Será que as crianças portuguesas estão viciadas nos tablets e telemóveis?

Março 7, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto publicado no site http://dreamteensaventurasocial.blogs.sapo.pt de 22 de fevereiro de 2016.

Um vídeo canadiano da Nature Valley mostra as três gerações (idosos, adultos e crianças) a serem confrontadas com uma só questão: “Como se divertiam quando eram crianças?”. As respostas dos mais velhos remontam a tempos longínquos, em que as crianças estavam envolvidas num meio rural e as brincadeiras decorriam em completa harmonia com a natureza. Em oposição a essas vivências (e de acordo com o vídeo) as crianças de hoje divertem-se enviando mensagens, vendo séries e jogando videojogos.

O telemóvel, o tablet, as séries e os videojogos não são necessariamente maus; com uma utilização moderada são sem dúvida fontes de divertimento e de aprendizagem importantes. No entanto, as respostas dos mais novos foram alarmantes (conseguiram até provocar lágrimas nos olhos de duas pessoas no vídeo), pois a perceção de divertimento parece restringir-se aos aparelhos eletrónicos referidos.

Assumindo que as respostas são verdadeiras, perguntamos:  Será que também estaremos a perder as crianças portuguesas para a tecnologia?

Não sei até que ponto o vídeo é autêntico, pois algumas respostas (das crianças em especial) aproximam-se do inverosímil; não irei negar a possibilidade do mesmo ser meramente fictício/publicitário. No entanto, serviu-nos de inspiração para satisfazermos a nossa curiosidade quanto à pergunta “O que faziam e fazem as crianças para brincar em Portugal”?

À semelhança do que foi feito no vídeo, questionámos as três gerações. Eis algumas das respostas dadas pelos mais velhos:

80 anos

Jogava à bola, ao berlinde, ao peão e às cartas.

78 anos

Brincava com casinhas e bonecas (dentro de casa, pois os pais eram muito protetores), jogava à “malha” e à “mata” com as colegas da escola, saltava à corda e dava cambalhotas (até a mãe a impedir por julgar ser muito perigoso), balançava no baloiço do seu quintal e brincava com o gato de estimação.

72 anos

Jogava à “semana”, fazia casinhas de terra e enfeitava-las com cacos de vidro, jogava à bola, “apanhada”, colhia figos e uvas, brincava com pintainhos e gatos, fazia baloiços entre os pinheiros e dava cambalhotas nos ramos das figueiras.

87 anos

Jogava à “semana”, ao “pé-coxinho” e às “escondidas”.

75 anos

Trabalhava desde pequeno: guardava rebanhos, lavrava as vinhas com bois (que puxavam a carreta), guardava perus e tratava dos bois.

As duas primeiras respostas pertencem a pessoas que viviam num meio urbano, enquanto as outras três respostas são de pessoas do campo. Facilmente percebemos as contrariedades a nível social e económico lendo o último testemunho.

Nas respostas dos adultos vemos a continuidade de algumas das brincadeiras anteriormente referidas:

49 anos

Fazia corridas com caricas, berlindes e carros nas bordas dos passeios. Jogava à bola na rua, andava de bicicleta, brincava às “escondidas” e à “apanhada” e fazia construções com legos.

51 anos

Jogava à “semana”, às “escondidas” e “apanhada”, andava de bicicleta, jogava ao peão e berlindes, brincava às casinhas e às “mães e filhas”.

45 anos

Jogava ao “lá-vai-alho”, à “mata” e andava de bicicleta.

42 anos

Brincava muito na rua. Divertia-se com carrinhos e adorava ver os comboios e sentir o cheiro da madeira e dos carris. Jogava à “semana”, à “apanhada”, “cabra-cega”, “mamã dá licença”, “o rei manda” e saltava à corda; tocava às campainhas, deixava cartas nas portas dos vizinhos, telefonava anonimamente e provocava pessoas; escrevia estórias e fazia teatros; jogava ao computador com os amigos (“spectrum” e “atari”) e consolas de bolso; mascarava-se, fazia coleções de autocolantes, apanhava insetos, colecionava autocolantes e bichos da seda; fazia origamis, saltava nas poças e colhia flores.

