Faz sentido uma prova logo no 2.º ano? Professores duvidam

Janeiro 19, 2016 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia de Ana Bela Ferreira, publicada no Diário de Notícias em 11 de janeiro de 2016.

Ministério esclarece que este ano é o meio do 1.º ciclo, mas docentes dizem que os alunos ainda sabem pouco nesta idade.

Devem crianças de 8 anos e no início do percurso escolar fazer provas de aferição? Os professores começam a questionar esta escolha feita pelo Ministério da Educação, agora que o regresso das provas de aferição e o fim dos exames no 4.º e 6.º anos são uma realidade. Para os especialistas, o 2.º ano será ainda muito inicial da escolaridade para só se voltar a avaliar os conhecimentos no 5.º ano e alguns questionam se não seria mais útil fazer essa aferição no 3.º ano.

Questionada pelo DN sobre a escolha deste ano letivo, a tutela justifica a escolha com “a localização exata do 2.º ano a meio do 1.º ciclo”. Acrescentando que se pretende que “a passagem de cada aluno pelos instrumentos de aferição tenha uma dupla finalidade: por um lado, a geração de dados globais que permitam a regularização e monitorização do sistema; por outro, um contributo para a identificação de necessidades específicas de cada aluno. Uma aferição no momento final permite monitorizar o sistema, mas já não contribui para que a escola e os professores possam trabalhar especificamente as dificuldades detetadas para cada estudante”.
No entanto, o professor do 2.º ciclo (5.º e 6.º anos) e historiador de Educação Paulo Guinote acredita que a diferença entre o 2.º e o 5.º anos, quando se realizam as duas primeiras provas de aferição, “não permite que se tire conclusões. Porque no 5.º ano, quando voltarem a repetir-se, já são outros professores a dar a matéria”. Daí que defenda que “se devia fazer uma segunda aferição no 1.º ciclo ou então fazer no 3.º ano”.

O docente acredita também que o 2.º ano de escola “tem ainda um nível muito incipiente de conhecimentos para se estar a avaliar”.

É nesse sentido que a Associação Nacional de Professores de Português (Anproport) escreve no parecer sobre a avaliação no ensino básico, a que o DN teve acesso, considerar que “a prova de aferição do 2.º ano não dispensa a do 4.º ano”. Uma vez que no 1.º ciclo “é muito grande a diferença, no que ao Português diz respeito, entre os conteúdos e objetivos dos dois primeiros anos e os dos dois últimos anos”. A que se junta ainda o argumento de que “o 4.º ano é o do final de um ciclo em que há monodocência e que tem características muito diferentes das do ciclo seguinte, pelo que se impõe uma avaliação externa no final desse ciclo”.
Ainda também com dúvidas sobre a escolha deste ano de escolaridade – quando os alunos têm 8 anos de idade – estão também a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Matemática (APM).

O presidente da SPM, Fernando Pestana da Costa admite: “Ainda não sabemos se o 2.º ano é o ano ideal para aferir as dificuldades. Talvez o 3.º ano fosse mais indicado”. Enquanto a presidente da APM, Lurdes Figueiral, revela que a associação está “a pensar sobre esta questão”, que “levanta dúvidas”. “Neste momento estamos a avaliar o currículo para perceber a pertinência de se fazer a aferição neste ano. Ainda temos dúvidas se será ou não mais vantajoso fazer no 2.º ano”.

No comunicado, divulgado na sexta-feira, com a apresentação do novo modelo integrado de avaliação do ensino básico, o Ministério da Educação explicava que as provas de aferição visam “acompanhar o desenvolvimento do currículo” ao mesmo tempo que fornece “informações detalhadas à escola, aos professores, aos encarregados de educação e aos alunos sobre o desempenho destes”. E, por fim, potenciam “uma intervenção pedagógica atempada, dirigida às dificuldades específicas de cada aluno”. No mesmo documento, o ministério liderado por Tiago Brandão Rodrigues justificava ainda os anos escolhidos para as provas por serem “antes da conclusão de cada ciclo de modo a poder agir atempadamente sobre as dificuldades detetadas”.

