Crianças consomem 5 milhões de calmantes

Maio 2, 2016 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã, publicada em 2 de Maio de 2016

Pode consultar o estudo mencionado na notícia, Portugal – Saúde Mental em Números – 2015  (pág. 66), AQUI.

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“As crianças refugiadas têm uma vontade imensa de aprender”

Maio 2, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 20 de abril de 2016.

Escolas terão pela frente o desafio de acolher alunos refugiados. O projeto “Mais do que números” dá uma ajuda aos professores.

Andreia Lobo

Um dos desafios que hoje se colocam ao sistema educativo português é o de conseguir ensinar as crianças e jovens refugiados. As organizações humanitárias ligadas às migrações pedem à comunidade educativa compreensão para as dificuldades que possam surgir no processo. E lembram que a escola terá um papel fundamental na integração.

“Uma educação de qualidade, que ajude a desenvolver competências e conhecimentos relevantes, permitirá aos refugiados viver vidas mais saudáveis e produtivas.” A certeza é de Teresa Tito de Morais Mendes, presidente do Conselho Português para os Refugiados, que acredita que um dos principais desafios dos professores será compreender as especificidades de ser refugiado: “Perda de tudo o que lhes é familiar e a chegada a um país desconhecido, com códigos culturais e sociais muitas vezes totalmente distintos.”

Mais de metade da população refugiada são crianças e jovens com menos de 18 anos, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Pelo facto de terem estado muito tempo privadas da escola, Teresa Tito de Morais Mendes diz que “as crianças refugiadas têm uma vontade imensa de aprender, de ganhar novas competências e socializar”. Algo que prevê ser “bastante gratificante para os professores”.

Ainda assim preveem-se dificuldades. A motivação poderá ter como adversários contextos linguísticos e culturais muito diferentes do português. “Será necessário disponibilizar algum tempo para as crianças se adaptarem à nova cultura, com o desafio que a sua cultura não seja menosprezada, mas respeitada e acolhida”, alerta Teresa Tito de Morais Mendes lembrando que “numa altura em que milhares de pessoas procuram a Europa para uma nova vida, é necessário compreender as muitas razões pelas quais as pessoas escolhem ou são obrigados a deixar seus países”.

Para explicar a crise dos refugiados aos alunos, a Direção-Geral da Educação [http://dge.mec.pt/agenda-europeia-para-migracoes ] pôs à disposição dos professores e dos educadores uma série de recursos, documentos e materiais de acolhimento para orientar as escolas e os agrupamentos na forma como receber os refugiados. Trata-se do projeto “Mais do que números” que visa consciencializar os alunos para as questões ligadas à interculturalidade. A iniciativa da Organização Internacional para as Migrações (OMI) é dirigida a 24 países e chega a Portugal numa parceria com o Alto Comissariado para as Migrações e o Ministério da Educação.

Os recursos incluem um “Guia de Acolhimento” para o pré-escolar, ensino básico e secundário, e um “Manual do Professor” com um glossário de termos ligados ao universo da migração e asilo, histórias de refugiados, contadas na primeira pessoa e acompanhadas por fotografias e várias sugestões para atividades dirigidas a alunos com idades entre os 12 e os 18 anos.

Hugo Augusto, que até 15 de abril ocupava o cargo de coordenador do projeto da OIM, explicou ao EDUCARE.PT que os materiais proporcionam dois tipos de intervenções, uma “voltada diretamente para o contexto da escola, a outra pensando nos efeitos multiplicadores da ação”.

A primeira é a intervenção em contexto de sala de aula. As propostas de atividades contidas nestes materiais foram pensadas para a dois públicos-alvo diferentes: dos 12 aos 15 anos e dos 15 aos 18 anos. E podem originar o trabalho em contexto de sala de aula em inúmeras disciplinas. “Com particular relevância para as áreas mais transversais relacionadas com a educação e formação cívica, mas podendo ser perfeitamente promovidas no contexto de aulas de Português ou de línguas estrangeiras, História e Geografia e outras disciplinas do currículo educativo”.

A iniciativa internacional “Mais do que números” vê os jovens como os futuros decisores e interventores de pleno direito na sociedade.  Por isso, esclarece Hugo Augusto, “pretende eliminar o máximo de preconceitos possível e de estereótipos negativos associados à diversidade, ao outro e ao estranho e promover uma sensibilização de larga escala a partir desta intervenção educativa”.

“A ideia é promover a discussão”, diz Hugo Augusto. “Pretende-se que os professores possam ser veículos de promoção da interculturalidade e do respeito pela diversidade. E que os alunos, ao serem enriquecidos com estas mais-valias do ponto de vista educativo, possam ser veículos indiretos de sensibilização das suas famílias, mas também um pouco da sociedade em geral.”

Filinto Lima, diretor do agrupamento de escolas Dr. Costa Matos de Vila Nova de Gaia e presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, acredita que “estão reunidas as condições suficientes para que as escolas possam acolher alunos refugiados e proporcionar-lhes bem-estar propício à realização de aprendizagens”.

