Oito estratégias para promover o amor entre irmãos

Fevereiro 16, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 27 de janeiro de 2016.

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Num mundo perfeito e de fantasia, a relação entre irmãos é isenta de percalços, mal-entendidos, agressões e desamor. No entanto, é sabido que nem sempre as coisas se passam assim. A boa notícia é que os adultos de referência – com destaque para mãe e pai – têm todas as oportunidades para nutrir as relações fraternais e promover um tipo de amor que é íntimo e para sempre. Seguem-se algumas estratégias:

1 – Ensine a dividir e a respeitar os outros

De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta brasileira Karen Scavacini, o relacionamento entre irmãos serve para aprender a estabelecer relacionamentos sociais durante toda a vida e fora do âmbito familiar. Juntos, os irmãos podem aprender sobre fraternidade, companheirismo, amizade, amor, respeito, limites e, principalmente, diferenças.

2 –  Elogie os seus filhos por igual

Incentive a admiração mútua, elogiando os seus filhos de forma idêntica. Repita as vezes que quiser o orgulho que tem deles e como fazem parte da sua felicidade.

3 –  Crie situações para que os irmãos se aproximem

Programas em família ajudam a unir pais e filhos. Um piquenique, passeio de bicicleta e até um dia a cozinhar todos juntos podem aproximar os irmãos de formas surpreendentes.

4 – Não denegrir um junto do outro

Não caia na tentação de reclamar do irmão mais velho junto dos restantes. E vice-versa. Ao fazê-lo, os pais estimulam um hábito negativo entre os filhos. Evite também colocar um filho para controlar o outro ou outros.

5 – Evite comparações

Comparar faz os filhos criarem um espírito de competição. Se um tirou uma nota alta na escola, merece elogios, mas se o outro nem por isso, evite as críticas e frise que tem de se esforçar um pouco mais. Jamais repita frases como “Por que é que não és mais como o seu irmão?”

6 – Faça a mediação de conflitos

As autoras do livro “Irmãos Felizes e Amigos”, Jan Parker e Jan Stimpson, afirmam que irmãos que estão sempre envolvidos em rixas e a dizer mal um do outro devem ser chamados à atenção. As crianças lá de casa estão a discutir? Pare tudo o que está a fazer e tente ouvi-los para perceber o que se passa. Oiça os dois lados mas não faça juízos de valor. Explique que eles precisam conversar e entenderem-se.

7 – Evite as injustiças

Não escolha um filho para ser o seu protegido. O outro ou outros podem nunca conseguir gerir a situação e os “privilegiados na vida adulta não têm ferramenta para lidar com a frustração. Pode ter mais ou menos afinidade, mas isso não significa preferências.

8 – Dê o exemplo de harmonia

Os pais que têm irmãos e se dão bem com eles influenciam de forma determinante a relação entre os seus próprios filhos. As crianças crescem ao observar o comportamento dos adultos e esta não é uma exceção.

 

 

 

 

Seminário “Mediação em Contexto Escolar” com Melanie Tavares do IAC

Fevereiro 16, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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seminario

Seminário:
MEDIAÇÃO EM CONTEXTO ESCOLAR
com a
Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

25 de Fevereiro 2016 – 17.00h-21.00h
Escola Secundária Gil Eanes – Lagos
Inscrições:
http://goo.gl/forms/C086VjwESp

http://centroruigracio.esjd.pt/

https://www.facebook.com/CFAERuiGracio/?fref=photo

A data limite das inscrições é 24 de Fevereiro de 2016 e estas processam-se por ordem de chegada

 

 

A Lego vai ter um boneco em cadeira de rodas

Fevereiro 16, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://p3.publico.pt de 29 de janeiro de 2016.

Daniel karmann AFP

Depois do movimento #ToyLikeMe ter lançado, no ano passado, uma petição online para maior inclusão social, a Lego vai agora lançar um boneco numa cadeira de rodas

Texto de PÚBLICO

A Lego vai lançar, pela primeira vez, uma figura numa cadeira de rodas.

