Seminário Internacional sobre Contoterapia e Storytelling 2016

Fevereiro 3, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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semnar

mais informações:

http://www.moonluza.pt/projetos-e-eventos/agenda/semin%C3%A1rio-internacional-sobre-contoterapia-e-storytelling-2016.html

Ensaio Geral Solidário a favor do IAC – Poderá fazer o seu donativo até 3 de fevereiro!

Fevereiro 3, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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ensaio

O Instituto de Apoio à Criança convida-o a assistir ao Ensaio Geral Solidário do Programa Reportório / SERENADE / GROSSE FUGE / HERMAN SCHMERMAN / 5 TANGOS, pela Companhia Nacional de Bailado, no próximo dia 04 de Fevereiro, pelas 21H00, no Teatro Camões – Parque da Nações, Lisboa (junto ao Oceanário).

Ao contribuir com um donativo a partir de 12 euros, o Instituto de Apoio à Criança oferece-lhe um convite para assistir ao Programa de Reportório que reúne alguns dos coreógrafos que mais marcaram a História da Dança.

Até ao próximo dia 03 de Fevereiro poderá fazer o donativo através de:

  • Transferência bancária – NIB: 0035 0150 00050589030 90, envio do comprovativo para iac-sede@iacrianca.pt indicando os dados para emissão do respetivo recibo (nome, morada e NIF)
  • Através de cheque à ordem de Instituto de Apoio à Criança
  • Presencialmente, na sede do Instituto de Apoio à Criança – Largo da Memória, nº 14, 1349-045 Lisboa (perto da Igreja da Memória)

Os convites podem ser levantados na sede do Instituto, (Largo da Memória, nº 14, 1349-045 Lisboa, perto da Igreja da Memória), ou enviados por email, sendo imprescindível a sua apresentação no dia do Bailado.

O Instituto de Apoio à Criança é uma Instituição de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, com o NIF 501 377 662, a quem foi reconhecido o estatuto de superior interesse social (Despacho conjunto nº823/98, de 9 de Novembro, publicado no Diário da República, II Série, de 27 de Novembro. Os donativos concedidos ao IAC enquadram-se nos Artigos 62º e 63º do Estatuto dos Benefícios Fiscais.

Para mais informações contacte o IAC através de Tel: 21 361 7880 / 913 247 970 ou iac-sede@iacrianca.pt.

Pela Defesa dos Direitos da Criança

Informação

Cartaz

São crianças sírias e querem voltar para casa

Fevereiro 3, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://www.publico.pt de 15 de janeiro de 2016.

Reuters Umit Bektas

Ilaf Hassun é uma menina de 9 anos que vive com a sua família e mais cerca de 3 mil pessoas – mil delas com menos de 12 anos – num campo de refugiados em Hatay, Turquia. A irmã tem sete anos e o pai trabalha ilegalmente noutra cidade, pelo que raramente as visita. Numa folha, Ilaf desenhou uma casa, árvores e nuvens a sorrir. No meio, a caneta vermelha, acrescentou a figura de uma mulher com a filha ao colo, a caminho de uma sepultura. O desenho de Ilaf é um exemplo entre milhares de crianças traumatizadas com a guerra na Síria. Cerca de 2,3 milhões de pessoas vivem refugiadas na Turquia, mais de metade são crianças. Assegurar apoio psicológico e abrigo para todas é um dos maiores desafios das autoridades turcas. “Temos de arranjar uma maneira de fazer com que as crianças esqueçam a guerra e aquilo que viveram”, disse Ahmet Lutfi Akar, presidente da organização humanitária “Turkish Red Crescent”. “Estas crianças estão a crescer nos campos. Temos de lhes ensinar que os problemas podem ser resolvidos sem violência. E temos de apagar as marcas da guerra”, acrescentou. O sonho de várias crianças sírias nos campos de refugiados não é ir para a Europa mas voltar para casa. “A Síria é mais bonita do que aqui”, diz Ali Addahar, com 9 anos. Ahmet Cemal, de 12 anos, recorda a sua casa. “A nossa casa era bonita. Éramos felizes lá”. Gays Cardak, um menino sírio de 6 anos, quer ajudar o seu país com aquilo que está aprender numa escola turca. “Vou ser médico e engenheiro. Vou reconstruir a Síria e levar os soldados para o hospital”, disse Gays, embrulhado num pequeno casaco de inverno, no meio do frio.

mais fotografias no link:

http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/memorias-de-casa-em-papel-357217#/0

 

Crianças que vão mais tarde para a escola são menos hiperativas

Fevereiro 3, 2016 às 11:30 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 26 de janeiro de 2016.

Reuters hannibal Hanschke

Marta Santos Silva

Um novo estudo demonstra que atrasar um ano a entrada para a escola torna as crianças mais atentas e controladas

A idade em que as crianças devem começar o jardim-de-infância ou a escola primária tem sido assunto de debate junto da comunidade científica que estuda o desenvolvimento das crianças. Agora, uma investigação da universidade norte-americana de Stanford vem mostrar que atrasar um ano a entrada das crianças para a escola pode ajudá-las a ser menos hiperativas e desatentas, e a terem mais autocontrolo.

