Como educar uma criança feliz, segundo a ciência

Junho 17, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Visão de 1 de junho de 2016.

Mohammed Abbed

Para celebrar o Dia Mundial da Criança, reunimos 11 sugestões recomendadas por cientistas e psicólogos

Márcia G. Rodrigues

Hoje as crianças são o centro das atenções um pouco por todo o mundo, mais precisamente nos 49 países que celebram hoje o Dia Mundial da Criança. Mas como o dia das crianças devia ser todos os dias, reunimos 11 ideias para o ajudar a educar uma criança feliz. Confira:

Deixe-os falhar

Ninguém gosta de ver uma criança falhar, fazemos sempre de tudo quando as vemos com problemas a conseguir algo. Mas estudos provam que falhar ajuda as crianças a tornarem-se mais produtivas e a desenvolver a capacidade de resolver problemas com facilidade.

O Dr. Jim Taylor escreveu na revista online Psychology Today que a palavra “perfeição” não deve existir num ambiente familiar. Substitua esta palavra por “excelência” e eduque os seus filhos a serem excelentes em vez de perfeitos. A excelência tem todos os bons aspectos da perfeição mas sem as expectativas irrealistas e o medo constante de falhar.

Ensine-os a partilhar

Ensine o seu filho que é melhor dar que receber. Um estudo mostra que as crianças que partilham são mais felizes do que as crianças que não partilham. Comece desde cedo a pedir ao seu filho para partilhar as coisas dele consigo e vice-versa, e mostre-se grato quando ele o faz por iniciativa própria.

Deixe-os tomar decisões (incluindo escolher o seu castigo)

Um estudo da Universidade da California mostra os benefícios de deixar as crianças planearem os seus próprios horários e definirem os seus objetivos. Estas crianças têm mais hipóteses de se tornarem disciplinadas e de tomarem decisões mais sensatas no futuro. O mesmo estudo também prova que é melhor para os pais deixarem os seus filhos decidirem o seu próprio castigo. As crianças que o fazem não quebram as regras tantas vezes. Ao longo do crescimento dos seus filhos, dê-lhes a liberdade de tomarem mais decisões. Eles tornar-se-ão mais felizes e mais bem-sucedidos.

Peça-lhes conselhos

Pedir conselhos aos seus filhos faz com que eles saibam que opiniões deles importam para si. “Pedir conselhos a crianças permite-lhes saber que se importa e respeita a perspectiva delas, o que lhes diz que a voz delas importa. Também lhes permite saber que são responsáveis pelas suas opiniões, o que tem um impacto no mundo real, não só nas suas mentes” , diz Rabbi Roger E. Herst, autor do livro A Simple Formula for Raising Happy Children.

Deixe-os brincar

Crie “horas de brincar” não estruturadas. Segundo estudos, poder brincar livremente encoraja as crianças a ter pensamentos imaginativos e conseguir arranjar soluções alternativas para situações difíceis ou complexas.

Faça-os rir

Não tenha medo de dizer aquelas piadas secas, o seu filho irá agradecer-lhe mais tarde. De acordo com um estudo apresentado na Economic and Social Research Council’s Festival of Social Science 2011, quando os pais brincam e contam piadas, ajudam os filhos a pensar criativamente, a fazer amigos e a controlar o stress.

Reduza o tempo que passam a ver televisão

Um estudo feito em mais de 4 mil adolescentes provou que os que passam mais tempo a ver televisão têm mais hipóteses de se tornarem depressivos. Dê o exemplo aos seus filhos, limitando também o tempo que passa em frente ao ecrã.

Promova uma imagem de corpo saudável

De acordo com um estudo realizado pelo Institute of Child Health, um terço das raparigas com 13 anos não estão satisfeitas com o seu peso. A Dove realizou também um estudo onde concluiu que 69% das mães fazem comentários negativos ao seu corpo em frente aos filhos, afetando também a imagem que eles têm sobre o seu próprio corpo. Foque-se nos benefícios do exercício na saúde, e exercite em família. Fale com os seus filhos de como a comunicação social distorce os padrões de beleza, não comente que se sente culpado por comer certos tipos de comida, e não julgue a aparência de outras pessoas.

