Este ano vou educar com amor e limites

Fevereiro 11, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

texto do http://www.noticiasmagazine.pt de 25 de janeiro de 2016.

Ilustração Filipa Viana Who

Ilustração Filipa Viana/Who

Por: Texto Carolina Viana, Joana Horta e Sandra Pinho/CADIn *

 As regras, os limites e o amor favorecem o desenvolvimento da criança e do adolescente.

Chegado janeiro, surgem as resoluções de ano novo e os hábitos de vida mais saudável pautam os grandes objetivos para os doze meses seguintes. Mais raras são as resoluções relativas à forma como nos relacionamos, em particular na vida familiar, essencial a uma vida efetivamente saudável.  Por que não fazer um compromisso com quem mais ama?

O bem-estar e o equilíbrio psicológico crescem nutridos por dois ingredientes essenciais: o amor e os limites. O amor dá à criança a confiança incondicional de que haverá sempre alguém e algum lugar para partilhar momentos de felicidade e de dor, dúvidas, receios, sucessos e realizações. As regras desenvolvem a convicção de que o respeito pela liberdade dos outros é o único veículo para a nossa própria liberdade.

Entre os desafios da vida profissional e a intensa dinâmica familiar, somos rodeados por solicitações. Mesmo nos tempos livres, cada um com os olhos numa televisão ou num smartphone, perdemos a noção dos (muitos!) minutos retirados ao convívio familiar. Quando foi a última vez que estivemos com os nossos filhos sem ser para fazer os trabalhos de casa? E que jogámos em família? E que lemos uma história ou vimos um filme juntos? Quando é que fomos todos ao parque?

Quantas vezes relegamos a expressão do nosso amor para as ofertas materiais – a consola, o último modelo de telemóvel ou o jogo que saiu esta semana – e dedicamos o fim de semana a uma maratona de estudo para «ver se o miúdo melhora as notas»? Tudo aquilo em que acreditamos em matéria de amor e limites é colocado em prática com muita pressão e acabamos por impor regras de forma inconsistente, oscilando entre a autoridade «mãe-má» e a permissividade «mãe-deixa-tudo».

Desejamos que os nossos filhos sejam felizes, se divirtam muito e que vejam os seus sonhos realizados. Afinal, o que pode valer mais do que aquele sorriso rasgado? Pressionados pela culpa, transformamos o tempo juntos num «parque de diversões sem limites». Quando percebemos que este excesso de liberdade leva a birras e caprichos difíceis de gerir, vamos para o extremo oposto, assumindo um papel autoritário do «quem manda sou eu e não há mais conversas», infelizmente, sem melhores resultados.

A verdade é que as regras e os limites, quando bem definidos – consistentes, negociados, claros e atingíveis –, dão estabilidade, estrutura e segurança, favorecendo o desenvolvimento da criança e do adolescente, aumentando a sua autonomia e qualidade de vida, que é extensível a toda a família.

Este ano reflita no modelo de amor e responsabilidade que quer ser para os seus filhos. Transmita o seu afeto em tempo de qualidade. Mantenha a calma e a assertividade perante as birras e os confrontos. Seja firme nas regras que estabelecer e repita um «não» tantas vezes quanto necessário. Desenhe desafios possíveis de cumprir para o seu filho (e para si!), encoraje-o a resolvê-los sem ajuda e elogie-o, celebrando a sua conquista. Mostre-lhe o quanto os seus pais o amam!

Ano novo, vida nova. Este ano, trabalhe ou aprofunde o trabalho para dar ao seu filho o melhor presente de todos: as ferramentas para, um dia, ser capaz de enfrentar os desafios da vida adulta. Se lhe faltar o ânimo ou a coragem, faça «uma viagem ao futuro» e imagine o orgulho que vai sentir no adulto que ajudou a criar.

Bom ano, cheio de momentos felizes e com respeito em família!


