Falta de mimo causa “cérebros mais pequenos” nas crianças

Janeiro 29, 2016 às 10:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 29 de janeiro de 2016.

visualizar o vídeo da notícia no link:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/falta-de-mimo-causa-cerebros-mais-pequenos-nas-criancas/56aa19970cf21a5b7b001f19

tvi

Crianças que são institucionalizadas antes dos dois anos perdem ligações cerebrais. O mesmo pode acontecer com as crianças vítimas de maus-tratos. Falta de afeto prejudica a arquitetura cerebral de forma irreversível. Conclusões de uma conferência que reuniu especialistas do desenvolvimento da criança.

 

Crescer. As crianças portuguesas são das que têm menos liberdade no dia-a-dia

Janeiro 29, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do i de 12 de setembro de 2015.

Filipe Casaca

Não vão sozinhas para a escola e são quase sempre os pais que as levam de carro. Não saem de casa à noite. Não vão brincar para o parque. Que adultos serão no futuro?

Há 30 anos as crianças portuguesas começavam a ir para a escola sozinhas com oito ou nove anos. Agora, só aos 12 é que os pais lhes dão carta branca, mas a maioria vai mesmo de carro, embora vivam quase sempre a menos de meia hora da escola. Poucos são os que saem de casa à noite e, ao fim-de-semana, dominam as idas às compras e as visitas a familiares mais do que as idas ao parque com adultos ou amigos da mesma idade.

Podia ser apenas um sinal dos tempos, mas um estudo coordenado pelo think tank Policy Studies Institute (PSI) concluiu recentemente que as crianças portuguesas são das que têm menos liberdade no dia-a-dia. Em 16 países analisados, Portugal surge em 14.o lugar a par da Itália e só atrás da África do Sul. Quem trabalha com crianças não estranha, mas não hesita em apontar consequências que os pais devem ter em conta na hora de tentar controlar tudo: crianças pouco autónomas são menos despachadas, mais inseguras, menos tolerantes e até podem chegar a adultos com défices ao nível motor e emocional. 

A análise do PSI, que em Portugal contou com a colaboração de uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, foi divulgada este Verão. Em altura de regresso às aulas, um dos autores do trabalho, Carlos Neto, defende ao i que os resultados devem dar que pensar e apela a uma mudança por parte dos pais portugueses. Segundo o especialista, há receios exagerados que depois passam inseguranças aos filhos e os acompanham pela idade adulta, ainda que o efeito se note logo em pequenos.

“As crianças que não são confrontadas com o risco são as que estão mais propensas a ele”, diz o investigador numa entrevista que pode ler nas páginas que se seguem.
O investigador tem uma expressão para a sociedade de medo em que pais e crianças passaram a mover-se: o terrorismo do não. E avisa que as consequências a longo prazo podem ser significativas, já que crianças que não arriscaram e nunca lidaram com desafios na idade certa terão mais dificuldades em ser adultos empreendedores no futuro.

O tesouro dos pais Rita Jonet, psicóloga educacional no externato “O Nosso Jardim”, em Lisboa, admite que não estava à espera de uma posição tão na cauda na comparação internacional sobre autonomia das crianças, mas diz que os sinais são visíveis há muito.“Os pais estão cada vez mais protectores em relação às crianças”, diz a especialista.

Quanto às raízes deste problema, a psicóloga admite que estarão mesmo na crise de natalidade que o país vai atravessando. “Os pais focam-se no único filho que têm, é o tesouro deles e não arriscam.” E isso leva a outro problema que poderá explicar por que motivo as crianças em Portugal têm pouca liberdade nas idades mais novas: “O filho deles é a coisa mais preciosa mas não se importam muito com as outras crianças. Existe uma baixa cultura de considerar as crianças como pessoas como acontece nos países mais desenvolvidos, nomeadamente nos países nórdicos”, diz Jonet.

É precisamente a Finlândia que lidera o ranking dos países em que as crianças têm maior autonomia em termos de mobilidade, seguida da Alemanha. E curiosamente é nestes dois países que os pais concordam menos com a ideia de que outros jovens e adultos nas redondezas são motivos para recear que as crianças brinquem na rua sozinhas. Em Portugal, quase 50% dos pais inquiridos tem esta preocupação e nesses países só dois em cada dez a expressaram no estudo do Policy Studies Institute. 

