IV Encontro da CPCJ da Povoação “Saúde Mental na Infância e Adolescência”

Fevereiro 26, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Povoação vai realizar no dia 04 de março de 2016, no Auditório Municipal da Povoação, o IV Encontro da C.P.C.J. da Povoação “Saúde Mental na Infância e Adolescência”. O objetivo do evento prende-se com a necessidade de proporcionar formação atualizada para os técnicos, bem como para estudantes, de forma a refletir sobre as problemáticas sociais que consideramos da atualidade e com maior incidência na nossa sociedade.
Para qualquer informação adicional, não hesite em contactar-nos através do telefone 296 55 99 68 ou correio electrónico cpcjp@hotmail.com

https://www.facebook.com/CPCJ-da-Povoa%C3%A7%C3%A3o-728634803909633/?fref=nf

Tragédia em Caxias mostra “todo o sistema a falhar” – Entrevista de Dulce Rocha do IAC à Rádio Renascença

Fevereiro 26, 2016 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança à Rádio Renascença no dia 17 de fevereiro de 2016.

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A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança diz à Renascença que têm de ser apuradas responsabilidades no caso da mulher suspeita de se ter lançado ao Tejo com duas filhas. O diagnóstico de depressão terá falhado, afirma Dulce Rocha.

Pode ter havido falha do diagnóstico de depressão da mulher que foi detida, esta quarta-feira, por suspeita de homicídio das suas duas filhas menores, numa praia em Caxias, Oeiras. A antiga procuradora Dulce Rocha, actual vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, lamenta que os técnicos que acompanharam a família não se tenham apercebido do grau de depressão de que a mulher, de 37 anos, provavelmente sofria.

“É todo o sistema a falhar, não é só um serviço que falha aqui provavelmente não houve um diagnóstico, não se aperceberam da gravidade da situação”, afirma Dulce Rocha à Renascença.

A família estava a ser acompanhada desde que a mulher fez uma denúncia por abusos sexuais das meninas e violência doméstica, por parte do pai das vítimas. Falando antes de se ter confirmado a detenção, Dulce Rocha explicou à Renascença que tudo indica que a mulher devia ter sido submetida a cuidados psiquiátricos.

“Tem muito a ver com a rede de saúde mental que temos em Portugal, porque os funcionários do Ministério Público não são psiquiatras e provavelmente não se aperceberam da gravidade da situação. Provavelmente naquele caso devia-se ter encaminhado para a saúde mental e a saúde mental ter meios para socorrer esta senhora. Estas situações são muitas vezes desvalorizadas e que não há recursos”, lamenta Dulce Rocha.

Em questão está também a forma como os técnicos abordam as situações, podendo alarmar os pais, o que pode ser contraproducente. “Tem de haver todo um conjunto de soluções para acolher estas crianças, sem ser uma retirada das crianças à mãe que ela tenha a sensação de ser definitiva. Caso contrário vai dizendo que não está tão mal assim, ela própria esconde a sua depressão para que não lhe sejam retirados os filhos, diz.

“Tem de haver uma consciencialização, por parte dos serviços, de que estas pessoas têm de ser tratadas com muita humanidade, com muita compaixão”, avisa a dirigente do Instituto de Apoio à Criança.

Uma criança de 19 meses morreu e outra de quatro anos está desaparecida desde segunda-feira à noite. O alerta foi dado por uma testemunha que viu uma mulher sair da água na praia de Caxias, em pânico, em avançado estado de hipotermia e a afirmar que as suas duas filhas estavam dentro de água.

A criança de 19 meses foi resgatada e alvo de tentativa de reanimação, mas sem sucesso.

O gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República disse à Renascença que o pai das crianças está indiciado por violência doméstica e suspeita de abusos sobre as meninas.

 

 

 

Crianças podem ficar sozinhas em casa a partir de que idade? Depende

Fevereiro 26, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 20 de fevereiro de 2016.

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Alexandra Campos

Pediatras dizem que antes dos 12 anos é complicado. Outros especialistas preferem não falar de idades.

