As crianças podem fazer uma dieta vegetariana saudável?

Maio 6, 2016 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

555398

Deixar de comer carne, ovos… É cada vez maior o número de famílias que adoptou ou quer adoptar uma alimentação mais saudável. Algumas optam pela comida vegetariana ou com grande base nos vegetais. Mas as dúvidas que têm são muitas, sobretudo se as crianças devem ter este tipo de alimentação. Por isso, a Direção-Geral de Saúde (DGS), do Ministério da Saúde, decidiu lançar um guia prático, a Alimentação Vegetariana em Idade Escolar.

Adoptar uma alimentação vegetariana é melhor para a saúde? Pedro Graça, director do Programa Nacional para a Promoção de Alimentação Saudável, defende que qualquer alimentação, seja ou não vegetariana, é “igualmente saudável quando bem feita”.

Assim, este livro – que pode ser descarregado a partir da Internet  – propõe sugestões de alimentos e explica os nutrientes necessários nos primeiros anos de vida, não descartando a importância dos produtos nacionais, de proximidade e sazonais com o objectivo de promover a economia portuguesa. “Quanto mais frescos os alimentos, mais propriedades nutricionais têm”, sublinha Pedro Graça ao Life&Style.

Fica mais caro fazer uma dieta vegetariana? O especialista diz que “não é mais cara do ponto de vista estritamente económico”. No entanto, pode ser considerada mais dispendiosa, devido ao investimento inicial de “conhecimentos culinários, da diversidade e da compra de produtos frescos regularmente”.

Muitas vezes os mais pequenos franzem o nariz aos vegetais e põem-nos de lado porque não gostam, mas até isso, Pedro Graça desdramatiza, defendendo que as cores dos legumes e os seus sabores são agradáveis para as crianças.

Este é um livro que não é de receitas, mas que tem, no seu final, um exemplo de ementa. No futuro, a equipa da DGS não põe de lado fazer uma nova edição com ideias de pratos a confeccionar.

 

Vera Fortuna para o Público, em 15 de Abril de 2016

Anúncios

Formação Especializada em Direitos das Crianças: A Convenção em Prática – LISBOA – 14, 15, 21 e 30 (tarde) junho 2016

Maio 6, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

cesis

texto

 

mais informações:

http://www.cesis.org/pt/noticia/349/formacao-especializada-em-direitos-das-criancas-a-convencao-em-pratica/

As 4 coisas que toda criança deveria aprender para ‘se proteger’ de abusos

Maio 6, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

140903234025_classroom_thinkstock_624x351_thinkstock

Em entrevista à BBC Brasil, a nadadora Joanna Maranhão, vítima de abuso na infância, defendeu que a educação sexual é mais importante do que a caça a pedófilos no combate à violência sexual contra crianças.
No Brasil, esse é um tema considerado tabu e “restrito para adultos”; por isso, poucas escolas adotam um programa específico para tratar questões como abuso sexual, gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), diversidade sexual, entre outras.
No entanto, já existem correntes de pensamento que defendem o ensino de educação sexual para crianças nas escolas justamente com o objetivo de ajudar a evitar esses problemas no futuro.

“Quando a criança já sabe alguma coisa de educação sexual, ela aprende a lidar com o que está acontecendo, fica preparada para isso”, diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan, que promove a capacitação de professores na área.
“Já a criança não preparada se torna um alvo muito mais fácil para abusos. A descoberta sexual começa na infância, se você não trabalha isso, você exclui a sexualidade da criança.”
Para preencher o que veem como “lacuna” nas escolas, algumas ONGs e institutos oferecem atividades para crianças e treinamento para professores sobre educação sexual.
A própria Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou uma cartilha mundial em 2010 com uma “Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade” para ser usada como base nas escolas.
A BBC Brasil consultou especialistas e preparou uma lista com estratégias que podem ser adotadas para ensinar educação sexual para crianças.

 

1) Reconhecimento do corpo: diferenças entre meninos e meninas

 

A primeira coisa que pode ser ensinada às crianças é o reconhecimento do corpo delas e as diferenças entre os meninos e as meninas. “Passamos para as crianças a ideia de que os corpos de menino e menina são diferentes e aí trabalhamos a questão do respeito”, explica Vilela. “Na hora que ela perceber que não está sendo respeitada, significa que é para parar ali.”
Para Vilela, o tema é um forte tabu para muitos pais. “Quando eles sabem que os professores estão falando algo para os filhos sobre sexo, eles já acham que os filhos vão começar a transar e ficam preocupados. Há uma grande resistência.”
“O reconhecimento do corpo não vai fazer nenhum mal para as crianças, só vai fortalecê-las.”
Em sua cartilha, a Unesco diz que “pesquisas de todo o mundo indicam claramente que a educação sexual raramente leva a um início sexual precoce, se é que o faz”.
“A educação sexual pode levar a um comportamento sexual mais tardio e mais responsável, ou pode não ter nenhum impacto discernível sobre o comportamento sexual”, diz o documento.
Vilela afirma ainda que é importante também ensinar a criança a cuidar de seu corpo. “O objetivo é fazer essa criança se tornar uma pessoa autônoma nesses cuidados. Quanto menos ela precisar de alguém que a limpe, que a lave, menos exposta ela vai estar e mais autonomia ela tem.”

