UN urges prevention efforts to address threats of violent extremism to children and youth

Junho 22, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia das http://www.un.org/ de 3 de junho de 2016.

UN

3 June 2016 – Children and youth are often the most vulnerable victims of the scourge of radicalization and violence, the President of the United Nations General Assembly emphasized today, urging the international community to advance its own thinking and refine its responses to addressing the challenges of violent extremism.

“This is a subject that, in many ways, I wish we did not have to discuss,” said Mogens Lykketoft, President of the UN General Assembly, at the opening of a High-level Thematic Conversation on Children and Youth affected by Violent Extremism, noting that he, like many participants, have children and grandchildren of his own.

“And it is frightening to think that at a given moment, our youngest people could have their lives, hopes and futures so deeply affected by violent extremism,” he added.

The event, being held today at UN Headquarters in New York, includes four panel discussions addressing the versatile nature of threats of violent extremism to children and youth, as well as examining ways to strengthen prevention efforts and reinforce existing strategies to counter violent extremism with a specific focus on children and youth.

Mr. Lykketoft said it was worth remembering that many children and young people are themselves the targets and victims of violent extremist acts, including in recent years in Norway, Nigeria, Pakistan and beyond.

“Regrettably, however, millions of other children and young people are also vulnerable to radicalization and to becoming violent extremists themselves, whether in Copenhagen or Cairo, in South Carolina or Syria,” he said.

He noted that the event was therefore an important opportunity for the General Assembly to achieve a more comprehensive understanding of the subject, particularly in light of the Secretary-General’s Plan of Action to Prevent Violent Extremism and as the international community embarked on the 10-year review of the UN Global Counter-Terrorism Strategy.

“It is an opportunity for Member States and the UN system to advance their own thinking on how best to tackle these challenges; to understand what it is that leaves children and young people so vulnerable to radicalization,” Mr. Lykketoft said.

“There is a great deal at stake and I believe we all have a great deal to learn,” he added.

Also speaking at today’s event was UN Deputy Secretary-General Jan Eliasson, who stressed that the conversation was a great opportunity to continue the discussion, started under the Jordanian Presidency of the Security Council, on the role of youth in countering violent extremism and promoting peace, which had led to the adoption of Security Council resolution 2250 (2015) on youth, peace and security.

UNICEF Sylvain Cherkaoui

Reminding participants that 46 per cent of the world’s population is younger than 25 years old, Mr. Eliasson said that young people are disproportionately affected by inequality, marginalization and not least by unemployment.

“With these figures and facts in mind, we should understand that young people may be vulnerable to the lure of violent extremists, who offer them a salary, a sense of belonging, and a promise of glory,” he said.

It was necessary, however, to put that into a more positive perspective, as the vast majority of young people abide by the law and have aspirations for better and peaceful lives for themselves, their families and their communities.

“Children and youth represent promises – not perils. They should be seen as a potential – not a problem,” the Deputy Secretary-General said.

“We need to engage and empower our young people. We should not only work for young people – we should work with them. They are subjects, not objects. We have a duty to unleash the great potential of young people to promote peace, development, justice and understanding,” he added.

In many parts of the world, children and young people urgently need not only protection, but also tangible opportunities for meaningful engagement, meaningful lives and jobs, the Deputy Secretary-General said.

As such, it was necessary to foster trust between decision makers and youth, and to integrate young women and men into decision-making at the local and national levels.

“Through dialogue, inclusion and good governance, our children and young people can become the empowered citizens they strive to be and deserve to be,” he stressed.

He also emphasized that it is necessary to fight discrimination and exclusion, which often underlie the grievances that lead to radicalization and violence.

“We must better and more effectively communicate our common values of peace and justice. We must stand together against the intolerance and hatred which is spread by extremist groups,” Mr. Eliasson said.

“In the spirit of the United Nations Charter , we must act now to save succeeding generations from the scourge of war and to live lives in larger freedom,” he added.

The four panel discussions comprising the event specifically focused on ‘Preventing children and youth from radicalization,’ ‘From radicalization to violent extremism,’ ‘Deradicalization, rehabilitation and reintegration,’ and ‘Multi-stakeholder engagement.’

News Tracker: past stories on this issue

Refugee children are five times more likely to be out of school than others – UN report

 

Os castigos na formação das crianças

Junho 22, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de José Morgado publicado na Visão de 8 de junho de 2016.

Mais do que discursos radicais em torno dos castigos, seria desejável reflectir sobre a forma como estamos a proceder na acção educativa, familiar e escolar.

A questão dos castigos impostos às crianças, em contextos familiares ou institucionais, é regularmente objecto de discussão e análise na nossa vida profissional.

É também frequente a imprensa referir casos deste âmbito. Há poucos dias foi noticiada uma situação extrema de uma criança de 10 anos que os pais mantinham acorrentada no quintal como forma de castigo. A criança for retirada à família com intervenção da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.