Primeiro, o óbvio: uma criança com cinco anos não pode ser deixada sozinha em casa. Depois, a pergunta com que muitos pais se vão confrontando à medida que os seus filhos crescem: a partir de quando é que começa a ser seguro para um menor permanecer em casa sem a presença de adultos? Os especialistas preferem não estabelecer uma idade. Mas, enquanto há alguns que acreditam que este tipo de experiência pode iniciar-se, de forma gradual e controlada, a partir de idades mais precoces, há outros que atiram o princípio deste processo de autonomização para mais tarde, os 12 anos.

A pediatra Maria do Céu Machado não tem dúvidas: antes dos 12 anos, não se deve deixar uma criança sozinha em casa. “Mesmo aos 12 anos, tem de ser um miúdo com maturidade”, enfatiza a ex-Alta Comissária da Saúde que lembra que até há países, como a Holanda, onde este tipo de situação “é razão para retirar as crianças aos pais”. O pediatra Mário Cordeiro, num recente artigo sobre o tema na revista Pais e Filhos, também defende que “idealmente, nenhuma criança ou adolescente com menos de 12-14 anos deveria ficar nesta situação”. Mas a realidade é diferente, concede: “Ficar sozinho em casa é, provavelmente, uma necessidade incontornável para muitas crianças e adolescentes”.

Uma idade? Para o sociólogo Manuel Sarmento, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, esta questão “não é susceptível de ser definida do ponto de vista etário”. Ainda que na realidade haja crianças “entregues a si próprias”,  por vezes “aos seis anos”, “devemos pensar que estamos a trabalhar num cenário de uma sociedade organizada em que se supõe que existe uma vulnerabilidade na infância que determina a existência de pais, de cuidadores”. De resto, nota, deixar ou não uma criança sozinha em casa “depende da própria criança, do contexto em que está inserida, do seu grau de autonomia”.

“Não sei se alguém se atreve a definir uma idade. Eu não”, atira Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). Lembrando que esta é “uma questão muito complicada, porque depende da criança, da sua experiência e maturidade, da família, do sítio onde vive”, Sandra Nascimento defende mesmo que é “bom que não haja nada escrito, preto no branco, sobre isto”. “Esta pode ser uma armadilha para as crianças e pais”, justifica.

Para a presidente da APSI, o que é importante é garantir que, antes de ficarem sozinhas em casa, as crianças comecem “a ser preparadas para isso, a ser ensinadas a reconhecer os perigos”, a saber o que fazer. “Por exemplo, aos seis, sete anos, gostam de fazer experiências com fósforos. É preciso definir regras, explicar que só o podem fazer na presença dos pais. Este deve ser um processo gradual”, acrecenta.

“Uma criança com cinco anos, sozinha, num 21.º andar? É desesperante!”, começa por observar Helena Cardoso Menezes, ex-presidente da APSI. Esta especialista em saúde pediátrica acredita que será possível avançar com experiências de autonomização  “entre os oito e os 12 anos”, mas por períodos curtos e de forma controlada, e sempre tendo em conta que a decisão “depende das circunstâncias, da personalidade da criança, do facto de haver ou não vizinhos avisados”.

A mais velha de quatro irmãos, de quem começou a tomar conta aos 11 anos, Helena Menezes lembra que há países em que as crianças começam, por exemplo, a ir sozinhas para a escola bem cedo, “aos seis, sete anos”, mas “são países em que o planeamento urbano está bem pensado”. Actualmente os pais são mais protectores, nota a especialista, que aproveita para alertar para outro tipo de problema: “a falta de autonomia dos miúdos portugueses”. “Por vezes são tratados como incapazes”, lamenta.