Crie tradições de família

Segundo uma pesquisa elaborada pelo Dr. Dawn Eaker e pela Dra. Lynda Walter, tradições de família aumentam a ligação entre a mesma e permitem que as crianças sejam sociais. Crie tradições simples como um lanche em família todos os sábados, noite de cinema às sextas-feiras, preparar o jantar em família, ou passeios a pé aos domingos.

Priorize o seu casamento

Um bom ambiente familiar ajuda uma criança a ser mais feliz. “Famílias que se centram apenas nos filhos criam ansiedade, pais exaustos e filhos exigentes. Nós, os pais de hoje, sacrificamos a nossa vida e o nosso casamento pelos nossos filhos demasiado rápido. O maior presente que pode dar aos seus filhos é ter um bom casamento.”, diz o terapeuta familiar David Code.

Seja feliz

Problemas emocionais nos pais estão diretamente ligados a problemas emocionais nas crianças. Seja feliz para poder ser um pai mais eficiente.

Num estudo, perguntaram a várias crianças “Se tivesses um desejo para os teus pais, qual seria?”, e a maioria das crianças respondeu que gostaria de ter pais menos stressados e menos cansados. Os psicólogos Carolyn e Philip Cowan também provaram que pais felizes têm mais hipóteses de terem filhos felizes.

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 64 sobre A Depressão em Crianças e Adolescentes

Junho 17, 2016 às 12:30 pm | Publicado em Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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depressão

Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 64. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre A Depressão em Crianças e Adolescentes.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Por que é tão importante ler poemas para crianças?

Junho 17, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://ataba.com.br/ de 3 de junho de 2016.

ataba

Denise Guilherme

Segundo Carlos Drummond de Andrade, as crianças são poetas por natureza. Desde pequenas, elas brincam com a linguagem, atentando para o som das palavras, seus significados e intencionalidades.

Quando bebês, embora não entendam muitos dos sentidos das palavras que lhes são ditas, os pequenos apreciam a melodia da voz de seus pais e, freqüentemente, “respondem” com balbucios e outros sons graciosos, estabelecendo uma deliciosa brincadeira com a sonoridade da comunicação humana.

Assim que aprendem a falar, logo começam a criar suas próprias expressões para se comunicar e, com o passar do tempo, descobrem que a linguagem é um jogo onde as palavras podem ser inventadas, ordenadas e faladas de diversas maneiras, dando origem a muitas interpretações. E o que é isso senão poesia?

Pensando na importância da leitura de poemas para a formação desses leitores, listamos alguns motivos pelos quais é fundamental apresentar esses textos às crianças desde cedo:

  1. A poesia contribui para a formação do imaginário, do simbólico e da criatividade. Afinal, nos poemas, as palavras sempre dizem mais!
  2. Poemas expressam a beleza por meio da linguagem literária. “A poesia mostra que a língua que se lê diz mais coisas quando ela é uma língua trabalhada, artesanalmente trabalhada.”*
  3. Os poemas contribuem para o desenvolvimento da sensibilidade estética, construindo uma ponte entre a criança e o mundo real e o simbólico. Por meio deles é possível perceber que as coisas podem ter diferentes representações.
  4. A presença da sonoridade nesse tipo de texto, construída por meio das rimas e repetições, por exemplo, torna a recitação de poemas uma atividade muito prazerosa para os pequenos. Esses recursos linguísticos possibilitam que as crianças memorizem e apreciem esses textos, mesmo que – a princípio – não sejam capazes de compreender todo o seu significado.
  5. Ouvir e recitar poemas ajuda na percepção da melodia da linguagem. Poesia e música andam juntas. Algumas canções de compositores brasileiros trabalham com processos poéticos extremamente refinados. Por isso, apreciar boas canções pode ser um ótimo caminho para aproximar os leitores da linguagem poética.
  6. Poemas possibilitam a construção de imagens, jogos de associações de palavras e metáforas. Eles desenvolvem um olhar curioso sobre o mundo.  “A poesia faz ver, dá a ver os textos, dá a ver o que se lê.”*
  7. A leitura desses textos obriga o leitor a refletir sobre a melodia, a cadência e as pausas na construção de sentido,  ajudando-o a dominar ritmos fundamentais, como o da respiração, por exemplo.
  8. Poemas exploram de maneira muito inteligente a disposição da palavra no espaço do papel. Neles, os leitores podem aprender que nos textos literários não só conteúdo, mas também a forma tem muito a dizer.
  9. A leitura em voz alta de poemas desenvolve a atenção a aspectos da oralidade (entonação, acentuação e ritmo) que são fundamentais nas situações de uso da fala em público.
  10. Por fim, ler poemas pode ser uma ótima oportunidade de mostrar às crianças que as palavras são como brinquedos. E tal qual as peças de um jogo de montar, basta apenas combiná-las de diferentes maneiras para que a magia da linguagem aconteça!

