O método de ensino de uma das escolas públicas mais inovadoras da Noruega

Fevereiro 4, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://epocanegocios.globo.com de 16 de janeiro de 2016.

Ann Michaelsen

Sandvika VGS, uma das escolas secundárias norueguesas com maior grau de reconhecimento por iniciativas inovadoras em educação (Foto: Arquivo pessoal/ Ann Michaelsen)

Em outubro de 2015, em uma tarde ensolarada, eu estava na Deichmanske Bibliotek em Oslo, na Noruega, fotografando uma sequência de palestras da Oslo Innovation Week para postagens no Instagram, quando algo prendeu minha atenção. Uma palestrante falava sobre a importância da motivação associada à inovação, explicava sobre a importância de mídias digitais, como Skype, blogs, Twitter e outras redes, para que alunos pudessem aprender mais na escola. Não era um totalmente novo para mim, pois já vi no Brasil professores incentivarem o mesmo. No entanto, entre discurso e realidade, no Brasil e em muitos países, o que vemos ainda é uma série de empresas e instituições governamentais e não-governamentais barrarem o acesso à maioria desses sites, que muitas vezes aparecem como “proibidos”. Se é proibido em tantos locais de trabalho ter acesso às redes sociais sob o argumento de que isso pode gerar dispersão e atrapalhar a produtividade, como as escolas conseguem reverter esse acesso em ainda mais qualidade no ensino?

Um dos primeiros e-mails que enviei para Ann Michaelsen, a palestrante que vi na biblioteca, foi respondido dois ou três dias depois, mas notei que ela se justificava de forma muito educada e até constrangida por sua demora, explicando que estava em viagem, apresentando seu trabalho na Conferência Mundial de Educação. Eu, por outro lado, demorei uns quatro ou cinco dias para enviar minha nova resposta. Notei que Ann em seus e-mails seguintes sempre me respondia logo em seguida. Percebi que era um costume geral dos noruegueses, nunca demorava mais de 24 horas para receber uma resposta. Eu não teria dado muita importância, mas ao ler o material que ela me enviou, encontrei a seguinte declaração: “O conselho que daria aos estudantes para ajudá-los na construção e manutenção de suas redes sociais é que sejam educados e respondam a todos os comentários que recebem”. De repente, o constragimento que vi no primeiro e-mail de Ann virou o meu constrangimento. Não só com ela. Mas com todas as pessoas que não respondi até hoje.

Ann Michaelsen tem mestrado em Liderança Escolar e é coordenadora educacional e professora na Sandvika VGS, uma das escolas secundárias com maior grau de reconhecimento por iniciativas inovadoras em educação, principalmente no que se refere a ferramentas digitais. A escola fica em Sandvika, nos arredores de Oslo e tem cerca de 950 alunos e 90 professores. É uma escola pública. Na Noruega, explica Ann, não é comum ou tradicional o estudo em escolas particulares e a maioria dos estudantes frequenta escolas publicas.

“Na nossa escola, temos foco no uso da tecnologia para ajudar os alunos na aprendizagem desde o dia em que começamos as atividades, em 2006. Estamos muito avançados no uso da tecnologia em comparação com outras escolas na Noruega. Isso deve-se ao fato de que nos envolvemos muito, tanto em questão de tempo como de recursos, em oficinas e desenvolvimento profissional para o pessoal.”

Ciências, literatura e exatas serão ensinadas também. E mais que ensinar informática aos alunos, a escola ajuda a desenvolver — com educação no sentido mais literal da palavra — a interação e comportamento virtual. É uma escola bem equipada e os professores, bem remunerados. Sim, são professores da rede pública e, segundo Ann, embora sempre tenha alguns profissionais descontentes, como em todas as áreas, a maioria está satisfeita. Ela cita como exemplo um professor considerado iniciante, atuando há cerca de cinco anos e que tem o salário anual de 53 mil dólares.

