T.A.L.E. (Training Activities for Legal Experts)

Março 4, 2016 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O IAC, em conjunto com outras cinco instituições europeias, é responsável pela implementação em seis países europeus do projeto T.A. L. E. (Training Activities for Legal Experts). O T.A.L.E. visa oferecer discussão prática e teórica a profissionais do Direito que representem ou acompanhem crianças e jovens a tribunal, na área dos instrumentos internacionais de promoção e proteção dos seus direitos, bem como a correta implementação das Diretrizes da Justiça Adaptada à Criança  (CoE CFJ Guidelines) a nível nacional. Deixamos aqui o primeiro número da Newsletter deste projeto europeu.

T.A.L.E. Newsletter n.º1

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Vídeo da Participação de Manuel Coutinho do IAC no programa “360” da RTP 3 sobre o homicídio do jovem em Portimão

Março 4, 2016 às 2:09 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Participação do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) no programa “360” da RTP 3  de 3 de março de 2016.

Visualizar o vídeo no link a partir do minuto 07,55 m:

http://www.rtp.pt/play/p2044/e226789/360/485744

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Participação de Dulce Rocha do IAC no programa “Sexta às 10” hoje a partir das 22.00 na RTP 3

Março 4, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Participação da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, no programa “Sexta às 10” hoje a partir das 22.00 na RTP 3.

Investigador defende mais tempo em família do que na escola

Março 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://lifestyle.sapo.pt/ de 19 de fevereiro de 2016.

José Coelho LUSA

O investigador Carlos Neto defendeu esta sexta-feira que as crianças já passam muito tempo na escola e que o importante é discutir um novo modelo de trabalho dos pais.

“As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus”, disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família.

Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza.

A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar “a escola a tempo inteiro” a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano.

“Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação”, afirmou, defendendo que sobra “muito pouco tempo para criar um equilíbrio” entre o que é espontâneo e o que é organizado.

“Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família”, indicou.

O que está em causa, sublinhou, é “uma repartição do tempo entre a família e a escola”, é a criança ter mais espaço natural com os amigos, “poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa”.

Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de “sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção”.

As atividades extracurriculares, frisou, “não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins”.

Cair, escorregar, equilibrar-se, são atividades que “devem fazer parte da adaptação ao mundo”, sustentou: “As crianças têm hoje super agendas, é preciso suavizar isso”.

Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. “É preciso audácia política para fazer isto”.

A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança.

“As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro”, lamentou.

De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente “excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas”, que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente.

“As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano”, alertou o investigador.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

 

 

Como se protegem as crianças?

Março 4, 2016 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Correio da Manhã de 28 de fevereiro de 2016.

correio da manha

Por Marta Martins Silva

Em Portugal existe um sistema em pirâmide mas há falta de técnicos para dar resposta a todos os casos.

Samira e Viviane já foram a enterrar. Tinham três anos, a mais velha, e 19 meses, a mais nova, e morreram afogadas, depois de levadas pela mão da mãe para o mar, na praia da Giribita, em Caxias, na segunda-feira 15 de fevereiro. Na sexta-feira da mesma semana, uma (outra) menina de cinco anos morreu na sequência de uma queda do 21º andar da torre de São Rafael no Parque das Nações, enquanto os pais – de nacionalidade chinesa – jogavam no Casino de Lisboa, a 350 metros de distância. Face a tão trágicos desfechos há perguntas que se impõem: teria sido possível fazer alguma coisa por aquelas crianças, salvá-las antes que a morte as engolisse, duas no mar e uma em terra? Como funciona um sistema que tem por dever zelar pelos direitos das crianças e que tantas vezes (vezes demais?) as desilude?

“Em Portugal é assim que funciona: devem ser a família e a comunidade a estarem atentas e quando alguma coisa se passa ligarem para a polícia, para as linhas de apoio. No segundo patamar aparecem todos os serviços que têm competência em infância e juventude, sejam as escolas, os centros de saúde, os hospitais, as forças policiais – todos têm o dever de perceber se uma criança está em risco” explica uma técnica social que trabalha na proteção de crianças e jovens.

Situações de risco

Como a criança que vai ao médico e não está no percentil certo porque a mãe não consegue comprar o leite: esta é uma criança em risco. Ou um miúdo que chega à escola com marcas de agressão e que convocando a família, esta não consegue dar uma explicação coerente ou nem sequer aparece quando convocada. “Nestas situações, e logo na hora, tem de ser acionada a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, o terceiro patamar da pirâmide. Quando não é risco e passa a ser perigo estas situações podem ser resolvidas no próprio dia. Ou seja, uma criança que chegou à escola com o olho rebentado deve ser encaminhada para o centro de saúde e daí para as instalações da comissão. Vamos tentar perceber o que está a acontecer com o consentimento dos pais, fazer o diagnóstico e aplicar uma medida se se confirmar a situação de perigo. A medida pode ser apoio junto dos pais, apoio junto de outro familiar, confiança a pessoa idónea, autonomia de vida, acolhimento institucional e em última instância adoção, esta só pode ser decretada pelo juiz. Se os pais não dão consentimento para se avaliar a situação, esta passa imediatamente para tribunal. Em setembro houve uma alteração à lei: quando há abuso sexual deixa de ser a comissão a ter o poder de avaliar, passa imediatamente para tribunal”, acrescenta a mesma fonte.

