Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância 2016 em Lisboa

Março 30, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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social

mais informações:

http://www.cm-lisboa.pt/

http://lisboasolidaria.cm-lisboa.pt/101000/1/001522,042016/index.htm

http://www.cnpcjr.pt/

http://www.amcv.org.pt/

2.º Curso Breve de Pós-graduação em Tutela Educativa

Março 29, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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breve

O curso realiza-se de 9 de Abril a 30 de Abril de 2016 aos sábados

as inscrições estão abertas até ao próximo dia 7 de abril.

mais informações:

http://www.centrodedireitodafamilia.org/node/1085

 

Encontros da Educação e do Pensamento na Fundação Lapa do Lobo (Nelas) -com a participação de José Brito Soares do IAC

Março 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Dr. José Brito Soares, coordenador do CEDI – Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança, irá apresentar no encontro a comunicação “Criança(s):Bem-Estar – que Realidade?”.

mais informações sobre os encontros no link:

http://fundacaolapadolobo.pt/fll/index.php/arquivo/5833

encontros

Curso de Intervenção Sistémica e Familiar

Março 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sistemica

data limite para inscrições: 22 de abril

mais informações:

http://sptf.pt/

https://www.facebook.com/Sociedade-Portuguesa-Terapia-Familiar-224023041058164/timeline

Missa na sala de aula de escolas públicas

Março 29, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 18 de março de 2016.

Leonel de Castro

Missa na sala de aula de escolas públicas

 

 

Pais usam pouco a licença de paternidade

Março 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 18 de março de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Parental leave: Where are the fathers?

educare

O número de pais que tiram a licença de paternidade está a subir, mas ainda é baixo, alerta um relatório da OCDE.

Andreia Lobo

Sob o tema “Melhores políticas, mais qualidade de vida”, a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) tem acompanhado a evolução das medidas de apoio à família e à infância nos seus países membros e economias parceiras. Entre o Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, e o Dia do Pai que em Portugal se comemora no dia 19 deste mês, a OCDE traça um retrato sobre um tema sensível: a licença de parentalidade.

Em todos os países da OCDE, exceto nos Estados Unidos, os pais gozam de licença de paternidade paga. Mais de metade logo após o parto. Apesar de a licença estar disponível em 23 países, são poucos os pais que a usam. Ao permitir aos pais assumir parte maior da carga com os cuidados às crianças, a licença de paternidade poderia apoiar as carreiras das mães. Um regime de licenças flexíveis, tais como o trabalho a tempo parcial, pode aliviar o custo financeiro da licença e tornar mais fácil para os pais para permanecer em contacto com o trabalho. Lê-se no relatório da OCDE: “Licença parental, onde estão os pais?”

Mães e pais de licença

A licença parental abrange os dois progenitores. Mas ainda é comum falar-se em licença de maternidade e paternidade, separadamente. Porque subsistem as diferenças no que diz respeito ao período reservado ao casal para cuidar dos recém-nascidos. As mães de todos os países da OCDE, exceto as dos EUA, gozam de licença de maternidade paga por um período até 12 semanas. Destinada não só ao cuidado do bebé, como também à recuperação da gravidez e do parto. Mais de metade dos países concedem ainda licença de paternidade aos pais, quando o bebe nasce. Nem todos gozam de dias pagos. E o período de tempo de licença varia de 53 semanas a zero dias. No entanto, há cada vez mais países a oferecerem licença parental paga a ambos os pais.

São as mães que, geralmente, usam grande parte de seus direitos de licença. Quase todas tiram a licença de maternidade e muitas vezes estendem-na. O cenário é diferente para os pais. “Os homens geralmente tiram alguns dias de licença de paternidade logo após o nascimento de um bebé, apenas os mais comprometidos e corajosos usam o seu direito à licença parental mais longa”, lê-se no relatório da OCDE. Em muitos países, estes pais representam menos de um em cada cinco dos que usaram a licença parental. A percentagem sobe para 40% ou mais em alguns países nórdicos e em Portugal, onde os pais gozam de 21 semanas de licença paga. Noutros países, como Austrália, República Checa e na Polónia, a percentagem de pais a gozarem de licença é bastante baixa, à razão de um em cada cinquenta.

