DECO chumbou 15 dos 31 brinquedos submetidos a testes de segurança

Dezembro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 25 de novembro de 2015.

Shutterstock

A Associação de Defesa do Consumidor DECO chumbou 15 dos 31 brinquedos submetidos a testes de segurança, numa altura em que, no espaço europeu, os brinquedos causam 52 mil acidentes por ano, refere um estudo hoje divulgado.

Segundo a investigação da DECO, dos 31 brinquedos enviados para testes de laboratório, 15 mostraram-se perigosos, uns, porque, ao cair ao chão, se partem com facilidade, originando peças pequenas que os mais novos poderão colocar na boca, outros, por terem bordos cortantes.

“As costuras de uma boneca rasgaram-se com um puxão, deixando o enchimento acessível. Nas mãos de uma criança, este pode ser retirado com facilidade e colocado na boca, asfixiando-a”, alerta a DECO, observando que o preço dos brinquedos não justifica as falhas encontradas.

“Na verdade, há brinquedos caros com falhas, tal como há baratos que são seguros e respeitam as normas”, diz o estudo de segurança, que avaliou, entre outros pontos, o torque (comportamento sob torção), tensão, queda, impacto, tração ou presença de pontas aguçadas nos produtos.

As análises revelaram ainda falhas nos rótulos, verificando-se que alguns produtos não têm informações em português e, a outros, faltam avisos de segurança importantes. “É o caso de alguns que indicam não serem adequados para crianças até uma certa idade, mas omitem os riscos associados”, precisa a DECO.

A este propósito, a DECO esclarece que, para estarem à venda na União Europeia, os brinquedos têm de ostentar a marcação CE, mas esta apenas indica que o produto cumpre as normas de segurança europeias e não garante a segurança do brinquedo.

Da lista dos 15 brinquedos declarados perigosos pela DECO constam “Tanque Fanny Tank (sem marca)”, “Colar de Flores (Tiger)”, “Acessórios de Cozinha (Fantastiko)”, “Bola mapa mundo (sem marca)”, “Jogo de pesca (sem marca)”, “Airbus Happy Trip (sem marca)”, “Pistolas bolas de sabão com luz (Erjutoys)”, “Carros City Racer (sem marca)”, “Animais em vinil (Klos corner)”, “Veículos de emergência (Fastlane)” e “Malinha (Popota)”.

A associação salienta que compete ao consumidor optar por produtos adequados à idade e ao desenvolvimento da criança, alertando que, antes de comprar, se deve ler os avisos e instruções e adquirir o produto tendo em conta a idade da criança a que se destina.

“Antes de comprar, leia os avisos e as instruções. Se estes não existirem nem estiverem em português, procure outro brinquedo. Na loja, passe a mão pelas arestas, pontas e bordos. Se o brinquedo se destinar a um menor de três anos, verifique se existem peças pequenas que saiam com facilidade”, aconselha a DECO.

Lusa/SOL

 

 

Um Conto de Natal de Charles Dickens em Ponte de Sor

Dezembro 8, 2015 às 5:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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conto

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/1140587845953846/

Concurso “Prémio Europeu Carlos Magno para a Juventude”

Dezembro 8, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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prémio

Parlamento Europeu e Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno de Aachen

Data limite: 2016-01-25

O Parlamento Europeu e a Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno, de Aachen (Alemanha), convidam os jovens de todos os Estados-Membros da União Europeia a participar num concurso sobre os temas do desenvolvimento e da integração da UE e questões relacionadas com a identidade europeia.

Prémio

1º lugar: 5 000 EUR

2º lugar: 3 000 EUR

3º lugar: 2 000 EUR

Os representantes dos 28 projetos nacionais selecionados serão convidados para a cerimónia de entrega do prémio em Aachen, na Alemanha.

Os prémios para os três melhores projetos serão apresentados pelo Presidente do Parlamento Europeu e pelo representante da Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno, de Aachen.

Os três vencedores serão convidados a visitar o Parlamento Europeu (em Bruxelas ou Estrasburgo).

mais informações:

http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe?p_sub=7&p_cot_id=4732&p_est_id=17370

 

Espermatozóides transmitem informação aos filhos sobre estilo de vida do pai

Dezembro 8, 2015 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 4 de dezembro de 2015.

DR

Ana Gerschenfeld

Se pensa que só a as futuras mães devem evitar comer e beber de mais, poderá estar enganado(a). É possível que o estilo de vida do pai também passe para os filhos via uma espécie de “memória genética”.