Mas além da ausência de um sentido de comunidade, o próprio meio urbano pode fazer parte da equação. Carlos Neto diz que as cidades são pouco amigas das crianças, com poucos espaços de lazer. O pediatra Mário Cordeiro tem a mesma opinião. E acredita que mais do que a probabilidade rara de as crianças serem atraídas por predadores, que leva a algum excesso de zelo por parte dos pais, há efectivamente problemas no espaço urbano: “Os prédios não têm espaços livres comuns (pátios, jardins, logradouros) e a rua pode ser perigosa por causa do trânsito”, diz. Para o especialista, isto e o conforto do “não” são razões evidentes para aquilo que chama sedentarismo claustrofóbico. “Estar em casa, sobretudo com uma consola ou um computador nas mãos, é meio caminho andado para não darem maçadas e estarem tranquilos e sossegados, sem fazerem birras nem precisarem de investimento dos pais”, diz.

Vencer o medo Segundo o estudo do Policy Studies Institute, o maior receio por parte dos pais é que os filhos sejam atropelados. Já as crianças têm receio do que lhes poderão fazer os “estranhos” mas também de se perderem ou serem vítimas de bullying. 

Mário Cordeiro defende que os medos devem ser contrariados, mas não há receitas fáceis. A autonomia e liberdade dependerá da criança, temperamento, maturidade e grau de responsabilização. Aos poucos, e conhecendo os filhos, os pais poderão ir introduzindo as várias experiências de autonomia, recomenda. “Seja o caminho de e para a escola, ir comprar coisas ao lado de casa, brincar com amigos que morem ao pé”, exemplifica.

Para Carlos Neto, tornar as escolas, nomeadamente os recreios, um espaço de maior experimentação é outra frente de ataque. Para o especialista, uma escola que reconhecesse mais a necessidade do risco para se aprender e crescer teria melhores resultados de que uma cultura de hipervigilância que se tende a instituir para dar resposta às inquietudes dos pais e evitar chatices nos recreios.

Rita Jonet sente esse braço de ferro entre o que lhe sugere a pedagogia e os receios dos pais, mas acredita que há forma de dar a volta mostrando bons resultados às famílias. No externato onde trabalha, começaram há uns anos a fazer uma experiência com os alunos da terceira classe, portanto aos oito anos. Têm uma actividade que consiste em dar recados a este alunos para fazerem na rua, por exemplo comprar maçãs. “Vão em pequenos grupos, acompanhados por alunos do 4.o ano”, explica. “A ideia é que conheçam o bairro e se desenvencilhem.” 

Segundo a psicóloga, se ao início os pais eram cépticos, hoje a maioria autoriza a aventura. Para Rita Jonet, só este tipo de intervenções permitirá que as crianças não cresçam só “grandes cabeças” com dificuldades sociais. “São crianças que vivem num mundo tão pequeno que por vezes, quando vamos a uma visita de estudo, sinto que se vêem alguém mais diferente têm uma reacção pouco natural, olham mais de lado”, diz a psicóloga, alertando para  um contraconsenso de que por vezes os pais não se apercebem. “Dizem não a experiências que os podem fazer crescer mas para jogos, gadjets e horas de ir dormir muitas vezes não existem tantas limitações.”

Se o sedentarismo e a consequente epidemia da obesidade são perigos conhecidos, Mário Cordeiro chama também atenção para o lado humano.“A ecrã-dependência, o sedentarismo, o isolamento, a transformação das relações sociais em páginas de Facebook são uma pena não apenas pela parte física mas pela desumanização das crianças e pelo aumentar do hiato entre o ser humano e a Natureza e o exterior”, diz. 

Mas se as razões espirituais não chegarem, que os pais pensem em coisas práticas. “Brincar no exterior ajuda muito a ter menos infecções, a ganhar defesas imunológicas e autonomia psicológica. Ajuda a crescer em todos os sentidos, enquanto estar sempre em casa, bloqueado num bunker, estiola e faz regredir, inclusivamente do ponto de vista intelectual.”

