Ler num ecrã antes de dormir pode afetar muito mais do que apenas o sono

Janeiro 18, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 1 de janeiro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Evening use of light-emitting eReaders negatively affects sleep, circadian timing, and next-morning alertness

Ler livros em suporte digital quando já está deitado pode perturbar o sono. Mas as consequências podem ser bem mais graves.

Substituir os livros em papel por eBooks antes de dormir é um hábito comum a cada vez mais leitores. E é um facto que este hábito torna mais lento o processo de adormecer e faz com que no dia seguinte nos sintamos mais cansados e menos alerta.

Mas um estudo publicado no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences, realizado pelo Brigham and Women’s Hospital em Boston (EUA), concluiu que as consequências vão além da perda de uma boa noite de sono: A utilização de um leitor digital, de um computador, de um smarphone ou até assistir a determinados programas de televisão, podem ter um impacto extremamente negativo na qualidade de vida, uma vez que os problemas de sono estão ligados a outros problemas de saúde, como a obesidade, a diabetes e doenças cardiovasculares. A privação crónica de melatonina (hormona responsável pelo sono) tem também sido associada ao aumento de determinados tipos de cancro.

O estudo analisou as diferenças entre ler um livro impresso e ler um livro num ecrã luminoso. Durante duas semanas, foi pedido a 12 participantes que lessem livros antes de se deitarem, durante cinco dias seguidos – uns faziam-no em iPads, outros em edições impressas.

As conclusões mostram que os indivíduos dos leitores digitais demoravam mais tempo a adormecer, sentiam-se menos ensonados à noite e tinham menos tempo de sono profundo, comparado com os leitores de livros impressos. Estes indivíduos tinham também as doses de melatonina mais baixas e, no dia seguinte, sentiam-se mais cansados do que os elementos que haviam lido livros impressos, mesmo que o tempo de sono tivesse sido igual.

Os efeitos dos ecrãs luminosos podem ser ainda mais perversos no mundo real (tendo em conta que o estudo foi limitado no espaço e tempo).

Há, no entanto, formas de minimizar o efeito do ecrã luminoso, ainda que o ideal seja não o levar para a cama. Por exemplo, utilizar um filtro que bloqueie a luz azul, responsável pela redução da melatonina.

 

 

 

Conferência Internacional “Love Synapses – building strong children, families and communities”

Janeiro 18, 2016 às 3:44 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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love

mais informações:

http://fundacaobgp.com/formacao/conferencia-internacional-2016

Conferência Crescer na Escola – 30 janeiro em Cascais

Janeiro 18, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cadin

mais informações:

http://www.cadin.net/noticias/163-crescer-na-escola

Procuradores vão seguir famílias para manter alunos na escola

Janeiro 18, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 18 de janeiro de 2016.

dn

Filipa Ambrósio de Sousa

Ministério Público deu orientações expressas aos magistrados: mesmo que comissões de proteção de menores arquivem os casos, a Justiça tem de insistir. Há 2300 alunos que deixaram de estudar

Os procuradores do Ministério Público vão ser obrigados a dar mais atenção às crianças em situações de abandono escolar, com ordens expressas para não arquivar os processos enquanto o aluno for menor, mesmo nos casos em que as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) tenham “desistido”. Estas orientações foram definidas em novembro pela procuradora-geral distrital do Porto, Raquel Desterro – que lidera o Ministério Público (MP) local – mas, segundo o que o DN apurou, estarão já a ser seguidas pelo distrito judicial de Lisboa. No total, em 2014 as comissões registaram 2296 casos de abandono escolar, área onde Portugal continua bem acima da média europeia.

Segundo a recomendação da procuradora-geral distrital, os resultados das novas normas serão avaliados no primeiro trimestre deste ano. “Nas situações em que estão em perigo as necessidades educativas das crianças e mesmo que a CPCJ considere esgotadas todas as possibilidades de fazer regressar o jovem à escolaridade, impõe-se que o Ministério Público providencie pela instauração do processo judicial de promoção e proteção”, diz o documento assinado por Raquel Desterro a 12 de novembro do ano passado.

O DN falou com uma técnica da Comissão da zona de Sintra que admitiu que “as idades mais dramáticas são dos 15 aos 18 anos” e deu até o exemplo de um rapaz que não se apercebeu que a escolaridade obrigatória passou a ser até aos 18 anos. “Quando a Comissão bateu à porta dos pais ficaram revoltados porque queriam que o filho fosse trabalhar a carregar caixotes num hipermercado em Mafra”.

Armando Leandro, presidente da Comissão de Proteção das Crianças e Jovens em Risco, considera que esta medida do MP é “necessária” e admite que “para que esta realidade do abandono escolar seja combatida, é necessário um esforço de todos os intervenientes”. O juiz acrescenta que falhar no direito à educação é, só por si, “um fator de risco de pobreza”.

Manuel António Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas (ANDE), também considera que esta é uma boa notícia. É que “nestes casos sentimo-nos muitas vezes sozinhos e sentimos que o Ministério Público não tem uma intervenção rápida”. O diretor admite que “os números de abandono escolar ou de desinteresse escolar são residuais mas a verdade é que nós fazemos o nosso papel: falamos com os encarregados de educação e se a situação não melhora, recorremos à Justiça. Mas nem sempre acontece essa intervenção”.

Segundo o Eurostat, a Espanha é o Estado-membro com piores resultados no que se refere à taxa de abandono escolar precoce (21,9%), seguindo-se Malta (20,4%), a Roménia com 18% e Portugal com 17,4%, quando a média europeia é de 11,1%. Porém, a taxa portuguesa tem vindo a baixar desde 2001, em que rondava os 40%.

“Comissões não podem desistir”

O documento do MP justifica este reforço na investigação de casos de abandono escolar pelo facto de o “acesso à educação constituir um direito fundamental de cidadania, de que depende o efetivo exercício de outros direitos”. Sendo assim, defende Raquel Desterro, “o tribunal tem o dever de proteger as crianças, não lhe sendo permitido arquivar o processo de promoção e proteção durante a sua menoridade sem esgotar efetivamente os instrumentos e os meios que a lei coloca ao seu alcance”.

Contactado pelo DN, o juiz João Morgado admite que “a taxa de abandono escolar no nosso país ainda existe e ainda é elevada face à média europeia. Estas medidas são necessárias mas não se pode pôr apenas o ónus na magistratura. Porque onde é que temos meios? As escolas e as comissões também não podem desistir”, explica o juiz de família e menores.

As comissões de menores são constituídas por técnicos de várias áreas, como a saúde, a segurança social e a educação. O Ministério da Educação, sobretudo desde 2006, tem destacado professores para estas unidades. Em alguns casos estes professores são “tutores” dos alunos cujas famílias têm dificuldade para participar na sua vida escolar. Mas os especialistas avisam que , por mais meios que lhes sejam dados, as CPCJ nunca se poderão substituir às escolas no trabalho com os alunos. “E menos ainda o Ministério Público”, acrescenta o mesmo magistrado.

 

Mais diários de uma sala de aula (eBook)

Janeiro 18, 2016 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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sala

descarregar o e-book no link:

https://meocloud.pt/link/702c8ca1-ed71-419b-8d10-966f6435f16a/mais-diarios-de-uma-sala-de-aula.pdf/

 


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