A confirmarem-se as conclusões de um pequeno estudo, também os homens que tencionam ter filhos – e não apenas as mulheres – deveriam cuidar da sua saúde. Romain Barrès, da Universidade de Copenhaga (Dinamarca), e colegas publicam esta quinta-feira na revista Cell Metabolism resultados preliminares que sugerem que o peso de um homem afecta a informação hereditária contida nos seus espermatozóides – e que poderá portanto ser transmitido à sua descendência.

Esta transmissão não é genética – é “epigenética” –, na medida em que acontece através de uma espécie de “memória hereditária” que não tem nada a ver com mutações nos próprios genes, mas antes com alterações da actividade desses genes, produzidas por condições ambientais. Os processos epigenéticos, que não eram conhecidos quando o papel do ADN na hereditariedade foi descoberto, há mais de meio século, tornaram-se hoje incontornáveis para perceber a transmissão de caracteres hereditários de uma geração para as seguintes.

De facto, sabe-se hoje que o comportamento dos genes pode ser alterado pela história individual de cada um, mesmo quando o património genético de base é idêntico. Esses efeitos epigenéticos, ou seja, as “marcas epigenéticas” assim deixadas no ADN pelo mundo exterior, podem-se ser de vários tipos: alterações químicas nas proteínas que “embrulham” o ADN, adição de certos grupos químicos (metil) que, uma vez ligados ao ADN, mudam a estrutura dessa grande molécula, ou ainda adjunção de outras moléculas, chamadas pequenos ARN (o ARN é uma molécula semelhante ao ADN).

As marcas epigenéticas são a seguir capazes de controlar a forma como os genes se expressam – e em animais como insectos e roedores, existe já uma massa de resultados experimentais que indicam que estas alterações podem depois afectar a saúde da descendência, explica em comunicado a revista científica. Mas no ser humano, pouco ou nada se sabe – para além do facto que os filhos de pais obesos são mais propensos à obesidade.

O que desencadeou o interesse de Barrès na transmissão entre gerações de informação epigenética relativa ao estilo de vida foi um estudo, publicado em 2005, que mostrava que a falta de comida que afectara os habitantes de uma pequena aldeia sueca durante um período de fome estava correlacionada com o risco de os netos daquelas pessoas desenvolverem diabetes ou doenças cardiovasculares. A conclusão daquele estudo era que o stress nutricional sofrido pelos avós fora transmitido às gerações futuras precisamente através das tais “marcas epigenéticas”.

No estudo agora publicado, a equipa de Barrès comparou o perfil epigenético – ou seja, o catálogo deste tipo de alterações – no ADN dos espermatozóides de 13 homens magros e de dez homens obesos (o facto de terem feito o estudo no homem e não na mulher deve-se à muito maior facilidade de recolher esperma do que ovócitos, salienta o comunicado).

Os cientistas descobriram então que existiam diferenças notáveis entre magros e obesos, em particular ao nível de regiões do genoma associadas ao controlo do apetite.

A seguir, os cientistas estudaram seis homens que tinham sido submetidos a uma cirurgia para perder peso, determinando o perfil epigenético dos seus espermatozóides imediatamente antes da operação, imediatamente depois e um ano mais tarde. E encontraram em média 5000 alterações estruturais – adição de grupos metil e de pequenos ARN – no ADN dessas células reprodutoras.

Os autores ainda não sabem ao certo o que essas alterações significam nem o efeito que poderão ter nos filhos, mas acreditam que mostram que os espermatozóides transportam de facto informação acerca da saúde dos homens. “Os nossos resultados”, escrevem, sugerem que o epigenoma dos espermatozóides humanos se altera dinamicamente sob as pressões ambientais e dão pistas para a forma como a obesidade poderá propagar as disfunções metabólicas para a geração seguinte.”

Para confirmar essa ligação, explica ainda o comunicado, a equipa está agora a colaborar com uma clínica de fertilidade no estudo das diferenças epigenéticas em embriões humanos descartados (na Dinamarca, a lei estabelece que estes embriões congelados derivados de fertilização in vitro podem ser utilizados para fins de investigação ao fim de cinco anos de conservação). Também tencionam recolher sangue do cordão umbilical dos filhos desses mesmos homens para realizar comparações adicionais.

“O nosso trabalho poderá levar a mudanças de comportamento de cada futuro pai, em particular antes de conceber um filho”, diz Barrès. “É bem sabido que quando uma mulher está grávida, deve cuidar da sua saúde – não beber álcool, evitar os poluentes e por aí fora. Mas se as implicações do nosso estudo se confirmarem, isso significa que as mesmas recomendações também valerão para os homens.”

