“Passei 899 dias numa instituição. Hoje fui adoptado”

Maio 24, 2016 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt de 7 de maio de 2016.

Together we rise

Todos os dias, 1200 crianças são institucionalizadas nos Estados Unidos da América — por serem abandonadas, retiradas às famílias em processos que envolvem violências várias ou por falta de condições económicas dos pais. É uma realidade mundial — em Portugal, em 2014, havia mais de 8000 menores em instituições de acolhimento. A história da Together We Rise começa exactamente em família. Um jovem norte-americano, estudante de Direito, descobriu que tinha um primo de nove anos a viver num carro. Queria fazer algo por ele, e outras crianças que precisavam de adopção, e, com amigos de curso, tentou inscrever-se numa instituição de solidariedade. Sem sucesso: tinham menos de 21 anos e não podiam os aceitaram. Foi então que lhes ocorreu criar uma associação própria. A Together We Rise, nascida em 2008, proporciona programas educacionais e bolsas de estudo, oferece materiais escolares, bicicletas e outros brinquedos e forma voluntários para trabalhar nesta realidade. Objecto primeiro: melhorar a vida destas crianças. Numa campanha de sensibilização, decidiram agora mostrar o outro lado desta realidade quase sempre triste: as adopções. “Vemos muitas notícias negativas sobre as instituições de acolhimento e achamos necessário destacar as adopções maravilhosas que acontecem todos os dias, contou ao The Huffington Post Gianna Dahlia, directora da associação. Com a “hashtag” #fosterlove, os meninos e meninas aparecem ao lado de um quadro preto e uma mensagem. “Passei 411 dias numa instituição. Hoje, 10 de Novembro de 2015, fui adoptada”, lê-se num dos quadros. “A nossa família está completa”, aparece noutra. “Há muitos estereótipos negativos à volta de crianças institucionalizadas, mas elas são apenas meninos em busca de famílias que as amem – e há famílias lá fora a lutar por eles.” Este é o primeiro dia do resto da vida deles.

mais fotos no link do Público

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/20387/passei-411-dias-numa-instituicao-hoje-fui-adoptada

Brasileiro cria projeto que revela sentimentos de crianças refugiadas através de seus desenhos

Maio 24, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.hypeness.com.br

Rauan

André Naddeo

Frdos

André Naddeo

Por Gabo Vieira

Há cerca de 60 milhões de refugiados mundo afora neste instante – 38,2 milhões deslocados dentro de seus próprios países, 1,8 milhão de solicitantes de refúgio e quase 20 milhões à procura de um lar estrangeiro. Os números divulgados pelo Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) impressionam, mas não despertam a empatia causada pelo simples olhar de uma criança.

Foi com essa certeza que o brasileiro André Naddeo lançou o Drawfugees. Nele, o jornalista, que vem trabalhando como voluntário em um campo de refugiados na Grécia, oferece armas potentes para crianças que fogem da guerra: papel em branco, lápis de cor e liberdade para criar. Na sequência, pede para os pequenos artistas resumirem suas intenções naqueles desenhos e posta tudo nas páginas do projeto.

A imagem vencedora do World Press Photo desse ano mostra uma criança refugiada sendo passada por uma cerca de arame farpado. O trabalho do brasileiro Mauricio Lima que levou o Pulitzer é também sobre refugiados e com muito enfoque nas crianças. Mas ainda falta entender o que estas crianças estão sentindo, o que elas querem dizer, o que estão passando neste momento“, explica Naddeo.

O porto de Pireaus, situado a poucos quilômetros de Atenas, tornou-se um símbolo da desigualdade. Enquanto cruzeiros de luxo atracam lotados de turistas endinheirados, ávidos por um banho de sol no litoral grego, milhares de refugiados acampam em barracas sem luxo, alimentando a esperança de uma nova vida em algum ponto da Europa. Preocupados com possíveis danos ao turismo (um oásis de receita em meio ao caos econômico), as autoridades gregas tentam de tudo para afastar os visitantes indesejados.

Foi com este panorama que Naddeo se deparou quando desembarcou para iniciar o trabalho voluntário. Para driblar a resistência dos refugiados mais desconfiados, ele passou a pernoitar no acampamento, se aproximando das famílias aos poucos e contando com a ajuda de Morad Changae, um marroquino que traduz o árabe para espanhol. Tudo para estabelecer diálogos francos e ouvir as histórias que realmente interessam. Qualquer contato com as crianças, é claro, só é travado após autorização dos responsáveis. Mas poucas conversas dizem tanto quanto os rabiscos.

