Foi lançado este mês o livro “Viver a prematuridade”

Junho 24, 2016 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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“Viver a prematuridade” é um livro de Cláudia Pinto feito em articulação com o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, que ajuda os pais a lidar com o nascimento de um bebé prematuro através de testemunhos e das palavras de especialistas. O livro é patrocinado pela Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro – XXS.

E se o vizinho do lado estiver a espiar através da câmara do seu portátil ou telemóvel?

Junho 24, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Tapar a câmara de filmar para evitar olhares indesejados, seja das autoridades, de hackers mal-intencionados ou até de um conhecido, deu origem a um negócio com cada vez mais clientes. O diretor do FBI não é um deles – usa fita adesiva.

Não é trama de espiões e muito menos guião para mais um filme de James Bond. Já podem ouvir as nossas conversas privadas há muito tempo, no telefone fixo ou no telemóvel, tanto faz. Já podem saber onde estamos neste preciso momento e onde estivemos no fim de semana passado ou há três meses, como ainda ontem se podia ler neste artigo da VISÃO. E também nos podem ver, qual Big Brother, sempre que estivermos a usar um daqueles aparelhos dos quais nos tornámos inseparáveis, sejam computadores portáteis, tablets ou telefones inteligentes.

Basta terem incorporada uma câmara de filmar ou fotografar – e a maioria tem – para serem um possível alvo das autoridades, mas também da bisbilhotice do vizinho do lado ou de um qualquer hacker com más intenções – para se divertir à sua custa ou fazer chantagem e extorquir-lhe dinheiro. Não é tão difícil como se possa pensar.

“Meti um bocado de fita adesiva na câmara do meu portátil porque vi um tipo mais inteligente do que eu a fazê-lo”, assumiu o diretor do FBI, no mês passado, durante uma conferência sobre encriptação com estudantes universitários. James Comey não é só mais um entre um número cada vez maior de pessoas a tomar medidas para proteger a privacidade de possíveis ataques informáticos aos aparelhos electrónicos pessoais. Ele sabe que o próprio FBI consegue aceder às câmaras. Há anos. E sem acionar a luz que é suposto ser acionada quando a câmara começa a filmar.

Este Big Brother com participantes involuntários não é novidade para os mais atentos às potencialidades e perigos da internet, e deu origem um mercado de soluções para tapar as câmaras – desde as mais básicas, como autocolantes criativos, a outras um pouco mais sofisticadas, em que pequenas peças se encaixam no monitor e deslizam para tapar a destapar a câmara ou abrem e fecham uma janela com o mesmo propósito. Um simples post it também produz o mesmo efeito ou então é fazer como o diretor do FBI e usar fita adesiva – escura, de preferência.

À medida que os casos de violação de privacidade surgem nas notícias, parece crescer o número de utilizadores prevenidos e, por arrasto, o negócio. O responsável de uma empresa norte-americana, que comercializa autocolantes destinados a esse fim desde que os seus fundadores ouviram no Pentágono sobre as ameaças das câmaras, disse ao The Guardian que os lucros anuais atingem os seis dígitos.

Edward Snowden, o espião que denunciou as práticas da NSA, terá dado um impulso, quando em 2013 avisou o mundo que a agência de segurança nacional dos Estados Unidos acedia às câmaras dos telemóveis e dos portáteis para espiar pessoas.

Menos mediáticos, mas talvez mais preocupantes, são os casos em que piratas informáticos entram no sistema e gravam a intimidade alheia para depois chantagearem as vítimas. Há também sites em que os hackers partilham esses vídeos, apenas para diversão própria, e as “protagonistas” nunca chegam a saber que foram filmadas. Entre eles designam as mulheres que vigiam como “escravas”.

Em 2015, o nível alerta subiu com o desmantelamento de um grupo de hackers. Ficou a saber-se que os Sombras Negras, como eram conhecidos, vendiam software capaz de fazer qualquer pessoa, mesmo sem grandes conhecimentos de informática, aceder a computadores de terceiros. Custava menos de 40 euros e, segundo as autoridades norte-americanas, serviu para espiar meio milhão de computadores por todo o mundo.

 

Rui Antunes para a Visão, em 9 de Junho de 2016.

 

Ter irmãos faz bem à saúde

Junho 24, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/ de 13 de junho de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Self-regulation as a mediator between sibling relationship quality and early adolescents’ positive and negative outcomes

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Os laços entre irmãos promovem uma boa saúde mental e comportamentos de entreajuda, confirma um estudo norte-americano. A investigadora Laura Padilla-Walker, da Universidade Brigham Young, autora principal do estudo, afirma que a presença de um irmão ou de uma irmã tem mais influência no desenvolvimento da personalidade e da atitude mental do que a presença dos pais.

A investigação acompanhou 395 famílias com mais do que um filho, sendo que um dos filhos teria idades entre os 10 e os 14 anos. Durante um ano, os investigadores recolheram diversos dados sobre a dinâmica das famílias e sobre cada um dos seus elementos.

O estudo revelou que ter um irmão afetuoso, seja rapaz ou rapariga, promove comportamentos positivos de entreajuda, como tomar conta dos mais novos ou colaborar com vizinhos. A análise dos dados recolhidos, publicada na revista Journal of Family Psychology, mostrou também que a presença de uma irmã, independentemente da sua idade, ajuda a proteger os adolescentes de sentimentos de solidão, medo, culpa e insegurança.

A investigação desmistifica ainda as zangas entre irmãos. Laura Padilla-Walker reconhece que, normalmente, elas “dão às crianças a oportunidade de aprenderem a controlar as suas emoções. A ausência de afeto revelou ser mais problemática do que níveis elevados de conflito”. E concluiu: “A mensagem que deixamos aos pais é que promovam a afetividade entre os seus filhos, pois terá um papel muito importante no futuro”.

 

 


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