 

 

 

Estratégias simples para TPC sem drama

Dezembro 8, 2015 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto da http://activa.sapo.pt  de 22 de novembro de 2015.

activa

Na guerra dos TPC há que recorrer às regras da diplomacia e da negociação para que o tratado de paz entre pais e filhos seja assinado. Damos-lhe algumas pistas, ano a ano, para ajudar as crianças a ser mais independentes e a pensar por elas.

Gisela Henriques

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra que leva muitos pais ao desespero. Como é que acabamos com esta dor de cabeça? Ou os nossos filhos acordam um dia a ‘ver a luz’ e passam a fazer todos os seus TPC concentrados, de fio a pavio sem melodramas que põem qualquer telenovela mexicana a um canto, ou – o mais provável – temos de ser nós pais a dar um passo atrás e ver o que fizemos de errado, o que os miúdos fizeram de errado, e como podemos remediar o assunto sem acusações ou choros de frustração. Antes de lhes apontar o dedo, temos de pensar como era no nosso tempo. Há 30 anos, muitos de nós tínhamos aulas até às 13h e os TPC resumiam-se a uma cópia e uma conta. Agora, os miúdos estão na escola antes de nós entrarmos no trabalho e saem depois do nosso horário de saída. Quem é que no seu juízo perfeito está desejoso de chegar a casa para fazer mais trabalhos? Para não falar nos estímulos que as crianças têm hoje em dia: televisão com desenhos animados 24h sobre 24h, computadores, ipads, consolas de jogos… Tudo que, ao fim do dia, parece bem mais interessante explorar do que o TPC. Veja aqui algumas estratégias, ano a ano, para que os TPC sejam feitos sem que pais e filhos entrem em stress absoluto.

1 ANO: AS REGRAS BÁSICAS

DURAÇÃO DO TPC: 5 a 15 minutos

OBJETIVO: criar bons hábitos de estudo

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: app ‘ABC para crianças’

Os bons hábitos começam cedo, por isso pode arranjar-lhe um cantinho no quarto onde possa fazer os seus trabalhos de casa sem ser incomodado: uma secretária, uma cadeira confortável e uma caixa de arrumação onde ele guarde (sempre) o lápis, a borracha, o afia, a régua, os lápis de cor. Isto para não andar a cirandar pela casa à procura do seu material escolar.

Se o seu filho for do género ‘em-todo-o-lado-menos-no-quarto’, deixe-o fazer os TPC na cozinha, desde que ele se concentre no que está a fazer e não interrompa o trabalho com perguntas vazias, em que ele não quer saber a resposta, só quer é adiar o que está a fazer. Resista à tentação de se sentar ao lado dele, é um passo que depois vai ser difícil voltar atrás. Se ele quiser o TPC no tapete da sala, deixe-o, desde que a televisão não esteja ligada. Aliás, mantenha todos os ecrãs desligados até depois dos TPC estarem concluídos. Tem um irmão mais novo que precisa de ser entretido? Ele pode ir fazer um desenho para uma divisão diferente.

Leia-lhe sempre uma história antes de dormir, uma curtinha e divertida e explique-lhe o significado das palavras mais complicadas. Pergunte o que ele mais e menos gostou, porquê, se daria outro título…

2º ANO: A EXIGÊNCIA AUMENTA

DURAÇÃO DO TPC: 15 a 30 minutos

OBJETIVO: encorajar a ler sozinho

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt. App ‘Numbers 1-100’

eja o que melhor funciona com o seu filho: começar a fazer os trabalhos assim que chega a casa ou prefere esperar 15-30 minutos até estar mais relaxado? Pode comer uma peça de fruta, falar consigo (sobre outras coisas que não a escola), brincar um pouco ou pintar, tudo é permitido, menos algo que envolva um ecrã (TV, computador, tablet…) a não ser que queira uma discussão acalorada e mau feitio quando for hora de começar os TPC. Ecrãs só depois. Se ele quiser ficar ao pé de si a trabalhar, imponha regras: não há conversa, mas se ele quiser ler em voz alta o texto do TPC pode fazê-lo, desde que depois responda às perguntas em silêncio e concentrado.

