2º Workshop de Hipnose Pediátrica para Controlo da Dor e Ansiedade

Maio 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Núcleo Contra a Dor do Departamento de Pediatria do Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca, EPE está a organizar o 2º Workshop de Hipnose Pediátrica para Controlo da Dor e Ansiedade em Pediatria, com a Dra Leora Kuttner, que se realizará dias 22 e 23 de Setembro 2016.
O 1º workshop realizado o ano passado foi um sucesso e todos os participantes sem excepção adoraram e reconheceram o comprovado potencial (resultados da pesquisa apresentada pela Dra. Leora Kuttner nos últimos 30 anos) que a aplicação destas técnicas tem na prática clínica diária.
O workshop destina-se a médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde que trabalhem na área da Pediatria. Tem inscrição limitada a 40 participantes.

Podem visualizar o programa do workshop, bem como realizar inscrições através do site:

http://workshophipnosepediatrica.weebly.com/

 

poster - nivel 2 - 2016

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Uma chamada de atenção para os pais que batem nos filhos

Maio 29, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt/ de 13 de maio de 2016.

thedailybeast

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A maioria dos pais querem o melhor para seus filhos. Mas, quando se trata de disciplina, alguns equivocamente usam a força física para punir ou intimidar. Sejamos honestos: nada justifica bater e magoar desnecessariamente as crianças e nem sequer é aceitável.

O governo australiano ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (1989). Ou seja, a Austrália coloca as crianças como pessoas com direitos. Chegou a vez do governo Australiano juntar-se outros 33 países “esclarecidos” do mundo, e banir o castigo físico de crianças em todas as suas formas.

A proibição bem sucedida na punição física das crianças deve ser acompanhada de uma campanha de sensibilização para apoiar e educar os pais que batem nos filhos a mudar a atitude ultrapassada da “palmada”.

Os malefícios do castigo físico

O castigo físico, mesmo quando é chamado de “disciplina” ou “palmadas”, pode causar danos a curto e longo prazo nas crianças. Hoje em dia sabemos, com base em investigações rigorosas, que a punição física e a adoção de comportamentos agressivos e violentos está directamente relacionada com alterações comportamentais e de saúde mental das crianças.

Sabemos também, intuitivamente, que bater e ferir pessoas desnecessariamente afeta o relacionamento social e a autoconfiança de um indivíduo. As nossas crianças são os adultos do futuro. A forma como tratamos os nossos filhos agora, irá afetar a sua saúde, autoestima e noção de bem-estar futuramente.

Mudar o comportamento

A Austrália tem estado na vanguarda de muitas reformas da saúde e segurança pública, tais como o uso dos cintos de segurança nos carros, o controlo do tabagismo e uso de preservativo, mas falta dar um safanão no que toca à punição física.

Mas o que fazer para que os pais mudem o seu comportamento – ou seja, parar de dar “palmadas” nos filhos?

Campanhas recentes e alternativas, tais como o grande sucesso animado educativo “Maneiras idiotas de morrer”, é um bom exemplo de como uma campanha de sensibilização pode ajudar a mudar mentalidades, atitudes ultrapassadas e comportamentos de risco. Neste caso, o vídeo promove a segurança ferroviária para os jovens através de anúncios em jornais, rádio, outdoors, redes sociais, etc. A campanha visa “envolver um público que não quer ouvir qualquer tipo de mensagem de segurança”.

Uma campanha de educação deste género, com apoios e incentivos para encorajar os pais a adotar métodos disciplinares positivos, poderia ser o suficiente para mudar comportamentos de risco na educação infantil.

Esta campanha poderia ser tanto contundente quanto inspiradora; retratando os impactos imediatos e possíveis do castigo físico através de palavras e imagens. Fornecer informações importantes sobre o desenvolvimento da infância e maneiras positivas de interagir e estabelecer limites razoáveis para as crianças poderia ser um caminho.

Na Suécia, os castigos corporais e outras formas de tratamento humilhante a crianças foram proibidos em 1979, e foram distribuídos flyers informativos a todas as famílias e colocada a informação relevante nos pacotes de leite incentivando o diálogo entre pais e filhos. Conclusão? A maior parte das famílias suecas praticam disciplina positiva, sem violência. As crianças são respeitadas, e os pais são valorizados e apoiados no seu importante papel como modelos para os seus filhos.

Alterar a lei

Alguns adultos responsáveis irão voluntariamente modificar as suas atitudes e comportamentos à luz da evidência que os motiva. Mas a mudança comportamental, por vezes, só ocorre em resposta a legislação ou reforma da mesma.

Criar legislação pertinente em cada um dos estados e territórios da Austrália pode ser um caminho para remover explicitamente a “correção legal” e enviar uma mensagem clara aos pais de que o castigo físico já não é uma forma justificável de disciplina ou controle das crianças. As crianças terão a mesma proteção contra a agressão que os adultos.

Esta lei, exceptuando trivialidades, pretende proteger contra a criminalização dos pais que, ocasionalmente, dão uma palmada nos filhos, mas a punição física será fortemente desencorajada.

Dar voz às crianças

Bater e desnecessariamente e magoar as crianças degrada-as. Foi-lhes dada a oportunidade de comentar sobre a punição física, e as crianças dizem que dói fisicamente e emocionalmente.

Ao mesmo tempo, as crianças simpatizam com os pais que estão cansados e stressados e que perdem o controle. Aceitam, mas questionam  a crença dos pais de que bater-lhes ensina-lhes lições positivas.

Muitos pais têm manifestado arrependimento por terem batido nos seus filhos – eles preferiam ter apicado meios alternativos de disciplina que não se transformam em raiva, lágrimas e ressentimento. Em casos extremos, o arrependimento dos pais é inútil, quando seus filhos ficam gravemente feridos – e alguns terminam com a morte da criança – porque um ensinamento não correu bem.

Recolhemos alguns comentários das crianças sobre o assunto que se revelaram muito esclarecedores. “Como os adultos são mais velhos, eles pensam que sabem mais coisas, mas às vezes não… Às vezes eles estão enganados” – 8 anos. Outra criança sugeriu que os adultos não “têm que bater, porque têm opção de escolha”.

Incentivar as crianças a falar sobre estas questões e ouvir o que têm a dizer, deve levar-nos a questionar as nossas perspectivas. Podemos até aceitar o que disse uma criança de 12 anos: “Não se devia bater nas crianças porque há uma maneira melhor…do que magoar alguém”

O castigo físico de crianças continuará a ser tolerado até que adultos esclarecidos reconheçam que as crianças não são menos dignas que os adultos.

As crianças têm direitos humanos relativamente à dignidade e ao respeito iguais aos de qualquer adulto, e merecem, no mínimo proteção igual ou até maior à agressão.

 

Em MedicalExpress, traduzido e adaptado por Up To Kids®, Todos os direitos reservados

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