Conheça os perigos do “sexting” e a forma de os evitar

Fevereiro 20, 2016 às 6:07 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://lifestyle.sapo.pt

sapo

Nos últimos anos, o termo “sexting” espalhou-se rapidamente entre os adolescentes e jovens de todo o mundo. Este perigoso fenómeno, que consiste em trocar dados íntimos, seja na forma de mensagem de texto, fotografias ou vídeos através de aplicações como o WhatsApp, Viber, Snapchat ou Skype, pode ter graves consequências para os seus utilizadores.

Os canais de comunicação de hoje em dia permitem um rápido intercâmbio de imagens ou vídeos, fazendo com que muitos destes dados percam a sua privacidade e, inclusive, cheguem às mãos de estranhos. Aliás, muitas das vítimas não têm consciência de que essa informação íntima pode ser desviada sem o seu consentimento, arriscando-se a que seja exposta e até mesmo publicada em páginas web pornográficas. Além disso, no pior cenário, esses conteúdos podem ser utilizados por cibercriminosos para chantagear as vítimas.

Uma das consequências mais graves do “sexting” é os adolescentes acabarem por ser vítimas de bullying por parte dos seus pares. Segundo um estudo recente da Kaspersky Lab, o assédio online é a maior preocupação para 36% dos pais. Além disso, metade deles acredita que as ameaças online aos mais jovens estão a aumentar e 31% pensa que não tem qualquer controlo sobre o que os seus filhos fazem na Internet.

De acordo com Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab Iberia, “embora os pais tenham conhecimentos sobre a Internet e possam orientar os seus filhos, o comportamento dos adultos neste mundo é sempre diferente do dos mais novos e muitas vezes imprevisível. O problema não é a diferença de aptidões tecnológicas entre as gerações, mas a falta de conhecimento dos pais sobre a forma como os seus filos usam a tecnologia, sejam redes sociais ou serviços de mensagens instantâneas”.

Eis alguns conselhos sobre como evitar as graves consequências do “sexting”:

  1. Não partilhe fotografias íntimas. Muito menos com estranhos, mesmo que insistam para que o faça.
  2. Não envie conteúdos privados para atrair a atenção da pessoa de quem gosta. Se não for recíproco, essa pessoa pode acabar por divulgar a suas mensagens só por divertimento.
  3. Não use o “sexting” como forma de pregar partidas ou de fazer piada. Este é um assunto sério, que lhe pode trazer muitos problemas.
  4. Não publique fotos íntimas nas redes sociais. Há sempre alguém disposto a usá-las contra si.
  5. Instale uma solução de segurança capaz o/a proteger contra estes perigos, como o Safe Kids da Kaspersky Lab.

Mas o que fazer se estes conteúdos forem tornados públicos? Aqui ficam cinco passos que deve seguir:

1. Não comente as imagens ou vídeos publicados nas redes sociais. Evitará, assim, atrair ainda mais atenção.

2.É possível minimizar as consequências negativas publicando conteúdos positivos nas redes sociais. A melhor forma de fazer frente a esta situação é ignorar todos os comentários que tenham a ver com o incidente.

3. Independentemente da plataforma onde se publicaram estes conteúdos íntimos, recomendamos que alerte o administrador do espaço para o informar que essas imagens ou vídeos foram publicados sem o seu consentimento. Neste caso, a plataforma é obrigada a eliminá-los.

4. Se estas recomendações não forem suficientes, o melhor é contactar um advogado e informar-se acerca da legislação em matéria de proteção de dados pessoais e distribuição de pornografia infantil.

5. Denunciar o delito aos organismos pertinentes, nomeadamente à Polícia Judiciária e Polícia de Segurança Pública (PSP).

 

 

Estudo da Universidade de Roma prova que ler deixa as pessoas mais felizes

Fevereiro 20, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://diariodigital.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Consultar os resultados do estudo mencionado na notícia no link:

http://www.fep-fee.eu/The-Happiness-of-Reading

ler260116

É senso comum dizer que ler faz bem, que proporciona aos leitores inúmeros benefícios intangíveis. No entanto, é difícil encontrarmos estudos que comprovem essas teses. Ou era difícil. Investigadores da Universidade de Roma 3, em Itália, realizaram um trabalho com cerca de 1.100 pessoas para encontrar a resposta para duas questões: «Quem lê livros é mais feliz do que quem não lê?» e «A leitura melhora o nosso bem-estar»? A conclusão, apresentada no artigo «The Happiness of Reading», é bastante clara: os leitores são mais felizes e encaram a vida de forma mais positiva que os não leitores.

A pesquisa é dividida em tópicos e o primeiro deles aponta que quem lê é mais feliz do que quem não lê. Para chegar a tal conclusão, utilizaram a escala proposta pelo sociólogo holandês Ruut Veenhoven, que mensura o grau de felicidade das pessoas entre 1 e 10.

Os leitores tiveram uma pontuação 7,44, enquanto os não leitores, 7,21, diferença tida como significativa pelos pesquisadores.

Como uma outra forma de mensurar a felicidade, também usaram a escala de Cantril – conhecida como a de Bem-estar Subjectivo -, na qual os leitores ficaram com 7,12 e os não leitores, 6,29, numa métrica igual a de Veenhoven.

Já com a escala de Diener e Biswas, que vai de 6 a 30, os pesquisadores puderam analisar a diferença na maneira que leitores e não leitores vivenciam sensações positivas e negativas. Quem lê tem uma percepção maior de emoções como felicidade e contentamento (21,69 X 20,93), enquanto quem não lê sente mais sensações como tristeza e fúria (17,47 X 16,48).

Por fim, os académicos também constataram que os leitores são pessoas mais satisfeitas com a forma como usam o seu tempo livre, que a leitura é o que há de mais importante nas horas de ócio e que, no entanto, ler é apenas a quarta actividade que mais realizam enquanto não estão a trabalhar, ficando atrás de praticar desportos, ouvir música e ir a eventos culturais como exposições, teatro ou cinema.

Ou seja, ler torna-nos realmente humanos melhores.

 

 

 


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