Metade das fotos dos sites de pedofilia são tiradas das redes sociais dos pais

Janeiro 11, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://bebemamae.com

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Por: Bruna Romanini

São imagens das crianças fazendo atividades cotidianas que são retiradas do Facebook, Instagram e outras redes sociais

Metade do material encontrado em sites de pedofilia são imagens inocentes de crianças realizando atividades do dia a dia. E pior, estas imagens foram postadas por seus próprios pais em suas contas nas redes sociais, como Facebook e Instagram! Foi o que descobriu uma investigação feita pela Comissão Australiana de Seguranças das Crianças na Web.

Muitas das fotos inocentes estavam em pastas com nomes como “crianças na praia”, “ginástica artística”, entre outras. “Diversos dos pedófilos deixaram claro que obtiveram as imagens vasculhando as redes sociais de pais. As imagens vinham quase sempre acompanhadas de comentários explícitos e perturbadores”, alerta Alastair MacGibbon, um dos responsáveis pela investigação. Esta ação conseguiu remover mais de 25 mil imagens de crianças que eram utilizadas em sites de pedofilia.

A seguir, confira maneiras simples de evitar que criminosos acessem suas fotos e vida pessoal:

  • Ajuste as configurações de privacidade das suas redes sociais. Saiba que tanto o Facebook quanto o Instagram possuem configurações que só permitem que algumas pessoas, seus amigos ou seguidores, vejam as imagens que você posta;
  • Tenha apenas pessoas próximas e confiáveis como amigos ou seguidores nas redes sociais;
  • Converse com seus amigos e familiares sobre os cuidados importantes na hora de postar fotos do seu filho ou de outras crianças;
  • Não publique endereços de moradia, trabalho, creche ou outros nas redes sociais;
  • Caso tenha um blog ou algo parecido, evite publicar fotos do seu filho.

 

Tertúlia Bullying e Ciberbullying : Razões, efeitos, intervenção! 12 de janeiro na ESE Lisboa

Janeiro 11, 2016 às 3:49 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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tertuliamais informações:

http://inquietacoespedagogicasii.blogspot.pt/2016/01/tertulia-12-de-janeiro-2016-bullying-e.html

https://www.facebook.com/InquietacoesPedagogicas/?fref=ts

Mimos a mais. Será?

Janeiro 11, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Dr. José Morgado para a revista Visão em 28 de Novembro de 2015.

As crianças não têm elogios ou mimos a mais. O que se passa mais frequentemente é que recebem “nãos” de menos.

As chamadas birras e outros comportamentos considerados negativos assumidos pelos mais novos são uma permanente fonte de inquietação designadamente para pais e objeto de recorrentes pedidos de ajuda.

Também neste contexto é muito frequente que, quando se verificam ou se comentam alguns comportamentos das crianças, sobretudo “birras” ou a imposição de desejos ou vontades aos adultos, em regra aos pais, surjam explicações como “é dos mimos”. Acontece que “mimo” é entendido quase como sinónimo de “afeto”, “amor”, “gostar”, etc.

Tal justificação costuma servir depois para se afirmar a ideia de que as crianças hoje em dia têm muitos mimos que as “estragam”, dito de outra maneira, têm “afeto” a mais ou ainda “gosta-se de mais” das crianças. Estes discursos, que alguns profissionais destas áreas também subscrevem, merecem-me alguma reserva pois assentam, do meu ponto de vista, num equívoco.

De uma forma geral, as crianças não terão afeto a mais, poderão, isso sim, ser objecto de “mau afeto”. É essa falta de qualidade que lhes poderá ser prejudicial. Não é mau por ser muito, é mau porque asfixia, oprime, não deixa que os miúdos cresçam, distorce a perceção da criança de si própria e do seu funcionamento, não permite o estabelecimento de uma relação saudável, protetora e promotora da autonomia das crianças, uma condição fundamental para o seu desenvolvimento positivo. No entanto, não é este tipo de reflexão que leva muitos de nós a falar dos “mimos a mais”.

Insisto, as crianças não têm elogios ou mimos a mais. O que se passa mais frequentemente é que recebem “nãos” de menos. Na verdade, muitos adultos, pais, sendo quase sempre capazes de dar os mimos, mostram-se muitas vezes incapazes de dar os “nãos”, de estabelecer os limites e as regras que, como sempre digo, são tão necessárias às crianças como respirar e alimentar-se. Estes “nãos” são outros mimos imprescindíveis na educação de crianças e adolescentes nos seus diferentes contextos de vida.

Esta dificuldade dos pais em oferecer os “nãos” às crianças e adolescentes decorre, em muitas situações, de algum desconforto culpabilizante sentido com as circunstâncias e estilos de vida que inibem o tempo e a disponibilidade que desejariam ter para os filhos. Dito de outra maneira, não querem perturbar o pouco tempo que estão juntos com o “não” e a eventual reação negativa da criança.

Ficando sem “nãos” muitas crianças, a coberto da ideia dos “mimos a mais”, transformam-se em pequenos ditadores que infernizam a vida de toda a gente, a começar pela sua própria vida. Não crescem saudavelmente.

Neste contexto, apoiar e ajudar os pais a desenvolverem de forma confiante comportamentos de disponibilidade e escuta de crianças e adolescentes, a assumirem com firmeza e sem culpa a necessidade de definir regras e limites, de mostrar afeto sem que se sintam a dar “mimos” a mais que “estragam” os filhos, só pode resultar em bom trabalho, para os pais e para os filhos.

De pequenino é que se constrói … o destino.

Fonte

 

Na Rússia há censura nos livros para crianças

Janeiro 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Na Rússia, uma história sobre animais da floresta e um detetive pode incitar à violência e ao álcool. Porquê? Porque há um ratinho que morre e uma bebida chamada Mothitos, feita com borboletas.

Na Rússia há leis rigorosas sobre o conteúdo dos livros infantis. É uma escritora que conta a sua própria experiência de “censura” ao The Guardian. Anna Starobinets preparava-se para lançar uma coleção de livros chamada “Beastly Crime Chronicles” cujo enredo girava à volta das aventuras de um detetive com animais da floresta. Mas houve vários pormenores que estavam “fora da lei”.

Uma editora ficou interessada em publicar a primeira história de três, chamada Inside the Wolf’s Den. Mas antes a história teve de passar pelo crivo da censura. E não ficou bem cotada. Tudo por causa de uma nova lei russa sobre as histórias infantis que visa “proteger as crianças de qualquer informação que possa ameaçar a saúde e o desenvolvimento”. É expressamente proibido difundir conteúdo infantil que alicie as crianças “para o uso de drogas, tabaco e álcool; que tolere ou apoie violência ou cenários de brutalidade e que vá contra os valores de família”.

Problema: a história de Anna Starobinets incluía a morte de um rato e uma bebida inventada pela autora — os Mothitos, uma espécie de mojitos, mas feitos com mariposas (uma espécie de borboletas). O editor que recebeu o texto ficou apreensivo e, para facilitar a publicação, “contratou um ilustrador que desenhasse tudo num ambiente fofinho”, ao contrário do estilo negro desejado pela autora, explica a própria ao jornal. Decidiu ainda mudar o público-alvo dos 8 anos para os 14 anos e mais.

A censura aos livros infantis não é novidade. Em junho do ano passado, um livro sobre dois pinguins que estavam juntos e deram origem a um pinguim bebé foi censurado numa escola de Itália e em vários pontos dos Estados Unidos. “E o tango faz três” faz parte da lista dos 25 livros mais censurados nos últimos 25 anos da Bustle.

Artigo publicado no Observador em 4 de Janeiro de 2016


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