8 coisas a aprender com a educação na Finlândia

Maio 11, 2016 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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A Finlândia, país conhecido por ter um dos sistemas de ensino mais elogiados do mundo, está constantemente na vanguarda das metodologias de ensino. Em 2015, foram integrados 35 professores brasileiros em turmas de ensino básico, profissional e superior, na área de ciencias e tecnologia.

A BBC Brasil conversou com quatro desses professores, para apurar de que forma poderão aplicar as ferramentas lá desenvolvidas em contexto de sala de aula, de forma a melhorar o aprendizado nas instituições públicas de ensino onde atuam.
Os professores relatam que podem agregar partes do ensino finlandês às suas rotinas, criando pequenas revoluções na aprendizagem. Ficam os 8 tópicos, que estes professores mais valorizaram na educação na Finlândia

1. Desenvolvimento de projetos em sala de aula
Os projetos elaborados por alunos e a resolução de problemas têm grande protagonismo no ensino finlandês, em detrimento das aulas tradicionais.

São as metodologias chamadas de “problem-based learning” e “project-based learning” (ensino baseado em problemas ou projetos). Aqui, problemas – fictícios ou reais da comunidade – são o ponto de partida da aprendizagem. Os alunos aprendem pela experimentação e procuram soluções.

“Os projetos são desenvolvidos sem o envolvimento tão direto do professor, em que os alunos aprendem não só o conteúdo, mas a gerir um plano e lidar com erros” – Bruno Garcês, professor de Química do Instituto Federal do Mato Grosso

“Um curso de Administração tem disciplinas tradicionais no primeiro ano. Mas, nos dois anos e meio seguintes, os alunos deixam de ter professores, passam a ter tutores, formam empresas reais e aprendem enquanto desenvolvem o negócio”,  Francisco Fechine, coordenador do Instituto Federal de Tecnologia da Paraíba.

Não é uma estrutura que sirva para qualquer tipo de curso, mas funciona nos voltados, por exemplo, a empreendedorismo: “Os alunos têm uma carga de leitura, para procurar nos livros as ferramentas que precisam para resolver os problemas.” Joelma Kremer, do Instituto Federal de Santa Catarina.

2. Produção de conteúdos
A resolução de problemas e projetos é parte dum ensino centrado na produção pelo próprio aluno. Ao professor cabe mediar a interação em sala de aula e saber quais metas que devem de ser alcançadas em cada projeto.

“O mais comum é o professor preparar a aula, dar e corrigir exercícios. O aluno faz pouco. Podemos dar mais espaço para o aluno avaliar o que vai desenvolvendo“, Giani Barwald Bohm, do Instituto Federal Sul-rio-grandense.

“No modelo tradicional de ensino, o professor é o que aprende mais. Na Finlândia, o foco é o aluno. O aluno é que pesquisa os  conteúdos, e o professor tem de saber qual o objetivo da aula. Para isso não é precisa muita preparação, mas sim de conhecimento qualificado (dos docentes)“, Joelma Kremer.

3. Repensar a avaliação
Neste contexto, a avaliação é diferente, diz Kremer: “A avaliação está presente, mas os alunos autoavaliam-se, avaliam-se uns aos outros, e o professor avalia os resultados dos projetos“.

“Ao reduzir o número de testes (formais) e avaliar mais os trabalhosde grupo e atividades realizadas, os professores têm um “filme” do desempenho do aluno, e não apenas uma foto (do momento da teste)”, diz Fechine.

“Conhecemos um professor de física finlandês que avaliava seus alunos pelos vídeos que eles gravavam dos experimentos feitos em casa e mandavam por e-mail ou Dropbox.”

4. Tecnologia como meio
A tecnologia não é o foco deste processo, mas complementa o trabalho do professor como ferramenta de trabalho.

“Em vez de proibir o uso dos telemóveis, os professores aproveitam-nos para estimular a participação dos alunos – por exemplo, utilizando aplicações específicas para dar resposta a trabalhos específicos.”, conta Kremer.

“A aula torna-se mais interessante para os alunos. E evita que o professor esteja constantemente a criar inimizades por retirar ou mandar desligar os telemóveis diversas vezes vezes por aula.”

Existem também salas de aula com mobiliário específico, projetado especialmente para ir ao encontro das necessidades de aprendizagem dos alunos e dos métodos aplicados.

“Muitas salas têm sofás, poltronas, mesas ajustáveis para trabalhos individuais ou em grupo e vários projetores. É um mobiliário pensado para essa metodologia diferente de ensino.”, diz Kremer. ”

5. Desenvolver  competências adaptadas ao século XXI
O ensino fundamental finlandês continua dividido em disciplinas tradicionais, mas cada vez mais centrado no desenvolvimento das competências dos alunos, e não apenas na assimilação de conteúdo tradicional.

