1as Jornadas de Prevenção dos Comportamentos Aditivos e Dependências – 14 -16 abril na Madeira

Abril 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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jornadas

UCAD

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email: spt@iasaude.sras.gov-madeira.pt

mais informações:

http://iasaude.sras.gov-madeira.pt/UCAD

 

I Encontro Distrital Absentismo e Abandono Escolar Precoce – Que Respostas?

Abril 6, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Informações:

926 57 56 40 / 265 550 600  cpcjsetubal@gmail.com

E tu, se tivesses de fugir, o que levavas na mochila?

Abril 6, 2016 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 4 de abril de 2016.

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A 6 de abril, alunos do Básico e do Secundário são desafiados a colocarem-se na pele de um refugiado e a arrumarem a sua mochila como se fugissem da guerra. “E se fosse eu?” é o nome desta campanha lançada às escolas.

O que é ser refugiado? O que se sente quando se tem de partir e deixar tudo para trás? O que levar quando se foge da guerra? O que colocar na mochila? A 6 de abril, os alunos do Ensino Básico e Secundário podem pensar nestas questões. A campanha “E se fosse eu?” desafia os estudantes a colocarem-se no lugar de um refugiado e a decidirem o que levariam consigo se fossem obrigados a fugir da guerra. A iniciativa, lançada no Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, parte da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), da Direção-Geral da Educação, do Alto-Comissariado para as Migrações e do Conselho Nacional da Juventude. Todos podem pensar no assunto. Todos podem participar nas suas escolas.

No site da campanha, explica-se a essência deste exercício que obriga crianças e jovens a colocarem-se no lugar do outro e a perceber que há realidades duras de sentir. Trata-se, no fundo, de “um exercício de empatia com quem foge da guerra na Síria e procura proteção humanitária”. “Perceber o que quer dizer deixar tudo para trás, ter de selecionar o que é mais importante e viver só com uma mochila numa jornada de perigos e de incertezas. Refletir e debater sobre o que gostaríamos de encontrar se vivêssemos esta situação”, lê-se no site.

A 6 de abril, na primeira aula do dia, as escolas de todo o país podem incentivar os seus alunos a pensar como arrumariam a sua mochila se tivessem de fugir da guerra, sair de casa e deixar o seu país. “É isso que acontece às famílias de refugiados que partem da Síria, deixando tudo para trás”, refere Rui Marques, coordenador da PAR, em declarações à Lusa, acrescentando que esta campanha pretende “sensibilizar a opinião pública, em particular os jovens estudantes” sobre “o que quer dizer ser refugiado”. “Quando somos colocados perante esta experiência, ainda que simulada, de que temos de deixar tudo para trás e que a nossa vida e os nossos bens se resumem àquela mochila, percebemos um pouco melhor o que significa a vida destes refugiados”, sublinha o responsável.

Em Portugal, vivem cerca de 150 refugiados. Esta realidade também pode ser debatida nas escolas para que os alunos percebam como é “a vida de tantos jovens e adultos que têm de partir num rumo de incerteza, não sabendo quando e por quem irão ser acolhidos e que tudo o que têm é a mochila que trazem consigo”. Segundo Rui Marques, esta campanha tem uma “dimensão importantíssima de educação para a cidadania e de perceber que nenhuma comunidade e nenhum país estão isentos do risco de poder, um dia, ter uma situação de conflito, de crise e ser obrigada a fugir”. “É um exercício de educação para a cidadania, mas também um exercício de mobilização dos jovens para esta causa do acolhimento e integração dos refugiados”, acrescenta.

O vídeo da campanha mostra gente de carne e osso que teve de fugir do seu país e que conta o que colocou na sua mochila. A iniciativa inspira-se, aliás, no projeto What’s in My Bag promovido pelo Rescue Comitee em colaboração com o fotógrafo Tyler Jump que, na ilha de Lesbos, na Grécia, fotografou pessoas que fugiram da guerra e que revelaram o que puseram nas suas mochilas. Omran de 6 anos é um dos exemplos. Fugiu da Síria e colocou na mochila um par de calças, uma t-shirt, pensos rápidos, sabão, pasta e escova de dentes e os seus snacks favoritos. Iqbal, de 17 anos, fugiu do Afeganistão. Não quer que saibam que é refugiado, quer andar com o cabelo espetado e que a sua pele esteja sempre branca. Colocou na mochila gel, um pente, um corta-unhas, um par de calças, um par de sapatos, meias, uma t-shirt e algum dinheiro. Há ainda Aboessa, mãe de 20 anos, que fugiu de Damasco, Síria, e que colocou na mochila medicamentos para proteger a sua filha de ficar doente, comida para bebé, o boletim de vacinas, pasta dos dentes e pouco mais.