Na abordagem à questão dos castigos às crianças, os castigos corporais assumem maior relevo e complexidade. Mesmo quando são objecto de processos judiciais surgem decisões que causam alguma perplexidade.

Recordo a título de exemplo que em 2014 o Tribunal da Relação do Porto absolveu pais que comprovadamente agrediram o filho de 11 anos com um cinto infligindo danos corporais de alguma gravidade. A razão do comportamento do rapaz prendeu-se com resultados escolares e o facto de fumar. Cito da imprensa da altura “Os juízes desembargadores entenderam que embora sendo “o comportamento dos pais de censurar”, não pode ser considerada a “forma qualificada” no crime de ofensa à integridade física por não haver “aquele acrescido e especial juízo de reprovação, indispensável” para o considerar como tal. Assim, sendo apenas aceite a “forma simples” da agressão, o Ministério Público não poderia ter deduzido acusação, os pais foram absolvidos.”

A verdade é que a questão da administração de castigos é sempre algo em aberto, em família, quase sempre de forma mais recatada e discreta, ou em contextos institucionais, mais mediatizados, nos quais se espera que os técnicos, justamente porque são técnicos, intervenham de forma mais racional, informada e menos reactiva em termos emocionais que os pais.

Neste quadro e como disse, a experiência no trabalho com pais mostra que a aplicação de castigos é sempre uma matéria com grande latitude de opiniões sendo que de forma geral os pais os entendem como algo necessário. Assim sendo, tanto como discutir a utilização, ou não, de alguma forma de castigo, fará sentido alguma reflexão sobre a natureza e limites do que poderá ser um castigo.

Do meu ponto de vista e por princípio, privar ou dificultar o acesso a necessidades básicas ou ferir direitos como é o uso da violência física não serão, evidentemente, o caminho mais ajustado.

Parece-me também que o recurso que alguns adultos fazem de castigos que envolvem uma forte dimensão emocional, sobretudo em crianças pequenas, deve ser evitado pelas implicações eventuais na segurança e confiança dos miúdos em si e nos adultos. Refiro-me ao uso de afirmações como “não prestas”, “não gostamos de ti” ou outras da mesma natureza

É ainda de considerar que algumas pessoas afirmam e defendem que um “tabefe” ou uma tareia “dada a horas faz milagres” e que não lhes faz mal (aos miúdos) aprender assim.

Quando trato estas questões sempre relembro uma história pessoal pois também me tocou o castigo corporal na escola. Recordo que mais do que a dor física da reguada, me incomodava o sentir-me tremendamente humilhado por estender a mão a alguém, um adulto e professor, que friamente me batia tantas vezes quantos os erros no ditado ou em consequência de ter falado com meu colega quando era suposto estar calado. Lembro-me ainda do especial requinte de um professor que em vez de ser ele a bater, encarregava um de nós de o fazer levando do professor se batesse devagar no colega. Não vejo grande vantagem educativa neste tipo de acções que acredito terem desaparecido.

É verdade que muitas pessoas, pais ou mesmo técnicos, assustadas com as grandes dificuldades que experimentam com os comportamentos das crianças, sentir-se-ão tentadas por estas abordagens mas talvez seja de recordar que o comportamento gera comportamento, ou seja, a violência gera e alimenta a violência. Bater por rotina educativa não faz sentido, não é, definitivamente, uma prática educativa,

No entanto e dito tudo isto, também entendo que comportamentos inadequados ou incompetentes não significam necessariamente que estejamos perante maus pais ou pais incompetentes. Todos nós, alguma vez, agimos de uma forma reactiva, menos ajustada ou adequada com os nossos filhos e isso não nos transforma em pessoas más, significa que somos apenas pessoas e que devemos reflectir sobre o que fazemos.

Também não simpatizo com a aplicação de castigos que estejam associados a tarefas que devem ser realizadas regularmente e em contextos positivos. Dou-vos um exemplo curioso para tentar ilustrar esta ideia. Numa escola que conheci, os alunos que se portavam mal iam para a biblioteca. Não será difícil imaginar que os alunos passassem a perceber a biblioteca como uma “cela prisional” e, estranhamente, não gostassem de a frequentar.

Dito isto, mais do que discursos radicais em torno dos castigos, seria desejável reflectir sobre a forma como estamos a proceder na acção educativa, familiar e escolar à imprescindível tarefa de tentar fornecer aos miúdos a construção das regras e limites de que eles precisam, tanto como de comer ou respirar.

Também me parece que dedicar mais atenção, elogiar quando corre bem, reforçar e fazer sentir o apreço por comportamentos adequados, expressar confiança nas crianças, podem ser contributos para minimizar o risco de ficar tentado pelo castigo depois de algo correr mal.

Finalmente, sublinho que este entendimento não tem nada a ver com laxismo, promoção da impunidade face a comportamentos desadequados ou com a ausência de regras. São dimensões fundamentais e imprescindíveis na formação das crianças.