“São desenvolvidas competências como comunicação, pensamento crítico e empreendedorismo”, Giani Barwald Bohm
Estimular a autonomia do aluno é uma forma de interromper o ciclo “alunos passivos, que só fazem a tarefa se o professor obrigar, e que interagem muito pouco“.

6. Aulas mais curtas com intervalos frequentes
No ensino básico, as aulas têm a duração de 45min com interrupção de 15min para intervalo – Esta prática, embora já seja utilizada em algum cursos de ensino profissional pois “Alivia a tensão de ficar tantas horas sentado“, poderia ser aplicada em vários outros países.

A ideia é, teoricamente, interessante, mas aponta para uma carga horária menos exigente. E não esquecendo que na Finlândia existe uma forte cultura de pontualidade. “As aulas começam à hora exata e aluno rapidamente entra na (rotina de) resolução de problemas.”

7. Criar ligações com empresas
Parte dos projetos dos estudantes finlandeses são elaborados em parceria com empresas, de forma a desenvolverem uma consciência real do mercado de trabalho.

“o aluno desenvolve algo diretamente para o mercado de trabalho, que vai ter relevância para o próprio estudante e é contextualizado com as empresas locais.”

8. Formação prática e valorização do professor
A formação dos professores é apontada como a principal chave do sucesso do ensino finlandês. Existe uma maior interacção entre o professor e os alunos, tal como uma relação mais direta entre os professores, os diretores pedagógicos e os diretores escolares.

“Além disso, há uma valorização cultural do professor, que é tem melhores condições de trabalho, mais tempo, e é melhor remunerado”.

Por Paula Adamo Idoeta, para  a BBC Brasil, via uptokids em 29 de abril de 2016

Controlar os filhos online pode ser uma má ideia para a relação parental

Maio 11, 2016 às 2:50 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do lifestyle.sapo.pt/ de 11 de maio de 2016.

o relatório citado na notícia é o seguinte:

Parental controls: advice for parents, researchers and industry  

Nuno Noronha  SAPO com Lusa

Um estudo sobre controlos parentais online alerta que, apesar das “boas intenções”, o uso destas aplicações pode limitar as oportunidades digitais das crianças, e ameaçar a relação entre pais e filhos.

“As ferramentas não devem ser concebidas como ‘aplicações-helicóptero’, para pais que gostariam de ‘sobrevoar’ o seu filho, vigiando-o todo o tempo e a qualquer custo”, alerta o estudo “Controlos parentais: Conselhos para pais, investigadores e indústria”, o mais recente relatório da rede europeia EU Kids Online.

O estudo, hoje divulgado, adverte que “é essencial manter uma postura crítica em relação a controlos parentais, já que as suas funcionalidades têm efeitos contraditórios”.

“Apesar das boas intenções, o uso de controlos parentais tem repercussões nas oportunidades digitais dos mais novos, e pode ameaçar a própria relação entre pais e filhos”, justifica.

Segundo as autoras do relatório, Bieke Zaman e Marije Nouwen, da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica, a maioria dos atuais controlos parentais é de “tipo preventivo, visando evitar riscos e restringir comportamentos”.

A partir do levantamento de estudos realizados sobre o tema, as investigadoras destacam que “as práticas parentais de ‘(sobre)controlo’ e de ‘(sobre)proteção’ podem ter a consequência não desejada de limitar as oportunidades ‘online’ das crianças” e pode ser prejudicial para os seus direitos e o seu bem-estar.

“Não permitir atividades ‘online’ pode, por exemplo, impedir o direito de procurarem informação do seu interesse, de se relacionarem, de se divertirem, etc.”, sublinham.

O efeito das restrições sem explicação

Advertem ainda que, quando o pai ou mãe colocam restrições aos filhos, a partir de uma determinada idade, sem qualquer explicação, “é provável que venham a piorar a dinâmica familiar”.

O comportamento de “espiar, à Big Brother”, através de controlos parentais, pode também envolver o risco de revelar informação sobre os amigos da criança ou jovem, ou de outros sujeitos.

O estudo alerta que “o potencial dos controlos parentais está além de funções meramente preventivas e protetoras”, defendendo que “as medidas protetoras podem e devem incluir soluções que ajudem as crianças a construir mais resiliência para lidar com o risco e dano que possam encontrar”.

Após analisarem o estudo sobre a eficácia destas ferramentas, as investigadoras concluíram que “ainda se desconhece a [sua] real eficácia” para reduzir os riscos ‘online’ para os menores.

O estudo deixa recomendações aos pais, como “evitar uma parentalidade sobreprotetora” e “não conceber os controlos parentais”, como forma de “‘sobrevoar’ os filhos, de modo consciente ou inconsciente, a qualquer custo”.