A boa notícia, porém, assegura a OCDE, é que o número de pais a usarem a licença parental está a aumentar. Entre 2006 e 2013, na Finlândia, onde os pais gozam de nove semanas de licença paga, a participação masculina duplicou, enquanto na Bélgica, onde a licença é de 19 semanas, cresceu quase 10 pontos. Ainda assim, alguns países não registam grandes mudanças. Na Áustria e na França, os homens representam apenas 4% dos pais em licença parental, praticamente a mesma de há uma década atrás.

Importância da licença

É inquestionável o papel da licença parental. Sabe-se, através de vários estudos, que beneficia mães e pais e, especialmente, as crianças. A licença de maternidade tem um papel vital na recuperação da gravidez e do parto. É benéfica para a saúde da criança. Mas também contribui para aumentar a empregabilidade feminina, que por sua vez reduz o risco de pobreza da família, adverte a OCDE. “Mas os efeitos positivos no emprego são mais fortes quando o período de licença é relativamente curto”, acrescenta o relatório. “Tirar licença por mais tempo do que um ano pode prejudicar as perspetivas de ganhos futuros e aumentar a probabilidade de saída do mercado de trabalho.”

Por outro lado, a licença parental pode também ajudar a reduzir a discriminação contra as mulheres no local de trabalho e, particularmente, na contratação, diz a OCDE. “Se tanto os homens como as mulheres tiverem mais ou menos a mesma probabilidade de tirar uma licença, os empregadores serão menos relutantes em contratar mulheres em idade fértil.”

Outro problema é que “os pais muitas vezes hesitam em tirar uma licença por temerem as implicações de carreira”. Nesta matéria, o relatório dá como exemplo o Japão e a Coreia, onde é reservado aos pais o direito a um ano de licença remunerada. Trata-se do subsídio mais generoso na OCDE, mas do qual muito poucos tiram proveito.

Estudos da OCDE que focam as relações das famílias mostram que os pais que usufruem da licença de paternidade estão mais propensos a desempenhar outras tarefas, tradicionalmente mais deixadas às mães: como a alimentação e o banho das crianças. “E este é um efeito duradouro”, reconhece aquela organização. De várias formas: pais que cedo cuidam das crianças tendem a envolver-se mais no seu crescimento; quando os pais participam mais na educação dos filhos e na vida familiar, as crianças são mais saudáveis do ponto de vista físico, cognitivo e emocional. Do outro lado da relação, os beneficiários desta aproximação são os progenitores: “Pais que se envolvem mais com os seus filhos tendem a relatar maior satisfação com a vida e melhor saúde física e mental do que aqueles que cuidam e interagem menos.”

Políticas para as famílias·

Como podem os decisores políticos apoiar as famílias? Esta é a questão-chave deste relatório. Decisões em torno dos cuidados com as crianças e sobre quem faz o quê em casa são, naturalmente, tomadas pelas próprias famílias, por isso, há limites para o que a política pode alcançar nesta área, recorda a OCDE advertindo que, ainda assim, “a política tem um papel a desempenhar”.

Intervir onde e como? Existem alguns exemplos de medidas dirigidas às famílias. No que diz respeito à questão da licença parental, a OCDE apela aos países que possam “reservar períodos de licença para os pais ou outros parceiros; apoiar campanhas de sensibilização; limitar o custo financeiro para os pais em licença por meio de incentivos financeiros; e garantir que o regime de licenças seja o mais flexível”.

Reservar uma parte da licença parental remunerada para os pais pode inverter alguns cenários. Em muitos países da OCDE, as questões de género e a tradição cultural tornam quase inevitável que seja a mãe a usufruir de licença por completo. “Mas as decisões sobre quem tira a licença de parentalidade podem assentar numa simples lógica financeira sempre que a mãe tem rendimentos mais baixos do que seu parceiro”, alerta a OCDE. Uma situação muito comum nos países da OCDE, onde o fosso salarial entre géneros ronda em média os 15%. Uma diferença que resulta num forte incentivo para os pais não tirarem a licença. Como resposta, cada vez mais países da OCDE estão a reservar períodos não transferíveis de licença parental remunerada, exclusivamente para uso dos pais. A “abordagem que tem várias vantagens”, considera a OCDE, desta forma a licença de um dos pais não afeta a do parceiro. Além disso, contribui também para “legitimar a ideia de os pais poderem tirar a licença parental, atenuando eventuais objeções por parte dos empregadores”.

