Adopção só é “projecto de vida” para 10% das crianças que vivem em instituições

Julho 5, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 30 de junho de 2016.

Nuno Ferreira Santos

Andreia Sanches

No ano passado houve menos crianças a sair das casas de acolhimento por via da adopção. Quase metade voltou à família nuclear.

Cada criança que entra numa instituição de acolhimento tem direito a um “projecto de vida individual”. É uma espécie de plano de intervenção com os olhos postos no futuro — porque a ideia é que a criança fique o menos tempo possível a cargo do Estado. E que projectos de vida estão a ser traçados? Para apenas 882 (10,3% do total), eles passam por uma eventual futura adopção. São números que se têm mantido estáveis — em 2008, por exemplo, a percentagem era de 10,6%.

A lei prevê que uma criança só possa ser adoptada até aos 15 anos. O que exclui quase metade das 8600 crianças e jovens que vivem em casas de acolhimento. Se se fizer a análise por grupo etário percebe-se o seguinte: para cerca de 40% das que têm até cinco anos os técnicos consideram que a adopção é o caminho; o mesmo acontece com 20% das que têm entre seis e 11 anos mas já só com 2,6% das que têm mais de 12. Os dados constam do relatório CASA 2015 — Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens, apresentado nesta quarta-feira.

Contudo, para que a adopção seja uma possibilidade real para estes meninos, haver um projecto de vida nesse sentido, definido pelas instituições e pelos gestores dos processos das crianças, não basta. É preciso que um tribunal decrete uma “medida de adoptabilidade” — e só aí a criança pode vir a ser encaminhada para uma família que se adeque ao seu perfil. Apenas 359 (menos 32 do que em 2014 e apenas 40% das que vivem em instituições que acham que o melhor para elas é serem adoptadas) tinham, no final de Outubro de 2015, uma medida de adoptabilidade decretada por um juiz.

Manda a lei que é obrigação dos lares e centros de acolhimento trabalharem para a “rápida reposição de todos os direitos” que as crianças viram comprometidos, definindo um projecto de vida que tanto pode passar pela manutenção do acolhimento residencial, pela reunificação familiar, como pela autonomização dos jovens (a partir dos 15 anos). A adopção, como se viu, tem pouca expressão (aparece em 3.º lugar). O projecto de vida “autonomização” é o mais frequente: está pensado para 2838 jovens (33% das que estão no sistema de acolhimento), sobretudo rapazes e raparigas “cuja reunificação familiar ou encontro de outra solução familiar se encontraram comprometidas ou mesmo inviabilizadas”.

Em segundo lugar aparece o projecto “reunificação na família nuclear” — há 2703 crianças e jovens (31,4% do total) que se prevê que se juntem às famílias.

Olhando para os que ao longo do ano de 2015 foram saindo das casas de acolhimento (2612), quase metade (1291) regressaram à sua família nuclear e 315 foram integrados em famílias adoptantes — menos 32 do que em 2014.

 

Comportamentos Online nos Jovens: O Uso Problemático da Internet – FORMAÇÃO | CAPACITAÇÃO DE DOCENTES E OUTROS AGENTES EDUCATIVOS – 9 de julho

Julho 5, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

13510908_1066646546704273_9043026002051446337_n

FORMAÇÃO | CAPACITAÇÃO DE DOCENTES E OUTROS AGENTES EDUCATIVOS

Titulo: “Comportamentos Online nos Jovens: O Uso Problemático da Internet (UPI)”
Dia 09/07/2016 – 09h00 às 18h00
Destinatários: Professores, Profissionais da área da Educação, Formação e de Saúde

Objectivos:
• Caracterizar os comportamentos online nos jovens
• Compreender os riscos e os benefícios dos comportamentos online nos jovens
• Enumerar os factores associados ao uso problemático da Internet (UPI) e os critérios de avaliação
• Discutir propostas de intervenção ao nível do jovem, da escola e da família

Para mais informações e inscrições contacte-nos através do telefone 968 719 619 ou e-mail susana.almeida@dianova.pt

https://www.facebook.com/dianovaportugal

Ação de Formação: Associações, aspetos de organização e funcionamento, 12 julho, Lisboa

Julho 5, 2016 às 9:58 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

forma

Animar irá desenvolver uma ação de formação subordinada ao tema “Associações, aspetos de organização e funcionamento”.

Irá decorrer no próximo dia 12 de julho, entre as 9,30 e as 12,30 e as 14,00 e 18,00, nas instalações da CASES – Rua Américo Durão, n.º 12-A , 1900-064 Lisboa.

Verifique o programa que segue e inscreva-se através do link https://docs.google.com/forms/d/1ZKB1tgbRS4CKVgDUIdYk8KsldTzPJuQxf8dwjgwrqas/viewform?fbzx=-7347494207290045000

(se tiver dificuldade em efetuar a inscrição através do link pode fazê-la para o e-mail anabela.pereira@animar-dl.pt).

Data limite de inscrição: 8 de julho

 

http://www.animar-dl.pt/

EUA. Esta fotografia mostra uma criança de três anos a precaver-se de um ataque armado ao infantário

Julho 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do i de 22 de junho de 2016.

Facebook

Facebook

Uma publicação que já conta com mais de 30 mil partilhas 

Os incidentes com armas nos Estados Unidos têm vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Uma realidade que tem afetado o dia a dia de muitas pessoas, em particular das crianças. A fotografia desta menina está a correr mundo exatamente por espelhar esta realidade.

Através de uma publicação no Facebook, Stacey Feeley explica que encontrou a filha em pé, em cima da sanita. Inicialmente pensou que a menina de três anos estava a fazer algo engraçado, e ponderou mesmo enviar uma fotografia do momento ao marido, até perceber o que estava por trás desta atitude.

A norte-americana de Traverse City (Michigan) afirma que chorou quando a filha lhe disse que a ensinaram a fazer isto no caso de alguém armado entrar no infantário enquanto ela estava na casa de banho.

“Naquele momento, toda a inocência que achava que a minha filha de três anos tinha desapareceu”, lê-se na publicação.

Stacey faz ainda um apelo aos políticos norte-americanos. “Políticos – vejam. Esta é a vossa filha, os vossos filhos, os vossos netos, os vossos bisnetos e as gerações futuras. Vão viver as suas vidas e crescer neste mundo baseado nas vossas decisões. Eles nem sequer têm três anos e vão esconder-se nas casas de banho em cima das sanitas. Não sei o que vai ser mais difícil para eles. Tentar ficar em silêncio durante um grande período de tempo ou tentar equilibrar-se sem que um pé escorregue para dentro da sanita”.

E conclui: “Não estou aqui a fingir que tenho todas as respostas, mas a não ser que queiram os vossos filhos em cima de sanitas, temos de fazer algo!”

 

 


Entries e comentários feeds.