Os pais devem também estar conscientes de que castigos, como proibir os filhos adolescentes de usar redes sociais, “não lhes ensinam valores ou normas, e aumentam a probabilidade de quebrarem o castigo em segredo”.

Devem ainda discutir as definições dos controlos parentais com a criança e ter presente “as consequências éticas” que o uso desta ferramenta pode acarretar.

Já a indústria deve promover literacia digital nas famílias com filhos, e integrar os controlos parentais com as iniciativas educativas existentes.

 

O primo mais velho da Sereia diz-lhe que “se ela não se despir não brinca com ela”

Maio 11, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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cpcj

Há um novo jogo de tabuleiro que ajuda as crianças a reconhecer abusos sexuais. Destina-se a rapazes e raparigas entre os 6 e os 10 anos. Para ser jogado com qualquer adulto — pais, psicólogos ou professores.

É um jogo de tabuleiro, parecido com outros, muito colorido, com um dado, “pedrinhas preciosas” que se vão guardando à medida que se avançam casas, e cartões, com perguntas de vários tipos. Por exemplo: “A Sereia tem um primo mais velho que, sempre que estão sozinhos, se despe e lhe diz para ela também se despir. Ela não quer, mas ele diz que se ela não se despir não brinca com ela. O que achas do comportamento do primo da Sereia? Como achas que se sente a Sereia? Se acontecesse contigo, como irias sentir-te? O que achas que a Sereia deve fazer?”

Há desafios a que se responde desenhando, outros com gestos, outros a falar. Os temas são vários: o corpo e o toque, os segredos, as emoções, a Internet, pedir ajuda… Chama-se As Aventuras do Búzio e da Coral, destina-se a crianças entre os 6 e os 10 anos e tem como objectivo a prevenção de abusos sexuais.

Recomendado pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, pode ser jogado por qualquer adulto, pais, psicólogos, professores, educadores de infância, com uma criança ou com um grupo de crianças, até um máximo de quatro. Foi apresentado ao público nesta quinta-feira à tarde, em Lisboa.

Rute Agulhas, psicóloga clínica, perita do Instituto de Medicina Legal e professora do ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, uma das três autoras, diz que este é o primeiro projecto do género em Portugal. Não se destina especificamente a psicólogos e outros técnicos, pode ser jogado por qualquer pessoa.

O jogo tem uma espécie de livro de instruções, chamado Bússola, com as informações básicas que os adultos devem ler antes de jogar. “Isto não é para assustar as crianças, pelo contrário, isto é para lhes dar uma maior sensação de controlo: ‘Eu sei o que é, eu sei identificar as situações de risco, eu sei o que é que devo fazer perante uma situação destas.’ A lógica de um jogo destes não é pôr a responsabilidade da prevenção na criança, pelo contrário, a responsabilidade é dos adultos, da comunidade, dos serviços”, sublinha a psicóloga. “O que pedimos à criança é que ela aumente os seus conhecimentos sobre abuso e desenvolva competências para lidar com estas situações.”

E os pais, preparados?
E a generalidade dos pais — dos adultos, em geral, que não são técnicos — estão preparados para jogar um jogo destes? E para o que ele pode revelar? “Este jogo não está pensado para ser um instrumento de diagnóstico, que fique claro, não é um jogo para sabermos se uma criança foi abusada ou não”, responde Rute Agulhas.

“É um jogo de prevenção primária. Mas quando pomos a criança a falar sobre esta temática de uma forma tranquila e lúdica, criamos, de facto, um contexto, e pode criar-se uma oportunidade de revelação, no caso de a criança estar a ser vítima de alguma situação de abuso. O que nós tentámos, com a Bússola, é ajudar o adulto a perceber o que pode ser uma tentativa de revelação, o que deve dizer e o que não deve dizer.”

Na Bússola, o tal livrinho, o adulto aprende, por exemplo, que se uma criança diz “eu não gosto dele”, ou “não quero ir brincar para a casa do y”, uma resposta errada é “mas tens que gostar ele, ele gosta muito de ti!”. E uma resposta certa é: “Porquê? Ele fez alguma coisa de que não gostaste? Explica o que se passou.” Também se aprende que a criança deve ser apoiada, elogiada, nas suas respostas, e que deve sentir que acreditam nela.

“Normalmente, as crianças não tentam revelar [o abuso] de uma forma explícita, começam de uma forma exploratória, do género: ‘Não gosto dos beijos que ele me dá.’ E por vezes os adultos não estão atentos. Respondem: ‘Não sejas mal educada, dá um beijinho’, por exemplo. Não é respeitado o direito da criança de não gostar de determinado toque. Ou quando a criança diz: ‘Não sei quem disse-me para guardar um segredo…’ ensinamos erradamente às crianças que os segredos são para se guardar. Quando devemos antes perguntar: ‘Mas que tipo de segredo? É um bom ou um mau segredo? Se for bom, podes guardar, se for mau deves contar.”