A carga horária em Sandvika VGS é das 8h às 15h, mas os professores têm um comprometimento constante, por causa da interação entre professores e alunos por meio da internet. “ Os professores estão ensinando os alunos a buscar informações. Hoje não é mais como no passado, que você encontrava todas as respostas em um livro didático ou perguntando ao seu professor. Hoje a informação chega o tempo todo, de todos os lados, mesmo sem você querer, e é esse o ponto que nossos professores devem ser capacitados a orientar, como selecionar a informação certa, como buscá-la, como interagir.”

Enquanto vou lendo todas as coisas que Ann escreveu, penso que é como se ela tivesse lido as timelines de todos meus amigos e contatos no Facebook nos últimos dias. “Discuto com os alunos questões como a verificação de fontes ao escrever — blogs e redes — e recomendo que e certifiquem-se de que os artigos são confiáveis.” Claro que nossos professores, primeiro, nos recomendavam a não copiar tudo do livro escolar e, depois, mais recentemente, não usar Wikipedia como fonte em uma monografia, mas levando em conta que é recorrente o compartilhamento de informações nas redes socias de posts sem fundamento e credibilidade, percebo que essa é, sim, uma questão de educação e que os desafios dos professores hoje é muito maior que apenas ensinar contas ou gramática. Ann mesmo explica que é professora de inglês, mas o inglês parece ter se tornado um detalhe, ela hoje é muito mais do que isso, toda sua vontade de incentivar seus alunos a aprender e ensinar resultou em um livro escrito por ela com 27 estudantes.

Ann

“Connected Learners: A step-by-step guide to creating a global classroom”  (ou “Alunos conectados: um passo apasso para criar uma sala de aula global”), livro digital de 219 páginas, mostra logo na capa um grupo de adolescentes (e adultos) em pé na neve. São todos os autores do livro. Escrever e publicar um livro em colaboração com sua turma de nono ano foi a materialização de um projeto de ensino em que Ann acredita: o da interação e inovação. Em tempos de tantos discursos sobre colaborativismo e compartilhamento, é difícil imaginar um melhor exemplo de aprendizagem do que esse. “Não é um livro escrito por um professor ou especialistas em educação dizendo o que os estudantes querem. É um livro escrito por estudantes e seu professor em um projeto colaborativo, no qual cada voz conta. Mostre a seus alunos a importância de se conectar. Derrube as paredes da sala de aula.”

No Brasil a velocidade média da internet em escolas da rede pública em áreas urbanas do país se limita a 3% do que seria considerado adequado. Os dados se referem às instituições públicas contempladas pelo programa federal Banda Larga nas Escolas, lançado em 2008, que visa “conectar todas as escolas públicas urbanas à internet, por meio de tecnologias que propiciem qualidade, velocidade e serviços para incrementar o ensino público”. Mais de 80% da rede pública em áreas urbanas do país tem acesso à internet (quase 70 mil escolas, incluindo as redes municipal e estadual), mas a velocidade da internet é tão baixa que impossibilita o uso de Wi-Fi em notebooks ou tablets. Isso tira a chance de que professores e alunos tenham projetos e dinâmicas de aprendizagem mais interativos, como ocorre na Noruega. Segundo o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS)  cerca de 32 mil escolas públicas ainda não contam com qualquer tipo de conexão à internet.

Mas, para Ann Michaelsen, um dos maiores desafios de educadores, que acabou sendo o tópico do livro, é a motivação. “É irônico, pois motivação e inovação são temas que discutimos em quase todos os níveis de ensino, mas a verdade é que nós estamos simplesmente perdendo o elo mais importante aqui, não passamos tempo suficiente discutindo isso com nossos alunos. As reflexões dos meus alunos neste livro nos mostra que devemos gastar muito mais tempo discutindo temas importantes como motivação, aprendizagem, pedagogia e tecnologia com eles. Neste livro, nós fornecemos muitos exemplos e tópicos de discussão para um bom começo, para escolas, professores e alunos do mundo todo. É uma sala de aula global.”

O livro é vendido pela Amazon.com e no site de Ann Michaelsen.

 

 

Europol: 10 mil crianças refugiadas estão desaparecidas na Europa

Fevereiro 4, 2016 às 5:08 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 31 de janeiro de 2016.

