10 razões pelas quais provavelmente és melhor mãe do que aquilo que pensas

Outubro 30, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://maegazine.com de 9 de outubro de 2015.

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Tradução de um artigo originalmente publicado pelo Doutor Justin Coulson, psicólogo australiano doutorado nestas questões de educação parental (e meu mentor).

A culpa que sentimos como mães e pais está em alta. As redes sociais, as parangonas de jornais e os incontáveis artigos em blogues a apontar os nossos erros deixam-nos desanimados, desmotivados e a sentirmo-nos um falhanço.

Mas quando falo com pais pelo país fora, fico cheio de optimismo.

Claro que podemos sempre encontrar formas de nos melhorarmos. Mas isso é a vida! Se olharmos bem para as coisas, podemos encontrar formas de melhorar tudo: o que comemos, o exercício físico, a nossa condução, a jardinagem, tudo!

Nas minhas sessões de trabalho sobre educação parental em empresas, escolas, grupos comunitários ou em sessões individuais de coaching parental, estou a ver bons pais que estão a fazer bem melhor do que a percepção que têm de si mesmos, e que estão a criar crianças que os vão deixar muito orgulhosos. Mas também vejo muitos pais preocupados, stressados e a ficar ansiosos sobre se estão ou não a fazer um bom trabalho como pais.

Aqui estão 10 razões (+1) pelas quais provavelmente estarás a fazer um melhor trabalho como mãe, ou pai, do que aquele que pensas:

Ouves quando o teu filho quer a tua atenção

Esta deve ser a coisa mais importante que podemos fazer para sermos bons pais. A nossa disposição para reconhecer os nossos filhos, ouvi-los e mostrar-lhes que são dignos da nossa atenção é crucial para o desenvolvimento da sua resiliência.

Mostras que te preocupas

Nós mostramos que nos preocupamos ao dar-lhes abraços, dizendo-lhes que são importantes para a nossa vida, dando atenção às suas (muitas vezes bem chatas) histórias e estando lá para eles.

Tu defines limites

Enquanto a maior parte de nós pode melhorar a forma como estabelece limites, a maioria dos pais que encontro estão a fazer um esforço significativo para estabelecer limites para os seus filhos. Se demasiadas regras conduzem a demasiados problemas, as pesquisas demonstram que as crianças desenvolvem-se e sentem-se seguras quando sabem o que podem, ou não, fazer.

Manifestas interesse pelos seus amigos

Os nossos filhos sentem-se validados quando vêem que nos interessamos pelos seus relacionamentos. Se conheces de cor o nome dos seus melhores amigos (e talvez ainda os dos seus pais), provavelmente estarás a fazer um bom trabalho.

Mostras interesse pelo seu percurso escolar

As crianças são melhores alunas quando os seus pais se investem no seu sucesso escolar (desde que não exagerem e não se tornem demasiado controladores). Isto é especialmente válido no secundário.

Proporcionas-lhes seja qual for a actividade extra-curricular que podes oferecer

Será que as crianças precisam de actividades extra curriculares para se desenvolverem? Não, não precisam. No entanto a maior parte dos pais com que me cruzo reconhece que o desporto, música, teatro, ciência, igreja ou qualquer outra actividade extra curricular na qual os seus filhos podem participar tem potencial para enriquecer as suas vidas, melhorar a sua performance escolar, dar-lhes oportunidades de crescimento e ajuda a expandir o seu círculo social. E a maior parte dos pais que encontro estão a esforçar-se para oferecer estas oportunidades aos seus filhos – porque os amam e porque dão o seu melhor por eles.

Consolas os teus filhos quando estão perturbados

Ainda que haja alguns pais que ficam irritados ou dão uma sacudidela aos seus filhos quando estes estão perturbados, a maioria dos pais estão disponíveis para abraçar os seus filhos, mostrar compaixão e compreensão quando eles estão emocionais, a lutar (internamente) ou stressados.

Lês para eles

As vantagens desta única actividade são numerosas. A maioria dos pais com quem falo saboreiam a ocasião de ler para os seus filhos (sobretudo os mais pequenos) tão regularmente quanto são capazes.

Passas tempo extra com eles só porque te apetece fazê-lo

Pode ser depois da escola ou antes de dormir, quando ambos partilham a almofada. Talvez seja numa passeata de bicicleta domingo de manhã ou num passeio pelo parque. Gostas de estar com os teus filhos e procuras um tempo extra para estar com eles porque os amas.

Pedes desculpa

Quando fazes asneira, fazes o que podes para preservar e fortalecer a vossa relação.

Dizes-lhes regularmente que os amas e eles podem senti-lo

Se o teu filho sente o teu amor por ele e sabe que o mesmo é sincero e incondicional, está a experienciar um dos factores protectores mais vitais para uma vida com resiliência que lhe podes oferecer.