A questão para os professores é saber como é que se mede o resultado dessa intervenção pedagógica ao longo do 1.º ciclo, uma vez que a segunda prova de aferição é feita num ciclo de ensino já com uma estrutura muito diferente (com vários professores e um leque mais alargado de disciplinas). Neste novo modelo, os alunos fazem provas de aferição a cada três anos.

Fonte

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 61 sobre Crianças com Deficiência Visual

Janeiro 19, 2016 às 3:20 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 61. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Crianças com Deficiência Visual.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

6 razões porque as crianças não devem ter smartphones e tablets antes dos 12 anos

Janeiro 19, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Renan Hamann publicado em 30 jun 2014.

Você deixa que seus filhos pequenos ou outras crianças tenham acesso a smartphones ou tablets? Pois saiba que isso pode acarretar uma série de problemas no desenvolvimento deles. Dois grandes institutos da América do Norte — Sociedade Canadense de Pediatria e Academia Americana de Pediatria — foram responsáveis por uma série de estudos bem profundos sobre isso.

A conclusão a que chegaram é bem interessante. Segundo os especialistas, há diversos problemas causados pelos eletrônicos em crianças de até 12 anos. Está curioso para saber quais são eles? Então fique atento neste artigo para saber exatamente em que aspectos a utilização de smartphones e tablets podem ser prejudiciais.

 
1. Problemas de desenvolvimento cerebral

Os cérebros dos bebês crescem muito rapidamente nos primeiros anos de vida. Até completar dois anos, uma criança tem seu órgão triplicado em tamanho. Nesse período, os estímulos do ambiente — ou a falta deles — são muito importantes para determinar o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral. Alguns estudos mostram que a superexposição a eletrônicos nesse período pode ser prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

 
2. Obesidade

Você já deve ter ouvido alguma afirmação similar a: “As crianças do século 21 fazem parte da primeira geração de pessoas que não vai viver mais do que os próprios pais”. Um dos grandes motivos para isso é a obesidade, que pode sim estar ligada ao uso excessivo de eletrônicos. Estima-se que crianças com aparelhos no próprio quarto têm 30% mais chance de serem obesas do que outras.

 
3. Problemas relacionados ao sono

A constante utilização dos aparelhos pode acabar gerando dependência em diversos graus diferentes. Um dos problemas relacionados a isso está no fato de que muitas crianças deixam de dormir para jogar, navegar ou conversar nos aparelhos. Além das consequências psicológicas causadas por isso, também é preciso lembrar que a falta de sono noturno pode gerar problemas de crescimento.

 
4. Problemas emocionais

Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais. Entre os mais citados pelos pesquisadores estão: “Depressão infantil, ansiedade, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento problemático”. Crianças tendem a repetir comportamentos dos adultos e de personagens que consideram referências. Logo, a exposição a jogos e filmes com violência excessiva pode causar problemas de agressividade também às crianças de até 12 anos.

 
5. Demência digital

Psicólogos e pediatras dos institutos já mencionados afirmam: “Conteúdos multimídia em alta velocidade podem contribuir para aumento o déficit de atenção.”. Além disso, a exposição a isso também causa problemas de concentração e memória. O motivo para isso seria a redução de faixas neuronais para o córtex frontal, que acontece pelo mesmo motivo recém-mencionado.

 
6. Emissão de radiação

A discussão sobre a relação entre o uso de celulares e o surgimento de câncer cerebral ainda é bem polêmica — e pouco conclusiva. Mas há algo em que os cientistas concordam: as crianças são mais sensíveis aos agentes radioativos do que adultos. Por causa disso, pesquisadores canadenses acreditam que a radiação dos celulares deveria ser considerada como “provavelmente cancerígena” para crianças.

 
Independente do quanto os médicos norte-americanos culpam os celulares e tablets por uma série de problemas infantis, é importante sempre ficar atento aos usos de cada aparelho. Manter os eletrônicos aliados à educação das crianças pode ser uma saída muito interessante, mas sempre evitando os excessos e a superexposição a conteúdos agressivos.

Fonte

 

Rastreio gratuito de Disgrafia – 21 de janeiro Cadin em Cascais

Janeiro 19, 2016 às 11:23 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cadin.net/noticias/165-rastreio-de-disgrafia

Apenas um terço dos inquéritos da PJ por abuso sexual de crianças chega a tribunal

Janeiro 19, 2016 às 9:21 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de janeiro de 2016.