A licença parental específica do pai, que normalmente tem a duração de dois a três meses, assume diversas formas. A mais comum é a “quota do pai”: períodos específicos de licença parental remunerada na forma de um direito não transferível do pai. Alguns países oferecem “períodos de bónus”, em que o casal pode receber algumas semanas extras de licença paga se o pai usar até um determinado período uma licença partilhada. Outros países, simplesmente, fornecem a ambos os pais, individualmente, o seu direito à licença de maternidade e de paternidade remunerada, mas sem período partilhado.

Assegurar uma licença específica para o pai parece aumentar o seu usufruto entre homens. Na Islândia e na Suécia, o estabelecimento de uma “quota do pai” permitiu a duplicação do número de dias de licença parental tirados pelos homens. Há casos de sucesso em outras partes do mundo: na Coreia, onde os homens representavam apenas 4,5% dos beneficiários de licença de parentalidade em 2014, o número cresceu mais de três vezes na sequência da introdução na licença específica para o pai em 2007.

Sem surpresas, a pesquisa da OCDE veio comprovar que o uso da licença de paternidade é maior quando o seu valor perfaz cerca de metade ou mais dos rendimentos anteriores. Por isso, os Estados “devem certificar-se de que a licença parental é bem paga”, lê-se no relatório. Até porque “dar aos pais o direito de licença individual não é suficiente”. Muitos países da OCDE oferecem aos pais licença não remunerada, mas é pouco usada, devido à potencial perda de remuneração que acarreta.

Para aumentar o gozo das licenças, “os países poderiam associar pagamentos mais elevados a períodos de licença mais curtos”, sugere a OCDE. Em 2007, a Alemanha passou de taxa baixa fixa, uma espécie de subsídio de educação pago durante dois anos ou mais, para uma prestação de licença parental mais elevada e calculada com base nos salários. Os pagamentos foram atribuídos por 10 meses, com direito a mais dois meses, caso o parceiro (normalmente o pai) usasse pelo menos dois meses de licença.

A OCDE recomenda ainda que os acordos de licença parental sejam maleáveis. Para pais mais relutantes ou incapazes de parar de trabalhar completamente, a solução pode passar por uma maior flexibilidade ou licença a tempo parcial. Mudanças a este nível “podem ajudar a minimizar o impacto financeiro da licença parental, permitindo aos pais-trabalhadores permanecer conectados aos seus postos de trabalho e cuidar das crianças. Maior flexibilidade poderia permitir aos casais estabelecer turnos alternados de licença e trabalho a tempo parcial. “Os empregadores também poderiam beneficiar deste tipo de soluções”, assegura a OCDE, já que, “em muitos casos, os patrões podem não ter como suportar a despesa de encontrar e contratar um substituto, no caso em que o trabalhador está de licença a tempo parcial”.

 

 

Quando os TPC se transformam num pesadelo em tempo de férias

Março 28, 2016 às 8:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 27 de março de 2016.

Nuno Ferreira Santos

Clara Viana

Há crianças com seis anos que nestas férias da Páscoa têm quase duas dezenas de folhas de fichas para fazer. Os leitores do PÚBLICO relatam o que está a acontecer nesta pausa escolar.

Gritos, reprimendas, cansaço. Estes são alguns dos efeitos na “dinâmica familiar” dos chamados trabalhos para casa (TPC) relatados por várias mães. O PÚBLICO lançou este desafio aos leitores: se tiver filhos no 1.º ciclo de escolaridade (entre os seis e os 10 anos), conte-nos quantos trabalhos para casa vão ter de fazer nas férias da Páscoa.Também perguntámos se costumam ajudar os filhos nesta tarefa e se pensam que os TPC ajudam a ter melhores resultados. Chegaram cerca de 50 respostas, das quais apenas quatro enviadas por pais (homens).

Só cinco dizem que os filhos vieram para férias sem trabalhos para casa. Já 20 dão conta de que as suas crianças têm cinco ou mais fichas para fazer e há mesmo quem, aos seis anos, já tenha quase duas dezenas de folhas de fichas para despachar nesta pausa escolar, de apenas duas semanas.

