Literatura infanto-juvenil: por que fugir da realidade faz bem às crianças

Dezembro 4, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://literatortura.com de 9 de novembro de 2015.

literatortura

Pedro Lima

O presente texto é a tradução de um artigo de opinião escrito por Victoria Flanagan (MacQuire University) e publicado originalmente no site The Conversationnão correspondendo necessariamente com a opinião da equipe do Literatortura.

A Fantasia é um ramo da literatura que tende a polarizar opiniões. A lógica, repetida por todos, é simples: leitores “sérios” apreciam o realismo, ao passo que a literatura fantástica é direcionada principalmente a crianças ou àqueles que veem a leitura como uma experiência escapista. Essas pessoas partem do pressuposto de que a fantasia tem menos valor que o romance realista – razão pela qual é comumente associada à infância e imaginação.

Em 2013, a lista dos mais vendidos direcionados a crianças, ao menos no Reino Unido, era quase toda composta de literatura fantástica.

Mas por que isso acontece? O que exatamente a fantasia oferece a jovens leitores?

Essa dicotomização entre fantasia e realidade começou com o desenvolvimento de ambas as literaturas, ainda nos séculos XVIII e XIX: os romances sérios eram destinados a homens adultos, enquanto a fantasia foi relegada às mulheres e crianças.

(É interessante observar como essa percepção mudou com o passar do tempo, pois a fantasia, hoje, é associada principalmente a jovens rapazes – ainda que a juventude deles seja evidentemente um fator importante).

O importante aqui é pontuar que a literatura fantástica passou a ser vista como parte da literatura popular, portanto, sua qualidade é tida como inferior à da literatura realista.

Essa impressão chegou a mim durante a minha infância, através da minha mãe, uma bibliófila de carteirinha que acreditava que a literatura fantástica era “lixo” (Ela sempre tentava persuadir meus dois irmãos a pegarem seus livros do David Eddings, cheios de páginas dobradas por ela, e lerem “algo que preste”).

Encontrei um ambiente similarmente hostil à fantasia quando vivi na Finlândia e frequentei por lá um clube de leitura constituído por falantes de inglês expatriados. Em meu primeiro dia, fui informada de que o grupo em questão não lia “subgêneros literários” – ou seja, livros realistas eram aceitos, mas todo o resto – inclusive fantasia – não.

O curioso dessa marginalização é que toda a literatura é, de certa forma, “fantasia”. Até o realismo é construído e imaginado como uma representação da realidade – não como a realidade propriamente dita. A Fantasia é apenas uma versão mais exagerada da realidade.

Quando essa discussão surgiu – quais livros são inerentemente “melhores” para crianças e quais não são – o professor John Stephens disse que:

“uma das atitudes mais curiosas dos críticos da literatura infantil é o desejo de polarizar a fantasia e o realismo, colocando-os como rivais, e afirmar que crianças preferem um ao outro, ou que ‘progridem’ da fantasia para o realismo (e vice-versa).”

Uma rápida pesquisa sobre as publicações direcionadas a essa faixa etária na primeira década do atual milênio confirma que a fantasia permanece mais popular do que nunca entre os pequenos. Das 450 milhões de cópias da coleção Harry Potter ao mais recente fenômeno young adult Crepúsculo, de Stephanie Meyer, as crianças parecem interessadas nesse tipo de literatura como nunca antes – e, em vez de “progredirem”, deixando o fantástico de lado, o quase monopólio das distopias no mercado editorial (encabeçado principalmente pela série Jogos Vorazes, de Suzanne Collins) sugere exatamente o oposto.

Um dos benefícios mais óbvios da fantasia é que ela permite aos seus leitores experimentarem diferentes maneiras de ver o mundo. Ela propõe uma situação hipotética e nos convida a criar conexões entre seu cenário fictício e a sua própria realidade.

A fantasia, segundo Stephens, opera através de metáforas – o desconhecido passa a ser usado para substituir, ou comentar, o conhecido. Metáforas são, obviamente, menos precisas que outras formas de linguagem (estão sujeitas a processos interpretativos mais complexos) e isso talvez seja uma vantagem significativa sobre a literatura realista.