Daniel Rocha

Ana Dias Cordeiro

Os inquéritos por crimes de abuso sexual de crianças são cada vez mais frequentes e o seu número é muito superior ao dos casos em que há acusação. Incluem queixas falsas ou inconsistentes mas excluem as “cifras negras” dos abusos que ocorrem e não são denunciados, diz a Polícia Judiciária.

Mais inquéritos por abusos sexuais de crianças investigados pela Polícia Judiciária; mais detenções de suspeitos; e mais condenados nas prisões por este crime: a tendência dos últimos anos manteve-se em 2014 e pelo menos parte de 2015. Desde o processo Casa Pia em 2002, a sociedade está mais atenta e predisposta para denunciar.

Os abusos sexuais de crianças ganharam maior peso na investigação criminal e esta ganhou mais recursos nesta área. Porém, a maioria dos processos continua a não chegar a tribunal. A elevada taxa de processos arquivados mantém-se, confirma o procurador da República Rui do Carmo que fala de “uma perda entre o inquérito e o julgamento”.

Uma perda que resulta em impunidade? “Quando nós suspeitamos que os arquivamentos vão para além dos casos em que os factos não ocorreram, há sempre impunidade, neste como em qualquer outro crime”.

Isabel Polónia, coordenadora superior de investigação criminal da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia Judiciária, fala antes em “crimes não esclarecidos”. Mas por motivos semelhantes: pactos de silêncio entre agressores, testemunhas e vítimas, muitas vezes a viver na mesma casa ou pertencentes à mesma família, e ausência de testemunhas e de provas periciais. A prova centra-se no depoimento da criança que, por medo ou vergonha, não revela logo ou guarda segredo. Muitas vezes, a prova perde-se durante o tempo dessa ambivalência.

Acima dos mil inquéritos

O número de inquéritos investigados pela PJ por crimes de abuso sexual de crianças tem aumentado todos os anos, mantendo-se acima dos mil pelo menos desde 2012, de acordo com os dados disponibilizados por esta polícia (até Junho de 2015). As detenções de suspeitos destes crimes, efectuadas pela PJ, têm sido também mais frequentes, segundo informações divulgadas em Maio passado, num seminário em Lisboa.

Mas esse crescimento e importância continuam a não estar reflectidos no número de casos que são julgados em tribunal, embora estes também estejam a aumentar. De acordo com os quadros disponíveis na página da Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) do Ministério da Justiça, 346 processos passaram pelo tribunal em 2013. Em 2010, houve 290 processos em tribunal e, em 2006, tinha havido 240, segundo as mesmas estatísticas, que englobam os processos relativos a abusos sexuais de crianças e menores dependentes (que estão fora da família, por exemplo, ao cuidado de instituições).

“A ausência de testemunhas e de prova pericial, por não haver lesões, dificulta muito a prova”, explica Rui do Carmo, magistrado da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra, na área criminal e de Família e Menores. “Na maioria dos casos, o facto ocorreu há algum tempo, já não é possível recolher elementos orgânicos e não há ferimentos. Isso torna mais difícil [a obtenção de prova] e centra a prova no depoimento da criança, decisiva neste tipo de criminalidade.”

De uma forma geral, nestes últimos anos, chegou a tribunal menos de um terço do número de inquéritos investigados pela PJ: estes passaram de 1074 em 2012, para 1227 em 2013, voltando a aumentar para 1335 em 2014. Até Junho de 2015, a PJ tinha aberto 738 inquéritos por crimes de abuso sexual de crianças, podendo esse número ter atingido os 1476 inquéritos investigados até Dezembro, se se considerar que o segundo semestre de 2015 manteve uma frequência de casos idêntica à dos primeiros seis meses do ano.

Estes dados podem transmitir uma imagem mais alarmante daquela que é a situação real, por haver denúncias que nem sempre se confirmam. As falsas denúncias para os crimes sexuais rondam os 15% ou 20%, segundo estudos internacionais referidos pela psicóloga forense Cristina Soeiro, sobre “as situações de simulação de abusos”.