Falsas crenças
“Isto é um tema com o qual os pais têm dificuldade”, diz Joana Dias Alexandre, também professora do ISCTE, adiantando que o jogo (custa 40 euros e parte dos lucros são para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) ainda será avaliado antes de outros serem desenvolvidos para outras faixas etárias — a colecção de jogos prevista chama-se Vamos prevenir.

“Até que ponto as crianças adquirem os conhecimentos e até que ponto os adultos se sentem mais capazes para lidar com isto”, é o que se pretende saber, explica.

Na sua tese de mestrado Nicole Figueiredo, que foi orientada por Joana Alexandre e Rute Agulhas, e que é a terceira autora destas Aventuras, fez um pré-teste de alguns materiais para o jogo, analisou projectos de prevenção que existem noutros países e recordou vários estudos que mostram, diz, como este é “um assunto tabu”, rodeando de “falsas crenças”. Por exemplo, um estudo feito em Espanha, com base em entrevistas a 113 crianças, 225 pais e 26 professores, mostrou que cerca de metade dos pais e professores acreditavam que muitas crianças inventam histórias de abuso sexual; a totalidade dos pais e 46% dos professores pensava que os familiares denunciam sempre um abuso sexual; 76% dos pais e 31% dos professores consideravam que a maioria das crianças que sofre abusos conta.

Mas nem as crianças contam sempre, nem costumam inventar, garante Nicole Figueiredo. “Este não é um tema que faça parte do seu imaginário, não é uma coisa agradável, não tem graça inventar sobre isso, portanto, na maior parte das vezes, as crianças não inventam.”

Contactado pelo PÚBLICO, Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos das Crianças, faz saber que esta é “uma iniciativa de muito mérito” que a comissão “apoia com muito empenho”.

Queixas de abusos têm aumentado
No ano passado, registaram-se 1044 participações à polícia de abuso sexual de crianças, adolescentes e menores dependentes, mais 3,1% do que em 2014, ano que já tinha registado um aumento de 17,7%. Os dados constam do Relatório Anual de Segurança Interna de 2015. Que mostra que 150 pessoas foram detidas por abuso sexual de crianças/menores dependentes.

Os arguidos no âmbito dos inquéritos abertos são na sua maioria homens, prevalecendo a faixa etária dos 41 aos 50 anos. E as crianças são na maior parte dos casos (79,3%) meninas. A maioria (61,5%) têm entre os 8 e os 13 anos; 19,9% têm entre 4 e 7 anos; 7,4% até 3 anos apenas. Em pelo menos 40% dos casos o alegado autor do crime era familiar da vítima do menor.

Apesar dos dados existentes, considera-se que o número real de casos de abuso sexual esteja subestimado, nota Nicole Figueiredo. A autora recorda que, em 2013, foi realizado um estudo nos Estados Unidos da América em que se estimou que, em média, uma em cada 10 crianças sejam sexualmente abusadas até aos 18 anos. Dados do Reino Unido revelam que no ano de 2010 uma em cada 20 crianças foi sexualmente abusada.

Andreia Sanches para o Público em 28 de abril de 2016

 

IV Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial com a participação de Melanie Tavares do IAC

Maio 11, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, irá participar com a Dra. Paula Pinto (Agrupamento de Escolas Agualva-Mira-Sintra)  nos IV Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial  no dia 18 de maio de 2016 com a comunicação “A importância do papel dos GAAF na Escolas”.

mais informações no link:

http://www.cm-sintra.pt/iv-ciclos-tematicos-de-intervencao-psicossocial

iv

Educação. Dar palmadas ao filho ajuda a educá-lo?

Maio 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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A eterna questão que divide milhares de pais em todo o mundo: dar uma palmada ao filho ajuda a educá-lo?

Um estudo realizado por investigadores da Universidade do Texas e do Michigan mostra que as crianças que sofrem castigos físicos são mais propensas a desafiar os pais, ter um comportamento antissocial, a ser mais agressivas, a ter dificuldades cognitivas e a desenvolver problemas de saúde mental.

“Descobrimos que a palmada foi associada a resultados negativos não intencionais. Não foi associada a obediência imediata nem de longo prazo”, explica a principal autora do estudo.

A investigação, publicada na revista Journal of Family Psychology, teve como base a revisão de estudos desenvolvidos ao longo dos últimos 50 anos, que envolveram mais de 160 mil crianças.

 

Jornal i em 28 de Abril de 2016

 

O estudo acima referido, Spanking and Child Outcomes: Old Controversies and New Meta-Analyses, pode ser consultado AQUI.


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