Segundo a notícia divulgada pelo jornal britânico “The Guardian”, a descoberta foi feita pelo blogue Promobricks e pelo site site Bricksfans. Fãs da Lego repararam na novidade durante as feiras de brinquedos de Londres e Nuremberga, onde a marca apresentou os novos conjuntos que vão ser lançados durante este ano.

Esta novidade é particularmente significativa, visto que a Lego se encontrou envolvida recentemente numa polémica pela falta de diversidade apresentada nos seus produtos. No ano passado tinha surgido, no seguimento de uma campanha activa no Twitter com nome #ToyLikeMe (Brinquedo Como Eu), uma petição pública online que agregou mais de 20 mil assinaturas. O objectivo era fazer com que a marca diversificasse e passasse a incluir brinquedos representativos de pessoas com deficiência.

Uma co-criadora da petição, Rebecca Atkinson, tinha publicado no passado mês de Dezembro um artigo de opinião no “The Guardian” no qual referia que “a marca continua a excluir 150 milhões de crianças com deficiência pelo mundo fora, ao falhar em representá-los de forma positiva nos seus produtos”. Para ela, “mais do que valores de venda”, trata-se de concretizar uma mudança cultural que pode ser atingida com o uso positivo da tremenda influência que uma marca como a Lego possui.

Depois da divulgação da inclusão dos novos brinquedos, a página da petição lançou uma nova actualização, onde é possível ler que a equipa se encontra “genuinamente com lágrimas de felicidade” com este anúncio. A primeira figura com deficiência estará incluída na colecção “Fun In The Park” (Diversão No Parque), a ser lançada durante o Verão.

 

 

 

O lugar do telemóvel na sala de aula é em cima da mesa dos alunos

Fevereiro 16, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de fevereiro de 2016.

 

Adriano Miranda

Nos ecrãs tácteis, está aberta a ficha de trabalho que a professora preparou para esta manhã Adriano Miranda

Por Samuel Silva

Agrupamento de escolas de Ponte de Lima é considerado exemplar pela Microsoft graças ao uso da tecnologia na aprendizagem. Nove dos professores destacados pela multinacional estão aqui.

Os telemóveis nas mãos dos alunos do 6ºA estão apontados às folhas que têm à sua frente. Olham para o ecrã, conferem a informação, e regressam à ficha de trabalho a que estão a responder com o à-vontade de quem sabe que não está a fazer nada errado. A professora Maria João Passos segue-os atentamente e presta assistência quando a tecnologia não responde à velocidade desejada. Nas salas do agrupamento de escolas de Freixo, em Ponte de Lima, o lugar dos telefones e outros dispositivos móveis é em cima das mesas, resultado de um conjunto de projectos de integração das tecnologias na aprendizagem que a Microsoft considera exemplar, pelo quarto ano consecutivo.

Esta é a aula de Matemática. Os alunos estão dispostos em grupos de quatro, em mesas redondas, onde também há computadores portáteis. Nos ecrãs tácteis está aberta a ficha de trabalho que a professora preparou para esta manhã. Os exercícios podem ser resolvidos directamente no computador, com o auxílio de uma caneta apropriada. É então que se percebe o motivo para os telemóveis estarem também por perto: a solução para a ficha está inscrita em códigos QR (uma espécie de código de barras). Os alunos têm que usar uma aplicação nos seus telefones para ler os códigos, fazendo corresponder cada um aos resultados a que chegaram.

“Normalmente os manuais têm a resolução no final e os alunos têm, muitas vezes a tentação de ir procurá-las”, lembra Maria João Passos. Com este recurso a chave também lá está, mas obriga a que o exercício seja realmente resolvido para que os estudantes consigam descobrir qual das respostas corresponde a cada um dos códigos. Por outro lado, habituam-se a utilizar a tecnologia em contexto de sala de aula.