O que afirmo tem exclusivamente em conta a natureza dos processos utilizados em educação, a sua eficácia e o respeito pelos direitos das crianças.

(Texto escrito de acordo com a antiga ortografia)

José Morgado

Doutorado em Estudos da Criança. Professor no Departamento de Psicologia da Educação do ISPA – Instituto Universitário. Membro do Centro de Investigação em Educação do ISPA – Instituto Universitário. Colaborador e consultor regular de Programas de Formação de Professores e de Projectos de Investigação e Intervenção. Colaborador regular em Programas de Orientação Educativa para Pais. Autor de diversas publicações nas áreas da qualidade e educação inclusiva, diferenciação pedagógica, etc.

Blogue – http://atentainquietude.blogspot.com

 

 

 

Jardim de Verão: Leituras ao fim de semana

Junho 22, 2016 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Sáb, 25 junho 2016 das 10:30 até 12:30
Manhãs para crianças: Dia para virar o mundo de pernas para o ar com Marta Madureira
Sáb, 25 junho das 15:00 até 16:30
Leitura para Jovens: A Identidade com Djaimilia Pereira de Almeida
Dom, 26 junho das 10:30 até 12:30
Manhãs para crianças: Dia para dançar com João Fazenda
Domingo, 26 das 15:00 até 16:30
Leitura para Jovens: Leituras Dispersas com Pedro Lamares

Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço e mediante levantamento de bilhete no próprio dia, no horário de funcionamento das bilheteiras.

Saiba mais AQUI.

Maioria dos antidepressivos não funciona em crianças e adolescentes

Junho 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt  de 9 de junho de 2016.

AFP

A maioria dos remédios antidepressivos é ineficaz em crianças e adolescentes que sofrem de depressão grave, podendo ser, eventualmente, até perigosos, aponta um estudo publicado esta quinta-feira no jornal médico britânico The Lancet

Realizado por um grupo internacional de investigadores, o estudo revê 34 testes em mais de 5.000 crianças e adolescentes, com idades entre os 9 e os 18 anos, envolvendo 14 medicamentos antidepressivos.

Apenas um destes medicamentos, a fluoxetina – comercializada principalmente como Prozac -, mostrou-se mais eficaz do que um placebo para tratar os sintomas de uma depressão.

A fluoxetina também é mais bem tolerada do que os demais antidepressivos, escreve o mesmo estudo.

No sentido contrário, a nortriptilina foi considerada a menos eficaz dos 14 antidepressivos estudados, e a imipramina, a menos tolerada. Já a venlafaxina está associada a um risco crescente de pensamentos suicidas.

Os investigadores reconhecem, porém, que a verdadeira eficácia e os riscos de efeitos secundários indesejáveis graves desses medicamentos continuam a ser campo desconhecido, devido à fragilidade dos testes clínicos existentes.

É o caso, sobretudo, dos pensamentos e comportamentos suicidas associados aos fármacos antidepressivos. Num comentário agregado ao estudo, o cientista australiano Jon Jureidini destaca que, no que diz respeito à paroxetina, estes atingem 10% dos doentes, numa nova análise de dados, contra os 3% de estudos já publicados.

Segundo estimativas citadas pelo estudo, 2,8% das crianças entre os 6 e os 12 anos e 5,6% dos adolescentes sofrem de problemas depressivos graves nos países desenvolvidos. Esse número pode estar subestimado, alerta no entanto o mesmo estudo.

Esses sintomas são diferentes dos observados nos adultos e incluem, em especial, irritabilidade, falta de vontade de ir à escola ou comportamento agressivo.

Em relação aos antidepressivos – que também podem causar, além das ideias suicidas, dores de cabeça, náuseas e insónias -, a sua prescrição continua a aumentar, ainda que a maioria dos países ocidentais recomende, a partir de agora, que sejam reservados às depressões mais graves e após o fracasso da psicoterapia.

“Os antidepressivos não parecem oferecer um benefício claro nas crianças e nos adolescentes”, concluem os autores do estudo, que acrescentam que “a fluoxetina é, provavelmente, a melhor opção quando o tratamento medicamentoso é indicado”.

Vários especialistas comemoraram os resultados do estudo, que fortalecem as recomendações de países como França ou Reino Unido, no que diz respeito à prescrição de antidepressivos a crianças e adolescentes.

O primeiro tratamento das depressões em ambos os grupos deve continuar a ser “a abordagem psicológica, ou relacional”, que é “mais eficaz no longo prazo”, disse à agência de notícias France Presse o vice-presidente da Sociedade Francesa de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Daniel Marcelli, que participou na elaboração das recomendações de França.

“Estamos de acordo com as conclusões dos autores, que consideram que os antidepressivos devem ser utilizados de forma sensata e controlada de perto”, declarou a psiquiatra britânica, Bernadka Dubicka.

 

 


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