Finalmente, perguntámos às crianças o que fazem para brincar e as respostas que obtivemos não foram inquietantes como seria de esperar vendo o vídeo referido. Várias das respostas contemplavam as seguintes atividades:

Brincar ao “faz de conta”, jogar futebol, andar de patins, fazer penteados, ver televisão, brincar com bonecos, jogar jogos de computador (com o irmão), brincar com os amigos na creche, andar de bicicleta, imaginar histórias, brincar com os cães de estimação, ler e, por fim, jogar durante várias horas no tablet, ver vídeos no telemóvel e imitar as danças dos videoclipes.

Há alguns casos em que o uso prolongado do tablet e do telemóvel foi mencionado, mas por enquanto não parece ser preocupante. As crianças continuam a ser crianças e a brincar como tais.

No entanto, continua a ser legítimo duvidarmos: Será a tecnologia o futuro das brincadeiras?  As crianças das gerações futuras conhecerão o mundo exterior, ou limitar-se-ão a comunicar através de ecrãs, dentro de quatro paredes?

Texto: Leonor Ramiro (com contribuição de Manuel Magalhães, Sara Fialho e Daniela Guilherme)

 

Unesco alerta que 16 milhões de meninas nunca irão à escola

Março 7, 2016 às 4:32 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Quase 16 milhões de meninas em todo o mundo, entre os 6 e os 11 anos, não irão nunca à escola se se mantiverem as tendências actuais, o que significa o dobro do número de rapazes, advertiu hoje a Unesco, destacando a lacuna presente sobretudo no mundo árabe, na África subsaariana e na Ásia meridional e ocidental.

«As meninas continuam a ser as primeiras a ver negado o direito à educação, apesar de todos os esforços realizados e os avanços obtidos nos últimos 20 anos», afirmou em comunicado, em vésperas da celebração do Dia Internacional da Mulher.

Na África Subsaariana serão 9,5 milhões de meninas que nunca entrarão numa sala de aula, quase o dobro dos cinco milhões de meninos.

Nessa região, mais de 30 milhões de crianças com idade para estar na escola primária (entre 6 e 11 anos) não estão actualmente escolarizadas e, embora algumas venham a começar a estudar em idades mais avançadas, muitos serão privados dessa formação, e as meninas são quem enfrenta os maiores obstáculos.

Em termos relativos, a discriminação é ainda mais pronunciada na Ásia meridional e ocidental – área que abrange muitos países árabes, com quatro milhões de meninas que nunca receberão uma educação formal, face a quase um milhão de meninos.

A directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, alertou que nunca os objectivos de desenvolvimento sustentável nunca serão alcançados «se não conseguirmos vencer a discriminação e a pobreza que paralisam as vidas das meninas e das mulheres de geração em geração».

«Devemos trabalhar em todos os níveis, desde a base social até aos dirigentes mundiais, para fazer da igualdade e da integração os eixos de toda política, de modo que todas as meninas, sejam quais forem as suas circunstâncias, vão à escola, continuem a sua formação e possam tornar-se cidadãs emancipadas», destacou Bokova.

 

Diário Digital em 2 de março de 2016

Apresentação de “Miguel Sarapintas” em Felgueiras, na próxima sexta feira, dia 11

Março 7, 2016 às 3:51 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Sou o autor convidado para a Semana da Leitura do Agrupamento de Escolas D. Manuel de Faria e Sousa – 15 e 16 deste mês e 20 de abril.

Sou o autor deste ano convidado para a Semana da Leitura do Agrupamento de Escolas D. Manuel de Faria e Sousa, de Felgueiras. Visitarei todas as escolas do Agrupamento nos próximos dias 15 e 16 e no dia 20 de abril, para falar do livro “Miguel Sarapintas e o pinto de três patas” aos 578 alunos.
O Agrupamento está igualmente a organizar uma apresentação pública da obra para a próxima sexta feira, dia 11, pelas 21h00, no polivalente da EB 1 de Felgueiras (Escola de Moutelas), na Rua dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras. O evento é destinado a toda a comunidade escolar, pais, instituições e à comunidade em geral. A apresentação crítica literária estará a cargo de Rolando Costa, professor e adjunto do diretor do Agrupamento, e a abordagem sobre a violência escolar será orientada por Adriana Sampaio, psicóloga da instituição. A sessão cultural será animada por alunos dos estabelecimentos de ensino do Agrupamento.
A escolha do local da apresentação é duplamente simbólica para mim: foi nesta escola onde conclui, no ano letivo de 1973/74, a então “escola primária” e, onde, passados muitos anos (em 2010), testei o texto do livro antes da sua publicação, numa turma do então 2.º ano do 1.º Ciclo.