10 RESOLUÇÕES PARA EDUCAR COM AMOR

1. Reserve pelo menos 10 minutos por dia para ouvir o seu filho, sem estar a fazer outras coisas.

2. Acompanhe uma iniciativa espontânea do seu filho para brincar.

3. Mostre-lhe frequentemente que o ama incondicionalmente.

4. Respeite um limite sugerido pelo seu filho e que reconheça como importante para ele.

5. Esteja presente nas ocasiões especiais na vida dele.

6. Valorize e elogie as qualidades do seu filho, aquilo que ele tem de melhor.

7. Planeie um momento especial com ele, só para os dois. Se tiver mais do que um filho, assegure-se de que cada um tem o seu momento especial.

8. Retribua as manifestações de carinho do seu filho.

9. Conte-lhe histórias da infância dele. Recorde-o dos momentos especiais que ele lhe proporcionou.

10. Mostre ao seu filho de que maneira gosta de ser confortado(a) e ajude-o a conhecer-se melhor também.


10 RESOLUÇÕES PARA EDUCAR COM LIMITES

1. Mantenha desde cedo rotinas de alimentação, higiene e sono.

2. Não dê ao seu filho tudo o que pede, mesmo que economicamente não seja um problema.

3. Diga «não» de forma positiva e repita-o quantas vezes for necessário.

4. Ajude-o a compreender quando erra e dê-lhe soluções alternativas.

5. Contribua para a assiduidade e pontualidade do seu filho na escola.

6. Seja consistente nas regras que estabelece. Não as faça depender do seu humor.

7. As regras devem ser as mesmas na casa da mãe, do pai, da tia ou dos avós.

8. Atribua responsabilidades ao seu filho nas tarefas domésticas

9. Diga claramente ao seu filho o que é esperado dele em cada situação.

10. Felicite-o quando corresponde às expectativas.

* Parceria NM/CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. Carolina Viana e Sandra Pinho são Psicólogas Clínicas e Joana Horta é Técnica Superior de Educação Espacial

 

 

 

Alunos portugueses entre os que mais reprovam

Fevereiro 11, 2016 às 1:30 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 11 de fevereiro de 2016.

ler o relatório citado na notícia no link:

http://www.oecd.org/edu/low-performing-students-9789264250246-en.htm

pedro granadeiro  global imagens

O desempenho dos alunos portugueses em provas internacionais melhorou, mas ainda estão entre os que mais reprovam. A OCDE defende que o país deve mudar de política.

Nos últimos anos, os resultados dos estudantes de 15 anos que realizaram os testes PISA (Programme for International Student Assessment) têm vindo a melhorar a Leitura, Matemática e Ciências, mas ainda existem 13% de jovens que revelam dificuldades nas três áreas, revela o relatório “Low-performing Students: Why they Fall Behind and How to Help them Succeed” (Fraco rendimento dos alunos: Porque ficam para trás e como ajudá-los a ter sucesso).

Cerca de 34% dos alunos que participaram no estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) já tinham reprovado pelo menos uma vez, colocando Portugal em oitavo lugar na lista dos países com mais repetentes.

O relatório revela que em Portugal a retenção é o principal fator de risco na probabilidade de os alunos virem a ter maus resultados e por isso aconselha o país a mudar a sua política.

O estudo analisa o rendimento dos alunos olhando para a família, nomeadamente o seu “background”, a carreira e a atitude perante a escola, mas também analisa as formas de ensinar e as políticas educativas que estão mais associadas ao fraco rendimento dos alunos.

Os últimos dados do Ministério da Educação revelavam precisamente que um em cada cinco alunos chumba ou desiste de estudar no ensino secundário e que é no 12ª ano que o sucesso se revela mais complicado.

Cerca de 35% dos alunos não consegue terminar o 12.º ano com sucesso à primeira, segundo os dados nacionais que analisam os resultados entre os anos letivos de 2009/2010 e 2012/2013.

Um total de 22% dos alunos do secundário inscritos em cursos científico-humanísticos não conseguiram fazer os três anos de escolaridade no tempo previsto, segundo a taxa de retenção ou desistência, que mistura os casos de quem reprova com aqueles que anulam a matrícula, por várias razões como desistirem de estudar ou abandonar o país.