No caso da família de Samira e Viviane, a Procuradoria-Geral da República disse ao ‘Correio da Manhã’ que, em articulação com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, o Ministério Público de Oeiras requereu, em 2 de dezembro de 2015, a abertura do processo de “promoção e de proteção a favor das duas crianças”. Só que as meninas morreram dois meses e meio depois sem que ninguém as tenha conseguido salvar em nenhum dos patamares da pirâmide. “É como um problema oncológico, os meios de diagnóstico estão ali, os tratamentos também mas há pessoas que morrem. Aqui acontece e vai continuar a acontecer, como os meninos que a mãe matou em 2013. O tribunal decidiu que os miúdos ficavam com o pai e que os convívios com a mãe deviam ser supervisionados pela avó materna. Mas a mãe dela não conseguiu dizer que não à filha, achou que o tribunal é que estava errado e então deixou a filha ir buscar os meninos à escola, para supostamente irem lanchar, mas ela matou-se e matou as crianças. A prescrição estava correta mas não foi cumprida”, acrescenta a técnica, que considera que o sistema “é perfeito”, “os recursos para o aplicar é que não. Importava que houvesse pessoas sensibilizadas e especializadas nestas matérias para avaliar o grau de perigosidade. E devia haver técnicos suficientes. Rio de Mouro, Cacém, Amadora e Loures são áreas em que as equipas estão desfalcadas, tanto as comissões de proteção como as assessorias técnicas aos tribunais. Há técnicos com muitos casos, o que pode condicionar não terem o tempo para fazerem o diagnóstico ou para, depois de aplicada a medida, não terem tempo para perceber se esta está a surtir efeito”. Burocracia inimiga “Além de que somos pouco ouvidos, é uma profissão que se desvaloriza porque trabalha com os pobres e ninguém quer ouvir falar dos pobres, se trabalhasse com os bancos todos nos queriam ouvir. Não conseguimos salvar o mundo todo porque não temos mãos para chegar a todo o lado e as tragédias acontecem”, acusa Joaquina Madeira, presidente da Associação dos Profissionais de Serviço Social. Para o diretor do Refúgio Aboim-Ascenção, em Faro, “o tempo da criança não é o tempo da lei. Os casos abundam diariamente, não há acolhimento imediato para crianças a qualquer hora do dia ou da noite. O retardar de uma intervenção de retirada da criança ainda antes de esclarecer a realidade do perigo tem de ser prática em Portugal, como é na Inglaterra. Lá quando há suspeita de maus-tratos a uma criança, ela é retirada de imediato e só depois se investiga. Por isso não morrem. Aqui é o contrário: suspeita-se, mas não temos meios para, ou comunicarmos ao tribunal mas ficamos à espera. A burocracia instalada no sistema nacional de proteção é inimiga da segurança que esse mesmo sistema quer dar às nossas crianças”, acusa Luís Villas-Boas. Precisamente em Inglaterra, foi o assassinato de Victoria Climbié, uma menina de oito anos que morreu na sequência de maus-tratos e abusos sexuais da tia e do marido desta em 2000, que levou a alterações significativas nas políticas de proteção da infância naquele país. A morte de Victoria foi a grande responsável pela formação do Every Child Matters; a introdução da Lei da Criança de 2004 e pela criação de um banco de dados do governo para armazenar informações sobre todas as crianças. Depois de se chorar as mortes das meninas que o Estado não conseguiu salvar por cá, que se aprenda com as tragédias e se perceba o que está a falhar. Por todas que morrem cedo demais.

 

 

 

 

 

 

 

Festa do 5º aniversário da Ludobiblioteca Areia Guincho – 5 de março

Março 4, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/Ludobiblioteca.EB1JIAreia.Guincho

A arquitetura escolar e os modelos pedagógicas alternativos

Março 4, 2016 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Texto do http://uptokids.pt de 16 de fevereiro de 2016.

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A aprendizagem acontece em múltiplos espaços. De facto, as primeiras lições de vida ocorrem nas nossas casas, ao lado das nossas mães, em família; não em salas de aula. A educação também é definida pelo contexto onde ocorre. Aprende-se espontaneamente numa praça, no parque, em casa, etc., o que não quer dizer que muitas vezes não seja necessário um espaço desenhado especialmente para o aprendizado; estes propiciam experiências educativas.

A arquitetura escolar e os modelos pedagógicas alternativos

Não se trata de uma novidade: há mais de um século, pessoas como Maria Montessori, Rudolf Steiner e Loris Malaguzzi questionaram não só a forma de educar, como também o espaço onde se educa.