É provável que as contas de matemática sejam mais complicadas, que a subtração e a adição já sejam com números de dois dígitos. Se tiver dificuldade, não explique à sua maneira senão pode confundi-lo ainda mais. Tente perceber como a professora ensinou, pergunte-lhe como ele aprendeu ou tente saber junto da professora como pode ajudar sem o baralhar. Elogie-o sempre que ele tiver acabado o TPC a tempo e sem lamúrias, mesmo que ele tenha errado uma ou outra pergunta. Ele que explique o raciocínio que o trouxe até ali. Ajude com objetos e situações reais sempre que possível: invente problemas semelhantes com o que tem à mão: se eu tenho 10 maçãs na fruteira e comermos 3 ao jantar com quantas ficamos?…

Leve-o consigo às compras, nem que seja para comprar meia dúzia de coisas, e pague com dinheiro. Vá explicando o que se passa, quanto tudo custou, com que nota ou moeda pagou e quanto recebeu de troco. Os miúdos agora não veem dinheiro a circular, só cartões, e quando dão situações problemáticas que envolvam dinheiro ficam um pouco baralhados. No fim de semana podem brincar às mercearias para treinar.

3º ANO: UM ANO EM CHEIO

DURAÇÃO DO TPC: 30 a 45 minutos

OBJETIVO: melhorar o raciocínio e criatividade

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: Era uma vez o Homem, Era Uma Vez o Corpo Humano (Youtube); http://www.toondoo.com; starfall.com; app ‘Todo Matemática’

Prepare-se para a carga de trabalhos. Estudo do Meio, que antes era só o que para nós parecia mero bom senso e regras de boa educação, agora já inclui conhecer de cor os vários órgãos do corpo humano, os planetas do sistema solar de cor e salteado, os primórdios da História e até as capitais de distrito. Aviso: arranje um mapa de Portugal e pendure-o no quarto.

As composições são mais exigentes e o número de linhas parecem-lhes infinitas. Uma boa estratégia é ler, ler e ler. Àqueles que acham que as páginas de livros sem bonecos são assustadoras, pode fazer leitura alternada numa primeira fase: leia uma página e o seu filho lê outra. Se ele não gosta de ler, faça da leitura um ritual divertido: deite um cobertor por cima da mesa da sala e sentem-se debaixo da mesa com uma lanterna a ler, por exemplo. Num texto com diálogos, dê vozes divertidas às falas das personagens. Não explique as palavras que ele não conhece, deixe-o familiarizar-se com o dicionário. Os textos agora são maiores e mais complexos, se vir que ele está perdido, pergunte-lhe o que não percebe mas não lhe diga a resposta, tente que ele chegue à resposta sozinho, pergunte-lhe porque não percebe a pergunta, qual é a sua opinião…

Aprender divertindo-se

Para estimular a criatividade, dê-lhe temas estapafúrdios para escrever: se eu fosse um sapato, um doce, um piolho, como é que era e o que faria. Faça perguntas sobre as histórias que lê: que outro nome daria à personagem principal (invente uns, para perceber que as histórias não têm de ser todas com o Pedro, o António e a Maria…, que outro fim poderia ter…

As crianças gostam de trabalhos manuais. Cortem folhas A4 em quatro partes e em cada uma pintem personagens (príncipe, princesa, feiticeiro, gigante, fada, burro, mágico, lobo), objetos (tesouro, chave, porta, anel, chapéu…) e espaços de ação (montanha, gruta, floresta, casa abandonada, carro.) Tirem uma carta de cada pilha e inventem uma história.

Ainda se lembra da cantilena da tabuada? Cantem no carro, enquanto está a cozinhar… o segredo está na repetição e a cantilena ajuda muito. Deixe que ele lhe faça perguntas também, erre de vez em quando para ver se ele sabe corrigi-la, vai adorar apanhá-la em falso. Os problemas já são mais complexos e a solução é pensar por etapas: o que é pedido, que informação é que tem, que conta faz primeiro…

4º ANO

DURAÇÃO DO TPC: 1h-1h15

OBJETIVO: aprender a gerir o tempo, raciocínio matemático e compreensão de textos

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: http://www.pt.khanacademy.org;

Este é o ano em que se consolida o que se estudou o ano anterior e se aprofunda outros assuntos. Este é o ano em que os miúdos vão ouvir falar de exames finais com muita frequência e é importante que eles não achem que o exame final é um bicho de sete cabeças, que é a coisa mais importante da vida deles. Não é, o mais importante é que sejam felizes e que aprendam todos os dias coisas novas, não é uma classificação final. Quantas vezes é que nos fartámos de estudar e o resultado não foi o reflexo do nosso esforço, por qualquer razão? Nós não somos um número e eles também não. É verdade que uma nota menos boa pode fazer mossa na nossa autoestima, mas é importante sublinhar que o esforço e a vontade de aprender também são importantes.