ARMEND NIMANI AFP Getty Images

Chegaram sozinhas, foram registadas nos países de asilo ou de chegada e desapareceram. Receia-se que tenham sido desviadas para redes organizadas de tráfico.

Hugo Tavares da Silva

Há pelo menos dez mil crianças refugiadas que desapareceram depois de pisar solo europeu, conta o Guardian. Os números foram avançados pela Europol, que garante que só em Itália perdeu-se o rasto a cinco mil crianças. Receia-se que os desaparecidos tenham sido desviados para redes organizadas de tráfico.

Aos cinco mil desaparecidos em Itália juntam-se mil na Suécia. As crianças desapareceram depois de serem registadas nos países de chegada ou asilo. “Não é razoável dizer que estamos a procurar mais de dez mil crianças. Nem todas serão exploradas criminalmente. Algumas podem ter sido entregues a membros da sua família. Simplesmente não sabemos onde estão, o que estão a fazer ou com quem estão”, disse Brian Donald, o chefe de gabinete da Europol.

O Guardian conta ainda, citando a organização Save the Children, que terão chegado à Europa, só em 2015, 26 mil crianças sozinhas. Já a Europol acredita que do milhão de refugiados que chegaram ao Velho Continente durante o último ano, 27% serão menores.

“Estejam registados ou não, estamos a falar de 270 mil crianças. Nem todos estão desacompanhadas, mas também temos provas de que uma grande quantidade estará”, disse Brian Donald.

 

 

 

9 fotos que os pais compartilham nas redes e comprometem a segurança dos filhos

Fevereiro 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 26 de janeiro de 2016.

Stephan Hochhaus

Cada pose do filho vira motivo para uma nova postagem dos pais nas redes sociais. Mas é preciso tomar muito cuidado! Com essa superexposição de imagens as crianças ficam vulneráveis a perigos na internet, como pedofilia, sequestro e roubos

Texto Aline Gomiero

 

  1. FOTO COM REGISTRO DE LOCALIZAÇÃO

Antes de tirar a foto do pequeno, desative o geolocalizador do celular ou da câmera fotográfica. Ninguém precisa saber quais são os locais que a criança frequenta. Pessoas mal intencionadas podem usar essas dicas para assustar você quando seu filho não estiver em casa. Sabe aqueles trotes que simulam sequestros? Eles ficam muito mais assustadores se a pessoa que estiver ligando tiver informações precisas da vida do seu filho.

  1. FOTO DA CRIANÇA NUA

Posso publicar uma foto do meu filho tomando banho? As partes íntimas do pequeno estão aparecendo? Antes de compartilhar algo assim, pense três vezes para não se arrepender depois. Infelizmente há o risco de pedofilia.

  1. FOTO DA CRIANÇA COM UNIFORME DA ESCOLA

Evite que estranhos identifiquem a rotina do seu filho, que saibam qual é o nome do colégio que ele estuda e os cursos extras que ele frequenta. Essas informações podem ser usadas em planejamento de sequestro.

  1. FOTO DA CRIANÇA EM ALTA QUALIDADE

partir do momento em que uma foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. Fotos em alta resolução, por exemplo, podem ser editadas e usadas com mais facilidade.

  1. FOTO DA CRIANÇA COM OUTROS AMIGUINHOS

Jamais publique a foto de outra criança sem a autorização dos pais. A internet é uma rede mundial, e todo cuidado é pouco. Fique atento e respeite o limite das outras famílias!

  1. FOTO DA CRIANÇA NO AMBIENTE DE TRABALHO DOS PAIS

Mais uma vez: não divulgue informações da sua vida pessoal. Isto é muito perigoso!

  1. FOTOS QUE VÃO FAZER A CRIANÇA SENTIR VERGONHA NO FUTURO

Não publique fotos que possam fazer seu filho se sentir constragido futuramente.

  1. FOTO DA CRIANÇA PERTO DE OBJETOS DE VALOR

Evite postar fotos que possam chamar atenção para os bens materiais da sua família. Ninguém precisa, por exemplo, saber que seu filho ganhou um iPad de presente.