De resto, do ponto de vista da legislação nacional, não há qualquer norma que estipule idades a partir das quais as crianças ou jovens podem ou não ser deixadas sozinhas em casa. O que o Código Civil diz é que “o dever de vigilância é uma das responsabilidades parentais” e esta, em teoria, deve ser exercida até à maioridade, explica Cristina Dias, da Escola de Direito da Universidade do Minho. Mas aqui há, nota, “o princípio de bom senso”. “Só os pais podem aferir o grau de maturidade da criança e jovem”, frisa.

O psicólogo forense Carlos Poiares também destaca o dever de vigilância previsto no Código Civil e nota igualmente que a decisão sobre a idade a partir da qual se pode deixar sózinho em casa um menor é “uma questão de bom senso”.

 

 

 

Leva crianças no carro e fuma? Em Itália isso pode custar-lhe €500 de multa

Fevereiro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 4 de fevereiro de 2016.

SHAILESH ANDRADE  REUTERS

Parlamento italiano combate os “maus fumadores” em nome do ambiente e da saúde pública. Há multas pesadas previstas para diversos casos.

Há uma polémica acesa em Itália, depois de Parlamento ter aprovado um pacote de medidas de combate aos fumadores indisciplinados. Estes poderão enfrentar multas até 500 euros, punições apertadas que visam diminuir um grave problema da saúde pública italiana.

As novas leis proíbem, por exemplo, que se fume em espaços públicos fechados – escritórios, cafés, cinemas ou instalações médicas. Fumar no carro com crianças ou perto de grávidas passa a ser também alvo de sanção.

Atirar beatas para o chão também é proibido nas cidades italianas, como parte de uma lei separada de combate ao lixo na via pública. Já quem vender tabaco a menores ficará sem licença.

A este combate aos “maus fumadores” junta-se um investimento de 35 milhões de euros na diminuição da extrema poluição do ar que atormenta as grandes cidades italianas – em algumas, até as tradicionais pizzarias foram afetadas, deixando de ser feitas em fornos de lenha para ajudar no combate. Só em Roma são fumados 11 milhões de cigarros por dia, o que se traduz em custos avultados para a poluição e limpeza das ruas da cidade.

As medidas têm inspiração nas leis comunitárias de combate ao tabagismo e, inclusive, vão mais longe do que as aplicadas em Portugal, onde há exceções à norma que proíbe o fumo em espaços públicos.

Os números indicam a existência de 10,3 milhões de fumadores em Itália, perto de 19% da população. Estima-se que ocorram no país entre 700 a 800 mil mortes por ano ligadas ao excessivo consumo de tabaco.

 

 

 

“NÃO É AUTISMO, É IPAD”

Fevereiro 26, 2016 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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texto do site  http://www.contioutra.com de 4 de março de 2015.

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A fonoaudióloga Maria Lúcia Novaes Menezes está preocupada com um fenômeno que tem percebido nos últimos tempos: o aumento do número de crianças muito novas – de dois ou três anos – usando tablets.

Profissional com mais de 30 anos de experiência, a doutora tem atendido, em seu consultório no Rio de Janeiro, inúmeros casos em que os pais chegam a suspeitar que os filhos são autistas, sem perceber que o uso prolongado de tablets, joguinhos eletrônicos e celulares é que está dificultando o desenvolvimento da comunicação das crianças.

Fiz uma breve entrevista com a doutora Maria Lúcia Novaes Menezes. Aqui vai a conversa:

A senhora disse estar assustada com o número de pais que deixam filhos pequenos – crianças de dois ou três anos – usarem tablets. Isso tem aumentado nos últimos tempos?

A cada ano percebe-se que aumenta o número de crianças com menos de três anos de idade fazendo uso de tablets. Podemos observar, nos shoppings, bebês com tablets pendurados nos carrinhos. Isso tem prejudicado o desenvolvimento da linguagem e, principalmente, da socialização.

Quais as consequências que a senhora tem percebido nas crianças?

Se considerarmos que, nos primeiros três anos de vida da criança o desenvolvimento da cognição social se dá através do desenvolvimento da intersubjetividade, ou seja, que as diferentes fases da interação da criança com seus pais e cuidadores se dão através de compartilhar experiências e do olhar da criança para o outro, a utilização do tablet impede estas ações.

