Escolas não registam casos de bullying

Abril 24, 2016 às 4:04 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 21 de abril de 2016.

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Oito em cada dez adolescentes querem deixar de fumar, mas não pedem ajuda

Abril 24, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 12  de abril de 2016.

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Por Lusa

Amostra de quatro mil alunos do 3.º ciclo e secundário é representativa da população portuguesa.

Quatro em cada cinco alunos que fumam querem deixar o hábito, mas não procuram activamente ajuda, revela um estudo que analisou os comportamentos tabágicos dos jovens portugueses do 3.º ciclo e do secundário.

O estudo, apoiado pela Direcção-Geral da Saúde, decorreu no ano lectivo 2013/2014 e envolveu cerca de 4000 alunos de 31 escolas, numa amostra representativa da população portuguesa.

Quando questionados sobre se pensam deixar de fumar, 20% dos jovens disse que não, “dados muito próximos dos que encontramos nos adultos, onde, em geral, os estudos indicam que cerca de 70% dos fumadores querem deixar de fumar”, explica Paulo Vitória, coordenador do estudo e professor da Universidade da Beira Interior.

Os dados, que serão apresentados na quarta-feira no VII Congresso Internacional de Psicologia da Criança e Adolescente, apontam também que apenas 15% dos jovens disseram que nunca tentaram reduzir ou deixar de fumar, “o que sugere que existe potencial em termos de ajuda”.

“Os jovens precocemente manifestam descontentamento com o facto de fumarem e manifestam a intenção de reduzir ou deixar de fumar”, mas “não partem para a acção, não procuram ajuda, mas isso é normal nesta faixa etária”, disse o investigador.

Mesmo que os jovens pensem deixar de fumar, não lhes ocorre que possam pedir ajuda a um médico, uma situação que exige “mais proactividade dos profissionais de saúde”, que devem ir às escolas e explicar aos jovens que podem beneficiar de ajuda médica, “uma coisa que não se faz”.

“Quando muito vamos à escola fazer prevenção na perspectiva de evitar ou atrasar a iniciação, mas raramente vamos com o objectivo de ajudar os jovens a deixar de fumar”, frisou.

Segundo Paulo Vitória, “os profissionais de saúde, em geral, quando trabalham na cessação tabágica desistem desta faixa etária com o argumento de que os jovens nesta faixa etária não procuram ajuda”, um preconceito que é preciso combater.

O estudo demonstrou também a necessidade de encontrar estratégias mais eficazes para a prevenção do tabagismo. “Quando perguntamos coisas simples aos jovens como se está de acordo com a afirmação que ‘fumar prejudica a saúde’”, cerca de 10% disseram estar em total desacordo.

Estes jovens podiam responder ‘não sei’, mas respondem estar em desacordo, o que quer dizer que têm “uma opinião formada”, baseada “em crenças erradas, mas que para os jovens são crenças definidas”.

Para Paulo Vitória, estes dados reforçam a necessidade de um trabalho de “prevenção de continuidade a iniciar precocemente, o mais tardar no 3.º ciclo”, que deve ser realizado por professores e profissionais da saúde.

Os resultados do estudo confirmam ainda que a iniciação tabágica dispara entre o 7.º e o 9.º ano. No 7.º ano, cerca 70 a 80% dos jovens nunca fumaram um cigarro, uma percentagem que baixa para os 40% no 9.º ano.

Estes dados demonstram que “é fundamental colocar barreiras à iniciação tabágica”, disse Paulo Vitória, lembrando que a iniciação precoce é uma “forte determinante do comportamento, do hábito e da dependência que pode verificar-se dois, três, quatro anos mais tarde”.

 

 


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