O uso de metáforas faz, portanto, com que a fantasia se “abra” a diferentes leituras e significados. Isso permite à fantasia explorar questões sociais complexas de maneiras menos confrontativas que a literatura realista, pois parte de um ponto distante da realidade social (além de também poder utilizar recursos como a comicidade).

Pegue o romance futurístico de MT Anderson, Feed, de 2002, como exemplo. Situada num futuro em que todos conseguem acessar a internet de seus cérebros, o que constantemente bombardeia seus cérebros com publicidade, o romance é uma sátira sagaz do consumo e cultura digitais.

Um tema-chave é a perda da linguagem, resultado da rapidez e facilidade proporcionados pela comunicação digital – representada divertidamente por uma conversa caótica entre um adulto e um adolescente. Na abertura do livro, o adolescente Titus e seus amigos acabam num hospital após suas mentes serem hackeadas, provocando uma reação estranha em seu pai:

“Isso… cara…” ele disse “Meu, isso vai acabar dando em merda!” (2003: 67)

Cory Doctorow, especialista em ficção científica, vai ainda além nessa ideia de que a fantasia permite aos seus leitores vivenciarem situações hipotéticas. Seu primeiro young adult, Little Brother, de 2008, é baseado propositalmente nos muitos relatos reportados à mídia internacional que envolveram indivíduos aprisionados em locais como a Baía de Guantánamo, após os ataques terroristas em 2001.

Ainda que Little Brother use esse pano de fundo histórico, a narrativa subverte os fatos com bastante criatividade, jogando uma criança inocente, a qual também é uma cidadã legítima dos EUA, no mesmo local em que os “não-cidadãos” foram detidos na baía cubana. Contando essa história da perspectiva de uma criança, Doctorow claramente expõe a brutalidade e injustiça de algumas práticas cometidas contra prisioneiros e traz um exemplo convincente para o argumento de que os poderes exercidos sobre esses indivíduos têm sido exercidos em relações com não-cidadãos e que o mesmo não ocorreu com pessoas que eram vistas como cidadãs de fato.

Little Brother possui, por conseguinte, um grande teor político: eis um exemplo de como a fantasia se relaciona diretamente com cenários reais. Outro elemento atrativo no livro em questão é o seu estilo altamente realista: a “fantasia” da trama consiste em alta tecnologia, ainda que ela seja apenas uma versão exagerada dos aparatos tecnológicos já existentes hoje.

Ambos, Anderson e Doctorow, trabalham com ficção científica futurística, subgênero literário em alta entre as crianças e adolescentes de hoje – talvez por oferecê-los um sentido aos nossos tempos atuais. Mas a fantasia é um ramo da literatura bastante amplo e que abrange uma ampla gama de vertentes.

Um dos melhores escritores de literatura infanto-juvenil da atualidade é famoso não por suas narrativas futurísticas, mas sim por buscar sua inspiração no passado.

Neil Gaiman, escritor britânico casado com a musicista Amanda Palmer e amigo de Tori Amos (o que provavelmente o torna o autor mais cool do ramo) produziu um número notável de romances inspirados na época vitoriana, dentre eles, O livro do cemitério, de 2008.

Esse maravilhoso romance conta a história de Bod, cujos pais foram assassinados quando ele era um bebê, deixando-o para ser criado por fantasmas num cemitério da região. Gaiman toma para si muito da obra O livro da Selva, de Rudyard Kipling (no que se refere à estrutura e motivação inicial), mas moderniza o conto para leitores contemporâneos – portanto, as noções de bem e mal são um pouco mais complexas, e a transição da infância para a vida adulta, vivida por Bod no final da história, é mais otimista que a de Mowgli:

“Mas entre o agora e o futuro, havia vida. Bod caminhou na direção dele com os olhos e corações bem abertos.”