O tablet, utilizado por longo tempo, retira do contexto da criança esse contato fundamental para a socialização, causando um prejuízo no desenvolvimento das habilidades humanas que dependem da socialização, do envolvimento com o outro, prejudicando o desenvolvimento da socialização e do aprendizado que depende de experiências com o mundo à sua volta.

A senhora mencionou que alguns pais a procuram para tratar de supostos problemas de comunicação das crianças, sem perceber que o uso do tablet é uma das principais razões para isso.

O que tenho observado, principalmente no último ano de clínica, é que o uso do tablet e outros eletrônicos está cada vez mais tomando o lugar da interação entre as crianças e seus pais e o brincar no contexto familiar. Os pais passam muito tempo no trabalho, chegam em casa cansados e, quando os filhos querem assistir desenhos e joguinhos no tablet, eles liberam, em vez de tentar conversar ou brincar.

Como conseqüência, se a criança tem alguma dificuldade para adquirir a linguagem e a socialização, essa pouca comunicação com os pais poderá desencadear esse déficit. Talvez, em um contexto familiar onde fosse mais estimulado a se comunicar e brincar, essa dificuldade não aparecesse de forma tão acentuada. Essa hipótese surgiu da minha prática clínica, onde na entrevista com os pais eles relatam o uso de tablets, jogos no celular e DVD. Tem acontecido com freqüência que a observação dos pais da forma que interagimos e brincamos com a criança no set terapêutico e como, aos poucos, seu filho vai começando ou expandindo a sua comunicação e o interesse em brincar, eles mudam a dinâmica com seus filhos no contexto familiar, a comunicação verbal e social da criança começa a expandir, os pais ficam mais tranquilos e mais próximos dos filhos, e a criança, tendo a companhia do pai ou da mãe, passa a se interessar mais pelos brinquedos e em brincar e diminui o interesse pelo tablet, DVDs e joguinhos nos celular.

A senhora mencionou casos em que os pais suspeitavam ter um filho autista, mas o problema da criança se resumia a uso prolongado de novas tecnologias.

No ano de 2014 atendi crianças com idade em torno de dois anos, trazidas com queixa de comunicação social e desenvolvimento da fala, os pais suspeitando de autismo. Mas, ao mudar a dinâmica familiar, essas crianças apresentaram uma mudança muito grande na sua comunicação social e verbal.

O que os pais devem fazer para evitar problemas desse tipo, numa época em que os tablets estão em todos os lugares?

Sei que é difícil ir contra o sistema e penso que a criança deve ser cobrada pelos amiguinhos para ter e usar um tablet. O que talvez auxiliasse a romper com o hábito dos joguinhos eletrônicos e tablets seria restringir ao máximo possível o uso do tablet. Talvez a melhor forma de se conseguir é dando mais atenção ao filho através de conversas, do brincar, e utilizar mais jogos não eletrônicos e mais interativos.

Currículo de Maria Lúcia Novaes Menezes

Fonoaudióloga formada em 1984 pela Faculdades Integradas Estácio de Sá, mestre em Distúrbios da Comunicação, em 1993, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com cursos na New York University reconhecidos e creditados neste mestrado e doutora em Saúde da Criança e da Mulher pela Fundação Oswaldo Cruz (2003). Aposentada da FIOCRUZ em 2014, mas ainda permanecendo como orientadora do projeto de pesquisa do Ambulatório de Fonoaudiologia Especializado em Linguagem / AFEL. Atua como fonoaudióloga na clínica em avaliação e diagnóstico dos distúrbios da linguagem e orientação aos pais. Autora da escala de Avaliação do Desenvolvimento da Linguagem, idealizado, padronizado e validado no Brasil para avaliar o desenvolvimento da linguagem da criança brasileira.

Fonte indicada: André Barcinsk

Ler mais: http://www.contioutra.com/nao-e-autismo-e-ipad/#ixzz40FkzQAG6

 

 

 


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