A Confederação Nacional de Associação de Pais (Confap) tem vindo a defender um maior investimento nos alunos para inverter a cultura da retenção (chumbos), que também tem sido considerado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como o problema mais grave do sistema educativo.

Segundo o CNE, os chumbos atingem cerca de 150 mil alunos do sistema de ensino (público e privado) e representam um custo de cerca de 600 milhões de euros, se se admitir que cada aluno custa ao Estado cerca de quatro mil euros por ano.

 

 

 

H&M e Next encontraram crianças sírias a trabalhar nas suas fábricas

Fevereiro 11, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do http://lifestyle.publico.pt de 3 de fevereiro de 2016.

AFP Armend Nimani

Por Life&Style

Business and Human Rights Resource Centre questionou 28 marcas de moda sobre a exploração de crianças e adultos sírios.

A marca de moda rápida sueca H&M e a britânica Next encontraram crianças sírias refugiadas a trabalhar nas suas fábricas durante 2015 e garantiram ter tomado medidas para proteger as crianças e apoiar as famílias.

A denúncia é feita depois de conhecido o alerta da Europol para o desaparecimento de pelo menos dez mil crianças que procuravam asilo na Europa sem família nos últimos dois anos. Para tentar avaliar a escala do problema da exploração infantil, a organização não-governamental Business and Human Rights Resource Centre, focada na área de responsabilidade social das empresas, inquiriu 28 marcas de moda sobre as suas fábricas na Turquia e as estratégias para combater a exploração de crianças e adultos sírios e publicou um relatório – apenas a H&M e a Next admitiram encontrar menores nas fábricas que produzem os seus produtos.

Contudo, a organização teme que o fenómeno seja mais alargado, uma vez que dez empresas (incluindo a Gap, a New Look ou a River Island) não responderam às suas questões.

Em conjunto com a China, o Camboja e o Bangladesh, a Turquia é um dos maiores produtores mundiais das roupas vendidas na Europa. E é, também, o país que recebeu mais refugiados desde o início do conflito sírio em 2011, lembra o Independent.

A Primark e a C&A identificaram adultos sírios nas suas fábricas. A Adidas, Burberry, Nike e Puma e o grupo Arcadia (detentor das marcas Topshop, Dorothy Perkins e Burton Menswear) garantiram não ter trabalhadores sírios ilegais. A Marks&Spencer, Asos, Superdry e Debenhams não responderam às questões relativas aos trabalhadores sírios.

Ao jornal britânico Independent, o director-executivo da organização, Phil Bloomer, elogiou a H&M e a Next pela sua “honestidade” e pediu às outras empresas para levarem o problema a sério. “Apenas algumas marcas parecem comprometidas com a dimensão e complexidade destes problemas com os seus fornecedores turcos”, criticou Bloomer, reconhecendo que “nenhuma marca quer trabalho infantil nas suas fábricas mas o que interessa é quão vigorosos são a identificá-lo e o que fazem quando o encontram.”

 

Se a criança disser que não quer comer mais, não se deve obrigar

Fevereiro 11, 2016 às 10:51 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto do Diário de Notícias de 26 de janeiro de 2016.

fotolia

Joana Capucho

Deco indica que os pais se preocupam mais quando os filhos comem menos. Usar alimentos como prémios ou obrigar uma criança a limpar o prato são erros comuns

Costuma insistir para que o seu filho coma tudo o que tem no prato? Obriga-o a comer quando ele diz que já não tem fome? Se o faz, pode estar a cometer um erro, pois o apetite da criança deve ser respeitado. Forçar o seu filho a comer mais do que lhe apetece pode conduzir a maus hábitos alimentares e a um aumento de peso.

No seu mais recente estudo sobre os hábitos alimentares das crianças, a Deco concluiu que um terço dos pais “controla em demasia a alimentação das crianças, metade reconhece que as força a comer tudo o que está no prato e um quinto confessa que usa a comida como prémio.” Atitudes como estas podem incutir comportamentos alimentares desajustados e dificultar o controlo de peso.