A Fantasia tem, pois, muito a oferecer aos leitores mais jovens. Uma das maiores razões para oferecê-la às crianças está no que ela tem a dizer sobre a realidade social através das suas muitas indiretas (metáforas, alegorias, parábolas) e pode, sendo assim, lidar com questões morais complexas de uma maneira mais lúdica e exagerada. Ela propicia também a jovens leitores a oportunidade de ver o mundo sob diferentes pontos de vista, ensinando-os a construir novas perspectivas através da criação de conexões entre conceitos aparentemente não relacionados.

Outros bônus é que, ao contrário dos vegetais verdes, crianças podem ser persuadidas a lerem esse tipo de literatura sem que os adultos tenham que, para isso, utilizar recursos pouco éticos como o suborno.

As crianças lidam com a magia desses livros a sua própria maneira.

 

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 60 sobre Crianças Refugiadas

Dezembro 4, 2015 às 1:00 pm | Publicado em CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 60. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Crianças Refugiadas.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

 

Pediatra dá dicas de como exercitar a leitura em cada fase da infância

Dezembro 4, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.ebc.com.br  de 23 de novembro de 2015.

Por Dr. Mário Roberto Hirshheimer – Presidente da SPSP Fonte:Pediatra Orienta – SPSP

As experiências vivenciadas pelas crianças têm grande influência no seu desenvolvimento. Tudo o que as crianças experimentam no mundo externo (vivências e estímulos cognitivos, sensoriais e afetivos) desempenham um papel em sua constituição como indivíduos. Uma importante vivência é ler para elas. A leitura é tão importante, que “receitar livros” se tornou uma recomendação médica.

Conheça a Campanha “Receite um Livro” da Sociedade Brasileira de Pediatria, iniciativa feita em parceria com a Fundação Itaú Social e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Benefícios da leitura na primeira infância

• Fortalece o vínculo com quem lê para ela (pais, familiares ou cuidadores).
• Desenvolve a atenção, a concentração, o vocabulário, a memória e o raciocínio.
• Estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade.
• Ajuda a criança a perceber e a lidar com os sentimentos e as emoções.
• Auxilia no desenvolvimento da empatia (a capacidade de colocar-se no lugar do outro).
• Ajuda a minimizar problemas comportamentais, como agressividade, hiperatividade e comportamento arredio.
• Auxilia na boa qualidade do sono.
• Desenvolve a linguagem oral.

Como ler para crianças de 0 a 6 anos

A partir da 25ª semana de gravidez, o bebê já consegue “sentir” o som e ouvir a voz da mãe. Por isso ele reage quando escuta canções e a voz dela e se mexe dentro da barriga. Isso que significa que ele escuta e já está, de certa forma, em comunicação com a mãe. Assim ele nasce com essa memória. O bebê é muito sensível à entonação da voz e é graças a ela que começa a construir significado. A vida cotidiana está cheia de ordens (“não mexa”, “escove os dentes” etc.). Por isso, é necessário oferecer às crianças outro linguajar, isto é, a da escuta, da leitura em voz alta.

Contar histórias é uma prática importante, pois caracteriza um momento de extrema conexão entre a criança e o cuidador, já que, além do conteúdo que está sendo passado, há troca de olhares e contato afetivo, que são muito importantes para a criança desde os primeiros meses de vida. Mesmo que a criança não compreenda ainda o significado das palavras, ela compreende as expressões faciais, o gesto de carinho e a suavidade do tom de voz. Por isso, esses momentos são de interação muito significativos.

A leitura tem papel fundamental no desenvolvimento da linguagem. Por isso, os livros devem fazer parte do universo do bebê desde o nascimento. Quando os cuidadores estão lendo, eles descobrem a estrutura da linguagem e, pouco a pouco, percebem que são as imagens e as letras que fazem os pais contarem as histórias. Assim, a criança vai descobrindo, aos poucos, que as letras são símbolos e que os textos contêm significados.

