I Congresso Europeu Sobre Uma Justiça Amiga das Crianças em 24 e 25 de Maio

Maio 4, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Já se encontram abertas as inscrições para o I Congresso Europeu Sobre Uma Justiça Amiga das Crianças, a realizar-se em 24 e 25 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Todas as informações sobre Programa, Oradores e Momento Social em http://congresso.comdignitatis.org/

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II Jornadas sobre Proteção à Infância e Juventude

Maio 4, 2016 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Centro de Formação Braga/Sul, em parceria organizativa com a CPCJ de Braga, vai levar a cabo as “II Jornadas sobre Proteção à Infância e Juventude”, as quais decorrerão já nos próximos dias 6 e 7 de maio, no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga.

Estas Jornadas estão acreditada com 12 horas de formação pelo CCPFC (serão certificadas pelo CFAE Braga/Sul para Educadores e Professores de todos os níveis de ensino e de todos os grupos de recrutamento), e pela DGRHE, também com 12 horas de formação, para assistentes Técnicos e Operacionais, Psicólogos e pessoal dos Serviços Sociais ligados à Educação (só os técnicos a exercer funções em escolas/agrupamentos de escolas serão certificados).

Saiba mais AQUI.

Museu de Bragança leva música clássica às crianças das aldeias

Maio 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 24 de abril de 2016.

Manuel Teles

O Museu Abade de Baçal de Bragança decidiu levar às escolas das aldeias concertos de música clássica em que as crianças, mais do que espetadores, são envolvidas na exibição com a oportunidade de tocarem instrumentos.

O Museu Abade de Baçal de Bragança decidiu levar às escolas das aldeias concertos de música clássica em que as crianças, mais do que espetadores, são envolvidas na exibição com a oportunidade de tocarem instrumentos.

Há já dois anos que o Museu leva música às escolas, numa iniciativa integrada num programa da Direção Geral de Educação, que começou na cidade de Bragança e já deu concertos a cerca de 400 crianças.

“Este ano resolvemos que tínhamos de sair cidade para virmos para as aldeias, porque nós somos rodeados do meio rural e não nos podemos esquecer destas escolas que têm seis ou sete alunos, mas que estão cá e que precisam mais do que todos”, observou à Lusa, Ana Luísa Pereira, dinamizadora dos Serviços Educativos do Museu.

A escola do primeiro ciclo de Quintanilha foi o destino de mais um concerto acompanhado pela Lusa e em que o violino foi o centro da atenção das seis crianças que, pela primeira vez tiveram música nas aulas.

Cinco meninas, Vitória, Mariana, Ana Rita, Raquel e Liliana, e um menino, Tomás, o mais novo, escutaram música do compositor clássico italiano Arcangelo Corelli, mas ficaram também a saber que o violino é muito parecido com a viola e que se pode tocar todo o tipo de música neste instrumento.

O professor do parceiro desta iniciativa, o Conservatório de Música e Dança de Bragança, Luís Peres, tocou e foi acompanhado pelas cantorias das canções infantis que todos conhecem, explicou como funciona o violino e desafiou todos a experimentarem dar som às cordas.

Para este professor de música, “os miúdos são um público interessado, muitas vezes mais do que os adultos”.

“Acho que aproveitam muito melhor aquilo que nós tentamos dar, do que muitas vezes os adultos que estão mais distraídos com as suas próprias coisas. É muito fácil chegar aos pequeninos, tenho sempre a ideia de que eles estão sempre dispostos a aprender connosco e a ouvir com atenção”, considerou.

A música clássica “aguça um bocadinho a curiosidade deles” porque “como ouvem tão raramente, quando ouvem tornam o momento mais especial”.

A experiência foi uma surpresa “divertida” “agradável” e a primeira vez que estas crianças ouviram música clássica tocada ao vivo.

Nesta escola não há aulas de música, como explicou o professor Rogério Fernandes para quem esta iniciativa “é muito interessante”.

“As crianças devem contactar com aquilo que existe. Se não se conhecesse também não se deseja”, apontou.

O docente vincou que “a música é muita importante em termos de disciplina porque exige concentração, método e rigor e é isso que falta hoje muitos nas crianças”.

“Que se repita mais vezes” são os votos deste docente.

Para já está previsto, até ao final do ano letivo, levar a música a outras escolas das aldeias e as que não for possível, ficarão para o ano, como garantiu Ana Luísa Pereira.