  1. FOTOS PUBLICADAS EM ÁLBUM ABERTO PARA TODOS

É ingenuidade acreditar que existe segurança apenas porque o seu perfil só pode ser visualizado por amigos e amigos dos amigos. Quem são os amigos dos seus amigos? Você os conhece? Todo cuidado é pouco.

 

 

 

 

Transmissão em directo Dia da Internet +Segura 2016

Fevereiro 4, 2016 às 11:11 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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dia

Nesta página será feita a transmissão em direto do seminário “Dia da Internet mais Segura 2016” que acontecerá em Lisboa, no Fórum Picoas, no dia 4 de Fevereiro de 2016, às 9H30m, organizado pelo Consórcio do Centro Internet Segura, liderado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

http://www.internetsegura.pt/dia-internet-mais-segura-2016

Adolescentes não têm mimos a mais, têm mimos maus

Fevereiro 4, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto publicado no http://lifestyle.publico.pt de 26 de janeiro de 2016.

Ricardo Silva

Por Inês Garcia

O caso do adolescente norte-americano com “affluenza” trouxe preconceito contra as famílias ricas. Miúdos mimados ou com falta de mimos?

Em 2013, o adolescente Ethan Couch, de 16 anos, provocou a morte de quatro pessoas e feriu nove, enquanto conduzia embriagado no Texas, Estados Unidos. Os seus advogados alegaram que o jovem sofria de uma condição chamada “affluenza” para justificar a sua não-culpabilidade, argumentando de que a falta de valores morais e limites se devia à permissividade dos pais. Detido no fim de 2015 por ter violado a sua liberdade condicional e a aguardar julgamento, surgem as opiniões – “miúdo mimado”, “reflexo de negligência parental” ou “culpa de um vírus”?

O termo “affluenza” vem das palavras inglesas “influenza” (“gripe”, em português) e “affluence” (“influência, riqueza”), foi popularizado nos anos 1990 e refere-se a jovens que nunca terão aprendido a ser responsáveis nem a medir as consequências dos seus actos. A culpa disto seria dos pais, que teriam mimado os jovens em demasia. Mas esta condição nunca foi reconhecida pela Associação Americana de Psicologia – “há um conjunto de comportamentos e criou-se o termo para falar disso, mas não corresponde a um diagnóstico clínico, a comunidade não o aceita como tal”, atesta José Morgado, especialista em psicologia de educação, em conversa telefónica com o PÚBLICO.

A utilização desta condição foi uma estratégia de defesa de Couch – tentar provar a instabilidade perante um crime pesado em que o arguido é culpado é “comum” – mas “a América tem um contexto muito particular nas questões jurídicas, com meandros muito diferentes dos nossos”, lembra Morgado. “Não tenho a certeza se um caso com esse figurino teria o mesmo final num país da Europa, o modelo de justiça é muito diferente”.

Morgado admite, porém, que há crianças e jovens que crescem com alguma desregulação ao nível dos valores e dos limites. Há aqui algo que a sociedade não deve ignorar, defende Suniya Luthar, professora de psicologia na Universidade do Estado de Arizona num artigo para a agência Reuters intitulado Às vezes as ‘pobres criancinhas ricas’ são mesmo pobres criancinhas ricas, citado pela CNN. “Há provas crescentes de que os filhos dos ricos estão-se a tornar cada vez mais perturbados, irresponsáveis e auto-destrutivos”, defende Luthar, que investiga as vidas de crianças privilegiadas há 25 anos. José Morgado defende, no entanto, que “não há uma relação directa entre ter muito dinheiro e ter um determinado tipo de comportamento” por “uma razão simples: se houvesse uma relação causa-efeito, todas as pessoas teriam o mesmo comportamento na mesma circunstância e isso não se verifica”.

“São mais os estilos de vida que podem estar ligados a determinado tipo de condição, determinados tipos de exercício profissional, pouca presença familiar… Estes estilos podem reflectir-se ao nível do estabelecimento da educação, os miúdos ficam mais sós, com menos regras, com menos orientação, menos níveis de comunicação”, explica Morgado, que trabalha directamente com pais e professores de vários colégios e ouve queixas de determinado tipo de comportamentos. “Há pais muito ausentes que, como têm dinheiro, compram o serviço educativo, não o exercem. Não porque queiram ser maus pais”, continua, “mas não têm tempo, têm horários exigentes”.