Não deve obrigar o seu filho a “limpar o prato”. “A menos que esteja doente, a criança tem capacidade autorregulatória em termos alimentares”, explica Osvaldo Santos, psicólogo que coordenou o estudo. Sinais exteriores de que necessita de comer mais podem criar confusões relativamente às suas necessidades. “Insistir é promover o excesso alimentar, que a longo prazo promove ganho ponderal e pode levar à obesidade.”

Marline Furtado, nutricionista, reforça que “o apetite da criança deve ser respeitado”, porque, caso contrário, “ela pode não se sentir valorizada.” Quando come além das suas necessidades, sem que haja um dispêndio de energia, poderá existir um aumento de peso. “E na idade adulta tenderá a repetir esses hábitos da infância.” Por isso, deve insistir-se apenas “dentro do mínimo razoável” e não deixar que depois vá comer iogurtes, bolachas ou outros alimentos. “Se não tem apetite para a refeição, não vai comer nada extra.”

Educar o paladar das crianças

Quando o seu filho não quer comer determinado alimento, a postura já deverá ser diferente. Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, lembra que “o gosto por determinados produtos hortícolas não é inato”, além de que as crianças tendem a “escolher sabores mais fáceis, como os salgados e os doces.” Por isso, defende, é importante “insistir de forma pedagógica, mas sem uma pressão forte” para que adquira gosto por alimentos saudáveis.

Entre os 667 pais de crianças que responderam ao inquérito da Deco, 72% admitiram que proíbem a sobremesa às crianças se estas não terminarem o prato. E cerca de 20% recompensam os bons comportamentos com alguns alimentos. “A comida deve dar prazer, não deve ser usada como sistema de punição ou reforço”, destaca Osvaldo Santos. Mais de um quinto dos entrevistados usam a comida para combater a tristeza e ansiedade dos filhos. “Isto pode levar a que seja comparada com algo emocional”, destaca Marline Furtado, lembrando que são práticas que podem conduzir a doenças de comportamento alimentar.

É estimado que uma em cada três crianças portuguesas tenha excesso de peso, sendo a obesidade um problema que afeta 14%. É importante que os pais promovam uma alimentação variada e equilibrada, defende o investigador Osvaldo Santos, mas a restrição em excesso pode não ser benéfica, pois na ausência dos pais as crianças podem comer em demasia os alimentos restringidos. E é essencial dar o exemplo. “Comer demasiado chocolate ou muito rápido” não será um bom exemplo para o seu filho.

Para o coordenador da investigação, “um dos aspetos mais interessantes do estudo foi o facto de os pais se mostrarem mais preocupados quando os filhos comem a menos do que comem a mais”. Segundo o psicólogo, isto está relacionado com uma “cultura de preocupação em garantir que as crianças comem o suficiente”. Esta é, segundo Pedro Graça, uma perceção comum entre pais e educadores. “Um pouco de peso a mais não costuma ser visto como um risco”, indica.

 

 

Cómo debería ser el patio de la escuela? Ideas para repensarlo como espácio educativo

Fevereiro 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Texto do site http://www.tierraenlasmanos.com de 18 de janeiro de 2016.

capa

REPENSAR EL PATIO COMO ESPACIO EDUCATIVO

Corren tiempos de cambio en todo a lo que la educación se refiere. También los patios de muchas escuelas están repensándose y ganando protagonismo.

Estamos acostumbrados a una escuela en la que hay un espacio interior y cerrado en la que transcurren las clases, con los niños sentados y acumulando energía… y un espacio exterior que sirve para que toda esa energía acumulada explote y salga hacia afuera.

Pero esos 30 minutos exprés de descanso a media mañana carecen de sentido si el sistema de enseñanza se adapta a las necesidades reales de la infancia, volviéndose más vivencial, de forma que puedan aprender experimentando y observando, y a la vez jugar aprendiendo. ¿Dónde empieza y termina cada cosa? Porque la realidad es que cuando los niños juegan, incluso cuando parece que no sucede nada, también están aprendiendo.

