Portugal tem de apostar mais nas famílias de acolhimento

Novembro 24, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de novembro de 2015.

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Fundação Gulbenkian discutiu a situação dos menores em instituições.

“Portugal tem demasiadas crianças institucionalizadas e tem de apostar mais na solução de famílias de acolhimento”. As palavras são de Andrew Kendrick ,professor da Universidade de Strathclyde, em Glasgow, Escócia, especializado em cuidados de crianças institucionalizadas. O professor falava ao DN à margem da conferência “Acolhimento de Jovens em Instituição”, o culminar de um projeto que a Fundação Calouste Gulbenkian desenvolve desde 2012. “Reparei que uma das grandes diferenças entre Portugal e a Escócia é que nós temos muitas mais crianças em famílias de acolhimento e muito poucas em instituições”, explica o professor universitário em entrevista ao DN. “Em Portugal tem de haver um equilíbrio maior, tem que se perceber o que tem de ser feito para mudar este estado de coisas e o que é que existe na cultura em Portugal que não permite a escolha dessa vertente”. Segundo explicou Daniel Sampaio, coordenador científico do programa da Gulbenkian, atualmente existem cerca de oito mil crianças institucionalizadas. Na Escócia, no universo de seis milhões de habitantes, existem apenas mil crianças em residências de acolhimento, termo técnico usado no Reino Unido que recusa a expressão “institucionalização”. Daniel Sampaio admitiu ainda que em Portugal é necessário “reduzir o tempo de institucionalização, já que muitas vezes este se arrasta por muito tempo por alguma dificuldade de resposta do sistema. Há ainda uma necessidade de reforçar o treino e a supervisão dos técnicos que trabalham com crianças em instituições, que ainda falha em Portugal”, diz o psicólogo. “Deve ser considerado que os técnicos têm de ter um estatuto superior do que o que têm atualmente na sociedade” acrescenta Andrew Kendrick. “Hoje em dia ainda têm um papel menorizado. Há aqui uma ambivalência que tem de acabar”. O professor universitário defendeu ainda que “há falta de oportunidade de soluções para a realização de um treino mais adequado para os técnicos que trabalham nas instituições em Portugal. O treino e a preparação técnica é crucial e deve ser desenvolvido”.

Armando Leandro, presidente da Comissão de Proteção das Crianças e Jovens em Risco, e um dos oradores do encontro, admitiu que “o foco em Portugal deve estar nas crianças”, reforçando a tónica de que “as opções públicas e as estratégias orçamentais devem esta centradas nesse aspeto”, explicou o juiz conselheiro. “Temos de assegurar a vigilância feita às crianças, estar sempre atento e pôr sempre a possibilidade de abusos sexuais ao mínimo sinal. Até aqui não acontecia porque as crianças não falavam ou, quando falavam, não acreditavam nas queixas”, sublinha o especialista escocês, também investigador de casos de abusos sexuais ocorridos em instituições. No que respeita à possibilidade de abusos sexuais, “tem de haver uma cultura e atitude aberta. No passado não havia essa atitude, as instituições fechavam-se em si mesmas”, conclui o investigador.

Em 2014, as autoridades portuguesas detiveram 146 homens e oito mulheres por abuso sexual de crianças, cinco homens por abuso sexual de menor dependente, 15 homens por abuso sexual de pessoa incapaz de resistência e sete agressores por atos sexuais com adolescentes. A grande fatia dos casos investigados pelas autoridades policiais ocorre, porém, em seio familiar (45%).

 

 

 

 

Cine-Tertúlia “Não Uses e Abuses” 25 de novembro em Coimbra

Novembro 24, 2015 às 3:16 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/766142366824564/

Seminário de Saúde Mental – Ao longo do Ciclo de Vida. Contextos, caminhos e Desafios…

Novembro 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições gratuitas através  do e-mail  susana.soares@csqueluz.min-saude.pt

https://www.facebook.com/ACES.Sintra/timeline

 

Seminário “Fundamental Rights in Europe”

Novembro 24, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Seminário “Fundamental Rights in Europe” – 2 de Dezembro de 2015

Num momento em que a defesa e promoção dos direitos humanos assumem particular urgência, o CESIS – Centro de Estudos para a Intervenção Social promove o Seminário intitulado – Fundamental Rights in Europe, na qualidade de parceiro da FRANET da Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA).

Mais informações em:
http://www.cesis.org/pt/noticia/325/seminario-fundamental-rights-in-europe-2-de-dezembro-de-2015/

 

Para evitar lesões, entidade americana proíbe cabeceios no futebol infantil

Novembro 24, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://mulher.uol.com.br de 12 de novembro de 2015.

Declaração da USSF citada na notícia é a seguinte:

JOINT STATEMENT REGARDING CONCUSSION LAWSUIT RESOLUTION

getty images

Para prevenir contusões e lesões na cabeça de crianças, a USSF (Federação de Futebol dos Estados Unidos, tradução da sigla em inglês) proibiu que praticantes do esporte menores de dez anos façam cabeceamentos. A entidade também limitou esse tipo de jogada aos treinos, no caso de adolescentes de 11 a 13 anos.

A mudança é consequência de uma ação judicial, movida por um grupo de pais em 2014, que acusou várias organizações ligadas ao futebol de negligência no tratamento de lesões e contusões ocasionadas por choques da bola na cabeça de estudantes que praticam o esporte.

Na ação, os autores afirmam que quase 50 mil jogadores de futebol em categorias estudantis teriam sofrido contusões em 2010. Eles pleitearam também uma mudança no regulamento universal da modalidade, mas conseguiram apenas que houvesse alterações nos Estados Unidos, referentes às categorias de menor faixa etária.

Para o médico Robert Cantu, autor do livro “Concussions and Our Kids” (contusões e nossos filhos, em tradução livre do inglês), por terem cabeças mais maleáveis e não completamente desenvolvidas, os mais jovens correm o risco de ter o cérebro agitado ao cabecear a bola, o que pode gerar sequelas no futuro.

Risco intrínseco

De acordo com o pediatra Getúlio Bernardo Morato Filho, especialista em medicina do esporte, apesar de protetora, a medida é um tanto exagerada. “Todo esporte tem um risco intrínseco de lesões, e cabecear faz parte do futebol. Além disso, para fazer esse movimento, a criança aprende uma técnica que minimiza os riscos. Mais grave seria começar a cabecear na adolescência sem ter aprendido direito como fazer”, afirma.

De acordo com o médico, boladas, cotoveladas inesperadas na cabeça e quedas são mais graves do que cabeceios propositais. “O problema não é o choque em si, mas a aceleração e a desaceleração do cérebro dentro da caixa craniana. Se isso acontece repetidamente, o risco de surgir uma lesão no futuro é maior.”

Segundo o especialista, tem havido muitos debates sobre concussões nos Estados Unidos por conta dos depoimentos de ex-lutadores de boxe e ex-jogadores de futebol americano que tiveram demência em virtude de pancadas levadas na prática esportiva. “Quanto mais cedo as concussões acontecem, mais precocemente podem aparecer problemas”, diz Morato Filho.

O médico considera que a decisão da entidade americana é uma precaução para evitar processos futuros, caso alguma criança se machuque jogando. “Já houve no passado uma tentativa de adotar capacetes na liga infantil, mas não funcionou. Talvez fosse melhor usar bolas mais leves e criar regras específicas para diminuir o choque, uma vez que a criança não tem tanto cuidado quanto o adulto ao jogar.”

 

 


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