Pós-Graduação Intervenção Precoce na Infância

Dezembro 29, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Objectivos do Curso

Pretende-se, deste modo, que os formandos adquiram:

Conhecimentos – “Saber sobre” e “saber como” articulando, de forma reflexiva e crítica, teoria e conceitos fundamentais em Intervenção Precoce com conhecimentos tácitos informais adquiridos através da experiência Competências funcionais – “Ser realmente capaz de fazer” aquilo que compete aos profissionais realizar na área da Intervenção Precoce, nomeadamente no que diz respeito a uma intervenção centrada na família, realizada em equipa transdisciplinar, no contexto natural de vida da criança Competências pessoais – “Saber como atuar” em situações concretas, evidenciando competência ética, com base em valores pessoais e profissionais.

Horário do Curso

O curso tem início em 15 de Fevereiro de 2016 com duração de 10 meses. Prevêem-se 8 horas de aulas por semana, ás segundas e terças feiras em horário pós-laboral das 17h30-21h30, a que se acrescentam 4 sábados, ao longo de 32 semanas.

* A abertura do Curso está condicionada a um número mínimo de inscrições.

mais informações:

http://fa.ispa.pt/cursos/intervencao-precoce-na-infancia

Como o professor pode ajudar crianças tímidas?

Dezembro 29, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://naescola.eduqa.me

Huffpost

Toda sala de aula conta com um punhado de crianças agitadas, algumas desobedientes, que apresentam relutância em seguir as regras. Toda sala contém, também, outras crianças, essas pertencentes a um segundo grupo, o dos “quietinhos”. Os quietinhos falam menos e em voz mais baixa, obedecem sem pestanejar e costumam ser elogiados nas reuniões com os pais.

Muito bom, certo? Dentre eles, porém, é possível que haja crianças com sérios problemas relacionados à timidez e que podem acabar negligenciadas. Afinal, quem demanda mais atenção do professor? Normalmente, os bagunceiros recebem intervenções frequentes, em detrimento daqueles que “não dão trabalho”.

O que é a timidez – e como identificá-la?

A timidez é um traço de personalidade como qualquer outro e, em doses moderadas, não prejudica o desenvolvimento da criança nem é considerada doença. É o caso de crianças que possuem amigos e conseguem se adaptar ao ambiente escolar (ou festas infantis, eventos familiares, etc.), mesmo sendo discretas, retraídas.

Já quando a introspecção traz sofrimento para a criança, é necessário observar e intervir. Esses são sinais aos quais se deve ficar atento:

Ela evita passeios, excursões e outras situações de interação social que deveriam ser prazerosas?

Procura se manter isolada e brinca sozinha constantemente?

Sai correndo ou esconde-se diante de estranhos ou grandes grupos de pessoas?

Tem baixo rendimento escolar por não conseguir interagir com colegas ou professores (realizar atividades em grupo, participar de rodas de conversa)?

Crianças tímidas têm baixa autoestima e acreditam que estão sendo avaliadas o tempo todo. Seu medo é de não atingir as expectativas dos colegas, por isso, elas se preocupam excessivamente com o que dizer, como agir, o que vestir, como se comportar.

Quando se sentem expostas, essas crianças apresentam alguns sintomas:

Suor;

Palmas das mãos geladas;

Frio na barriga ou enjoo;

Batimentos cardíacos acelerados;

Gagueira ou inabilidade de falar;

Angústia e nervosismo.

O que causa (ou agrava) a timidez?

A princípio, a timidez, assim como a extroversão, é um traço genético – mas o ambiente tem um papel relevante em apaziguá-la ou estimulá-la. O meio familiar influencia muito no comportamento da criança: pais tímidos, que evitam situações sociais ou são pouco comunicativos, transmitem essa inibição para os filhos (além de proporcionarem menos oportunidades para que eles a superem, afinal, também querem evitar grandes grupos).

O mesmo acontece quando a família age de forma superprotetora, privando a criança de experiências e relacionamentos externos. Adultos que agem como se o mundo fosse um perigo constante para a criança acabam deixando-a insegura e retraída.

Ambientes agressivos ou instáveis também pode ocasionar uma timidez excessiva.

Como o professor pode ajudar?

Em primeiro lugar, é importante que o professor não exponha a criança a situações que causem constrangimento para ela. Obrigar uma criança tímida a escrever no quadro-negro ou ler um texto, sozinha, diante dos colegas, pode ser traumático. O acompanhamento deve ser feito gradualmente, inserindo-a em contextos amigáveis em que ela se sinta segura para colaborar.