Es por eso que es importante concebir el espacio exterior de la escuela como un lugar en que ese “continuo aprender de la vida” pueda enriquecerse. Y ello en un doble sentido:

  1. Llevar el aula al espacio exterior: acercando la naturaleza a la escuela, para poder observarla y experimentarla de forma directa (no a través de un libro o, aún peor, de una pantalla).
  2. Transformar el juego y las relaciones que se crean durante el recreo, en sentido estricto. ¿Cómo? Favoreciendo la presencia de elementos que inviten al juego en equipo, a la negociación entre niños, a la imaginación… Introduciendo variedad de texturas para jugar/experimentar con ellas, elementos de motricidad… y usurpándole el protagonismo a las pistas de fútbol que han monopolizado los patios durante años.

1

Por desgracia, yo recuerdo el patio de mi escuela como puro cemento. Pasada la etapa de preescolar, lo más divertido que había para hacer era una pista de básquet y otra de fútbol que quedaban invadidas por competiciones en las que, generalmente, sólo había niños. Las niñas acabábamos sentadas frente a los vestuarios jugando a cromos, charlando… ­­­­­

Seguramente si el espacio hubiera estado dispuesto de otra forma y hubiera ofrecido más oportunidades y experiencias el juego hubiera sido más rico, más variado y enriquecedor y estoy convencida que esa diferencia entre “niños a fútbol – niñas a charlar o juegos de manos” se hubiera reducido.

BENEFICIOS DE REFORMAR EL PATIO DE LA ESCUELA

Antes de entrar en materia quiero hablarte de por qué es importante concebir el patio de una escuela como un ambiente más de la misma, al aire libre, en el que la naturaleza y sus elementos estén presentes y en el que, a la vez, las posibilidades de juego sean ricas y variadas. Te resumo brevemente algunos de los beneficios:

Cognitivos: acercar la naturaleza a la escuela mejora el desarrollo cognitivo de los niños, ya que amplía su capacidad de observación, análisis y razonamiento. Además, las experiencias manipulativas que puede obtener un niño en un espacio al exterior bien preparado, con variedad de texturas, estimulan su desarrollo intelectual y sus sentidos.

Emocionales: en un espacio al aire libre en el que se procura la presencia de elementos naturales y se instauran estructuras para su manipulación (casitas de juego, cocinitas de exterior, huertos, etc.) los niños aprenden a comunicarse, negociar, compartir, cooperar, coordinarse, etc. A diferencia de aquellos patios que prácticamente sólo permiten juegos competitivos.

2

Físicos: todos sabemos que la actividad física es muy beneficiosa para los niños (y adultos claro). Es bueno para su cuerpo, les ayuda a relajarse, a estar más sanos e incluso favorece el aprendizaje intelectual (se aprende mejor tras un poco de actividad física). Sin embargo, en muchas escuelas casi toda la actividad física posible se reduce a jugar a deportes competitivos y no a todos los niños les gustan. Favorecer otro tipo de espacios y estructuras para que la actividad física tenga lugar es una idea fantástica para que todos los niños puedan beneficiarse de los efectos positivos de mover el cuerpo.

3

En definitiva, que un patio bien pensado estimula el juego, la interacción, fomenta la curiosidad, beneficia la autoestima y la salud física.

IDEAS DE BAJO PRESUPUESTO PARA INCORPORAR/MODIFICAR EL PATIO

Y ahora sí, os muestro algunas opciones a incorporar en el patio. Son ideas sencillas, económicas, muchas de ellas hechas con elementos de reciclaje. Requieren, sobre todo, buena planificación, tiempo, mano de obra y mucha ilusión.

  1. Introducir arena y tierra. Hace un tiempo mantuve una reunión con una empresa constructora de parques infantiles y su creador me dijo algo totalmente acertado “dónde haya arena y agua… nosotros no construimos. Los niños no necesitan nada más”. Se refería a la playa, que ya dispone de todo lo necesario para horas de diversión pero me parece muy cierto y aplicable a otros contextos. Arena, tierra (y agua) son un punto de partida excelente.