Teresa Melo tem duas filhas, uma como sete anos, outra com 18 meses. Está separada e a jornada de trabalho em casa começa a partir das 18 horas, altura em que a filha mais velha termina as suas actividades. Conta o seguinte: “O cenário diário cá em casa é este: a partir das 18 horas eu estou em ansiedade a tentar ajudar a minha filha mais velha com os trabalhos e ao mesmo tempo a tentar tomar conta da bebé, que naturalmente a esta hora solicita a minha atenção e desestabiliza por completo a mais velha. É frequente a coisa descambar em gritaria”.

Por via da experiência com o filho mais velho, Filipa Azevedo, que tem três crianças entre os quatro e os 10 anos, está agora do lado dos que consideram que os TPC “são contraproducentes para a dinâmica familiar”. “No meu caso em particular, deram azo a discussões tremendas, gritos e reprimendas que poderiam perfeitamente ser evitadas se não tivessem sido passados tantos TPC”, conta.

Diz também que a situação só melhorou quando, recentemente, se desempregou para se dedicar em exclusivo aos filhos, já que está grávida de uma quarta criança e o seu ordenado era “demasiado pequeno para pagar as Actividades de Tempos Livres e as explicações necessárias”. Mas não deixa de sublinhar o seguinte a propósito desta experiência: “Extraordinário que, nos dias de hoje, tenha sido preciso eu tornar-me dona de casa para conseguir salvar o casamento e manter a família no caminho”.

Pedro Rosário, professor da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, chama a atenção precisamente para o facto de o debate em torno dos TPC ser muito influenciado “pelas repercussões que estes têm nas famílias e não tanto pelos seus propósitos educacionais”. Mas este docente, que tem centrado parte da sua investigação neste tema, frisa que também os objectivos pedagógicos dos TPC ficam postos em causa quando estes são em excesso. “Toda a investigação mostra que os trabalhos para casa devem ter uma carga adequada às idades. No caso do 1.º ciclo, se estes são pensados para durar mais de 30 minutos por dia, e isto já no caso do 4.º ano de escolaridade, tornam-se insuportáveis”, afirma.

O que dizer então, por exemplo, do caso de Rita Pereira? Tem uma filha de seis anos que está no 1.º ano de escolaridade. Trouxe para férias 16 folhas de fichas de Português, Estudo do Meio e Matemática. A mãe, educadora de infância desempregada, diz que o trabalho já foi concluído, mas desabafa: “Os TPC são em excesso. Não me posso esquecer também de quantas fichas as crianças ainda não sabem preencher e que se pretende que os pais o façam com elas a meio da semana”.

A filha de Maria João Calvário tem sete anos, está no 2.º ano de escolaridade e chegou a casa com “28 folhas de fichas para fazer. No Natal foram 20”. A de Ana Oliveira tem seis anos, está no 1.º ano de escolaridade e chegou a férias com “13 páginas A4 de trabalhos para casa”. “Os TPC poderão ajudar as crianças a manter a memória do que estava a ser leccionado antes das férias, mas francamente é preciso muito mais bom senso na quantidade de trabalho que é exigida a crianças tão pequenas”, protesta. A filha de Isabel Santos tem nove anos e está no 3.º ano de escolaridade: “Nas férias tem de fazer seis fichas de Português, oito de Matemática e mais 15 exercícios no caderno”. “É um absurdo”, comenta.

Este é também o termo utilizado por Pedro Rosário e pela presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), Lurdes Figueiral, quando confrontada com estas situações. “Está mais do que provado que não é por repetirem mais do mesmo que as crianças aprendem. Isto só faz com que venham a odiar a escola, a disciplina e o estudo”, justifica Lurdes Figueiral. Esta docente considera que, por norma, os alunos não devem levar trabalhos para as férias, porque existem outras actividades que “favorecem o desenvolvimento das suas capacidades” e que são diferentes das que realizam nas escolas, o que constitui, frisa, um ponto a seu favor.

E as férias existem?

“Perdemos ambas horas das nossas férias a fazer os trabalhos em vez de estarmos a desfrutar de tempo de qualidade juntas”, lamenta Mónica Diniz, que tem uma filha no 2.º ano, com quem terá de fazer cinco fichas e uma composição durante esta pausa escolar.