Os códigos QR e as fichas de trabalho resolvidas em ecrãs tácteis não são os únicos recursos tecnológicos da professora de Matemática. A docente da escola de Freixo disponibiliza frequentemente tutoriais sobre os conteúdos das aulas na Internet. “Muitas vezes, os próprios pais também vêem os vídeos, para os poderem ajudar a tirar dúvidas”, conta. Além disso, criou um grupo na rede social Yammer com todos os alunos das suas três turmas do 6º ano. Chama-lhe sala de estudo virtual e serve para os estudantes colocarem questões, comentarem a matéria e trabalharem os conteúdos disponibilizados online. A professora é “um último recurso”, já que a ideia é que os estudantes sejam capazes de tirar dúvidas uns aos outros, num trabalho colaborativo feito a partir de casa.

Por causa deste projecto usado para o ensino de Matemática, Maria João Passos foi considerada “especialista inovador em educação” pela Microsoft este ano. Na lista há 3700 professores em todo o mundo, 57 dos quais são portugueses. Entre eles, há outros oito colegas no agrupamento de escolas de Freixo. O estabelecimento de ensino também está em destaque nas escolhas da multinacional de software, sendo considerada uma escola-modelo. É a quarta vez consecutiva que é distinguido. Este ano há outros seis representantes nacionais, dos quais apenas mais um pertence à rede pública, o agrupamento de escolas de Vila Nova de Cerveira.

A escolha da Microsoft é um reconhecimento da aposta que a escola tem feito no uso das tecnologias, valoriza o director do agrupamento, Luís Fernandes, que, desde o Verão passado, também passou a integrar o conselho consultivo da multinacional para o sector educativo. É uma das dez pessoas a quem a gigante norte-americana recorre para pedir opiniões sobre a área da educação. “Por que motivo uma empresa que pode contratar os consultores que quiser vem a Portugal convidar o director de uma escola pública?”, atira em jeito de pergunta retórica, para rapidamente dar a resposta “Devemos ter feito alguma coisa bem”.

No agrupamento, os alunos do 3º e 4º ano têm, desde há dois anos, aulas de programação, onde aprendem linguagem como Scratch e Kodu. No 3º ciclo podem também escolher uma disciplina de mecanismos e robótica, na qual trabalham com mecânica, eletrónica e eletrotecnia. E depois há projectos específicos de cada professor, como o de Maria João Passos na Matemática do 6º ano. Há muitos docentes que ainda seguem o método de ensino tradicional, até porque nesta escola “ninguém impõe nada a ninguém”, sublinha o director. Mas já há mais de uma dezena de professores a integrar as tecnologias nas suas aulas, num processo “crescente”.

Existe um efeito de contágio, aponta Luís Fernandes. Os docentes acabam por aderir ao uso de computadores ou dispositivos móveis à medida que vão conhecendo as boas experiências dos colegas e há também pressão dos alunos nesse sentido, à medida que vão sabendo o que se passa nas aulas das outras turmas. A escola também promove encontros, acções de formação e outras ferramentas de apoio para incentivar os docentes usarem a tecnologia.

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A velocidade da Internet fornecida pela rede de banda larga instalada pelo Ministério da Educação não tem rapidez suficiente. Foi preciso comprar um dispositivo de Internet móvel 4G que roda de sala em sala.

A aproximação da escola de Freixo à tecnologia começou há oito anos, quando foram comprados dois kits para um clube de robótica. A reacção dos alunos foi “imediata e entusiástica”, lembra o director, ao ponto de aquele ter passado a ser o único clube escolar com lista de espera. Hoje, a robótica continua a ser uma das principais formas de contacto dos alunos com as inovações. Um antigo balneário, junto ao pavilhão desportivo, foi transformado num Fab Lab, um laboratório equipado com duas impressoras 3D, uma máquina de corte a laser e outros dispositivos para montagem de robôs como aquele que Luís Henrique, de 15 anos, apresenta: “É um robô de busca e salvamento. Nas provas, deve ir buscar a vítima (normalmente uma bola) e levá-la a um ponto determinado”.