Por outro lado, o número de inquéritos e detenções de suspeitos de abusos sexuais de crianças também são susceptíveis de não reflectir a realidade, no seu todo, ao excluírem situações que existem e não são denunciadas.

“Esta é uma área conhecida por ser aquela em que há mais cifras negras. Um crime sexual envolve factores da intimidade que muitas vezes levam as pessoas a não participar”, diz Isabel Polónia, coordenadora superior de investigação criminal da PJ. “Sempre que há uma suspeita, as pessoas devem participar.”

E acrescenta: “Os nossos inspectores têm formação interna e externa e, sempre que possível, procedemos às detenções. Mas há situações em que não encontramos provas, ou porque os factos não ocorreram ou porque não a conseguimos obter. Nalguns casos, as crianças são muito pequenas, ainda mal falam. Noutros, as crianças fecham-se, não querem contar os factos.”

Formação especializada

“O testemunho tem de ser credível”, diz Cristina Soeiro, doutorada em Psicologia da Justiça e especialista superior na Escola de Polícia Judiciária. “A colaboração da criança depende muito da capacidade técnica do entrevistador.”

Nos últimos anos, as equipas foram reforçadas – 23 inspectores da PJ dedicam-se exclusivamente a crimes sexuais que envolvem crianças e adultos, em 1992 eram apenas três – e uma atenção especial foi dada à formação.

Os inspectores adquirem novas competências: “Para motivar a criança a falar, e trabalhar, durante a entrevista, os receios que ela possa sentir se contar”, explica Cristina Soeiro, que coordena alguns dos módulos de formação. Mas também “para não contaminar a criança do ponto de vista da estruturação da memória e permitir que a revelação seja feita com o maior número de detalhes possível”.

A par de uma investigação criminal mais especializada para os crimes de abuso sexual de crianças e de uma maior consciência social, alterações legislativas foram sendo aplicadas nos últimos anos, como as que entraram em vigor no fim de 2015, que, entre outras coisas, agravam algumas penas de prisão – em crimes de lenocínio ou abuso sexual de menor dependente – e excluem a possibilidade de aplicação da pena de multa em actos sexuais com adolescentes ou no recurso à prostituição de menores.

O procurador da República Rui do Carmo relativiza o impacto de alterações à lei. “A questão central é haver capacidade de aplicação efectiva da lei penal. E não existe essa garantia. Estamos muito saturados de procurar mudar o sistema com meras alterações legais. Interessa-me ter capacidade efectiva de aplicação da lei. Se eu não tiver essa capacidade, tanto me faz que ela seja mais branda ou mais dura.”

Apesar de reconhecer avanços e melhorias na investigação destes crimes, Rui do Carmo lembra que a audição da criança para memória futura, perante um juiz, é a que tem valor de prova no julgamento. E lamenta que seja precisamente aquela que fica relegada para segundo plano.

Enquanto “um inspector da PJ pode estar preparadíssimo para fazer a inquirição e tem meios ao seu dispor, o juiz de instrução não tem nenhuma preparação para a fazer, não tem assessoria técnica que o coadjuve nessa audição”, aponta. E lembra, por exemplo, que essa audição decorre “em secções dos tribunais de instrução, indiferenciadas, sem nenhumas condições particulares para receber a criança e para garantir que ela decorre de uma forma serena e reservada”.

Melhorar a situação, reduzindo a probabilidade de um processo ser arquivado, passa, segundo Rui do Carmo, por aproximar o momento em que o facto ocorre e aquele em que a criança depõe. Mas também atender às circunstâncias em que esse depoimento é feito, dando mais importância e meios à audição para memória futura.

É aí que temos de centrar as nossas preocupações e não noutras audições, que podem trazer pistas para a investigação mas não nos trazem elementos de prova para alicerçar a convicção do juiz e que é fundamental para efeitos condenatórios”, diz, antes de concluir: “Esta falha é uma falha significativa, que causa enormes prejuízos do ponto de vista probatório.”