As crianças mostram muitos das emoções, ambições e preocupações através do desenho. Muitos estão sozinhos, longe dos pais, perdendo um período tão precioso da vida. O Drawfugees é um instrumento para traduzir de forma bem direta o sentimento destes meninos e meninas“.

Você pode seguir o trabalho de André, e o projeto Drawfugees, no Facebook ou no Instagram.

Todas as fotos © André Naddeo

mais fotos no link:

http://www.hypeness.com.br/2016/05/brasileiro-cria-projeto-que-revela-sentimentos-de-criancas-refugiadas-atraves-de-seus-desenhos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+com%2FtQbo+%28Hypeness%29

SOS-Criança com menos desaparecimentos em 2015 e mais raptos transfronteiriços

Maio 24, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 24 de maio de 2016.

A notícia contém declarações Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Mário Cruz

LUSA

O serviço SOS-Criança sinalizou em 2015 menos casos de crianças desaparecidas, uma diminuição do número de raptos parentais e um aumento de situações de rapto transfronteiriço, segundo dados do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Em 2015, chegaram ao IAC, através da linha europeia gratuita 116 000, 35 novos casos de desaparecimentos, menos sete face a 2014, na maioria raparigas, acentuando-se a tendência do ano anterior, adiantam os dados divulgados à agência Lusa a propósito do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas (25 de maio).

A maioria das situações referia-se a crianças portuguesas, mas também houve casos de crianças estrangeiras (17%), o que revela um aumento destes casos comparativamente a 2014.

Segundo o coordenador do SOS-Criança, Manuel Coutinho, foram reportados três casos de crianças sírias, um caso de uma criança espanhola, um de uma francesa e outro de uma croata.

Apesar e ter havido uma diminuição de casos, o também secretário-geral do IAC considera que estes dados “são sempre preocupantes”.

“Basta existir uma situação de desaparecimento para que essa situação já seja grave demais”, disse Manuel Coutinho, observando que ainda há 16 casos por recuperar”.

“No final de 2015, 45% das crianças desaparecidas continuavam desaparecidas e isto é uma situação complicada, apesar de percebermos que a maior parte dos desaparecimentos são relacionados com fugas”.

Segundo os dados, 57% das situações reportadas (20) referem-se a fugas de casa e de instituições.

Houve ainda nove casos de rapto parental, menos três do que em 2014, e cinco situações de rapto transfronteiriço, que foram comunicados a Portugal por outras linhas europeias de crianças desaparecidas.

Na maioria dos casos (11), os menores tinham entre os 14 e os 16 anos, seguidos dos que tinham mais de 16 anos (6). Foram também assinalados seis casos de crianças com idades entre os quatro e os seis anos.

Em cinco casos as crianças tinham menos de três anos e em quatro tinham entre os 11 e os 13 anos. Em três situações a idade não foi especificada.

Manuel Coutinho disse à Lusa que o IAC também está preocupado com a situação das crianças migrantes não acompanhadas: “Sabemos que entre os muito milhares de adultos que se deslocam de uns países para os outros, há efetivamente muitas crianças que vêm sozinhas”.

Estas crianças são registadas nas fronteiras, mas muitas vezes perde-se o seu rasto “e isso é muito preocupante”, frisou.

Lisboa foi o distrito que apresentou o maior número de desaparecimentos (15), seguido de Setúbal (5), Santarém (3), Porto (2), Braga (2). Houve ainda um caso em Aveiro, Castelo Branco, Leiria, Açores e Madeira.

São sobretudo os familiares (19) que sinalizam os casos, seguido dos profissionais (13). Três apelos foram feitos pela comunidade.

Relativamente à situação jurídica dos pais, o IAC refere que em 11 casos estavam divorciados, em quatro separados e noutros quatro viviam em união de facto.

Os dados apontam que a iniciativa do desaparecimento coube sobretudo à criança (43%). Em 22% dos casos a criança estava acompanhada por um dos progenitores e em três pelo namorado.

A duração do desaparecimento varia entre as 48 horas e uma semana, acompanhando a tendência do ano anterior.

A maioria dos casos chegou ao conhecimento do SOS-Crianças através da linha telefónica (22), enquanto 11 casos foram reportados por e-mail e dois via apartado.

Para assinalar a efeméride, o IAC realiza no dia 31 de maio a IX Conferência Crianças Desaparecidas, que irá dedicar uma “atenção especial” às crianças refugiadas, que se estima serem mais de 1,5 milhões.