Para conhecer algumas dicas de livros de poemas para leitores de todas as idades, a equipe da Taba preparou uma seleção especial de títulos desse gênero.

Confira clicando aqui.

* JEAN, George. Actes de la scéance. 13-4 juin.1979. In. Coloque de Paris. Apprentissage et pratique de la lecture à l’école. Paris, 1979.p,87.

visualizar as imagens do texto no link:

http://ataba.com.br/por-que-e-tao-importante-ler-poemas-para-criancas-2

 

 

Oficinas de Hip-Hop @Marvila com Encontro da Cultura na Biblioteca Municipal de Marvila

Junho 17, 2016 às 9:26 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Junho, Julho e Agosto trazem Oficinas de Hip-Hop a Marvila!

Numa iniciativa promovida pelas
Bibliotecas Municipais de Lisboa serão levadas a cabo oficinas durante os sábados de 18 de Junho e 31 de Agosto, onde se poderão experimentar técnicas de:
– Beatbox (18Jun, 9Jul e 6Ago);
– Graffit (25Jun, 23Jul e 6Ago);
– Escrita Criativa & Produção Musical (25Jun, 30 Jul e 13Ago);
– Breakdance (2Jul, 16Jul e 13Ago).

Nas tardes de sábado – 25 de Junho e 30 de Julho pelas 16h – está ainda agendada uma programação especial que visa um Encontro da Cultura Hip-Hop de entrada livre num tempo que se quer de união, partilha, convívio e muita diversão.

As inscrições nestas oficinas são gratuitas e estão já abertas na própria Biblioteca de Marvila.

mais informações: info@h2tuga.pt
design gráfico por
André Alves

https://www.facebook.com/events/1640566172930418/

https://www.facebook.com/h2tugapt/

 

Alunos felizes têm melhores notas

Junho 17, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 3 de junho de 2016.

educare

Relação entre alunos e professores, nível de satisfação com o ambiente escolar, indisciplina na sala de aula. Os temas estiveram em debate no auditório do Conselho Nacional de Educação. “Bons ambientes, bons alunos?” é a pergunta que se faz.

Sara R. Oliveira

Os alunos mais felizes têm melhores notas nas pautas. Os mais infelizes, na sua maioria, estão em escolas inseridas em contextos mais desfavorecidos e com piores resultados. Quem aprende garante que a indisciplina na sala de aula diminuiu, quem gere as escolas não tem a mesma perceção. Portugal e Finlândia são os países onde os alunos garantem ter maior apoio por parte dos professores e os diretores das escolas concordam. Os temas estiveram em debate no 6.º Fórum aQueduto com o mote-pergunta “Bons ambientes, bons alunos?”, no auditório do Conselho Nacional de Educação (CNE).