Números

51% dos agressores têm uma relação familiar com a criança, de acordo com o estudo de 2009 Perfis criminais e crime de abuso sexual de crianças, da autoria da psicóloga forense Cristina Soeiro, que analisou 131 casos de abuso sexual entre 2000 e 2007. Segundo a mesma investigação, além dos familiares (pais, tios, padrastos ou companheiros da mãe, avô ou companheiro da avó), 42% dos agressores eram conhecidos da criança (vizinhos ou cuidadores da criança, como um professor) e apenas 7% não o eram.

1335 inquéritos por crimes de abuso sexual de crianças foram investigados pela Polícia Judiciária em 2014 e mais de 730 já tinham sido investigados até Junho de 2015, de acordo com os dados mais recentes disponíveis. Em 2013, foram investigados 1227 inquéritos e em 2012 tinham sido 1074.

346 processos por crimes de abuso sexual de crianças e de menores de 18 anos dependentes foram julgados em tribunal em 2013. Em 2010 houve 290 processos em tribunal e em 2008 tinha havido 275.

275 presos estavam a cumprir pena por crimes de abuso sexual de crianças ou de menores de 18 anos dependentes em 31 de Dezembro de 2014, segundo as estatísticas dos serviços prisionais. Em 2010, estavam 252 pessoas presas por estes crimes, enquanto em 2005 eram 200.

 

 

 

 

Crianças com formação musical possuem melhor gerenciamento do cérebro

Janeiro 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor. Crianças que tocam um instrumento apresentam níveis de atividade no córtex cerebral aumentados, indicando maior aptidão a multitarefas.”

Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston trabalharam com imagem por ressonância magnética e descobriram que a formação musical precoce melhora as áreas do cérebro responsáveis pelo funcionamento executivo.

Também conhecido como controle cognitivo ou sistema atencional supervisor, o “funcionamento executivo” se refere à gestão do cérebro, parecido com o termo corporativo correspondente.

No topo da hierarquia em termos de organização do cérebro, o funcionamento executivo permite o processamento e a retenção de informações, regula o comportamento e é responsável pela resolução de problemas e planejamento, entre outros processos cognitivos. Pode ser considerada uma peça-chave para se ter sucesso na vida.

No estudo, os pesquisadores consideraram que uma criança musicalmente treinada era alguém que tivera pelo menos dois anos de aulas particulares. Eles selecionaram 15 delas, com idades entre 9 e 12 anos, e as estatísticas do grupo corresponderam a treinamentos mais significativos do que aqueles que os pesquisadores estavam procurando: as crianças tocavam por 5,2 anos e praticavam 3,7 horas por semana, começando na idade de 5,9 anos.

Os cientistas os compararam com um grupo de 12 crianças da mesma faixa etária sem formação musical. Em seguida, foram formados dois grupos de estrutura semelhante de adultos, embora o grupo musical consistisse unicamente de músicos profissionais ativos. Os testes cognitivos mostraram que músicos em ambas as faixas etárias tiveram uma posição de vantagem.

A ressonância magnética mostrou que as crianças apresentaram os níveis de atividade no córtex pré-frontal aumentados, indicando que elas podem ser mais aptas a multitarefas do que as não musicais. Os inúmeros benefícios cerebrais da formação musical são bem conhecidos e têm sido o tema central de muitos estudos acadêmicos.

No ano passado, a Sociedade para Neurociência apresentou três estudos em uma conferência anual. Todos eles concluem que as influências da formação musical não só determina as funções, como também a anatomia do cérebro.

O estudo de Boston, contudo, é um dos poucos a explorar o funcionamento executivo e adaptar os resultados ao nível socioeconômico, fator importante ao qual estudos anteriores não deram a devida atenção.

—Já que o funcionamento executivo tem fortes condições para determinar o desempenho acadêmico, mais até do que o QI, pensamos que nossas descobertas possuem grandes implicações educacionais. Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor— afirma a pesquisadora Nadine Gaab.

Nadine diz que estudos futuros podem determinar se crianças e adultos que têm dificuldade com o funcionamento executivo – como crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou idosos – poderiam se beneficiar da música como uma ferramenta de intervenção terapêutica.

Os pesquisadores observaram que um melhor funcionamento executivo é o verdadeiro aspecto do cérebro, motivando as crianças a continuar suas aulas de música, sugerindo que a formação deve começar cedo na vida. O estudo foi publicado no PLOS ONE.

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