Crianças (0 aos 8 anos) e Tecnologias Digitais

Fevereiro 17, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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estudo

descarregar o documento no link:

http://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/19160

Este estudo tem como objetivo explorar o envolvimento de crianças, com menos de 8 anos de idade, e das suas famílias com as tecnologias digitais. Mais concretamente, as questões de investigação deste estudo exploram a dinâmica entre pais e filhos, e também entre as utilizações e as perceções de crianças e pais rela-tivamente à utilização destes dispositivos, a fim de identificar as atividades digitais e práticas, e também os benefícios e riscos associados. Este relatório nacional português é parte de um estudo-piloto europeu de uma escala mais ampla, que no ano de 2015 envolveu 18 países (Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Letónia, Portugal, Roménia, Eslovénia, Espanha , Países Baixos, Reino Unido). Em cada país, a amostra incluiu 10 famílias com crianças com 6 ou 7 anos de idade, que frequentavam o 1º ou 2º ano de escolaridade do 1º Ciclo do Ensino Básico e que utilizavam, pelo menos uma vez por semana, um dispositivo digital. Foi utilizada uma metodologia qualitativa, incluindo entrevistas a ambos os pais e às crianças, realizando-se também algumas atividades, durante as entrevistas, com as crianças. Para além disso, foram também tiradas algumas fotografias às crianças na utilização dos dispositivos.

Participação de Ana Sotto-Mayor do IAC hoje no Programa 360 na RTP 3 sobre o caso da mãe e das duas crianças em Caxias

Fevereiro 17, 2016 às 2:38 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Drª Ana Sotto-Mayor do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança, irá participar no Programa 360 na RTP Informação hoje pelas 21.00 horas, sobre o caso da mãe e das duas crianças em Caxias.

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http://www.rtp.pt/play/p2044/360

 

Tragédia em Caxias: “A intenção não foi matar as filhas, foi levá-las com ela” entrevista de Melanie Tavares do IAC no Jornal das 8 da TVI

Fevereiro 17, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança ao Jornal das 8 da TVI de 16 de fevereiro de 2016.

visualizar o vídeo no link:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/tragedia-em-caxias-a-intencao-nao-foi-matar-as-filhas-foi-leva-las-com-ela/56c393760cf221dcc3ceffd2

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Tragédia em Caxias: “A intenção não foi matar as filhas, foi levá-las com ela”

Psicóloga Melanie Tavares, do Instituto de Apoio à Criança, fez a análise, no Jornal das 8, do que pode ter levado uma mulher a tentar, alegadamente, suicidar-se com as suas duas filhas, atirando-se ao rio Tejo.

 

Ciclo de Conferências “Escolas Saudáveis, Famílias Saudáveis”

Fevereiro 17, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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entrada é livre, sendo que para a atribuição de certificados de participação deverá ser efetuada uma inscrição prévia.

A segunda conferência terá lugar no próximo dia 19 de fevereiro pelas 21H00.

este Ciclo de Conferências está acreditado com um total de 12 horas e nº de créditos de 0.5, para Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário. Registo de acreditação CCPFC/ACC-85734/16.

mais informações:

http://www.cespu.pt/noticias-e-eventos/2016/02/ciclo-de-conferencias-escolas-saudaveis-familias-saudaveis-cespu-2016/

Ano da CPLP contra o Trabalho Infantil

Fevereiro 17, 2016 às 11:30 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ano

mais informações:

http://www.cplp.org/trabalho.infantil

https://www.facebook.com/Ano-da-CPLP-contra-o-Trabalho-Infantil-CPLPs-Year-against-Child-Labour-960841607303861/

Filhos tiranos que maltratam os pais são já uma “pandemia”

Fevereiro 17, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 2 de fevereiro de 2016.

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Lusa

Denúncia é do psicólogo espanhol Javier Urra, que publica agora em PortugalO Pequeno Ditador Cresceu”

O psicólogo espanhol Javier Urra afirma que há uma pandemia de violência filial em países como Portugal e Espanha, onde crescem os casos de mães e pais maltratados pelos filhos, que sabem “como é fácil ser-se tirano”.

