Brinquedos conectados: poderão ser um risco para as crianças?

Fevereiro 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

vtech-hacked-FB-1024x1024

Artigo de Pedro Pinto, publicado em 8 de janeiro de 2016,  para http://empresashoje.pt

O Natal já passou e, seguramente, muitas foram as prendas dadas às crianças de todo o mundo. Entre estas, como tem vindo a suceder nos últimos anos, voltaram a estar em força os brinquedos tecnológicos com ligação à Internet, que os mais pequenos pedem cada vez mais. Concebidos para alegrar a vida dos miúdos – e muitas vezes dos graúdos – pode acontecer porém que representem também um risco para a segurança de todos, estando a tornar-se num veículo preferencial dos cibercriminosos.
No passado mês de novembro, uma conhecida marca de brinquedos eletrónicos, a VTech, anunciou ter sido alvo da ação dos hackers. Como consequência, ficaram expostos os dados de cinco milhões de utilizadores de uma das suas bases de dados. Como é costume acontecer nestes casos, os cibercriminosos conseguiram deitar a mão a nomes de utilizadores, passwords, endereços IP, etc.

Aliás, neste caso específico, os cibercriminosos conseguiram obter informações extra: nomes das crianças, datas de aniversário e fotos de dezenas de milhares de menores. De acordo com a empresa, a falha de segurança afetou utilizadores de Espanha, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Luxemburgo, Hong Kong, China, Austrália, Nova Zelândia e alguns países da América Latina.
Para manter as crianças seguras e fazer com que os brinquedos não sejam um perigo, a Kaspersky Lab oferece quatro conselhos aos pais:

– Ajuste o nível de exposição à Internet e aos dispositivos com conectividade para proteger os mais pequenos. Faça uma pequena investigação prévia para saber, na realidade, a que se estão a expor.
– Não use dados reais. As páginas web que pedem dados pessoais para registrar os seus utilizadores, acabam por guardá-los para posteriormente tentar vender produtos ou serviços ou simplesmente para vender esses dados a outros comerciantes.
– As fotos importam. Ninguém deve ter acesso às fotos de uma criança a menos que os pais autorizem. A sua proteção é essencial.
– Dispositivos inteligentes mas não seguros. A Internet das Coisas está cada vez mais presente e, hoje em dia, podemos encontrar desde frigoríficos a monitores de bebés ligados à Internet. No entanto, os fabricantes nem sempre têm a segurança como uma das suas prioridades. No momento de escolher um produto do género, a segurança deve ser um fator a ter em conta.

Quando se trata da luta contra o cibercrime, o senso comum e uma boa solução de segurança serão os nossos melhores aliados. Quanto menos se partilha na Internet, menos informação sobre nós circulará na rede e menor será o risco de que usem os nossos dados contra a nossa vontade.

 

Fonte

 

 

TrackBack URI


Entries e comentários feeds.

%d bloggers like this: