Crise dos refugiados: Milhares de crianças nas mãos de redes criminosas

Fevereiro 29, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 25 de fevereiro de 2016.

São um alvo fácil para as redes de tráfico de pessoas. Chegam aos milhares, muitas sozinhas, enviadas pelos pais para fugir à guerra. As crianças que chegam à Europa nos grupos de refugiados estão no centro das preocupações das autoridades.

No final do mês de janeiro a Europol divulgou que mais de 10.000 crianças migrantes não acompanhadas desapareceram no continente europeu. A agência de polícia europeia teme que muitas delas tenham caído nas mãos de redes criminosas e estejam a ser exploradas, incluindo sexualmente.

Jelena Hrnjak, porta-voz de uma organização não governamental da Sérvia de combate ao tráfico humano, a ATINA, explica que as crianças “não têm dinheiro para pagar a viagem, por isso prometem aos traficantes que pagam depois de chegar ao país de destino. Ficam com uma dívida, ficam obrigados a pagá-la e ninguém sabe muito bem como.”

De acordo com a Unicef, as crianças representam 40% do total de migrantes que chegam à Europa. Das cerca de 62 mil pessoas que entraram na Grécia, só em janeiro deste ano, uma em cada três era uma criança não acompanhada.

 

 

The Conference of INGOs will submit a written contribution to the debate and it needs your input

Fevereiro 29, 2016 às 2:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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The Committee of Ministers of the CoE is holding a thematic debate on “Rising extremism, radicalisation and xenophobia in the fight against terrorism: Building inclusive societies as a cure / The need for collective action” on 15 March 2016.

The Conference of INGOs will submit a written contribution to the debate and it needs your input. What are the challenges facing your NGO in its actions to impede extremism and xenophobia? Inclusion is at the centre of the political agendas of international bodies, do you see this as an opportunity for your NGO? Have you noticed that your actions are seen in a more favourable light by national and international donors? Write to us, make your vice heard ! https://go.coe.int/Q5UYF

Filme Photomaton – Retratos de João dos Santos, disponível no site joaodossantos.net

Fevereiro 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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visualizar o filme no link:

https://joaodossantos.files.wordpress.com/2016/02/photomaton-mp41.mp4

Photomaton – Retratos de João dos Santos, filme de Tiago Pereira e Sofia Ponte, sobre o Drº João dos Santos, Sócio n.º 1 do Instituto de Apoio à Criança.

“O filme documenta aspectos da vida de João dos Santos (1913-1987) que contribuem para uma reflexão sobre a contemporaneidade do seu pensamento. Médico, psiquiatra de formação, foi pioneiro na organização da saúde mental infantil em Portugal. A sua vasta cultura e activa intervenção cívica polarizaram à sua volta um vasto conjunto de discípulos e intelectuais de várias formações.”

 

Alta mortalidade por câncer em crianças nos países pobres

Fevereiro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.swissinfo.ch/por/ de 15 de fevereiro de 2016.

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Muitas crianças morrem em decorrência de câncer nos países mais pobres por falta de acesso aos tratamentos, lamentou nesta segunda-feira o Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC) – por ocasião do dia mundial do câncer infantil.

“O câncer é raro nas crianças. Nos países desenvolvidos, ele representa menos de 1% do total dos cânceres. Mas nos países com baixa renda, onde as crianças podem representar até metade da população, a proporção do câncer pediátrico pode ser cinco vezes mais alta”, ressaltou o CIRC em comunicado.

“A proporção de crianças que morrem de um câncer nos países mais pobres é inaceitável quando sabemos o que podemos fazer a esse respeito (como taxa de sobrevida) nos países ricos graças ao acesso aos tratamentos”, comentou o médico Christopher Wild, diretor do CIRC.

Embora a taxa de sobrevivência seja de cerca de 80% nos países ricos, chega semente a 10% em alguns outros países, segundo o CIRC, ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o CIRC, “o câncer pediátrico é um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento” e salientou a necessidade de alocar mais recursos para melhorar o diagnóstico, tratamento e infra-estrutura.

Cerca de 215.000 crianças menores de 15 anos e 85.000 de 15 a 19 anos são diagnosticadas com câncer todos os anos no mundo, um número muito mais alto do que o previsto, segundo novas estimativas baseadas em dados coletados pelos registros de 68 países entre 2001 e 2010.

Inúmeros cânceres podem ser tratados, mas a doença continua sendo uma grande causa de mortalidade com cerca de 80.000 óbitos no mundo.

Quase metade dos cânceres infantis são leucemias ou linfomas, seguidos dos tumores do sistema nervoso central.

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 mais informações na notícia da OMS:

International Childhood Cancer Day: 15 February 2016

 

 

Os TPC já passaram à história no Agrupamento de Escolas de Carcavelos

Fevereiro 29, 2016 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 13 de fevereiro de 2016.

Rui Gaudêncio

Clara Viana

No agrupamento do concelho de Cascais têm sido várias as medidas adoptadas contra a corrente e os resultados no ensino básico estão a melhorar.

Luís e Ana têm 11 anos, são da mesma turma do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, no concelho de Cascais, e ambos evitam a resposta mais óbvia quando o PÚBLICO lhes pergunta se estão contentes por já não terem trabalhos para casa.

É a novidade deste ano lectivo do agrupamento liderado por Adelino Calado, que se tem distinguido por outras medidas contra a corrente como a de permitir o uso de telemóveis na sala de aula, desde que sejam utilizados como instrumentos de trabalho. Ou ter acabado com o toque da campainha para assinalar o princípio e o fim dos intervalos. Ou ainda a de ter alterado os critérios de transição nos anos intermédios do 2.º e 3.º ciclo, de forma a garantir que os estudantes possam passar de ano independentemente do número de negativas, se o Conselho de Turma considerar que essa é “a melhor opção no sentido da formação do aluno”.