O estudo da universidade de Stanford, publicado em outubro na revista científica do National Bureau of Economic Research, olhou para o caso de crianças dinamarquesas. O estudo demonstrou que as crianças que começavam a escola um ano mais tarde mostravam níveis inferiores de hiperatividade e eram mais concentradas, efeitos que se mantinham não apenas durante o primeiro ano de escola mas até pelo menos os onze anos de idade”.

“Descobrimos que atrasar a entrada na escola por um ano reduzia a desatenção e a hiperatividade em 73 por cento para uma criança ‘média’, aos 11 anos”, disse o principal autor do estudo, Thomas Dee, num comunicado da universidade de Stanford. “Ficava praticamente eliminada a probabilidade de uma queria ‘média’ nessa idade tivesse um nível anormal, ou mais alto do que o normal, de comportamentos hiperativos ou desatentos”.

A investigação de Thomas Dee, feita em colaboração com o investigador dinamarquês Hans Henrik Sievertsen, demonstrou também uma ligação entre níveis mais baixos de hiperatividade e desatenção e melhores resultados escolares. As crianças com uma maior capacidade de controlar os seus impulsos e manter-se atentas tinham melhores notas.

O estudo foi realizado usando dados dos censos dinamarqueses e informação de um inquérito que é realizado a nível nacional na Dinamarca para avaliar a saúde mental das crianças com 7 e 11 anos, que mede também os níveis de hiperatividade e desatenção. Na Dinamarca, como é habitual em Portugal, a entrada na escola faz-se no ano civil em que as crianças fazem seis anos. Assim, as crianças nascidas alguns dias antes de 31 de dezembro, que entram na escola com menos de seis anos, podem ser comparadas com aquelas que nascem poucos dias depois, que terão seis anos e oito meses quando começarem a escola.

“Ficámos surpreendidos com a persistência do efeito”, disse à Quartz o investigador Hans Henrik Sievertsen. Esperar um ano para começar a escola fazia com que as crianças não tivessem quase probabilidade nenhuma de vir a ter hiperatividade acima da média.

 

 

 

Criar hábitos de estudo – artigo de Mário Cordeiro

Fevereiro 3, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no i  no dia 26 de janeiro de 2016.

mario.cordeiro

As crianças devem ser autónomas no seu quotidiano, designadamente no estudar. Todavia, ensinar, apoiar e estar disponível não é “fazer a papinha” mas sim ajudar os filhos, precisamente, a adquirirem essa autonomia.

Uma das tarefas mais difíceis para um pai é convencer um filho a estudar e a criar hábitos de estudo.

Estudar é muitas vezes visto como um frete porque a questão é mal apresentada – não se estuda para passar nos exames, mas sim para conseguir um dos maiores objetivos do ser humano: o aperfeiçoamento, que dá gozo, prazer, é estimulante, criativo e torna-nos mais livre, porque nos permite mais soluções e opções. Se estudar for assim visto, as crianças estudarão com gosto, pese algumas matérias serem mais interessantes do que outras, ou a criança ter mais apetência para umas ou outras.

Um outro desafio que se apresenta aos pais é explicar aos filhos que estudar não é uma “seca”. Mas… será possível tornar o estudo divertido?

É. É possível, desde que se ensine (e se aprenda), desde muito cedo, a ser organizado e metódico, e que uma pessoa será tanto melhor estudante, no sentido lato do termo, e como ser humano, se for completa, eclética e pluripotencial. A tarefa começa, pois, no infantário! Se o estudo for visto como um desafio, como um jogo em que se pretende saber mais, para constatar que menos se sabe e que mais há para aprender, então as crianças gostarão de estudar, mesmo que estejamos perante um paradoxo. É verdade que é um paradoxo, mas um paradoxo gostoso, porque substitui o «só sei que nada sei», num «vou sabendo mais, mas sabendo que há muito mais para saber do que eu pensava». Pelo contrário, se o estudo for visto como um trabalho forçado que visa apenas os quadros de honra ou “ter 5 por ter 5”, então ninguém estudará com interesse.

Os pais devem, assim, ensinar os filhos a ser metódicos e organizados, rigorosos e exigentes consigo próprios, mas a darem o melhor de si e não a compararem-se com os outros ou a serem bons para eles, pais, poderem dizer que têm um filho no quadro de excelência ou de honra, ou seja lá o que for. O bom planeamento está em ver qual a matéria, dividi-la, racioná-la, estabelecer objetivos e ver qual a melhor estratégia para os atingir. É bom todos os dias ler a matéria que foi dada (20 minutos serão o suficiente), não como forma de estudo mas para “puxar” a matéria que foi dada de manhã novamente para o consciente, ir tendo uma ideia, passo a passo, do que se vai dando, e na altura dos testes será muito menor o esforço e mais fácil o estudo, sem ter de prescindir de tudo o resto.