A partir desta idade é bom que já tenham bons hábitos de leitura e façam os seus TPC sozinhos com pouca ou nenhuma ajuda: o objetivo é que o seu filho trabalhe independentemente. No princípio do ano tenha uma conversa com ele, como é que ele quer gerir os seus TPC e os projetos. Aconselhe-o a ter uma cópia do horário colada na parede para ter mais noção dos TPC e aprender a dar prioridade aos que deve entregar no dia seguinte. Outra boa ideia é um calendário de parede para assinalar os projetos e os trabalhos que deve entregar a médio prazo, para que não caiam no esquecimento.

Não lhe dê as respostas de bandeja

Não vá ter com ele ao mínimo pedido de ajuda, só quando vir que está mesmo bloqueado. Pergunte-lhe como é que o professor lhe explicaria aquela situação, o que diria se ele lhe colocasse aquela dúvida? Pode ser que assim a memória o ajude a desenvencilhar-se sozinho. Pode também telefonar a um amigo para lhe dar uma ajuda. Mas também pode ir para a escola com uma ou outra pergunta por responder, não é o fim do mundo. Ele que diga ao professor quais foram as suas dificuldades (e não fale por ele, deixe-o explicar por palavras suas).

Na matemática, mais do que a memorização agora tem de compreender algo mais conceptual, como perceber quando duas frações são equivalentes. Se ele tiver muita dificuldade e os pais não conseguirem explicar da mesma forma que o professor peça a um amigo dele que saiba para ir lá a casa explicar-lhe como ele aprendeu (pode dar uma espreitadela para o caso de ele voltar a ter dúvidas). Pergunte-lhe se quer fazer os TPC com um alarme, para ter noção do que consegue fazer em 30m ou 1h, por exemplo.

5.º e 6.º ANO A grande mudança

Lembra-se de como foi um pouco assustadora a sua mudança para o quinto ano? Em vez da professora que nos apaparicava, tínhamos então 9 ou 10 professores, andávamos carregados com os livros de sala em sala, conforme a disciplina, e a escola parecia gigante.

Com eles vai acontecer a mesma coisa.

Quando o for buscar à escola, ou quando chegar a casa, não lhe pergunte só sobre o que aprendeu, pergunte sobre os amigos, como ele se sente, conte-lhe a sua experiência. Para muitos é agora a altura de aprender uma língua estrangeira, uma maneira boa de treinar o ouvido (e a leitura) é ver (pela enésima vez) a Nanny McPhee, o Paddington ou outro filme infantil na versão original, o ‘ET’, ‘Mary Poppins’, ‘Jumanji’ ou quem sabe um clássico com Gene Kelly ou o Fred Astaire. Se tem um ipad é um sortudo porque há centenas de aplicações para treinar inglês e sites também (gamestolearnenglish.com; learnenglish.britishcouncil.org/en/games; education.com; esl-kids.com).

10 mandamentos para tudo correr sobre rodas

• Ajude-o a encontrar o local certo para fazer os trabalhos de casa, sem distrações.

• Não se sente ao lado dele, a não ser para o ajudar pontualmente numa dúvida (depois de esclarecida, vá à sua vida) ou se tiver trabalho para fazer em casa.

• Mantenha todos os ecrãs lá de casa desligados até os TPC estarem concluídos (TV, computador, tablet, consola…)

• Permita um intervalo de 5 minutos a cada 30 minutos de trabalho

• Dê-lhe folga à sexta-feira… estabeleça com ele o horário em que ele vai fazer os TPC no fim de semana e quando chegar a hora não vacile.

• Fale com a professora e saiba quanto tempo é que é suposto fazer os TPC.

• Cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem, nem todos aprendem à primeira nem da mesma maneira, nem são como a mãe e o pai, cada um tem a sua personalidade.

• Não atrase a hora de deitar por causa dos trabalhos de casa. Se achar que dão demasiados trabalhos, fale com a professora, se for ele que anda a preguiçar, tem de aprender que há consequências: ficar sem intervalos, o que ninguém gosta.

• Incentive a leitura. Inscreva-o na biblioteca local e deixe-o escolher os livros que ele quer. À noite, antes de dormir, leiam à vez, inventem vozes para as personagens, leiam às escuras com uma lanterna…

• Ajude-o a pensar, não lhe dê as respostas de bandeja, pois não o está a ajudar. Faça perguntas que o obriguem a pensar: o que tu achas? Como pensas que isso se resolve? Porque respondeste assim? Então e se?…

 

 

 


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