  • Fortaleça o laço entre o professor e a criança tímida: converse com ela em particular para descobrir seus interesses e incentivar o diálogo. Ela precisa de ajuda para aprender a se expressar, portanto, demonstre interesse, elogie e faça perguntas. Em sala de aula, o aluno inibido pode se sentar perto do professor, para que consiga falar sem precisar gritar ou se levantar (e, consequentemente, sem atrair muita atenção para si).
  • Ensine sobre convivência e interação social: projetos que trabalhem o respeito, a colaboração e o diálogo vão criar um ambiente seguro na escola. Comece do básico, praticando pequenos gestos que gostaria de inserir na rotina – olhar nos olhos do outro ao falar, sorrir, pedir “por favor” e “com licença”, agradecer, oferecer ajuda aos colegas e professores.
  • Crie situações de trabalho em pequenos grupos: organize a turma em duplas ou trios para criar situações de interação entre as crianças. O mais indicado é que o professor defina os grupos com antecedência, assim, não há risco de uma criança não ser escolhida pelos seus pares. Colocar duas crianças tímidas juntas pode ser uma forma não ameaçadora de começar, afinal, nenhuma das duas terá todo o protagonismo durante a atividade. Contudo, uma criança tímida e outra, extrovertida, com certeza também vão se beneficiar muito do relacionamento (nesse caso, procure pensar em assuntos que interessam ao tímido, para que ele sinta que pode contribuir com a equipe).
  • Descubra os interesses da criança tímida e explore-os em sala: ela gosta de insetos? Aviões? Construir castelos com blocos de montar? Pintura com tinta guache? Falar sobre dinossauros? Encontre tópicos que sejam do interesse da criança tímida para que ela tenha um incentivo a mais para participar da aula.
  • Faça combinados: Quando a criança não quiser participar de uma atividade, tente chegar a um meio termo. Talvez ela não esteja preparada para cantar no palco em uma apresentação, mas será que não gostaria de tocar um pandeiro para acompanhar a canção? Ler para os colegas, em pé, em frente à classe, não pode ser substituído por ler apenas algumas linhas sem se levantar?

Oriente a família da criança

Se for o caso, marque reuniões com os pais e ajude-os a traçar um plano para superar a timidez. Encoraje-os a participar de eventos da escola (como festa junina ou apresentação de Natal) e sugira que convidem alguns coleguinhas do filho para brincar nos finais de semana.

Os primeiros encontros podem ser breves, de apenas algumas horas – assistir a um desenho animado, cozinhar algo gostoso, passar a tarde na piscina, ir ao parque – e uma só criança pode ser convidada. Mais adiante, eles podem experimentar visitas mais longas, como dormir na casa do amigo ou viajar por alguns dias.

Outras atividades, como teatro, coral, dança e esportes em equipe também são excelentes para fortalecer os vínculos entre as crianças e cultivar a autoestima da criança tímida.

 

 

 

 

 

Deveríamos estudar cinema nas escolas

Dezembro 29, 2015 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://obviousmag.org

sonhadores

publicado em cinema por Sílvia Marques

Infelizmente, a maioria das pessoas acredita que o cinema é apenas um passatempo, um entretenimento. Porém, o cinema apresenta funções múltiplas. O cinema disseca e esfola a realidade externa e interna. E muito terá a ganhar quem tiver olhos para ver, ouvidos para ouvir, coração para sentir e cabeça para pensar.

Deveríamos estudar cinema nas escolas como estudamos filosofia, ciências humanas e artes. Não me refiro ao estudo técnico, com o intuito de formar diretores, roteiristas, fotógrafos ou produtores. Ensinar a criar um argumento, fazer um story-board, redigir e decupar um roteiro, conhecer os variados movimentos de câmera e orientar os atores são competências que devem ser ensinadas em faculdades, cursos técnicos e livres especializados na área.

Me refiro ao estudo teórico e intelectual. Me refiro ao entendimento do cinema como uma disciplina de entremeio, isto é, uma disciplina que engloba mais de uma área. Cinema é arte, comunicação e tecnologia ao mesmo tempo. Para o filósofo argentino, professor da Universidade de Brasília, Julio Cabrera cinema é filosofia. Para ele, cinema e filosofia deveriam ser estudados por todas as pessoas por se tratarem de importantes formas de se fazer pensar. Cabrera vai além. Ele diz que o cinema faz pensar afetivamente.

Infelizmente, a maioria das pessoas acredita que o cinema é apenas um passatempo, um entretenimento. Muitos filmes servem apenas para divertir mesmo e não há problema algum nisso. Quem não gosta de ver um filme para rir, se emocionar ou sentir medo?