 

 

 

 

Ensaio Geral Solidário a favor do IAC – Poderá fazer o seu donativo até 3 de fevereiro!

Janeiro 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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ensaio

O Instituto de Apoio à Criança convida-o a assistir ao Ensaio Geral Solidário do Programa Reportório / SERENADE / GROSSE FUGE / HERMAN SCHMERMAN / 5 TANGOS, pela Companhia Nacional de Bailado, no próximo dia 04 de Fevereiro, pelas 21H00, no Teatro Camões – Parque da Nações, Lisboa (junto ao Oceanário).

Ao contribuir com um donativo a partir de 12 euros, o Instituto de Apoio à Criança oferece-lhe um convite para assistir ao Programa de Reportório que reúne alguns dos coreógrafos que mais marcaram a História da Dança.

Até ao próximo dia 03 de Fevereiro poderá fazer o donativo através de:

  • Transferência bancária – NIB: 0035 0150 00050589030 90, envio do comprovativo para iac-sede@iacrianca.pt indicando os dados para emissão do respetivo recibo (nome, morada e NIF)
  • Através de cheque à ordem de Instituto de Apoio à Criança
  • Presencialmente, na sede do Instituto de Apoio à Criança – Largo da Memória, nº 14, 1349-045 Lisboa (perto da Igreja da Memória)

Os convites podem ser levantados na sede do Instituto, (Largo da Memória, nº 14, 1349-045 Lisboa, perto da Igreja da Memória), ou enviados por email, sendo imprescindível a sua apresentação no dia do Bailado.

O Instituto de Apoio à Criança é uma Instituição de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, com o NIF 501 377 662, a quem foi reconhecido o estatuto de superior interesse social (Despacho conjunto nº823/98, de 9 de Novembro, publicado no Diário da República, II Série, de 27 de Novembro. Os donativos concedidos ao IAC enquadram-se nos Artigos 62º e 63º do Estatuto dos Benefícios Fiscais.

Para mais informações contacte o IAC através de Tel: 21 361 7880 / 913 247 970 ou iac-sede@iacrianca.pt.

Pela Defesa dos Direitos da Criança

Informação

Cartaz

 

Vai dar um telemóvel ao seu filho? Aqui ficam alguns conselhos

Janeiro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Expressso de 16 de janeiro de 2016.

Sean Gallup

Telemóveis e smartphones são uma nova realidade na vida de pais – e de filhos. Qual a idade certa para dar um primeiro telemóvel? Se for o seu caso, deixamos-lhe algumas linhas orientadoras

Katya Delimbeuf

Quantos de nós não conhecemos crianças que têm telemóvel, ou mesmo smartphones, com ligação à internet? Qual será a idade mais acertada para oferecer o primeiro telemóvel ao seu filho? Os especialistas são unânimes: uma prenda destas deve corresponder a uma necessidade efetiva – como por exemplo, se o seu filho passar a andar de transportes públicos sozinho, ou se for para um campo de férias e precisa de estar contactável – e não a um argumento do género “Mas todos os meus amigos têm…”. O pediatra Mário Cordeiro defende que “só se deve ter telemóvel quando há necessidade de comunicar sem ser por outras vias. As necessidades criam-se, a todos os níveis”, lembra. “E é bom saber estar consigo próprio, tentar que a comunicação “olhos nos olhos” substitua o virtual e saber não ser órfão do telemóvel, da televisão ou das redes sociais.”

O que é um facto é que cada vez mais crianças têm telemóveis pessoais – e cada vez mais cedo. Na vizinha Espanha, mais de 25% dos meninos de 10 anos tem um, e aos 15 anos, o valor aumenta para 63%. Para os pais, aqui ficam alguns conselhos de regras a implementar.

  1. Dê o exemplo

Os pais continuam a ser os principais educadores, e a educação faz-se pelo exemplo. Por isso, se não querem que os vossos filhos sejam viciados no aparelho e andem com ele para todo o lado, não sejam vocês próprios escravos do telemóvel. As alturas das refeições, o tempo de estudo, acompanhado ou não, ou o tempo passado no parque ou ao ar livre não devem ser interrompidos por tempo dos pais ao telemóvel. Os mais novos necessitam de sentir a nossa atenção indevida, e há estudos científicos que apontam que a dependência dos adultos relativamente ao telemóvel tem efeitos no desenvolvimento cognitivo e na autoestima dos menores.