José Carlos Pereira

Concurso “Escola Alerta!” 2015/2016

Março 7, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As candidaturas estão abertas até ao dia 15 de abril de 2016

mais informações:

http://www.inr.pt/content/1/3914/escola-alerta

 

Pesquisadores da Harvard dão 5 dicas para criar crianças éticas e bondosas

Março 7, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.revistapazes.com de 21 de fevereiro de 2016.

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Seu objetivo é que seu filho seja um adulto bem sucedido e feliz no futuro? A orientação dos pesquisadores de Harvard é: ensine as crianças desde cedo a serem pessoas generosas e altruístas. Isso não é apenas a coisa certa a fazer, como também é fundamental para que eles desenvolvam relacionamentos saudáveis – uma das maiores fontes de felicidade dos seres humanos – e saibam interagir em sua vida pessoal e no trabalho. Sim, no mercado de trabalho! O sucesso depende mais do que nunca de saber colaborar com os outros e crianças empáticas e socialmente conscientes colaboram mais.

Aqui vão 6 dicas práticas para você plantar a sementinha do bem nos seus filhos:

1)Passe tempo com seus filhos

Esse é a base de tudo. As crianças aprendem a se importar e respeitar o próximo quando elas são tratadas com respeito e amor. Converse, faça perguntas, escute as respostas com interesse, planeje coisas legais para fazerem juntos, leia livros na hora de dormir. Uma criança que se sente amada já tem meio caminho andado.

2) Dê o exemplo

As crianças aprendem a ter comportamentos éticos e morais observando o comportamento dos pais e de outros adultos que elas respeitam. Preste atenção em você mesmo. Você está se comportando da maneira honesta, ética e generosa que você deseja ver nas crianças? Está sabendo resolver seus próprios conflitos com tranquilidade? Claro que ninguém é perfeito todo o tempo e por isso que é tão importante dar o exemplo também reconhecendo erros, sendo humilde e avaliando nosso próprio comportamento. Errou? Admita e busque melhorar.

3)Fale em alto e bom som que generosidade e valores éticos são importantes.

Apesar de muitos pais falarem que isso é uma prioridade muitas crianças não estão escutando. As crianças precisam escutar em alto e bom som que a felicidade dos outros é tão importante como a nossa, que a gente tem que fazer a coisa certa mesmo quando é mais difícil, que temos que honrar nossos compromissos, ser justos. Encoraje seus filhos a tomarem decisões sob a luz da ética e do respeito ao próximo.

4)Crie oportunidades para que as crianças pratiquem a gratidão.

 Gratidão é a palavra da vez para quem está buscando a felicidade. Vários estudos mostram que quem reconhece as coisas boas da sua vida é muito mais feliz. O músculo da gratidão tem que ser exercitado para ficar forte. Encoraje as crianças a expressarem gratidão: obrigada para aquela professora bacana, obrigada pelo ida no parquinho com a vovó, obrigada pela aquela comidinha especial, obrigada por ter me ajudado com o dever de casa.

5)Ensine-os a verem além do próprio mundinho.

A maioria das crianças se importa com sua família e com seus amigos. O grande desafio é fazer com que desenvolvam empatia em relação a alguém fora do seu círculo social, o aluno novo da classe, alguém que não fala a sua língua, o faxineiro da escola, alguém que mora em um país muito distante. Ajude o seu filho a dar o “zoom out” no mundo. Converse sobre notícias, sobre as dificuldades de pessoas que moram longe. Ou apenas converse sobre pessoas diferentes de vocês. Isso já ajuda as crianças a entenderem que o mundo é muito mais do que a gente pode ver – excelente capacidade para se desenvolver em uma realidade tão globalizada.

Esse texto é uma adaptação/tradução livre deste artigo no upworthy e deste no Washington Post. O estudo da Harvard citado no texto acima faz parte do projeto Making Care Commom, que tem como objetivo ajudar pais e educadores a ensinar ética e empatia para crianças. O site deles vale a visita!

O texto acima é uma tradução e adaptação do site “Tudo sobre minha mãe”, conforme créditos já inseridos no rodapé deste texto. Recomendamos, com carinho, que todos visitem o site!

O artigo original do Washington Post:

Are you raising nice kids? A Harvard psychologist gives 5 ways to raise them to be kind

 

 

 

 

 


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