 

 

 

Aumentam os raptos transfronteiriços de crianças em Portugal

Maio 24, 2016 às 10:26 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da RTP Notícias de 24 de maio de 2016.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

ouvir as declarações no link:

http://www.rtp.pt/noticias/pais/aumentam-os-raptos-transfronteiricos-de-criancas-em-portugal_n921076

rtp

Nuno Patrício – RTP

O alerta é feito pela SOS Criança. A associação refere que o número de crianças desaparecidas em Portugal diminuiu, mas agora o modus operandi dos raptores passou a ser outro.

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) sublinha que no ano passado houve uma diminuição do número de crianças desaparecidas em Portugal. Mas a SOS Crianças, sob a alçada do Instituto, manifesta, contudo, uma nova preocupação: os raptos transfronteiriços tiveram um ligeiro crescimento. O números de 2015 referem que a linha de atendimento do IAC foi contactada para dar conhecimento de 34 casos de desaparecimentos. Em declarações à Antena 1, o presidente do Instituto, Manuel Coutinho, refere que 20 casos são referentes a fuga, outros nove são parentais e cinco foram raptos transfronteiriços.

Manuel Coutinho explica que a maioria dos casos envolve crianças portuguesas, mas são cada vez mais as situações de desaparecimento de crianças estrangeiras em Portugal. Lisboa é o distrito com maior número de desaparecimentos: 15 casos durante o ano passado.

Manuel Coutinho diz que 45 por cento das crianças desaparecidas em 2015 continuam por encontrar.

O Instituto de Apoio à Criança está igualmente preocupado com a situação das crianças migrantes que viajam sozinhas. Apesar dos controlos nas fronteiras, Manuel Coutinho admite que, com os fluxos migratórios impulsionados pelas crises humanitárias, as autoridades europeias perdem muitas vezes o rasto a muitas crianças.

Dos 34 casos registados de crianças desaparecidas, 15 são referentes ao distrito de Lisboa, cinco do distrito de Setúbal, três do distrito de Santarém, dois do distrito do Porto e mais dois casos pertencentes ao distrito de Braga. O Instituto de Apoio à Criança informa também que, entre estes casos, existem crianças desaparecidas de nacionalidade síria, francesas, espanholas e uma croata.

 

OMS lembra que a escola dita a saúde dos jovens

Maio 24, 2016 às 9:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 16 de maio de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Growing up unequal: gender and socioeconomic differences in young people’s health and well-being. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study: international report from the 2013/2014 survey

A escola tem um papel determinante na saúde e no bem-estar das crianças e adolescentes, lembra a Organização Mundial da Saúde (OMS) no último relatório sobre hábitos e consumos na adolescência.

Andreia Lobo

“A experiência com a escola pode ser crucial no desenvolvimento da autoestima e de comportamentos saudáveis”, alertam os peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Os adolescentes que sentem que a escola os apoia têm níveis de satisfação com a vida mais elevados.” A cada quatro anos, a OMS faz um inquérito internacional massivo para avaliar a saúde dos adolescentes da Europa e do Norte da América, focando o seu envolvimento com a escola, colegas e família. Nesta última edição participaram 200 mil alunos de 42 países. Os dados constam do relatório “Crescendo de forma desigual: diferenças de género e socioeconómicas na saúde e no bem-estar dos jovens”.

Quando comparados com jovens de outros países, os adolescentes portugueses estão mais insatisfeitos com a vida e gostam menos da escola. Em Portugal, os alunos estão menos satisfeitos com a vida que os colegas de outros países. 83% dos rapazes e 74% das raparigas de 15 anos dizem-se bastante satisfeitos, quando a média dos participantes neste inquérito é de 87% e 79%, respetivamente.

O gosto dos alunos de 15 anos pela escola parece estar a piorar. Em 1997-1998, os alunos portugueses eram os segundos, numa lista de 28 países, a dizer que gostavam da escola. Na avaliação de 2001-2002 descíamos para a 8.ª posição. Em 2005-2006 pior, ficávamos na 22.ª posição, quatro anos depois subíamos um lugar, para 21º. Nesta última avaliação, realizada em 2013-2014, os níveis de satisfação com a escola são os piores de sempre colocando o país na 33.ª posição. As respostas foram recolhidas entre 6 mil alunos de 11, 13 e 15 anos a frequentarem, o 6.º, 8.º e 10º anos.

Serei bom aluno?