A decisão de pôr fim aos célebres TPC foi adoptada pelo Conselho Pedagógico, que optou por aplicar esta medida a todos os ciclos de escolaridade e não apenas, numa fase experimental, ao 1.º ciclo, como proposto inicialmente pela direcção. Luís e Ana estão no 6.º ano e torcem o nariz a esta decisão. “Acho que deviam continuar a existir alguns trabalhos para casa”, defende o rapaz. “Os trabalhos para casa ajudam a estudar e a ver se percebemos ou não o que foi dado nas aulas”, corrobora a rapariga. Mas ambos afirmam que, mesmo sem TPC, continuam a estudar em casa.

É o que Adelino Calado espera, aliás, que aconteça. “É evidente que o estudo em casa é necessário, mas não queremos que seja associado a uma obrigação ou a um castigo, como muitas vezes acontece. O nosso objectivo é o de promover o trabalho autónomo dos alunos para que consolidem as aprendizagens obtidas na escola”, especifica. Mas para tal, acrescenta, é necessário que estas se “tornem significativas” para os alunos e os “professores têm de encontrar formas de o fazer”. “Tem sido muito difícil”, comenta.

Luís Guerreiro, coordenador da disciplina de Matemática do 6.º ano, confirma. “Sugiro sempre exercícios que possam realizar em casa, mas depois não posso controlar se os fizeram ou não, nem corrigi-los, porque não existem trabalhos para casa e os pais foram informados disso e podem reclamar”, afirma.

Já se sabe que em Matemática, mais ainda do que noutras disciplinas, “o que é trabalhado nas aulas não chega”. Para os alunos do 6.º ano, como o Luís e a Ana, o Agrupamento de Escolas de Carcavelos tem contado, neste ano lectivo, com a ajuda de uma plataforma online, a Mathvolution (ver caixa), que foi desenvolvida em colaboração com professores e alunos e que tem sido um “sucesso” entre estes. “Temos 225 alunos no 6.º ano e desde o início do ano lectivo já realizaram, em casa, cerca de 20 mil exercícios na plataforma”, descreve Luís Guerreiro, que confessa ter ficado “surpreendido” com a adesão.

Pessoas mais autónomas

“Ter mais trabalhos para casa não significa melhores resultados”, defende Adelino Calado, que dá este exemplo: “No 1.º ciclo, mais de 90% dos TPC são feitos pelos pais dos alunos”. Foi a pensar, sobretudo, nestes alunos mais novos que a direcção propôs acabar com os TPC, porque muitos deles, conta o director, chegam a estar na escola quase 10 horas e depois chegavam a casa e ainda tinham de continuar a trabalhar. “Ficavam sem tempo para mais nada”, constata. Em vez dos TPC, os alunos do 1.º ciclo têm agora cadernos de trabalho onde vão registando o que consideram ser mais interessante e que são vistos, no final de cada mês, pelos seus professores. “Tentamos valorizar muito este trabalho, atribuindo-lhes por exemplo um diploma”, descreve Adelino Calado, frisando que está é apenas uma das estratégias que estão a ser seguidas com o fim de se “responsabilizar os alunos pelo seu próprio trabalho, tornando-os assim pessoas mais autónomas”.

Para já um dos principais obstáculos tem sido a tradição, revela o responsável do agrupamento. “Tantos pais como alunos estão habituados a considerar que os professores que não passam trabalhos para casa não são competentes”, diz.

Para o director, este é mais um passo do caminho que iniciou em 2003, quando assumiu a direcção da Escola Secundária de Carcavelos, actualmente a sede do agrupamento, que era então uma das escolas com piores resultados do concelho de Cascais e com taxas de retenção que quase chegavam aos 50%.

“O desafio que nos colocámos foi o de tentar encontrar as melhores soluções para resolver os problemas de aprendizagem que levavam à retenção, que não estava a funcionar porque os alunos repetiam mais do que uma vez e depois muitos desapareciam do sistema”, lembra. A aposta resultou no ensino básico, onde a percentagem de chumbos é agora residual, mas não ainda no secundário, que continua com taxas de retenção muito elevadas.

O agrupamento, com cerca de 2500 alunos da pré-escolar ao 12.º ano,  passou também a estar bem colocado nos rankings elaborados com base nas notas dos exames. Adelino Calado dá conta de que a melhoria do desempenho dos alunos tem passado sobretudo por lhes garantir mais apoios e pela diversificação de ofertas de formação, embora a esmagadora maioria dos alunos do agrupamento continuem a frequentar o ensino regular.

MATHVOLUTION plataforma online para alunos de 6º ano e tutores (pais, professores e explicadores)

http://www.mathvolution.com/

 

World report on child labour 2015: Paving the way to decent work for young people

Fevereiro 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório no link:

http://www.ilo.org/ipec/Informationresources/WCMS_358969/lang–en/index.htm

The Report presents empirical evidence of how child labour combined with limited education can lead to increased youth vulnerability and greater difficulties in transiting to good jobs. This evidence includes results from the ILO School-to-Work Transition Survey (SWTS) programme, an unprecedented data collection effort allowing the analysis of the trajectories followed by youth to enter the world of work in a total of 28 low- and middle-income countries around the world. The Report also reviews evidence of how the child labour-youth employment link can operate in the opposite direction, i.e., of how the difficulties faced by youth in the labour market can make personal investment in education less attractive as an alternative to child labour earlier in the lifecycle.


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