“Aprender a ser um pequeno ditador é muito fácil, é muito cómodo. É muito fácil ser tirano se temos alguém que aceita ser escravo”, resume em entrevista à agência Lusa o psicólogo e terapeuta espanhol, que lançou agora o livro O Pequeno Ditador Cresceu, uma espécie de sequela da obra O Pequeno Ditador, que desde 2007 vendeu 33 mil exemplares em Portugal e que vai já na 18.ª edição.

Só em Espanha, as denúncias por maltratos de filhos contra pais passaram de cerca de 2.300 em 2007 para quase 5.000 em 2014.

“Estamos perante uma pandemia de violência filial”, assume Javier Urra no seu novo livro, sublinhando que há cada vez mais famílias que convivem com a realidade do mau trato ou violência por parte dos filhos.

São ameaças, agressões ou insultos. A agressão começa “em crianças muito pequenas”, que insultam ou estragam coisas. Depois ameaçam e, de seguida, passam ao mau trato verbal/ emocional e, nalguns casos, atingem a violência física.

Em 10 anos, desde a publicação do livro O Pequeno Ditador, Urra insiste que, mesmo que a realidade não tenha piorado, não melhorou certamente.

“Os pais deixam-se chantagear. Em Portugal e em Espanha, temos poucos filhos, mas temos muitos que se revoltam contra os seus pais e até contra os seus avós”, afirmou à Lusa.

Segundo as estimativas recolhidas pela equipa de Javier Urra, 65% dos agressores são rapazes e 35% são raparigas. As mães são, maioritariamente, as vítimas.

“Sendo quase sempre as mães, a violência de género pode incrementar. Se um rapaz agride a mãe, é provável que amanhã agrida a sua companheira”, julga o autor, que foi o primeiro Provedor de Menores em Espanha.

Javier Urra não tem dúvidas de que há mais violência de pais contra filhos do que o contrário, mas ainda assim sabe que são cada vez mais as famílias que convivem com a realidade da violência filio-parental, impensável há uns anos, e muito silenciada, por vergonha e sensação de culpa.

“Estou há anos a tentar ser porta-voz daqueles que gritam em silêncio, contando a sua dramática situação, assegurando que nem sempre são culpados”, escreve o autor no novo livro, sublinhando a situação de desespero pela qual passam os pais quando chegam a ter de denunciar os seus filhos, incluindo à justiça.

Passou-se de uma sociedade em que as crianças não tinham direitos e inverteu-se completamente o padrão: “as crianças sentem-se reis, tiranos, ditadores. Tudo gira à sua volta”.

Prova de que os filhos violentos estão a aumentar é a afluência no centro de tratamento dirigido por Javier Urra, a algumas dezenas de quilómetros de Madrid, onde acorrem uma média de 100 crianças por ano, apesar de um mês de tratamento ficar acima dos quatro mil euros – mais de mil euros suportados pelos educadores e o resto com apoio do Ministério da Saúde espanhol.

Em quatro anos, pelo programa de tratamento deste psicólogo já passaram perto de 370 crianças ou jovens, a maioria com 16, 17 e 18 anos. Três em cada quatro casos são recuperáveis, com Javier Urra a admitir que recebe geralmente os jovens que cometem delitos mais graves ou cuja relação com os pais é quase de fim de linha.

Durante cerca de um ano, estes jovens permanecem no centro de Urra, a 70 quilómetros de Madrid – que já foi procurado por duas famílias portuguesas -, onde os pais devem comparecer umas três vezes por mês: uma para terapia individual, outra para terapia de casal e uma terceira para terapia em grupos de pais. Acresce ainda uma reunião mensal com os filhos.

“Nos primeiros 15 dias, pais e filhos nem sequer podem falar por telefone. E durante quase um ano estão separados. Há que separar, o ambiente em volta está muito contaminado. As crianças ficam em permanência; há escola, sim, mas dentro do ‘campus'”, escreve o terapeuta, referindo-se ao centro onde trabalha mais de uma centena de pessoas.

Não é um sítio fechado, um encerramento, mas a criança deve estar absolutamente circunscrita e limitada, defende Javier Urra, que não esconde a ambição de abrir um centro congénere em Portugal.

No entanto, este desejo só seria possível com apoio ministerial, uma vez que o tratamento, como o próprio reconhece, “custa muitíssimo dinheiro” para ser suportado integralmente pelas famílias.

 

 

 


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