Para maio, está agendado um concerto no Conservatório de Música e Dança de Bragança dirigido aos pais, mas para o qual todos ficaram convidados e até com a possibilidade de transporte.

A técnica do museu sabe que “muitas vezes devido às contingências de transportes, de pais que não têm possibilidades de levaram os miúdos à cidade verem determinados espetáculos”, as crianças das aldeias não têm acesso tão fácil às artes.

O que tem constatado é que “nas aldeias, têm havido uma atenção desmedida por parte dos miúdos e um querer absorver tudo aquilo que lhes está a ser dado”, nestes concertos.

 

 

O drama das 61 milhões de crianças que crescem sem seus pais na China

Maio 4, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.bbc.com/portuguese de 24 de abril de 2016.

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Imagine a população dos Estados de São Paulo e Rio de janeiro somadas. Esse é o número de crianças que vivem longe dos pais na China.

São, ao todo, mais de 60 milhões de meninos e meninas.

Conhecidas como crianças “deixadas para trás”, elas não foram abandonadas. Mas foram deixadas sob os cuidados de familiares, geralmente avós, porque os pais trocaram os campos pelas cidades. No entanto, nem todas têm a mesma sorte.

A BBC visitou umas das regiões mais remotas da China.

Ali vivem Tao Lan, de 14 anos, e seu irmão menor. Além de ajudá-lo com seu dever de casa, a adolescente se encarrega das tarefas domésticas e de cultivar uma parte dos alimentos que consome, pois os dois vivem sozinhos.

Os pais moram em outra parte da China e vão visitá-los uma vez por ano.

Questionada pela BBC sobre a dificuldade de viver longe dos pais, Lan diz não querer preocupá-los. “Não posso contar a eles sobre os meus problemas porque minha mãe e meu pai levam uma vida dura. Não quero que eles se preocupem por mim.” Em seguida, a menina começa a chorar.bbc2

Desafio

Em algumas escolas, até 80% dos alunos crescem sem ter os pais ao lado.

Após registrar um crescimento econômico de dois dígitos, a China se expandiu graças ao aporte à saída de milhões de trabalhadores em direção às zonas urbanas.

Mas foram as crianças quem pagaram o preço dessa transição, dizem especialistas.

Trata-se de um problema social que o Partido Comunista fez pouco para solucionar. E que começou após a dramática transformação da China que deixou seu passado agrário para abraçar um presente industrial.

Fábrica

A reportagem da BBC visitou outro lugar na zona rural, onde moram Tang Yuwen, de 11 anos, seu irmão, dois primos e sua avó.

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“Meus pais não moram conosco. Trabalham em outra cidade, em fábricas costurando roupa. Sei que eles trabalham duro para ganhar dinheiro, mas sinto muita saudade deles. É muito doloroso”, disse o menino.

Na fábrica, o pai de Yuwen está sentado em frente a uma máquina de costura. Apesar de anos trabalhando na linha de produção, é quase impossível que ele deixe o status oficial de imigrante dentro de seu próprio país.

Assim como milhões de crianças, seus filhos não podem frequentar as aulas das escolas na localidade onde ele e sua mulher trabalham.

Enquanto almoçam, a reportagem da BBC lhes mostrou a entrevista que havia feito com o filho deles, a vários quilômetros de distância.

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Foi um momento difícil para eles. A última vez que viram Yuwen foi há cinco meses.

A mãe não conseguiu segurar as lágrimas. “Estou muito preocupada porque não estou com ele, fico preocupada com a segurança dele. Se não houvesse impedimentos legais, teríamos trazido todos eles para ficar conosco”.

Ano Novo

A ONU estima que mais de 900 milhões de pessoas em todo o mundo deixaram seus locais de origem para trabalhar em outras cidades e países, deixando seus filhos para trás.

Mas o caso da China é dramático pelo número de menores de idade que estão crescendo sem seus pais.

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Muitos deles têm a chance de se reencontrar por poucos dias durante a comemoração do Ano Novo do calendário chinês.

“Queria que eles me levassem com eles. Não quero viver separado (…) Mas não posso fazer nada, não quero importuná-los. Se telefono para eles, vou importunar. Não posso fazer nada a não ser esperar”, disse Yuwen.

“Quando crescer, não vou embora, essa é a minha casa. Quero fazer algo grande, quero ser patrão, ser responsável por uma fábrica. Vou levar meus filhos ao meu trabalho, para que possamos estar juntos”.

 

 

 


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