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É no século XX com o movimento Moderno que se transforma a maneira de ver o espaço escolar. Começa-se a pensar nas formas como o espaço favorece o crescimento, o desenvolvimento e a aprendizagem da criança. É então que se desenvolvem ideias como as de um ambiente que tenha maior contacto com o exterior (com o ar e o sol), maior transparência espacial, maior interação entre os ambientes de dentro e de fora. Começam assim as novas conquistas na arquitetura escolar, em termos sociais e espaciais.

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Maria Montessori, Rudolft Steiner e Loris Malaguzzi incluem nos seus estudos pedagógicos, de uma forma mais concreta, os aspectos relevantes da envolvente.

Maria Montessori propõe no seu método conhecer plenamente as crianças e respeitar o seu desenvolvimento, para que desta forma a educação acompanhe o processo natural da vida. Ao pensar no espaço neste sentido, sugere um ambiente preparado para a criança no qual deve haver elementos proporcionados à sua escala, que permitam dirigir a criança ao conhecimento. Os objetos não devem ser muitos, e sim a quantidade justa e necessária para a aprendizagem. Os elementos e suas formas devem ser simples; o espaço, fácil de manter limpo, sem elementos que se interponham ao fluir do ambiente; de tal forma, várias atividades devem poder ser realizadas simultaneamente.

O arquiteto Herman Hertzberger é um dos que, através do projeto “Escuela Apollo”, interpreta estas ideias do espaço nas teorias de Montessori. As salas de aula têm uns cubos amovíveis que são parte do piso mas ao mesmo tempo são parte do mobiliário da sala. Por sua vez, dá grande importância ao espaço comum onde crianças de todas as idades possam  encontrar-se para desenvolver atividades em conjunto e aprender umas com as outras.

Por outro lado temos Rudolf Steiner, pedagogo e arquiteto, fundador da pedagogia Waldorf, que propõe outra visão da educação baseada na procura da essência do ser humano através da criatividade, da arte, do movimento e do respeito pelos ciclos da vida. Em termos de especialidade, propõe a arquitetura baseada no seu estudo antroposófico. Isto é, a arquitetura orgânica relacionada com a natureza, na qual se utilizam materiais reciclados e acessíveis em cada contexto. Também se refere à possibilidade de adaptar a arquitetura às condições climáticas do ambiente sem utilizar elementos artificiais.

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Um aspecto importante na “particularidade” da pedagogia de Steiner prende-se à não utilização de linhas retas, o que se relaciona com a união da educação e o espiritual. O resultado é um ambiente desenhado segundo a escala dos estudantes, fabricado com materiais rudimentares e evitando tanto as novas tecnologias como as formas monótonas. Nestas escolas se dá muita relevância aos espaços ao ar livre, já que permitem o agrupamento e debate. Neste sentido, os espaços para a agricultura e práticas artísticas e desportivas adquirem um papel de destaque dentro do desenho arquitetónico desta pedagogia.

Finalmente temos a Loris Malaguzzi, quem desenvolveu a pedagogia de Reggio Emilia, fundada basicamente na ideia de que as crianças têm capacidades, potenciais, e interesse em construir a sua própria aprendizagem. Que se interessam naturalmente pelas interações sociais e em relacionar-se com tudo o que o ambiente lhes oferece. A proposta em termos de especialidade aponta que as escolas possuam zonas contíguas, oficinas de arte ou atelies com grande quantidade de materiais e recursos para todas as crianças: uma aula de música; uma área para o desenvolvimento motor, expressivo e criativo do corpo; espaços verdes para a utilização da envolvente (cidade, campo, montanha, etc.) como elemento didático. Dentro da sala de aula, as paredes costumam ser brancas, o que transfere à criança paz em seus processos de aprendizado. Por sua vez, estão previstas para a realização de exposições curtas ou permanentes das crianças e familiares.

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Estes pensadores permitiram abrir um novo caminho ao desenho do espaço escolar. Hoje em dia podemos encontrar uma grande variedade de projetos arquitetónicos desta índole, baseados em muitas das teorias pedagógicas inovadoras que buscam construir escolas que transformem o espaço onde ocorre o milagre da educação. Por exemplo, na Suécia, as escolas “Vittra”: simplesmente, escolas sem aulas, com ambientes que facilitam e permitem a aprendizagem plena na sua forma natural.

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Outro exemplo são as escolas do arquiteto Giancarlo Mazzanti na Colômbia, que refletem uma arquitetura pensada e realizada para as crianças.

O mundo continua em mudança… A forma de comunicarmos, de aprendermos, de nos movermos evoluem… A educação não fica atrás. Responde a este movimento contínuo de transformações. A arquitetura tem de acompanhar; gerar espaços propícios para a educação, espaços capazes de transmitir emoções, capazes de gerar sentimentos de pertença de forma a facilitar e possibilitar uma aprendizagem mais simples e mais natural para as crianças.

Por Sabine Beyer, para Reevo, publicado no Archdaily Brasil

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O artigo original do site http://www.archdaily.com.br/br é o seguinte:

Uma Introdução à Arquitetura nas Pedagogias Alternativas

 

 

 


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