A leitura deve ser um momento prazeroso, tanto para as crianças quanto para os adultos. Por isso, é importante que os pais escolham livros, histórias, canções, jogos e brincadeiras de que eles também gostem e que remetam às experiências agradáveis que eles tiveram na sua infância. O foco aqui é ser espontâneo e expressar afetividade pelo bebê e não iniciar um processo precoce de alfabetização ou realizar atividade com finalidade pedagógica.

Para que a leitura se torne hábito e contribua efetivamente para o desenvolvimento, ela deve fazer parte da rotina de cuidados do bebê, assim como a alimentação e os rituais da hora de dormir. Então, é preferível ler pequenos textos todos os dias a ler um livro inteiro em um único dia e depois esperar uma semana até a próxima leitura.

Do nascimento até por volta dos 3 anos, os bebês costumam manipular o livro para ganhar familiaridade com ele. Aos poucos vão compreendendo que esse objeto tem significado. Então, é bom ter livros de borracha, de plástico, de tecido e com texturas para o bebê manusear livremente e outros para a leitura propriamente dita.

De 0 a 5 meses

Os bebês começam a prestar atenção nos gestos dos pais e a imitar os sons. Aos quatro meses, já podem olhar as imagens de um livro, como a pessoa que lê para ele. Afinal, a palavra “cavalo” não dá a forma do cavalo. Então é necessário mostrar-lhe a imagem do cavalo para que ele possa interiorizá-la. Então, os pais podem:
• Apontar as figuras que estão no livro e dizer em voz alta o nome daquilo para o qual o bebê estiver olhando;
• Virar as páginas de acordo com o interesse do bebê;
• Representar com gestos ou com a voz a figura que estiver mostrando para o bebê;
• Imitar os sons que o bebê faz e observar sua reação.

De 6 meses a 1 ano

Nessa fase, a leitura já é bem interativa e os pais devem conversar com a criança sobre as figuras, as formas, as palavras e os sentimentos, relacionando-os com a vida cotidiana. Os bebês, quando conseguem se sentar, já conseguem segurar os livros e também colocá-los na boca. Nessa fase, os pais podem:
• Nomear as figuras que o bebê aponta no livro ou aquelas em que ele fica interessado;
• Ajudar o bebê a virar as páginas do livro;
• Transmitir o clima da história por meio da entonação da voz, de gestos e de expressões faciais;
• Conversar com o bebê e fazer perguntas sobre as coisas que ele está ouvindo ou fazendo. Por exemplo: “Olha o cachorrinho. O cachorrinho faz au-au”;
• Seguir as indicações do bebê para ler mais, repetir ou parar.

É bom ter livros de borracha, de plástico, de tecido e com texturas para o bebê manusear livremente e outros para a leitura propriamente dita

De 1 ano a 2 anos

Nessa fase, a criança consegue escolher um livro e entregá-lo aos pais para que o leiam. Também aponta as figuras e copia as expressões e os gestos do adulto que está lendo para ela. Assim, os pais podem:
• Usar diferentes vozes para representar os diversos personagens das histórias;
• Fazer perguntas para que a criança responda apontando. Por exemplo: “Onde está o gato? ”, “Quem faz miau? ”;
• Incentivar que ela faça o som de determinado animal. Por exemplo: “Como a vaca faz? Mu!”;
• Sorrir e responder quando a criança falar ou apontar;
• Deixar a criança virar as páginas do livro;
• Ler a mesma história várias vezes, se a criança quiser;
• Acrescentar mais palavras quando a criança apontar uma imagem. Por exemplo: “Menina. Essa menina é bonita”;
• Fazer outras perguntas sobre as figuras que ela apontar. Por exemplo: “Cadê o cabelo da menina? ”, “E o cabelo da mamãe? ”, “E o seu cabelo? ”;
• Nomear e demonstrar ações e emoções nas histórias. Por exemplo: “A menina está rindo”. E então rir para o bebê;
• Levar sempre um livro quando sair com o bebê e ler para acalmá-lo ou distraí-lo.

