Qual é a influência dos educadores de infância no seu filho?

Junho 10, 2016 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de junho de 2016.

paulo Jorge magalhães

Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens

Estudo avalia influência dos educadores de infância no desenvolvimento das crianças

Investigadores da Universidade do Porto participam num estudo europeu sobre a interação dos educadores de infância e as crianças, com o objetivo de verificar qual o impacto no seu desenvolvimento e na sua autorregulação.

“As crianças desenvolvem as competências essenciais para o sucesso social e escolar através de interações com adultos, pares e atividades de aprendizagem que decorrem em centros de educação e cuidados para a infância”, indicou à Lusa Joana Cadima, coordenadora do projeto QualityMatters.

De acordo com a investigadora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, as interações entre o educador e as crianças são fundamentais, nomeadamente a forma como comunicam, se têm uma relação próxima e carinhosa, se são responsáveis e cognitivamente estimulantes.

 

Pobreza pode agravar o desenvolvimento das crianças e dos jovens

Junho 10, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 8 de junho de 2016.

tvi24

Em Portugal, 31,4% dos menores de 18 anos estão em risco de pobreza e exclusão social. Segundo os dados revelados num estudo universitário, há milhares de crianças e jovens com “muita dificuldade no desempenho de funções essenciais à sua vida”.

Redação / VF

A investigadora Sónia Mairos Ferreira afirmou, esta terça-feira, que a pobreza pode agravar as situações de deficiência, perturbação e atraso do desenvolvimento por privar as crianças e jovens de recursos necessários para o seu crescimento.

Numa intervenção na conferência parlamentar “Necessidades Educativas Especiais, Deficiência e Escolaridade Obrigatória – Quais os Desafios?”, a professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra contou o caso de uma aluna que teve de esperar sete meses para ter uns óculos para uma miopia de quatro dioptrias.

“Isto significa que a aprendizagem da leitura, da escrita, do cálculo e as outras aprendizagens ficaram severamente comprometidas pelo facto de a criança não ter a prótese que lhe iria garantir o acesso à informação nas mesmas condições que os seus pares”, disse Sónia Ferreira.

A investigadora observou que este é “um exemplo mínimo” daquelas que são “as dificuldades reais que podem fazer com que as questões da aprendizagem sejam dificultadas” e limitem o desenvolvimento dos menores.

As situações de pobreza causam “circunstâncias de privação múltipla”, vulnerabilidade e podem agravar “os quadros de deficiência, de perturbação e de atraso do desenvolvimento”, sustentou.

Traçando um retrato da pobreza e exclusão social em Portugal, Sónia Ferreira adiantou que afeta cerca de 2.863.000 pessoas, enquanto a privação material severa atinge quase 11% da população.

Relativamente aos menores de 18 anos, 31,4% estão em risco de pobreza e exclusão social. Há ainda 93.566 famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inserção.

Analisando estes dados com as necessidades educativas especiais (NEE) verifica-se que há um conjunto de crianças e jovens que precisa de “uma aprendizagem e de uma estrutura na escola distinta” da educação regular “para potenciar o seu pleno desenvolvimento”, defendeu.

E “não são pequenas” as percentagens de alunos já sinalizados nas escolas e a ser alvo de intervenção especializada no âmbito das NEE.

Segundo a investigadora, há 2.081 alunos em unidades de apoio especializado e unidades para a educação de alunos com multideficiência, quase 2.000 em unidades de ensino estruturado para alunos com perturbação do espetro de autismo e 10.331 com currículo específico individual.

Há ainda cerca de 153 mil alunos que “têm muita dificuldade no desempenho de funções essenciais à sua vida” e 12.118 que foram sinalizados como tendo “dificuldades totais”.

Sónia Ferreira advertiu que “a pobreza e a exclusão social são potenciadoras da existência de dificuldades ao longo da trajetória de vida”.

“Se tivermos uma criança com necessidades educativas especiais no seio de uma família que se debate com as questões da pobreza e de exclusão social a probabilidade de saída deste ciclo de pobreza é muito baixa”, disse, salientando que os níveis de escolaridade e literacia ligados a estas situações “são, em regra, inferiores aos seus pares”.

Também contribuem negativamente para o desenvolvimento destas crianças, as experiências de racismo, discriminação e de estigmatização que são alvo, as desigualdades no acesso a bens e serviços, “a inadequação de alguns apoios sociais” e a dificuldade de compreender a linguagem dos serviços que muitas vezes impede estas famílias de aceder a um conjunto de apoios a que têm direito.

 

 


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