“Que opinião achas que o teu professor tem do teu desempenho em relação aos teus colegas?” Esta foi outra das questões colocadas pelos investigadores da OMS. De novo as respostas dos alunos de 15 anos colocam Portugal no fundo da tabela, na 41.ª posição, com a pior autoavaliação sobre o seu sucesso escolar: 50% dos rapazes e só 35% das raparigas consideraram que têm bom ou muito bom desempenho na escola. A média dos 42 participantes é de 60%.

Um outro indicador foca o stress dos alunos com a atividade escolar. Altos níveis de pressão, seja face à necessidade de obter boas notas ou ao elevado número de tarefas desenvolvidas, geram problemas de saúde. Dores de cabeça, de estômago, nas costas ou tonturas são os sintomas mais comuns dessa pressão. Que, de modo geral, aumenta à medida que os alunos progridem no sistema educativo. São também as raparigas que se sentem pressionadas pela escola.

A realidade portuguesa não difere muito da dos restantes países avaliados neste inquérito realizado pela OMS. Os jovens portugueses sentem-se pressionados pela escola aos 11 anos, 22% das raparigas e 20% dos rapazes, cerca de 21% dos jovens; aos 13 anos a pressão aumenta, sobretudo entre as raparigas, 41% contra 28% nos rapazes. Mas é no grupo dos 10 anos. que atinge maiores preocupações: 67% das raparigas e 42% dos rapazes, quando a media da OMS é de 51% para elas e 39% para eles.

Mas o não gostar da escola nada tem a ver com as amizades, uma vez que Portugal surge em terceiro lugar no ranking dos alunos que mais se sentem apoiados pelos colegas de turma. Mais de 80% dos rapazes (83%) e das raparigas (81%) com 15 anos consideram os colegas com quem têm aulas “simpáticos e prestáveis”. A média dos 42 países é bem mais baixa, 64% para elas, 66% para eles.

São boas notícias uma vez que “a experiência que se tem ao nível do apoio social é central para o bem-estar da criança e do adolescente”, lê-se no relatório da OMS. Os jovens recebem suporte de várias fontes, como os pais, a família, pares, colegas de turma e professores sendo que existe um benefício associado a cada grupo específico.”

As crianças passam mais tempo na escola à medida que crescem, lembra a OMS. Atitudes e perceções positivas em contexto escolar são importantes para o seu desenvolvimento e saúde. Por isso, a OMS insiste em enfatiza o papel da escola como cenário influenciador de comportamentos saudáveis.

Exercício e ecrãs

Fazer exercício faz bem à saúde, particularmente das crianças e jovens. Os estudos da OMS mostram que a pratica de atividade física – variando de moderada a intensiva – se tornou estável na última década. Apesar de o exercício parecer ter entrado nas rotinas dos adultos, só uma minoria de jovens cumpre a recomendação mundial de pelo menos 60 minutos de exercício diário.

Os mais novos mexem-se mais do que os mais velhos, dizem os resultados em 33 países e regiões. Portugal é um deles: aos 11 anos, 16% das raparigas e 26% dos rapazes praticam uma hora de exercício, aos 13 anos, o número de pré-adolescentes a fazerem exercício diminui para 6% e 25%, respetivamente. Mas aos 15 anos, apenas 5% das raparigas e 18% dos rapazes praticam exercício de moderado a intensivo no tempo recomendado.

O tempo passado em frente dos ecrãs, por exemplo, a ver televisão, é um indicador importante sobre comportamentos sedentários, diz a OMS. Embora os peritos apontem outras atividades – como ler, viajar de carro, sentar e conversar com os amigos ou simplesmente assistir às aulas – que contribuem de igual modo para aumentar o total de tempo considerado sedentário.

Permanecer demasiadas horas a ver televisão pode conduzir a uma diversidade de problemas de saúde, alertam os peritos. Afetam o foro psicológico, contribuindo para a depressão e o baixo rendimento escolar. E também o físico, originando dores musculares e fraca condição física. Tanto uns como outros, recorda o relatório, atingem não só as crianças, como também os adultos sublinhando que “os adolescentes tendem a passar muito tempo em frente à TV”, um comportamento iniciado na infância e agravado na vida adulta.

A preocupação com o sedentarismo levou os investigadores da OMS a perguntaram aos adolescentes quantas horas por dia dedicavam a ver televisão, vídeos, incluindo no YouTube, DVD e outros entretenimentos em ecrãs. As respostas mostram que entre os 11 e os 15 anos, o consumo superior a duas horas por dia aumenta com a idade, em mais de 29 pontos percentuais nas raparigas e em mais de 26 nos rapazes, em quase todos os países.