De 2 a 4 anos

Essa é a fase em que as crianças mais gostam de exercer a previsibilidade e, por isso, gostam que os pais leiam as mesmas histórias várias vezes. Também repetem palavras e frases e participam mais da leitura. Os pais podem:
• Fazer perguntas sobre as imagens do livro para que a criança responda. Por exemplo: “O que é isto? ”;
• Ler livros que apresentem ações que as crianças já entendem como inusitadas. Por exemplo, “Os três lobinhos e o porco mau”, ou “O cachorro que faz miau”;
• Valorizar todas as perguntas e comentários que a criança faz, pois são boas oportunidades para começar uma conversa;
• Dar espaço para que a criança faça comentários sobre alguma figura ou palavra;
• Incentivar a criança a contar sua história favorita, de sua própria maneira;
• Levar a criança a bibliotecas ou livrarias para escolher livros ou ouvir histórias;
• Mostrar para a criança como as coisas que acontecem com os personagens são parecidas com algo que ela mesma já fez ou viu;
• Falar sobre os sentimentos dos personagens e perguntar se ela já sentiu a mesma coisa;
• Deixar que a criança conte o que acontece em seguida ao ler histórias já conhecidas.

De 4 a 6 anos

Nessa fase, as crianças escolhem os livros que querem que os pais leiam e fazem perguntas sobre as coisas que acontecem neles. Também corrigem os pais quando eles pulam uma parte de um livro já familiar e conseguem contar uma história conhecida com as próprias palavras. Os pais podem:
• Conversar de forma espontânea sobre os assuntos do livro;
• Responder com interesse às perguntas e os comentários da criança;
• Mostrar para a criança que você está lendo as palavras do livro;
• Ler a história do jeito que o autor escreveu, sem alterar as palavras estranhas e diferentes que ampliam o vocabulário da criança.

A importância do texto escrito

• Apresenta frases completas, sem omissões típicas da fala;
• Respeita a concordância de tempo e, dessa forma, ajuda a compreender a ordem natural dos eventos;
• Utiliza algumas categorias gramaticais com maior frequência do que a fala, especialmente advérbios, preposições, conjunções e pronomes;
• Estimula e permite à criança memorizar, decorar, repetir palavras e frases, antecipar cenas e, dessa forma, ampliar seu repertório semântico e sintático. Isso contribui para trabalhar a pronúncia das palavras e promover maior consciência fonológica;
• Conhecer e apropriar-se do universo discursivo;
• Introduz personagens diversos, que permitem à criança sair de si e estabelecer relações de previsibilidade de comportamentos, sentimentos e ações. Isso contribui para o desenvolvimento das habilidades como falar e escutar e das relações sociais e faz a criança sentir-se parte da comunidade a que ela pertence.

 

 

 

Seminário «Comemorando os Direitos Humanos: Refugiados / Migrantes – Desafios Atuais» (9 dez., Coimbra)

Dezembro 4, 2015 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 9 de dezembro de 2015, irá realizar-se o Seminário «Comemorando os Direitos Humanos: Refugiados / Migrantes – Desafios Atuais», no Auditório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Esta iniciativa é organizada pela Agência para a Prevenção do Trauma e da Violação dos Direitos Humanos – Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicogénico, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra) CRI de Psiquiatria, CHUC

Programa »

 

Secretariado

239 400 454

psiqdir@huc.min-saude.pt

 

 

Biblioteca Digital – Livros digitais e recursos pedagógicos sobre o valor da democracia e da participação cívica dirigidos a crianças e jovens

Dezembro 4, 2015 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Aceder aos recursos digitais no link:

http://bibliotecalivrosdigitais.observalinguaportuguesa.org/

Livros digitais e recursos pedagógicos sobre o valor da democracia e da participação cívica dirigidos a crianças e jovens. Visam suscitar o conhecimento de realidades culturais diferentes, a interiorização de valores de tolerância e respeito mútuo, a compreensão intercultural e comportamentos relacionais positivos. A Biblioteca Digital foi desenvolvida graças a recursos públicos provenientes da Noruega, da Islândia e do Liechtenstein, no âmbito dos EEA Grants, através do Programa Cidadania Ativa, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

 

 


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