 

2) O que pode e o que não pode, partes do corpo que são ‘públicas’ e outras que são ‘privadas’

 

Outra questão importante é explicar para a criança quais partes do corpo podem ser tocadas e quais não podem. “Elas precisam entender o conceito de público e privado. Entender que essas partes privadas do corpo, as pessoas não podem tocar”, disse a educadora do Instituto Kaplan.
Vítima de abuso na infância, a nadadora Joanna Maranhão trabalha essa questão em atividades que promove com a ONG que fundou, a Infância Livre.

“A gente tem que explicar que existem partes que podem e outras que não podem ser tocadas, a não ser que seja por um médico ou pelo pai e pela mãe por causa de algum exame”, disse Joanna à BBC Brasil.
“Tem até um joguinho, um pingue-pongue que eu faço com as crianças mostrando: mão aqui pode, mão aqui não pode. E tem vezes que tem menino que confunde, que acha que pode. Tem como ser de uma forma lúdica, mas ao mesmo tempo de uma forma séria.”

 

3) O dono do seu corpo é você

 

Além de ensinar o reconhecimento do corpo à criança, é preciso também passar para ela a ideia de que aquele corpo tem um dono.
“Seu corpo é seu: ninguém pode tocá-lo sem sua permissão. Estabelecer uma comunicação direta com as crianças logo cedo sobre as partes privadas do corpo, usando os nomes corretos para as genitais, vai ajudar as crianças a entender o que é permitido para adultos que estejam em contato com eles. E vai ajudar a identificar comportamentos abusivos”, diz a cartilha elaborada pelo Conselho da Europa para defesa dos Direitos Humanos sobre o tema.

“Elas precisam entender o funcionamento desse corpo, que ele tem sensibilidade, tem sensações, que essas sensações podem ser gostosas, mas podem também não ser. Vale pra qualquer parte do corpo. Carinho é uma coisa que a gente só recebe quando quiser”, afirmou Vilela.

 

4) Estratégia: não gostou? Conte para alguém de confiança

 

Outra medida de proteção contra abusos é conscientizar as crianças de que, caso alguém faça alguma coisa que elas não gostem, é preciso contar isso para uma pessoa de confiança.
“Vá embora! Conte. Essa é uma das estratégias que devem ser ensinadas às crianças para que elas estejam preparadas a dizer ‘não’ a contatos físicos que julgarem inapropriados e para fugir de situações pouco seguras. Além disso, elas precisam contar o que aconteceu a um adulto de sua confiança o quanto antes”, é a orientação da cartilha europeia.

Muitas vezes, o abusador da criança é alguém muito próximo, da família até. Sendo assim, é importante também que os adultos próximos estejam preparados para ouvir o que a criança tem a dizer e não desacreditá-la logo de cara.
“Esse é um trabalho ainda mais complicado, com o adulto. Ele precisa dar ouvidos à criança”, diz Vilela.
“Porque geralmente (o abuso) é com uma pessoa próxima. A reação dos pais normalmente é ‘não seja mal educado’. O adulto precisa estar atento à mudança de comportamento da criança e, quando ela fizer a queixa, investigar em vez de logo desacreditá-la”, concluiu Vilela.

 

Renata Mendonça para a BBC Brasil em 27 de abril de 2016

Caldeirão de Histórias na Ludobiblioteca Areia Guincho

Maio 6, 2016 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

7 de maio Ludobiblioteca

mais informações:

https://www.facebook.com/Ludobiblioteca.EB1JIAreia.Guincho/?fref=ts

I Jornadas em Estudos da Criança, em julho, na Universidade do Minho

Maio 6, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

CARTAZ

 

O Doutoramento em Estudos da Criança do Instituto de Educação da Universidade do Minho realiza as Jornadas em Estudos da Criança/2016 nos dias 6, 7 e 8 de julho.

As Jornadas em Estudos da Criança são uma oportunidade para todos os estudantes do Doutoramento, em diferentes fases de desenvolvimento das suas pesquisas, partilharem e discutirem as mesmas. Os alunos que frequentam o 1º ano terão a possibilidade de apresentar os seus projetos de tese e submeterem-nos ao escrutínio crítico de investigadores de outros programas e universidades, especialmente convidados para o efeito. Os alunos do 2º e 3º ano terão a possibilidade de partilhar o desenvolvimento das suas pesquisas e discuti-las.

As Jornadas em Estudos da Criança são abertas a todos aqueles cujas pesquisas incidam sobre temáticas dos Estudos da Criança e queiram apresentar os seus trabalhos de investigação. Convida-se a comunidade académica do Instituto da Educação e da Universidade do Minho a assistir a estas Jornadas.

A entrada é livre e será fornecido aos participantes um certificado de presença.

Consulte o programa provisório.

Saiba mais AQUI.


Entries e comentários feeds.