Em Portugal, na faixa dos 11 anos, 52% dos rapazes e 45% das raparigas vêm televisão mais do que duas horas por dia, o período limite de tempo segundo a OMS. O consumo é maior aos 13 anos, 61% dos rapazes e 62% das raparigas passam mais de duas horas em frente ao ecrã. Mas menor aos 15 anos, com 55% dos rapazes e 51% das raparigas a dizerem o mesmo. De facto, os adolescentes portugueses nesta faixa etária são os que menos televisão veem, surgem na 42.ª posição na tabela para este hábito, quando a média é de 62% para elas e 65% para eles.

Com os adolescentes a exercitarem-se cada vez menos e a passarem mais tempo a ver televisão e nas redes sociais, a OMS recomenda a elaboração de “estratégias e intervenções que foquem o aumento da atividade física e a redução do tempo passado nos ecrãs”. E apela aos professores, aos pais e aos responsáveis municipais para serem os primeiros na defesa de estilos de vida ativa entre os jovens.

 

Quando são os próprios estudantes a combaterem o bullying

Maio 24, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 6 de maio de 2016.

alexandre bordalo

Lusa (com VM)

Há uma escola na Póvoa de Lanhoso onde os alunos têm a responsabilidade de contribuírem para a prevenção do bullying e a gestão dos conflitos que possam ocorrer nos intervalos

Os intervalos das aulas na EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio, em Póvoa de Lanhoso, são vigiados por “alunos mediadores”, que têm como principais incumbências a gestão de conflitos e a prevenção do `bullying`, informou fonte daquela escola.

Em comunicado enviado à Lusa, a fonte acrescentou que o grupo de jovens mediadores é formado por 20 alunos dos 8.º e 9.º anos de escolaridade, que receberam formação para o exercício daquela função e que estão no terreno desde janeiro.

Desde então, refere o comunicado, os conflitos nos recreios diminuíram, assim como as participações disciplinares associadas a ocorrências relacionadas com a convivência dos alunos. “Hoje, a ação dos jovens mediadores é bem aceite pelos seus pares e estes já são uma referência na escola”, acrescenta.

Os mediadores atuam ao nível da gestão de conflitos provocados por zangas, ameaças físicas ou verbais, insultos, tentativas de vandalismo e de incumprimento do Código de Conduta da escola.

A sua ação estende-se também à prevenção do `bullying`, do `cyberbullying` e de outras formas de pressão continuada e persistente sobre algum aluno.

Trata-se do Programa de Gestão e Mediação de Conflitos nos Recreios, criado naquela escola com o objetivo de minorar os níveis de conflitualidade e de indisciplina nos recreios.

O programa assenta num misto de vigilância e de mediação, inicialmente orientada para os maiores intervalos da manhã e da tarde.

Em cada um dos intervalos, atua uma brigada que é composta por dois alunos, jovens mediadores.

A mediação tem subjacentes os princípios da confidencialidade, da imparcialidade e do voluntariado.

Os 20 alunos abdicam de um dos seus intervalos semanais para integrar o programa e cumprir a sua missão de vigiar e de gerir os conflitos entre os seus pares.

Integram uma equipa de que também fazem parte duas professoras com formação em Mediação de Conflitos no contexto escolar.

Este programa contempla, também, a dinamização do Gabinete de Mediação, que funciona no Gabinete do Aluno.

O programa foi há dias apresentado aos pais e encarregados de educação, numa sessão em que a diretora da escola defendeu o alargamento da intervenção dos mediadores a outros intervalos e às refeições.

Citada no comunicado, a diretora sublinhou que “a intervenção entre pares permite uma abordagem sem o cariz punitivo associado à intervenção por parte do adulto, sendo entendida como uma chamada de atenção para as consequências de alguns comportamentos menos adequados”.

O Programa de Gestão e Mediação de Conflitos da EB2,3 Professor Gonçalo Sampaio integra um plano mais alargado de combate à indisciplina e de erradicação da violência em meio escolar.

Deste plano, fazem também parte o Código de Conduta (nas salas de aula, nos recreios e nos espaços comuns da escola), o Compromisso Tripartido e várias ações de sensibilização em contexto de sala de aula para prevenção do `bullying` e do `cyberbullying`, dinamizadas pela GNR.

 

 

 


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