Informações: http://www.esefosseeu.pt/

 

Sol na eira, óculos nas crianças… Mário Cordeiro

Abril 6, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica de Mário Cordeiro publicada no i de 22 de março de 2016.

mario.cordeiro

Ontem começou a primavera e no domingo muda a hora. Chega assim a altura de proteger os olhos dos ultravioletas. Usar óculos é fundamental a partir dos quatro meses até pelo menos aos 15 anos

Um dia, há um par de anos, ouvi a conversa que relato abaixo. Curiosamente, passado tanto tempo, continuo a ver nas recomendações que faço sobre a proteção ocular uma enorme desconfiança por parte de muitos pais. Por incrível que pareça, e mesmo com o conhecimento alargado sobre o problema do “buraco do ozono”, há uma ideia felizmente generalizada de que é necessário as crianças usarem creme protetor solar, mas quanto ao uso de óculos escuros já a porca torce o rabo e a lógica não se aplica. 

Vou então contar-vos o episódio e… já falamos.

“Qualquer dia têm um Ferrari!”

Foi daqueles momentos em que toda a gente ficou em silêncio, daqueles que acontecem de vez em quando mesmo que estejam 300 pessoas na sala, e a voz dela sobressaiu por cima de tudo.

“Qualquer dia têm um Ferrari!” 

Quem é que teria qualquer dia um Ferrari era coisa que eu não sabia, na altura, e também me era indiferente, mas uma coisa era patente: o ar desdenhoso e irritado daquela pessoa.

Não sou propriamente de estar a escutar às portas, mas estávamos num café e fiquei curioso por saber quem é que realmente qualquer dia teria um Ferrari. 

Em resumo: tratava-se de uma mãe, de dois filhos pequenos, que estava indignada por o pediatra das crianças ter dito que era recomendável utilizar óculos escuros durante o verão, mesmo na cidade.

“Modernices!”, declamava a dona que, por acaso reparei, trazia os seus óculos escuros, os quais, ali, dada a baixa intensidade da luz, tinha puxados sobre o cabelo (“como se tivesse miopia cerebral”, costumava dizer o meu pai).

“Modernices… só lhes falta o Ferrari, realmente!”

“Escandaloso”, de facto, que o médico encarregado da promoção da saúde das crianças tentasse proteger a retina dos infantes – de 8 meses e 3 anos, vim a saber mais tarde na conversa. Incrível, que recomendasse proteção contra os ultravioletas, por acaso até os mesmos que queimam a pele (a dama não falou do creme protetor, mas aposto que, pelo menos, ela se besuntará com ele à saciedade e não se esquecerá de pôr nos filhos, mesmo que de raspão e só uma vez ao dia). Inacreditáveis, estes pediatras, que sabem que existe uma coisa chamada buraco do ozono e que as radiações UVA e UVB não são filtradas pelo cristalino das crianças (dos adultos são!), e daí causarem queimaduras na retina…

Os primeiros estudos vieram da Austrália e demonstraram que, para lá das ações dos ultravioletas sobre a pele, com desenvolvimento de cancro, envelhecimento e perda da elasticidade ou formação de rugas, e queimaduras, a retina sofria perturbações graves – microqueimaduras que, em estudos efetuados nesse país em adolescentes, serviram para detetar percentagens superiores a 80% de jovens com essas microlesões que afetavam já a visão. Resultados do buraco do ozono, é certo, mas também de a pele e os olhos das crianças serem mais sensíveis, de se exporem mais ao sol e de se constatar que, em toda uma vida, 80% dos raios ultravioletas que o corpo apanha são recebidos nos primeiros 15 anos de vida. 

No que respeita aos olhos, o cristalino não atua como filtro e a retina é que leva… ou seja, os adultos andam de óculos escuros mas, sem ser por razões de conforto, não precisavam; a muitas crianças, numa idade em que realmente é necessário usar proteção, esta é-lhes negada pelos próprios pais. Insólito, não é? A partir dos quatro meses e no período correspondente à hora de verão, todas as crianças deveriam usar óculos escuros no exterior, quando está sol ou, mesmo sem sol, num dia muito claro. Usar desde bebé, para lá da prevenção das queimaduras da retina, tem a vantagem de criar um hábito.

Um dia mais tarde, as crianças crescerão, fazendo parte de uma geração que precisa da visão como de pão para a boca. O que dirão, quando souberem que a própria mãe ou pai se estiveram, desculpem-me o calão, marimbando para a sua proteção?

Usar óculos escuros é essencial para as crianças de todas as idades. Não é preciso ser “de marca”, mas que protejam contra os UVA e UVB – em qualquer farmácia ou loja de puericultura se encontram a preços muito baixos. Requer habituação? Sim. Requer paciência? Claro que sim. Requer persistência e, por vezes, comprar birras? Evidentemente que sim. E requer amor pelos filhos, mais do que show-off e ignorância, ou as profecias apocalípticas e mentiras científicas das redes sociais? Também sim. Tudo isto mais, bastante mais difícil do que ter dinheiro para um Ferrari… mas que demonstra mais, bastante mais amor e interesse pelos filhos do que dar-lhes um.

 

 

 


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