstruir essa ideia”, explica José Couceiro da Costa, o empresário que começou por ser voluntário e agora é director financeiro da associação, depois de ficar com “uma dívida de vida para com o Serviço Nacional de Saúde”. Complicações na sequência de uma cirurgia levaram o seu filho mais novo a permanecer quase dois meses em coma no Hospital de Santo António e José nunca esquecerá o apoio dos profissionais que o trataram.

Enquanto vai falando com os operários que tratam dos últimos retoques e com o padre da paróquia de S. Mamede de Infesta que acaba de trazer o oratório e o crucifixo para a sala de oração, José não esconde a sua preocupação com a sustentabilidade do Kastelo. Com 30 camas, só foi possível contratualizar com o Ministério da Saúde dois terços, numa experiência-piloto que custará cerca de 700 mil euros por ano. “Não havia dinheiro para mais”, lamenta o empresário, que teme que a contribuição estatal para as 20 camas — dez em internamento, dez em ambulatório — não chegue para custear as despesas fixas e o pagamento à equipa de profissionais, que conta com médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, entre outros.

Na associação todos estão, porém, habituados a fazer esticar o dinheiro. Muitas das salas e quartos do Kastelo têm mecenas. Há empresas, desde metalúrgicas a têxteis, mas também não faltam pessoas singulares a patrocinar a causa. Graças à campanha Arredonda levada a cabo pelo Lidl, foi possível juntar um milhão de euros, o prémio BPI Capacitar representou mais 100 mil euros, a Câmara de Matosinhos contribuiu com outros 300 mil, a Missão Sorriso doou 36 mil euros, enumeram. Mas muitos mais contribuíram. “Milhares de pessoas ajudaram. Portugal inteiro está aqui reunido”, frisam.

Paulo Pimenta

“Muitas das salas e quartos do Kastelo têm mecenas. Há empresas, desde metalúrgicas a têxteis, mas também não faltam pessoas singulares a patrocinar a causa. “Milhares de pessoas ajudaram. Portugal inteiro está aqui reunido”

A casa também foi idealizada a pensar nos pais. Pais muitas vezes completamente exaustos, esgotados com o peso de terem um filho gravemente doente. Para eles, o Kastelo reserva o “quarto mais atípico de Portugal” — uma sala com três camas, duas mesinhas de cabeceira e nenhuma porta, “para não se sentirem constrangidos” — no primeiro piso do palacete, que alberga ainda uma biblioteca e duas salas de formação. A família, frisa-se, “é parte integrante do Kastelo”: às terças e quintas “cuida-se” das mães, ao domingo, dos pais, e, ao sábado, dos irmãos.

Cá fora, no jardim, foi criado um espaço recatado, atrás de treliças com heras, para os pais “chorarem”. “Em nenhum idioma existe um vocábulo para expressar a perda de um filho. Quando se perde um pai fica-se órfão, quando se perde um marido ou mulher fica-se viúvo. E se se perder um filho? Não há palavras. Se for filho único, deixa-se mesmo de ser pai ou mãe”, reflecte José Couceiro. No Kastelo, todos estão preparados para dar apoio no luto.

Teresa, que se habituou a falar com as crianças nos cuidados intensivos mesmo quando estão em coma — “elas não estão surdas” —, não abdica do seu lema. Quer que tenham “o melhor de tudo” enquanto a vida durar: “A filosofia do Kastelo é dar vida aos dias das crianças e não dias à vida.”

 

 

#NaoTeDeixesPossuir – Campanha da Dianova objectivo alertar os jovens e adultos, para os riscos associados a uma utilização inadequada da Internet

Julho 23, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dianova

“#NAOTEDEIXESPOSSUIR” 2016

Sente que um amigo, familiar ou você mesmo está a ser “possuído” pelas novas tecnologias?

Num mundo cada vez mais dominado pelas novas tecnologias, como a Internet, redes sociais, smartphones e apps, é cada vez mais difícil estabelecer um limite para a utilização saudável destas ferramentas.

A campanha #NaoTeDeixesPossuir tem por objectivo alertar particularmente os jovens, mas também os adultos, para os riscos associados a uma utilização inadequada da Internet, incluindo Websites, Redes Sociais, Jogos Online, Apostas Online através de PC/Laptop, Smartphones ou Tablets.

mais informações no link:

http://dianova.pt/cidadania-e-solidariedade/campanhas-de-interesse-publico/campanha-reage-2014-2-2/

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