Marta Guerreiro, que tem um filho de seis anos no 1.º ano de escolaridade, lamenta que o “drama” que já viveu nas férias do Natal se volte a repetir agora na Páscoa. “São três fichas de Português e três de Matemática. Na teoria não é muito, na prática é imenso. É que às férias dos filhos não se juntam as férias dos pais, o que significa que ele continua a ficar na escola” frequentando as actividades que são oferecias nas pausas escolares. “Continuamos a chegar a casa às 19 horas e a rotina dos TPC, banhos, jantares e preparação do dia seguinte repete-se com crianças e pais exaustos. Na prática não são férias”, conta.

Maria José Araújo, do Centro de Investigação e Inovação em Educação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, é peremptória: “As férias são para descansar!”. “Se para os adultos que trabalham férias é não trabalhar, porque seria diferente para as crianças?”, questiona esta investigadora, lembrando que as férias são “um direito” necessário a qualquer ser humano.

“Os adultos não podem condicionar esse direito ao descanso ou estarão a cometer uma ilegalidade”, sustenta, remetendo para a Convenção sobre os Direitos das Crianças, aprovada em 1989 pela Organização das Nações Unidas, onde se estipula que estas têm “direito ao repouso, a tempos livres e a participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e participar livremente na vida cultural e artística”.

“São cargas completamente inadequadas”, comenta também Pedro Rosário, alertando que esta situação denota que “existe uma lacuna da formação dos professores que é preocupante”. Até porque tudo o que tem sido estudado sobre os TPC, acrescenta, demonstra que estes são só eficazes, em termos de melhoria de aprendizagens, quando em simultâneo têm “uma carga e um propósito adequados, que tem de ser explícito e deve ser comunicado aos alunos”. “Se o aluno perceber que o trabalho tem utilidade para si, está mais disponível para o realizar”, especifica.

Trabalhos diários

Os TPC são desde há muito um motivo de polémica. Há quem os defenda acerrimamente, há quem os conteste e até existem escolas que já decretaram a sua morte, como é o caso do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, no concelho de Cascais.

Num relatório recente sobre a carga de trabalhos para casa, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) referia que basta a palavra TPC para “provocar reacção epidérmicas na maior parte dos alunos”.  Do conjunto dos países da organização, os alunos portugueses de 15 anos davam conta de que, em média, dedicam aos TPC cerca de quatro horas por semana, ficando assim Portugal ente os 10 países em que os estudantes, naquela idade, gastam menos tempo com as tarefas que lhes são passadas pelos professores para realizar em casa.

Mas em idades mais precoces, como aquelas que foram alvo do nosso inquérito, a situação inverte-se e está mesmo a léguas de distância do quotidiano em França, Espanha ou na Finlândia, onde os TPC foram já abolidos oficialmente, embora nos dois primeiros países existam escolas que continuem a insistir nesta prática, o que motivou até uma greve de pais.

No geral, os leitores que responderam ao desafio do PÚBLICO até concordam com a existência de trabalhos para casa, desde que sejam “com conta, peso e medida” e não representem uma exigência diária. Também entre os leitores há quem conteste não a existência dos TPC, mas sim o tipo de exercícios que são passados pelos professores para os alunos realizarem em casa porque, como afirma Ana Carvalhal, que tem um filho no 2.º ano de escolaridade, são uma “mera continuação do que já passam horas a fazer na escola”. E quase todos, de uma forma mais ou menos activa, ajudam os filhos a fazer os TPC.

Sofia Coutinho, que tem dois filhos de sete e três anos, assume que o que foi sabendo desde que nasceu o mais velho, que entrou este ano no 1.º ciclo, a leva a estar do lado do “não rotundo aos trabalhos de casa”. “Portanto, cá em casa, o esquema é simples: se a realização dos trabalhos de casa colidir com a rotina familiar (onde se incluem as brincadeiras entre os dois irmãos que passam o dia inteiro sem se verem), o mais velho não faz os TPC e leva um recado para a professora nesse sentido”, relata, acrescentando que ainda não teve reclamações da docente.

Para Maria José Araújo, a existência de TPC diários no 1.º ciclo “não faz sentido”. “Depois das aulas as crianças devem brincar. Brincar é aprender a conhecer os outros e o mundo. É uma forma de estudar”, defende, frisando que enquanto não se perceber isto “andaremos todos e todas a fazer um mau serviço às crianças”.