O impacto que o ambiente escolar tem nos resultados da avaliação internacional dos testes PISA, o comportamento dos alunos, a relação com os professores e o nível de satisfação relativamente à escola, são alguns dos assuntos que foram debatidos neste fórum do Projeto aQeduto, que resulta de uma parceria entre o CNE e a Fundação Francisco Manuel dos Santos centrada em temas relacionados com a educação. As mais recentes conclusões do aQeduto foram analisadas à lupa.

Mais ou menos indisciplina nas salas de aula? As perceções divergem. Os alunos, em respostas recolhidas entre 2003 e 2012, referem que a indisciplina diminuiu. Os diretores das escolas não têm a mesma opinião: falam num aumento de 35% e 54% desses responsáveis sublinham que a indisciplina é prejudicial à aprendizagem. Neste ponto, a Polónia aproxima-se de Portugal. Na Finlândia, França, Holanda e Suécia acontece o contrário, ou seja, uma tendência para o agravamento dos problemas associados à indisciplina. Na República Checa, Polónia e Espanha, em 2012, houve uma maior convergência entre a visão dos alunos e a dos diretores.

Portugal e Finlândia são os países onde os alunos afirmam ter maior apoio por parte dos professores. E os diretores concordam. Em termos de percentagem, entre 2003 e 2012, 85% dos alunos portugueses estão satisfeitos com a ajuda prestada pelo corpo docente. “A nível agregado, verifica-se também uma correlação entre existir um bom relacionamento com os professores e os alunos sentirem-se felizes na escola”, lê-se no estudo. Em 2012, os estudantes portugueses eram os mais satisfeitos com o bom relacionamento com os professores e 25% sentiam-se felizes na escola. Mas são os alunos espanhóis os que se consideram mais felizes na escola, cerca de 35%.

Espanha, França, Luxemburgo são os países onde há menos alunos a sentirem o apoio por parte de quem ensina. “É curioso verificar que, na Finlândia, embora os alunos considerem ter apoio dos professores (85%), poucos são os que dizem estar felizes na escola (10%) ou que dizem ter um bom relacionamento com os docentes (43%).”

Mais felicidade, melhores notas? Os dados recolhidos apontam para uma resposta afirmativa. Em 2012, os alunos mais felizes são os que têm, em média, os melhores resultados nos testes de Matemática do PISA. No nosso país, a diferença de resultados entre alunos felizes e infelizes é na ordem dos 30 pontos, uma das maiores entre os países analisados. Ao todo, 14% dos alunos dizem sentir-se infelizes na escola. A percentagem aumenta para mais de 30% de alunos infelizes na Polónia, Finlândia e República Checa, apesar de os resultados médios a Matemática serem elevados nestes países.

Os alunos mais infelizes estão em escolas de meios mais desfavorecidos e com piores resultados. “Há uma maior prevalência de alunos infelizes em escolas onde tanto o Estatuto Socioeconómico e Cultural como os scores PISA Matemática são baixos.” Na análise feita, conclui-se que em 50% das escolas inseridas em meios desfavorecidos e com piores resultados, há mais de 15% de alunos infelizes. Nas escolas com melhores resultados, mas com estatuto socioeconómico e cultural baixo, apenas 35% têm mais de 15% de alunos infelizes. “Este padrão observa-se em apenas 25% das escolas cujo meio é mais favorável e os resultados são melhores.” Nessas escolas, os diretores estão preocupados com o ambiente, com a indisciplina. Ao todo, 14% dos diretores referem que o consumo de drogas é um assunto preocupante, 10% reconhecem que o relacionamento com os alunos não é fácil. E 25% dos alunos referem que as suas necessidades não são satisfeitas.

As escolas com melhor ambiente têm melhores resultados. Escolas inseridas em contextos mais favorecidos têm desempenhos mais elevados. Em apenas 26% das 543 escolas dos vários países, se aponta a indisciplina a níveis moderados e 7% referem alguma falta de respeito. As escolas inseridas em meios desfavoráveis, mas com bons resultados escolares, indicam a indisciplina moderada como o maior problema. “O consumo de drogas (5%) e a agressividade entre alunos (3%) aparentam estar controlados nestas escolas.”

 


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