Alguns alunos podem precisar de espaços de calma e vocacionados para estudar, quando os pais e a escola não lhes ensinaram a metodologia do ensino/aprendizagem. Todavia, creio que explicações, no sentido de “mais do mesmo”, é pura perda de tempo e de dinheiro, entedia as crianças, enfurece os pais e desilude os explicadores. Uma criança, desde pequena, deve adquirir autonomia no estudo, o que não quer dizer que os pais não estejam sempre lá para apoio final, revisões, perguntas avulsas, ensinar pequenos truques, averiguar fragilidades, desdramatizar stresses… mas o estudo deve ser pessoal, com boas condições, sem televisão, playstations ou o que seja a interferir e a distrair. Será que os próprios pais sabem ter momentos de calma, rigor e objetividade assim?

Voltarei um dia destes ao tema, com os inefáveis TPCs e os exames. Até lá, estimulem a autonomia dos vossos filhos, mas não se esqueçam que autonomia não é deixar desamparados, é deixar errar para corrigir, é apoiar, é estar disponível e presente, é fazer “sabatinas” e perguntas, sem stresse. Somos pais. Sem sermos “galinhas” temos de estar ao lado das nossas crias. Só assim poderão crescer, ter gosto pelo aperfeiçoamento e pelo saber. Autonomia anda a par e responsabilidade. Direitos andam a par de deveres… mas voltaremos ao tema Educação… porque é pano para mangas. Uma boa semana!

 

 

 

 

 

As negativas consequências da pobreza para o cérebro de crianças

Fevereiro 3, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://brasileiros.com.br de 18 de janeiro de 2016.

Pesquisa publicada no “Journal of Psychiatry” mostra que a pobreza altera a forma como algumas regiões do órgão se comunicam -e elas nem sempre voltam ao normal.

Crescer em meio a pobreza tem uma série de consequências negativas que ultrapassam as necessidades financeiras, afirmam pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, além de todas as dificuldades, essas crianças terão alteradas as conexões de algumas regiões do cérebro e, por isso, poderão ter menos capacidade de regular emoções e estresse futuramente. A pesquisa com o achado foi publicada no dia 15 de janeiro na edição on-line do Journal of Psychiatry.

Os pesquisadores analisaram a imagem do cérebro de 104 crianças de 7 a 12 anos e descobriram que as estruturas-chave do órgão estão conectadas de forma diferente em crianças pobres, quando comparadas com indivíduos que cresceram em ambientes mais abastados.

Uma estrutura em particular analisada foi o hipocampo, região responsável pelo processamento da aprendizagem, memória e regulação do estresse. Também a amígdala, área também ligada ao estresse e a emoções, tiveram suas conexões analisadas.

Por meio de exames de ressonância, os pesquisadores perceberam que as conexões dessas áreas com outras do cérebro são mais fracas, dependendo do grau de pobreza a que a criança foi exposta. Quanto mais pobre a família, maior a probabilidade do hipocampo e a amígdala se conectarem a outras estruturas do cérebro dessa maneira.

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Além disso, crianças pré-escolares mais pobres eram muito mais propensas a ter sintomas de depressão clínica quando atingiram a idade escolar (em torno de 9 e 10 anos).

“Neste estudo, verificou-se que o modo como essas estruturas se conectam com o resto do cérebro muda de maneira que consideraríamos ser menos útil na regulação da emoção e estresse”, disse Deanna M. Barch, professora da Universidade de Washington e primeira autora do estudo.

Uma pesquisa anterior do mesmo grupo de pesquisadores identificou diferenças no volume de matéria cinzenta e matéria branca, e do tamanho e volume do hipocampo e amígdala. Mas eles também descobriram que muitas dessas mudanças podem ser superadas através de carinho dos pais. Isso não é verdade, no entanto, em relação a mudanças na conectividade identificados no novo estudo.

Maior probabilidade para doenças psiquiátricas

“A pobreza é um dos preditores mais poderosos de maus resultados de desenvolvimento para as crianças”, disse Joan L. Luby, professor de psiquiatria infantil da Universidade de Washington e também autor do estudo.

Crianças criadas em condições de pobreza tendem a ter maus resultados educacionais e estão em maior risco para doenças psiquiátricas, como depressão e comportamentos antissociais.

Pesquisadores acreditam que fatores como estresse, exposições ambientais adversas (como fumaça de cigarro e má nutrição) – juntamente com oportunidades educacionais limitadas, podem contribuir para problemas mais tarde na vida.

“Esse estudo é importante porque chama a atenção em como as experiências adversas no início da vida estão influenciando o desenvolvimento e função do cérebro”, diz. “Não podemos esperar para intervir e precisamos fazer isso o mais cedo possível para ajudar essas crianças a ter melhores trajetórias de desenvolvimento em suas vidas.”

Referências

BARCH, Deanna. PAGLIACCIO, David et al.”Effect of Hippocampal and Amygdala Connectivity on the Relationship Between Preschool Poverty and School-Age Depression” em The American Journal of Psychiatry. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1176/appi.ajp.2015.15081014. Acesso em: 17 de janeiro de 2016.

 

 

 


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