Mas isto não está relacionado, frisa o especialista, com “mimo a mais”. “Tira-me do sério a expressão dos miúdos que têm mimos a mais. Não há ninguém que tenha mimos a mais, são é maus mimos”, diz, sublinhando o mimo como um bem imprescindível na vida das pessoas em qualquer idade. “Se não lhe dão mimo, se deixam fazer tudo o que a criança ou o jovem quer, isto não é mimo, é mau mimo, é um mau serviço prestado à criança”, enfatiza José Morgado.

Os miúdos a quem chamam “muito mimados” são crianças “mal-educadas”, diz José Morgado. “São miúdos sem regulação nos valores e nos limites”, que precisam de ouvir mais “nãos”.

As crianças e jovens “precisam e querem que lhes digam o que está certo e o que está errado e aprender a serem responsáveis e as consequências das suas acções”, frisa o psicólogo norte-americano Harris Stratyner à CNN. “O que as pessoas não percebem é que, para as crianças, os limites são necessários para que se sintam seguras. Elas não são cognitivamente capazes de definir limites para si próprias por isso precisam que nós, pais, lhes digamos ‘ok, é aqui que estou a traçar a linha. Não podes ultrapassá-la e haverá consequências se o fizeres’”, acrescenta Suniya Luthar.

Comunicação é essencial

“É preciso arranjar formas de comunicação com os miúdos”, reconhece José Morgado. Mas também é preciso “sermos realistas”: “Não posso dizer a um pai, que tem um trabalho e horários exigentes, para arranjar tempo. É preciso é adaptar o tempo às suas circunstâncias de vida. Há menos tempo mas o tempo de que dispõem tem de ser para comunicar com os miúdos”, aconselha, lembrando que a educação é feita com base na relação e só há relação se houver comunicação. “É isto que os pais não se podem esquecer”.

É preciso sermos “proactivos” e ter atenção, realça o psicólogo. “Quando chegamos a casa devemos perguntar aos jovens como correu o dia. Podem não querer falar, há a idade em que preferem falar com os amigos dos seus grupos, mas é importante os pais perguntarem e mostrarem que estão lá” para qualquer eventualidade, continua.

A psicoterapista norte-americana Eileen Gallo, co-autora do livro Silver Spoon Kids: How Successful Parents Raise Responsible Children, chama a atenção para as conversas dos pais com os filhos não só sobre os dias de escola dos miúdos mas também para contar os seus dias de trabalho. As conversas são “tão importantes” nestes casos, diz à CNN, “provavelmente ainda mais nos dias de hoje” – em que o contacto é feito através de chamadas ou troca de mensagens nas redes sociais em vez de conversas cara-a-cara.

Os níveis de deliquência entre pobres e ricos são “comparáveis”, diz Suniya Luthar. Independentemente dos rendimentos e do seu lar, há sentimentos de ansiedade, depressão, crimes – e é essencial haver figuras a seguir (role models) e comunicação. A única diferença pode ser a forma de quebrar as regras: nos lares das famílias de classe média-alta “o dinheiro é abundante, por isso os jovens têm mais dinheiro para comprar drogas, álcool e arranjar sofisticados bilhetes de identidade falsos e os pais têm dinheiro para pagar a advogados bons”.

“Não é fácil. É confuso. Isto de ser um pai ‘bom o suficiente’ é desconcertante. E pensar que só por que temos mais estudos ou mais dinheiro temos as respostas certas, que sabemos a melhor coisa a fazer para continuar a fazê-la, é um equívoco”, refere Luthar.

 

 

 

 

Encontro Profissionais de Saúde: Homenagem Dr. Albino Aroso

Fevereiro 4, 2016 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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encontro

mais informações:

http://www.apf.pt/agenda/encontro-de-profissionais-de-saude-homenagem-ao-dr-albino-aroso


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