Pais acreditam nas mentiras das crianças

Junho 16, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.paisefilhos.pt de 12 de maio de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Can parents detect 8- to 16-year-olds’ lies? Parental biases, confidence, and accuracy

Metade dos adultos é incapaz de adivinhar quando os filhos estão a dizer mentiras. De acordo com um estudo realizado por investigadores canadianos, na base desta dificuldade está o facto de pais e mães confiarem, a um nível subconsciente, na honestidade intrínseca das crianças e, assim, não estarem habitualmente desconfiados das suas intenções ou do seu discurso, a menos que a inverdade seja flagrante. Aí, o “detetor de mentiras” mostra-se mais eficaz.

Durante a análise, os especialistas das universidades de Brock e de Toronto avaliaram 72 famílias, com filhos entre os oito e os 16 anos. Todas as crianças e adolescentes foram filmadas quando questionadas sobre se tinham copiado num teste. Todas responderam que não, mas apenas algumas estavam a ser verdadeiras. Quando os adultos viram os filmes, apenas 50 por cento conseguiu descobrir quando estavam a mentir. Curiosamente, a idade dos filhos não fez qualquer diferença na incapacidade de os pais detetarem mentiras.

O fenómeno baseia-se na “visão distorcida – e muitas vezes mais positiva – que temos das pessoas que nos são mais próximas. No caso das crianças, muitas vezes temos a perceção de que são mais honestas do que na realidade acontece”, lê-se no relatório do estudo, o qual adianta que “as ferramentas para destrinçar a verdade da mentira falham frequentemente com estranhos, mas também com familiares”.

Os cientistas canadianos frisam que a “dizer a verdade é importante em qualquer relação e no caso de pais e filhos não há exceção a esta regra. No entanto, também é sabido que faz parte da natureza humana efabular”. Para promover uma ligação mais honesta, os mesmos especialistas advogam a criação de uma “cultura de verdade familiar” em que adultos e crianças “se habituam a dizer as coisas como elas são, sem receios de represálias injustificadas e com base no diálogo”.

 

 

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