4

  1. Agua. Ligado con el punto anterior… el agua siempre es más que necesaria. ¿Cómo se va a trabajar bien la arena sino? Jejeje. Las opciones pueden ser tantas como presupuestos haya.

A mi me encantan las fuentes y circuitos en las que los niños tienen que bombear el agua. De esa forma hacen un trabajo físico y, a la vez, evitamos que se desperdicie el agua. Pero hay otras ideas mucho más económicas que puede ser de interés como punto de partida. Te hablé de ello aquí.

  1. Cocinita de exterior. La cocinita de exterior es un espacio en el que los niños pueden manipular los elementos anteriores jugando, experimentando, haciendo trasvases, pastelitos, etc. etc.
  2. Desniveles. Los desniveles no solo son divertidos sino que ayudan a estimular y trabajar la motricidad gruesa y el equilibrio. Pueden ser un recurso muy económico. Unas simples montañitas y dunas pueden dar para horas de diversión.

Se pueden crear también desniveles con rocas.

E incluso incorporar paredes de escalada, que es la opción más rápida y económica (siempre debe haber material de seguridad debajo o suelos amortiguadores).

  1. Toboganes. En puridad también suponen un desnivel pero los pongo a parte para que sea más claro. Los toboganes que ofrecen un aspecto más natural son aquellos cuya rampa se coloca sobre un desnivel de tierra.
  2. Vegetación y huerto. Algo que toda escuela debería tener para ayudar a comprender los ciclos de la vida, el cuidado hacia las plantas y la naturaleza.
  3. Casitas y cabañas. Los refugios invitan al juego imaginativo y simbólico y también a los juegos entre varios niños.
  4. Circuitos de troncos. Los circuitos de troncos son ideales para estimular la motricidad, la coordinación, el equilibrio… sirven para sentarse, para sentir la madera… y sus tronquitos pueden delimitar espacios, marcar zonas, etc.

APRECIACIONES FINALES

Este artículo pretende ser sólo un punto de partida para aquellos que me habéis preguntado sobre qué incorporar al patio. Cada escuela tendrá sus necesidades y su realidad. Es imposible establecer un plano válido para todas.

Pero os dejo tres ideas claves para pensar que incorporar:

¿Qué queremos qué suceda en el patio? Es crucial saber que se persigue para saber qué colocar.

¿Cuál es el clima de la región? ¿Dónde hace sol y dónde sombra? ¿Hay zonas que se encharcan? En función de ello pondremos unas plantas u otras, el arenero en una zona u otra, etc. y pensaremos el suelo, drenaje…

Las instalaciones y materiales deben ser seguros. Para ello hay que tener en cuenta la normativa vigente.

Si os interesa seguimos hablando de todo esto otro día y mientras tanto os invito a visitar la web de El Safareig, una pareja de maestros que hace una labor excelente para reformar los espacios exteriores de las escuelas y que comparten generosamente todo su saber (la web está en catalán pero espero que con un traductor podáis comprenderla).

Y si buscáis inspiración sobre cómo empezar a llevar a cabo el proyecto, cómo moverlo y obtener financiación… os invito a conocer la iniciativa Un cole una ilusión y a colaborar con ellos.

Creo que es el post más largo que he publicado, así que me despido ya mismooo! Eso sí, me gustaría acabar invitándote a cerrar los ojos y a visualizar este tipo de patios para tus niñ@s (hij@s o alumn@s). Un patio lleno de tierra y arena para hacer pastelitos, con un espacio para la experimentación, con acceso a agua, con desniveles para recorrer, tronquitos sobre los que trepar y naturaleza que observar… ¿te atreves a dejar de soñarlo para conseguirlo?

Un abrazo,

Clara

visualizar todas as fotografias no link:

http://www.tierraenlasmanos.com/reformar-patio-escuela-en-espacio-educativo/

 


Entries e comentários feeds.