  1. Telemóvel com ligação à internet, sim ou não?

A internet faz parte da vida moderna e pode ser útil em muitas ocasiões. Se optar por um telemóvel que o permita aceder à internet, lembre-se que controlar tudo o que o seu filho faz é impossível, e também não será uma forma saudável de cimentar a vossa relação. O diálogo continua a ser a arma mais importante dos pais, e é preciso dar espaço à privacidade dos seus filhos.

  1. Estabeleça regras

Como em tudo na vida, é necessário estipular limites. Faça um “contrato” com o seu filho, com as regras sobre tempo de utilização, “downloads”, redes sociais… Nunca é demais alertar para os “básicos” da segurança na internet: não aceitar pedidos de amizade de estranhos no Facebook, ter atenção às fotos que se publicam, por muito inocentes que pareçam, desativar funcionalidades como a localização, que pode ser usada por pessoas mal-intencionadas. É importante lembrar que aquilo que é colocado na internet tem “rasto”, ou seja, nunca desaparece depois de postado – e isso levanta questões sensíveis. A questão do ‘ciberbullying’ é real para muito mais crianças do que seria desejável, e por isso é fundamental reiterar a importância de valores como o respeito na interação virtual.

  1. Crie um clima de cumplicidade

Confiança e comunicação são fatores-chave na relação entre pais e filhos. No “Guia Parental para manter os filhos seguros na internet”, do Programa Internet Segura da União Europeia, uma das regras consideradas de ouro é “fomentar a confiança mútua, transmitindo aos seus filhos que podem falar sobre os seus erros, de modo a poderem procurar soluções em conjunto”. Os erros fazem parte da aprendizagem. E se os seus filhos sentirem que em vez de os repreender saberá ouvi-los, em caso de aflição, mais facilmente partilharão as suas dúvidas consigo.

  1. Fixe horários

Há coisas que têm de manter-se sagradas, e os locais e horários de utilização dos telemóveis são uma delas. Caso queira que o seu filho leve o telemóvel para a escola, é muito importante que lhe explique que este tem de estar desligado durante o tempo de aulas. Mas é igualmente importante que o telemóvel tenha uma hora certa para ser desligado à noite, de modo a não interferir com os horários de sono dos mais novos. Para que a luz de mensagens a entrar não perturbe o seu tempo de descanso, não devem estar apenas no silêncio – e não há como estarem desligados para não haver a tentação de jogar jogos ou trocar mensagens mais ou menos próprias.

  1. Respeite a privacidade dos seus filhos

Num inquérito nacional de 2016 do Pew Research Center, em Washington, nos EUA, realizado a pais de adolescentes entre os 13 e os 17 anos, quase metade (48%) admitiu saber a password do seu filho da conta de email, e 43% admitia conhecer a ‘password’ dos telemóveis destes. Paulo Gomes, psicólogo e investigador na equipa da Aventura Social, defende que “a privacidade dos mais novos deve ser preservada, e a sua monitorização deve existir num espaço de partilha e entreajuda, e não num espaço de mero controlo”. Lembre-se: os seus filhos estão a crescer, a tornarem-se “adultos” com personalidade própria, e têm direito à sua esfera de privacidade.

  1. Aprenda com os seus filhos

Não é novidade nenhuma que a nova geração domina as novas tecnologias de um modo que os seus pais não. Aproveite isso para aprender como se usam uma série de ferramentas e aplicações. Perguntando-lhes quais as suas aplicações preferidas, saberá quais usam – e no melhor dos cenários, as que lhe podem ser úteis a si.

 

 

Report of the commission on ending childhood obesity – relatório da OMS

Janeiro 29, 2016 às 10:30 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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report

According to the report, many children are growing up today in environments encouraging weight gain and obesity. Driven by globalization and urbanization, exposure to unhealthy (obesogneic) environments is increasing in high-, middle- and low-income countries and across all socioeconomic groups. The marketing of unhealthy foods and non-alcoholic beverages was identified as a major factor in the increase in numbers of children being overweight and obese, particularly in the developing world.