Desde que a crise dos refugiados começou a chegar às televisões e a outros órgãos de comunicação, o tema entrou nas salas de aula, assegura. “Existe um tempo letivo de Educação para a Cidadania para abordar com toda a legitimidade temáticas como esta, desmistificando muitos preconceitos que os mais novos possam ter.”

Alguns desses preconceitos nascem mesmo no seio familiar, como testemunhou Hugo Augusto, em 2009, numa fase em que os materiais do projeto “Mais do que números” foram testados em algumas escolas do país. Durante um debate surgia um jovem com comentários pouco abonatórios sobre os migrantes e refugiados. A professora percebia que o aluno estava a repetir o discurso e o vocabulário dos pais, recorda Hugo Augusto. Depois de alguns esclarecimentos, foi possível tranquilizar o aluno e fazê-lo pensar que não devia temer pela sua segurança, nem a dos seus pais.

“Não sabemos se este aluno chegou a dizer aos pais que se calhar não tinham razão no que diziam”, reflete Hugo Augusto, esclarecendo que a ideia do projeto não é intervir apenas numa tarde ou numa manhã de debate: “O que se pretende é que estes assuntos, estando eles na ordem do dia, possam ser trabalhados com maior recorrência e perpetuar essa abordagem no tempo e ao longo do ano letivo.”

Nesse trabalho, os recursos disponibilizados pelo ME “são, indiscutivelmente, ferramentas úteis para os professores, que devem ser complementadas com outras ferramentas, adaptadas ao contexto nacional e local”, assegura Teresa Tito de Morais Mendes para quem “uma abordagem intercultural na educação, a formação e sensibilidade dos professores e o envolvimento tanto da comunidade de acolhimento como a de refugiados na educação são elementos facilitadores da integração escolar das crianças refugiadas”.

Será “muito positivo”, acrescenta ainda Hugo Augusto, que da parte dos docentes “possa existir uma abertura a olhar para meios educativos não tradicionais como forma de promover o respeito pela diversidade, a boa convivência com os alunos migrantes e refugiados.”

Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), acredita que os pais não devem estar receosos pelo facto de os filhos conviverem com crianças e jovens refugiados. “Desde que todos sejam integrados na sociedade, o que importa é o respeito mútuo e isso tem que ser conseguido. Problemas existirão sempre, independentemente de serem refugiados.”

No entanto, Jorge Ascenção espera que as famílias, em particular as associações parentais, não fiquem arredadas de qualquer ação de sensibilização ou esclarecimento que vise a integração das crianças e jovens refugiados nas escolas. “Quanto mais esclarecidas estiverem as pessoas e melhor informação houver sobre esta crise e como podemos ajudar, maior será a probabilidade de se conseguir estabelecer medidas eficazes na sua resolução.”

O modo como os alunos refugiados estão a ser acolhidos noutros sistemas educativos varia muito “tendo presente o contexto escolar, a realidade de cada país e as suas comunidades de refugiados”, diz Teresa Tito de Morais Mendes. “Mas em qualquer parte, a educação é um elemento-chave da integração. Não poderá, todavia, ser um processo unidirecional de ensino. O conhecimento trazido pelos refugiados deve ser usado para melhorar a diversidade da sociedade de acolhimento e da escola”, conclui.

 

 

Dislexia. Da sintomatologia à intervenção – Curso em maio no ISPA

Maio 2, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Dislexia. Da sintomatologia à intervenção
Para não psicólogos
DESTINATÁRIOS
Professores, educadores de infância, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, médicos enfermeiros e outros técnicos da área da educação e saúde (exceto psicólogos)
OBJECTIVOS
Identificar os sinais de alerta e as principais manifestações sintomatológicas
Conhecer as funções neurolinguísticas implicadas na Dislexia
Desenvolver competências de avaliação psicopedagógica e intervenção reeducativa
COMPETÊNCIAS
Saber identificar as principais alterações nos processos de descodificação da leitura nas crianças com Dislexia
Aplicar instrumentos de avaliação psicopedagógica na avaliação da Dislexia
Utilizar estratégias de intervenção reeducativa e aplicação de medidas educativas especiais
PROGRAMA
Definição e diagnóstico de dislexia – Definição. Neurolinguística e modelos de leitura. Sinais de alerta na infância e na idade escolar. Critérios de diagnóstico. Tipologia da Dislexia
Etiologia e prevalência – Prevalência da dislexia. Etiologia (factores genéticos, neurológicos, psicolinguísticos, etc.)
Avaliação e intervenção reeducativa – Instrumentos de avaliação dos processos de leitura/escrita. Metodologias e exercícios de intervenção reeducativa na dislexia. Medidas Educativas Especiais
METODOLOGIAS
Exposição teórico-prática, discussão de casos
DURAÇÃO
12 horas
FORMADORES
Octávio Moura
Psicólogo, Mestrado em Psicologia, Doutoramento em Neuropsicologia. Membro do grupo de investigação em Neuroscience, Neuropsychology and Cognitive Assessment do CINEICC – Univ. Coimbra. Especialista nas áreas da dislexia, dificuldades de aprendizagem e perturbações do comportamento. Formador certificado
CALENDARIZAÇÃO
Sexta, Maio 13, 2016 – 18:00 – 22:30
Sábado, Maio 14, 2016 – 09:30 – 13:00
Sábado, Maio 14, 2016 – 14:00 – 18:00
CERTIFICADO
Os formandos têm acesso a um certificado de formação em Dislexia- Da sintomatologia à intervenção, desde que frequentem, todas as sessões, uma vez que se trata de formação presencial
INSCRIÇÕES
Limitadas a 20 formandos

Totalidade 100€

Fraccionado 55€ x 2 mens.

