Depressão na Adolescência

Julho 20, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 29 de junho de 2016.

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Eu não queria estar aqui mas a minha mãe obrigou-me!

E porque é que achas que a tua mãe quis que viesses falar comigo?

Porque eu já tentei suicidar-me e quero voltar a fazê-lo, aliás já tenho tudo planeado e sei exatamente como e quando isso vai acontecer.

Enquanto falava, um arrepio percorreu-me a espinha e um frio gelado, daqueles que vem mesmo do Pólo Norte apoderou-se de mim e por segundos, que pareceram intermináveis, dei por mim sem saber o que dizer perante aquela informação, acho que sobretudo pela forma fria e distante como falava sobre por fim à sua própria vida. Ao mesmo tempo, uma onda de compaixão apoderava-se de mim e só tinha vontade de o pegar ao colo e lhe dizer que tudo iria ficar bem. Não podia fazer nada disso… Respirei fundo para voltar a centrar-me.

A consulta acabou por correr bem e embora aparentemente tivesse ido obrigado pela mãe, quis voltar na semana seguinte. Nas primeiras sessões funcionei como “alguidar” para conter tudo aquilo que precisava de vomitar sobre o pai, a mãe, os irmãos, a anterior terapeuta e as miúdas….. Não confia em ninguém e foi sempre testando a minha capacidade de ficar com ele, independentemente da frieza com que falava sobre determinados conteúdos ou pessoas e a minha capacidade de manter a confidencialidade dos seus assuntos.

Frequentemente testava a minha fidelidade e a minha ética profissional. Já conhecia a manipulação que existia por parte da família e queria perceber se eu iria conseguir manter-me distante. Às vezes derrapamos e acabamos enredados nas teias familiares, mas neste caso mantive-me firme. Sabia que qualquer palavra ou passo em falso poderia inviabilizar a sua terapia, tal como já tinha acontecido anteriormente.

Não estou bem, mas também não estou mal, ou pelo menos já estou habituado a estar assim, já conheço e prefiro continuar a pisar em terreno conhecido”…. “Neutro” tudo é mais fácil.

Consigo compreendê-lo quando me diz que não se sente mal, que já está habituado a viver assim e que não sabe como será sentir de outra maneira! Na verdade o que ele me está a dizer é que tem medo! Medo de não saber viver com outros sentimentos, medo das oscilações de humor, medo de ter esperança e do tombo que pode sentir depois de experimentar a alegria ou o prazer….

Algumas pessoas descrevem a depressão como “viver num buraco negro” ou ter um sentimento de tristeza constante. Na verdade não é bem assim! Algumas pessoas deprimidas não se sentem constantemente tristes e nem a tristeza comum é sinal de depressão. Sentem sim falta de sentido e significado na sua existência, como se a vida fosse vazia e apática… Evidenciam comportamentos e atitudes de indiferença, letargia, falta de prazer, perda de interesse, agressividade, isolamento, falta de motivação, falta de esperança, abatimento, cansaço e incapacidade de tomar decisões…

Segundo Coimbra de Matos, pode haver depressão sem tristeza, mas seguramente não pode existir depressão sem abatimento.

Seja qual for o sintoma, a depressão é diferente da tristeza comum ou da simples desmotivação. A depressão interfere no dia-a-dia e altera a nossa capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir e ter prazer. Ficam parados e vazios, sem energia para concretizar e muito menos para sentir…. Limitam o contacto consigo próprios e com a vida! Os sentimentos de desamparo, desesperança e inutilidade são intensos e implacáveis.

Esse estado “neutro” sobre o qual tantos adolescentes falam, protege-os do sofrimento mas também lhes inibem a alegria, o prazer e isola-os.

A internet e os jogos de computador têm sido o verdadeiro refúgio desta geração, que se por um lado lhes permite manter algum contacto com o mundo e com as pessoas, ainda que virtual, por outro distorce a noção de relacionamento interpessoal e aumenta o medo e a ansiedade das relações “cara a cara”, chegando por vezes mesmo a desenvolver um estado de fobia social.

Precisamos estar atentos a esta que é uma das maiores doenças da atualidade. A depressão é uma perturbação que envolve o corpo, o humor, os comportamentos e os pensamentos…

Passados alguns meses continua a querer ir à terapia, passou de ano mas continua a ter muitas resistências em tratar-se verdadeiramente…

É o medo da vida que ainda o comanda!

Ana Galhardo

 

Estudo relaciona duração da amamentação com risco de distúrbios comportamentais

Julho 20, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Um estudo divulgado na terça-feira conclui que os bebés alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida vêem reduzido para metade o risco de desenvolvimento de distúrbios comportamentais entre os sete e os 11 anos.

Outro estudo, divulgado no mesmo dia, relaciona o nível intelectual e funcional das crianças de quatro anos com a quantidade e qualidade do estímulo que receberam dos pais quando tinham dois anos.