Já Pedro Rosário defende que os TPC “devem ser frequentes, mas não longos”. Os trabalhos para casa são “um termómetro da autonomia dos alunos e também as suas competências”, diz, frisando que quando um aluno não é capaz de os fazer tal deve constituir “um alerta para o próprio, para os professores e famílias quanto às competências que estão em falta”. “O problema é que se está a matar os TPC por causa da sua má qualidade e de uma carga exagerada que é desorganizadora e que não facilita a motivação e o envolvimento nas tarefas”, alerta.

Tudo depende em muito dos professores que saem na rifa às crianças, adianta Tânia Sardinha, mãe de duas filhas que estão no 1.º e 2.º ano de escolaridade e que é também professora do 3.º ciclo e do secundário. Diz que as filhas terão de fazer “apenas uma ficha de cada uma das áreas [Português, Matemática e Estudo do Meio] ”. “Têm sorte com as professoras que apanharam, pois nenhuma delas exagera na quantidade de TPC”, comenta.

Acrescenta que, enquanto professora, “por norma, não envia trabalhos para casa”. “Não me choca a existência de TPC, mas também não me chocava a inexistência dos mesmos, pois acho que as crianças/jovens estão muito tempo na escola e que esta deveria ter um espaço e um tempo para que todas tarefas ficassem feitas”, defende. Porquê? “As crianças precisam de brincar, de dormir e de ter tempo para estarem com os pais. Os adolescentes precisam de tempo para conviver com os seus pares, namorarem e estarem com as suas famílias”, resume.

Notícia corrigida às 19h53. Corrigido o centro de investigação a que pertence Maria José Araújo

 

 

 

 

 

Parece um casamento de sonho. À excepção de um pequeno pormenor… vídeo da Unicef sobre casamento forçado de raparigas

Março 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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visualizar o vídeo com legendas em português no link:

https://www.facebook.com/UNICEF.Portugal/videos/1035088779863062/

mais informações no link:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_fnuap_lancamento_programa_casamento_na_infancia_2016_03_08.pdf

Apresentação do livro “Erro Crasso” de Alexandra Batalha, 7 de abril em Coimbra – receita a reverter a favor do IAC

Março 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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erro

https://www.chiadoeditora.com/livraria/erro-crasso

Livros infantis que tratam da igualdade, bullying e de como lidar com estranhos na internet

Março 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.portalraizes.com

sara

Série “Sara e sua Turma” será transformados em animação. Com livros presentes em diversos países, série que trata de temas como igualdade e tolerância vai virar desenho animado

Sara é uma menina muito curiosa e vive várias aventuras: descobre valores que nem sempre são ensinados na escola. Tudo embalado com uma boa dose de  humor voltado para o público infantil

As histórias têm como ponto forte dar voz a uma personagem bastante jovem para contar sobre problemas atuais e comuns às crianças.

“Sara é negra, carismática, superbem ilustrada, e vive situações reais de uma criança de sete ou oito anos real, o que faz com que jovens do mundo inteiro se identifiquem”, diz a autora da série, Gisele Gama.

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Cada episódio terá cinco minutos, e a produção da primeira série, com doze episódios, já se iniciou. A série será exibida na internet, na TV Escola e na Playkids.

Lançamento da série previsto para o segundo semestre deste ano:

Sucesso internacional

Com publicações vendidas em todo o país, sendo bastante utilizadas como material para escolas e pais interessados em passar uma leitura educativa para os filhos. A coleção também vem tomando o mundo.  Desde 2012 está presente no exterior, aonde chegou a países como Japão e Cingapura.

Inspiração na vida real

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A escritora usou das experiências de seu dia a dia para dar a vida a uma das personagens mais carismáticas da literatura infantil brasileira. A autora tirou de sua família a inspiração para criar a série Sara e Sua Turma.

Todas as obras têm como personagem principal a filha adotiva de Gisele Gama, Sara, que, hoje, tem 15 anos de idade. Os outros personagens das histórias também são, em sua maioria, pessoas que fazem parte do cotidiano da autora. Raphael e Gabriel, por exemplo, são irmãos de Sara tanto nas histórias quanto na vida real.

As histórias têm como foco trabalhar problemas que fazem parte do cotidiano das crianças: bullying, estranhos na internet, aulas tediosas, brigas entre melhores amigos e rancor são alguns dos temas abordados pela escritora. Cada história é finalizada com soluções sempre positivas e bastante criativas que passam valores muito importantes para a formação dos seres humanos.

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Mais informações no site http://saraesuaturma.com.br/livros.html

 

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