Porém, o cinema apresenta funções múltiplas. O cinema diverte, leva a catarses, informa, educa, conscientiza, suscita reflexões, divulga conhecimento e estimula o autoconhecimento. Por meio do cinema aprende-se sobre culturas variadas, depara-se com temas tabus, repensa-se valores, desconstrói- se e reconstrói-se conceitos, questiona-se o poder instalado nas macro e microestruturas. O cinema perpassa todos os âmbitos da sociedade e do ser humano, desnudando estruturas injustas de poder instaladas nas esferas privadas e públicas, revelando um mundo que poderia existir, propondo mudanças ou um novo olhar para o mundo existente.

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cardinale

gritos

Diferentemente do que a maioria das pessoas acredita o cinema não é uma arte menor ou menos profunda do que a literatura, por exemplo. Cada arte tem o seu valor e importância. Cada arte tem os seus pontos fortes e apreciar mais ler do que ver filmes ou vice-versa pode ser considerada uma questão de gosto. Podemos encontrar em todas as artes muitos exemplos de obras profundas, medianas ou rasas.

Se a sondagem psicológica é o ponto forte da literatura, o ponto forte da música é despertar rapidamente emoções muito marcantes, podendo até mesmo mudar o estado de espírito de quem a escuta. As artes plásticas também promovem reações instantâneas, sem falar, que podem ser entendidas independente do idioma.

Todas as artes podem interferir na linguagem das outras e a questão da idade não deve ser considerado um requisito para definir uma hierarquia entre as mesmas. A jovem fotografia inspirou o impressionismo e libertou os pintores de retratar a realidade. A literatura interferiu na linguagem do cinema, mas a sétima arte também promoveu mudanças à literatura contemporânea , proporcionando à mesma um olhar mais intimista e fragmentado.

A televisão, mais especificamente a teledramaturgia, é a continuação das novelas de rádio que nasceram dos folhetins. As novelas mesclam elementos narrativos e estéticos do cinema e do teatro.

Se o cinema fosse visto como uma possibilidade de conhecimento e autoconhecimento, como um meio de reavaliar valores, quebrar tabus e preconceitos e reorganizar estruturas de pensamento, ele poderia gerar importantes e grandes transformações individuais e coletivas. Sabe-se que o cinema é capaz de promover profundas mudanças a longo prazo. Outras artes também poder nos fazer refletir e rever valores, como o teatro e a literatura, por exemplo. Mas o cinema envolve uma questão sensorial que extrapola o intelecto e abstrato e atinge os sentidos, promovendo sensações de nojo, piedade, simpatia, aceitação ou rejeição de forma muito visceral.

Se o hábito da leitura é excelente para treinar a concentração e a imaginação, o cinema trabalha um outro tipo de criatividade. Se a literatura parte do abstrato para imagens que formamos em nossa mente, o cinema pega o outro sentido da rodovia. Ele parte da imagem para o abstrato, para os conceitos, para as ideias. Mas se assistimos apenas a filmes para passar o tempo ou que reforçam visões preconceituosas e estereotipadas do mundo, o que poderia ser um antídoto contra a exclusão, o etnocentrismo, a violência torna-se mais um alimento para uma sociedade pautada pelos ideais hedonistas e imediatistas da nossa cultura materialista.

clube

Filmes como Clube da luta e Um dia de fúria questionam os valores da sociedade de consumo. Filmes como Beleza Americana e Pequena Miss Sunshine, o american way of life. Filmes como Sociedade dos poetas mortos, O sorriso de Mona Lisa e Escritores da liberdade, o papel libertário do professor. Filmes como O inquilino e Cisne negro, a mente de um esquizofrênico. Filmes como Lua de fel e Veludo azul, o sofrimento gerado pelas perversões. Filmes como A bela da tarde e Foi apenas um sonho, o lado B do casamento. Filmes como Gritos e sussurros e O silêncio, as obscuridades familiares. Filmes como Menina bonita, O sopro do coração, Trinta anos esta noite e Perdas e danos ( os quatro de Louis Malle) o lado sensível dos temas tabu. Filmes como O açougueiro e Em suas mãos, o lado humano dos psicopatas. Os exemplos de como um filme pode elucidar temas e mostrar culturas e personalidades é extremamente amplo e complexo.

Em resumo: deveríamos ter um docente que falasse e mostrasse filmes capazes de fazer as crianças e adolescentes pensarem afetivamente, a fim de que se tornassem jovens e adultos mais lúcidos nos sentidos ético, moral, estético e psicológico, sendo mais capacitados para fazer escolhas conscientes e consistentes.

 

 


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