Os dois estudos, realizados respetivamente na África do Sul e no Paquistão, foram financiados pelo Grand Challenges Canada (GCC), um organismo financiado pelo Governo canadiano para promover a saúde materna e infantil em países em desenvolvimento.

estudo citado na notícia:

News Release

New Evidence Links Exclusive Breastfeeding, Early Play/Stimulation to Children’s Later Succes

Estudo

Exclusive Breastfeeding and Cognition, Executive Function, and Behavioural Disorders in Primary School-Aged Children in Rural South Africa: A Cohort Analysis

Correio da Manhã em 22 de junho de 2016

Missing Children Europe completa a vossa coleção de autocolantes do Campeonato Europeu para encontrar crianças desaparecidas

Julho 20, 2016 às 10:37 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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COMUNICADO DE IMPRENSA

Missing Children Europe completa a vossa coleção de autocolantes do Campeonato Europeu para encontrar crianças desaparecidas

Bruxelas, 14 de Julho de 2016 – O campeonato europeu terminou. Tudo o que fica, para além de alguns golos épicos e um novo cântico no estádio, é um álbum da Panini completo. Contudo, colecionar 680 autocolantes não é uma tarefa fácil. Missing Children Europe, a federação europeia para as crianças desaparecidas e exploradas sexualmente, vai dar uma ajuda. Afinal, nesta organização também estão a faltar alguns rostos. Não as das estrelas do futebol, mas as das crianças desaparecidas. Encomende os autocolantes da Panini que faltam na coleção através http://www.missingstickers.eu e também estará a ajudar a Missing Children Europe a encontrar “Bambini” desaparecidas.

Desde abril, cada fã do futebol na Europa tem estado atarefado em colecionar os autocolantes de futebol da Panini. Com espaço para 24 equipas nacionais e cerca de 96 páginas, o álbum deste ano é maior do que nunca: são precisos de cerca de 680 cromos para a completar. São muitos autocolantes e significa que todos se estão a esforçar para encontrar os heróis do futebol que lhe faltam. Missing Children Europe, a federação europeia para as crianças desaparecidas e exploradas sexualmente também está constantemente à procura. Não dos cromos que faltam, mas das crianças desaparecidas. A organização está a apoiar-se no entusiasmo pela Panini para recolher dinheiro para a sua própria procura. Delphine Moralis, secretária geral da Missing Children Europe: “Em cada 2 minutos, é reportado o desaparecimento de uma criança, na Europa. As crianças desaparecem por diferentes razões como sejam conflitos, abusos, negligência, rapto por um dos progenitores ou no contexto de migração. Cada caso é único e requer uma abordagem pessoal. Nós queremos aproveitar o interesse generalizado que é gerado por este campeonato para tornar as pessoas mais conscientes da difícil situação em que milhares de crianças se encontram. Os vossos donativos para a nossa rede de intervenção e para as nossas linhas de apoio para as crianças desaparecidas podem salvar vidas.”

Os autocolantes só podem ser comprados no website www.missingstickers.eu e custam €0.20 cada. Também é possível fazer um donativo se não quiser ou necessitar de algum autocolante. O donativo mínimo são €5 e a partir de €40 o seu donativo é dedutível nos impostos. Todas as receitas irão para a Missing Children Europe, para ajudar esta organização na localização das crianças desaparecidas. A campanha vai decorrer em diferentes países da Europa, incluindo Bélgica, Itália, França, Sérvia e Portugal.

Veja o vídeo:

Crianças que crescem cercadas de livros terão mais chances de enriquecerem, diz estudo

Julho 20, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Um estudo realizado por economistas da Universidade de Pádua, na Itália, mostra que crescer cercado de livros faz bem para as pessoas. Não só isso: a pesquisa, que foi publicada no The Economic Journal sugere ainda que quem teve mais contato com livros durante a infância se sai melhor, até mesmo financeiramente, na vida adulta.

Os pesquisadores coletaram dados de homens com idades entre 60 e 96 anos de nove países europeus e avaliaram os livros com os quais essas pessoas tiveram contato quando tinham apenas dez anos. A partir destas informações, os economistas observaram que as crianças que cresceram com mais de dez livros que não eram leituras obrigatórias para escola — ou seja, que leram por puro prazer — tinham salários 21% melhores do que o restante.

O estudo faz questão de apontar que o salário da vida adulta não é o único ganho significativo que as pessoas têm ao crescer cercadas de livros. “Crianças que crescem em casas com livros têm mais chances de aprender sobre a vida e o universo, e têm novas experiências a partir das obras”, explica o pesquisador Guglielmo Weber em entrevista ao Quartz.

Apesar de ter sido realizado com pessoas cuja infância não contou com a internet, o estudo faz sentido ainda para as crianças de hoje. “Mesmo atualmente os livros captam algo diferente”, diz Weber. Outros estudos confirmam a fala do pesquisador: desde a publicação de Harry Potter, jovens passaram a ler livros mais longos e crianças que leem a série de J.K. Rowling aparentam ser mais bondosas com quem é diferente delas.

 

Portal Raízes, s.d.


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