Foi este aluno do 9º ano quem projectou o dispositivo para levar às competições nacionais de robótica, onde outros estudantes da escola já ganharam o título de campeões nacionais em anos anteriores. Luís Henrique começou a frequentar o laboratório há dois anos. Um professor falou-lhe da possibilidade e decidiu experimentar durante um par de semanas. Gostou tanto que agora passa ali “muitos dos tempos livres”, conseguiu uma autorização para levar algum do material para trabalhar em casa e descobriu o que quer fazer no futuro: “Seguir engenharia electrotécnica”.

A aposta na tecnologia embate, porém, num problema também tecnológico. A velocidade da Internet fornecida pela rede de banda larga instalada pelo Ministério da Educação na escola não é suficientemente rápida para permitir um acesso eficaz aos conteúdos colocados na nuvem – ou seja, em servidores externos. Por isso, a escola de Freixo teve com comprar um dispositivo de Internet móvel 4G que, quando é necessário, roda de sala em sala para resolver os problemas dos professores. “A velocidade que nos chega não nos permite fazer um trabalho do século XXI”, lamenta o director.

Além disso, não faltam os problemas “que as outras escolas têm”, aponta Luís Fernandes. Há infiltrações nas paredes e nos tectos, piso com sinais de desgaste e um pavilhão desportivo a precisar de reforma – além de um contexto sócio-económico considerado difícil.

O agrupamento tem 700 alunos, do pré-escolar ao 9º ano, quando há cinco anos eram 1100 os estudantes inscritos. Esta redução não é apenas efeito da crise de natalidade que afecta quase todo o país, mas também dos problemas específicos desta população, particularmente afectada pela emigração. A escola situa-se numa zona rural, no sul do concelho de Ponte de Lima, praticamente à mesma distância da sede de concelho e de Braga – cerca de 15 quilómetros. Nas imediações não existem empresas capazes de criar postos de trabalho para muita gente, apenas indústrias de pequena dimensão e alguma agricultura, produção de vinho e pecuária. A escola é mesmo o maior empregador das freguesias que abarca.

Isto coloca outros problemas: 70% dos alunos recebem apoios sociais e tornou-se necessário entregar um suplemento alimentar ao longo do dia a “boa parte” deles. Ainda assim, a “esmagadora maioria” tem acesso à Internet fora da escola. Quase todos têm pelo menos um computador, tablet ou telemóvel com acesso à rede, o que permite acederem aos conteúdos disponibilizados pelos professores a partir de casa.

Tudo isto se conjuga nos resultados da escola nos exames do 9º ano. No ranking de 2015, a escola estava em 265º lugar, tendo subido 436 posições face ao ano anterior, mercê de uma média de 3,04 valores. O director tem consciência de que os resultados são “medianos” e é preciso “trabalhar mais” para os exames do fim de ciclo, mas sublinha o “longo caminho” percorrido: “No primeiro ano em que houve exames no 9º ano tivemos apenas 17% de positivas”.

Existem ainda outros obstáculos. As escolas secundárias ou profissionais mais próximas estão a 15 a 20 quilómetros de distância (em Ponte de Lima ou Braga, mas também Barcelos ou Viana do Castelo em alguns casos). A maioria dos alunos segue para cursos profissionais e são ainda poucos os que chegam ao ensino superior. “É algo que demora tempo”, argumenta Luís Fernandes. “Uma certeza tenho: quando saem daqui tiveram experiências que noutras situações não teriam e sabem que podem escolher”

 

Ação de formação : Redes de Suporte Social: caraterização, mapeamento e avaliação

Fevereiro 16, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ação

Inscrições são limitadas a 20 participantes e devem ser realizadas até ao próximo dia 19 de fevereiro.

mais informações:

http://www.eapn.pt/formacao_visualizar.php?ID=722


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