Overweight prevalence among children aged under 5 years has risen between 1990 and 2014, from 4.8% to 6.1%, with numbers of affected children rising from 31 million to 41 million during that time. The number of overweight children in lower middle-income countries has more than doubled over that period, from 7.5 million to 15.5 million.

In 2014, almost half (48%) of all overweight and obese children aged under 5 lived in Asia and one-quarter (25%) in Africa. The number of overweight children aged under 5 in Africa has nearly doubled since 1990 (5.4 million to 10.3 million).

descarregar o relatório no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

 

OMS culpa publicidade pelo aumento da obesidade infantil

Janeiro 29, 2016 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://economico.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Recomendações e relatório da OMS no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Advertising as a cue to consume: a systematic review and meta-analysis of the effects of acute exposure to unhealthy food and nonalcoholic beverage advertising on intake in children and adults

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A obesidade infantil está a aumentar de forma galopante e a culpa pode ser da publicidade, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de crianças abaixo dos cinco anos com excesso de peso aumentou em 10 milhões, nos últimos 15 anos. A taxa, que em 1990 era de 4,8%, passou para os actuais 6,1%, revelou ontem a OMS, que aponta o dedo ao marketing e à publicidade, sem restrições no que toca aos refrigerantes e a outras bebidas açucaradas.

O contributo da publicidade para que as crianças comam cada vez pior e para a actual epidemia de obesidade infantil tem sido comprovada por sucessivos estudos. Um dos mais recentes foi realizado pela Universidade de Liverpool e publicado, este mês, no American Jounal of Clinical Nutrition.

Os investigadores do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade daquela instituição avaliaram o impacto da publicidade a alimentos não-saudáveis no seu consumo por crianças e adultos e concluíram que, no caso dos mais novos, a exposição a anúncios de televisão ou na internet levou a um aumento significativo da ingestão destes alimentos. Mas o mesmo não aconteceu no adultos. O estudo revela ainda que o impacto nas crianças é o mesmo em qualquer um dos meios utilizados.

“A nossa análise mostra que a publicidade não influencia apenas a preferência por uma marca, mas impulsiona o consumo.

Dado que quase todas as crianças, nas sociedades ocidentalizadas, estão expostas, numa base diária, a grandes quantidades de publicidade a alimentos não saudáveis, esta é uma preocupação real”, explicou Emma J. Boyland, responsável pela equipa de investigadores.

Boyland diz ainda que o aumento gradual da ingestão de calorias resultou na “actual epidemia de obesidade infantil” e defende que o marketing alimentar tem um papel crítico nesta matéria.

Estes resultados justificam, com base científica, as recomendações para a adopção de estratégias e políticas que reduzam a exposição das crianças à publicidade de alimentos.

 

Funções executivas: como ajudar a criança a pensar antes de agir

Janeiro 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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funções

texto do site http://www.radardaprimeirainfancia.org.br de 17 de dezembro de 2014.

As funções executivas são habilidades que ajudam as crianças a desenvolver o autocontrole, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva. Em conjunto, permitem à criança planejar, raciocinar, prestar atenção e realizar múltiplas tarefas. As funções executivas requerem muitos anos para se desenvolver. No entanto, há duas épocas em especial em que se desenvolvem mais rapidamente: nos anos pré-escolares e na adolescência.

O folheto informativo a seguir fornece evidências científicas sobre o desenvolvimento das funções executivas na Primeira Infância. O texto apresenta situações a que pais e cuidadores devem prestar atenção, e ações que podem contribuir para o desenvolvimento infantil.

De acordo com o artigo, o adulto pode contribuir para o desenvolvimento de funções executivas a partir dos 4 a 5 anos, com exercícios simples. Por exemplo, estimulá-lo a realizar tarefas simples antes de receber recompensas, fracionar problemas em soluções mais fáceis, ou aprender a se desenvolver frente a tarefas difíceis.

descarregar o documento no link:

http://www.enciclopedia-crianca.com/sites/default/files/docs/coups-oeil/de-olho-no-funcoes-executivas.pdf

mais documentos no link:

http://www.enciclopedia-crianca.com/folhetos-informativos

 


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