 

LOCAL
Lisboa
DIVERSOS
No acto de inscrição é necessário comprovar habilitações
Em caso de desistência, só haverá lugar a reembolso quando for comunicada até 6 de Maio de 2016.

Fonte

8 ideias erradas sobre o défice de atenção

Maio 2, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://www.noticiasmagazine.pt de 3 de abril de 2016.

Shutterstock

1.Se tem bons resultados na avaliação oral também tem de ter nos testes escritos.

2. A medicação cria habituação, dependência e tolerância. Há dietas com suplementos que fazem o mesmo efeito.

3. Se sabia as coisas na véspera mas não no teste é porque «bloqueia».

4. A falta de regras em casa não está na base de comportamentos irrequietos na escola.

5. Se está sossegado, está atento.

6. Se não para quieto como pode estar atento? (em vez de «se não está atento como pode parar quieto?»)

7. Se está concentrado no que lhe interessa (ecrãs e jogos, por exemplo) não há verdadeiro problema de atenção.

8. Se na mesma disciplina, e no mesmo período, pode obter notas altas e negativas: é porque não quer estudar.

 

 

 

 

Utilização da Internet pelos mais pequenos aumenta risco de dependência

Maio 2, 2016 às 2:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt de 13 de abril de 2016.

publico

Por Lusa

Crianças que usam novas tecnologias antes dos 5 anos estão “potencialmente em maior risco”.

A utilização da Internet em idades muito precoces aumenta o risco de dependência desta rede em idade adulta, assim como o seu “uso desregulado e excessivo”, revela um estudo sobre a adição à Internet.

O estudo, que decorreu entre Dezembro de 2014 e Fevereiro de 2015, envolveu 1105 internautas, com idades entre os 16 e os 75 anos, de vários países, incluindo Portugal, que representou um terço da amostra, revelou o investigador português Halley Pontes, da Nothingham Trent University, no Reino Unido.

A partir do uso de “uma metodologia estatística robusta e sofisticada”, os investigadores verificaram que uma grande parte da adição à Internet pode ser explicada pelas variáveis “idade”, “idade de iniciação ao uso da Internet” e “tempo despendido online semanalmente por lazer”.

“Concluímos que, de um modo geral, a adição à Internet está muito desenvolvida pelo factor da idade e iniciação ao uso da Internet”, disse Halley Pontes, que participa na quinta-feira, em Lisboa, no VII Congresso Internacional de Psicologia da Criança e Adolescente, promovido pelo Instituto de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Lusíada de Lisboa.

Segundo o investigador, as crianças que utilizam a Internet antes dos cinco, seis anos “estão potencialmente em maior risco para desenvolvimento da adição à Internet”.

“Estes resultados revelam que os pais têm que ter alguma preocupação sobre o modo como deixam os filhos utilizarem essa ferramenta, que inclui os videojogos, porque de facto há aqui uma associação clara entre idades precoces, utilização dessas ferramentas e problemas futuros”, sublinhou.

Nesse sentido, os pais devem exercer esse controlo e ajudar os filhos a autorregularem o uso dessas ferramentas, defendeu Halley Pontes, sublinhando que, em Portugal, o acesso à Internet é muito frequente em idades mais novas.

“Os pais ou os guardiões legais deverão ter em conta a idade com a qual permitem que os seus filhos acedam”, sendo que, quanto mais precoce for permitido esse acesso, “maior a tendência para o desenvolvimento subsequente em idade adulta da adição à Internet”, refere o estudo.

Este adverte que a dependência à Internet “gera variados prejuízos psicológicos e sociais aos sujeitos”, incluindo disfunções comportamentais, tal como suportam a maioria dos estudos recentes.

Também “o uso desregulado e excessivo” desta tecnologia é um factor de risco importante para o desenvolvimento da dependência à Internet, especialmente nos casos em que “os internautas apresentam um uso disfuncional, persuasivo e descontextualizado da Internet”.

Esse comportamento pode explicar-se como “navegar apenas por navegar sem haver uma necessidade académica ou profissional inerente ao uso”.

O estudo aponta como exemplos deste tipo de utilização “o uso constante e excessivo” das redes sociais online, como o Facebook e o Twitter, serviços de mensagens instantâneas, streaming de conteúdos online, etc.

Sobre as taxas de prevalência das adições tecnológicas em Portugal, Halley Pontes disse que não são muito elevadas, rondando os 1,2% e os 5%, dependendo do tipo de amostra e do método de recolha de dados utilizados, indo ao encontro dos resultados reportados em estudos internacionais.

 

 


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