Todos sabemos que podemos melhorar como pais, seja reduzindo a nossa pre-ocupação digital, falar de forma mais calma e gentil ou sendo menos punitivos. Mas se podes dizer “Sim, eu faço isto” à maior parte das coisas desta lista – e se os teus filhos concordarem contigo -, então há fortes possibilidades de que tudo corra bem com eles.

E em relação à educação que lhes estás a dar?

Provavelmente estás a fazer um melhor trabalho do que aquele que pensas 😉

ilustração de Geneviève Godbout

Educar os filhos é tramado e eu muitas vezes sinto-me uma nódoa de mãe… como escrevi aqui. Estou diariamente a lutar para ser melhor mãe (e pessoa em geral) – não é fácil! Para me ajudar neste (doloroso) processo criei este site com conteúdos sumarentos e onde os sentimentos de culpa não são alimentados. Xô, pressão, xô mitos que fazem de nós mães miseráveis. Viva o que nos pode ajudar a crescer. Se quiseres junta-te a esta pequena comunidade que se vai criando – por mail, através do Facebook ou Pinterest. Sugiro também que sigas o Doutor Justin Coulson, autor do texto de hoje. Até já

 

Jovens portugueses já bebem álcool como os nórdicos

Outubro 30, 2015 às 11:50 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 30 de outubro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Os Jovens, o Álcool e a Lei Consumos, atitudes e legislação

Gonçalo Villaverde Global Imagens

 

Joana Capucho

Festas académicas, dias da semana com preços reduzidos, publicidade e promoções potenciam o consumo desregrado

Litradas, happy hours, ladies nights, shots a metro, promoções. Os jovens portugueses têm vindo a adquirir padrões de consumo de álcool próximos dos nórdicos – grandes quantidades na mesma ocasião -, o que, segundo a Sociedade Portuguesa de Alcoologia, está relacionado com o facto de as bebidas serem baratas e o acesso fácil. Só durante o cortejo da latada da Covilhã, no dia 21, 65 estudantes receberam assistência pré-hospitalar e 12 foram transferidos para o hospital devido ao consumo excessivo de álcool, situação que nesta altura se repete por todo o país.

A preferência dos jovens portugueses recai sobretudo na cerveja e nas bebidas espirituosas. “E assiste-se à aquisição de modelos próximos dos nórdicos. Há um consumo intenso e cada vez mais frequente de bebidas destiladas, mais graduadas”, disse ao DN Augusto Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, que debateu o tema nas suas 23.as jornadas, na Universidade da Beira Interior. Na opinião do hepatologista Fernando Ramalho, “há muito tempo que isto acontece. Há mais de uma década que os padrões de consumo são completamente diferentes”.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, a acessibilidade e o preço são as duas grandes explicações para o problema. “As festividades académicas, promovidas pelas cervejeiras, prologam-se cada vez mais dias e até às seis da manhã, os bares dirigem festas às mulheres e dedicam noites a bebidas destiladas. Também há litradas, bebidas vendidas a metro e outras promoções”, exemplifica o responsável. Nas festas académicas, realça, “o preço das bebidas alcoólicas, nomeadamente da cerveja, é francamente mais baixo do que o da água. E, apesar da crise, bebe-se mais porque o álcool é bastante económico”.

Em Portugal, um dos países com maior consumo de álcool per capita a nível mundial (10,8 litros), a situação pode até tornar-se mais grave do que nos países nórdicos. “Eles consomem preferencialmente ao fim de semana e com intensidade. Aqui, além do consumo tradicional, há o excessivo em alguns dias, nomeadamente nas quintas feiras académicas e ao fim de semana”, esclarece Augusto Pinto. Segundo Manuel Cardoso, vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), assiste-se ao consumo de quatro ou cinco bebidas seguidas e “os jovens bebem com o objetivo pré-definido de ficarem alegres”.

Num estudo do SICAD feito em 2014 – “Os jovens, o álcool e a lei” -, só 17% dos 1500 jovens entrevistados nunca tinham tomado bebidas alcoólicas. A maioria (63%) começou a beber antes dos 16 anos, sobretudo entre os 13 e os 15, e 70% assumiram que tinham bebido álcool recentemente. Os consumos nocivos surgem, sobretudo, a partir dos 16 anos e, apesar de serem os que bebem mais e até ficarem “alegres”, os que têm entre 19 e 24 são os que menos se embriagam de “forma severa”.

Cirroses hepáticas mais cedo

Os consumos precoces têm conduzido ao aparecimento de doenças relacionadas com o álcool cada vez mais cedo. Segundo o presidente da SPA, “há mais cirroses em indivíduos cada vez mais novos”. Manuel Cardoso confirma e explica que se deve ao facto de os jovens “começarem a beber muito cedo e com padrões de consumo problemáticos”. Há alguns anos, os casos surgiam, sobretudo, entre os 40 e os 50 anos. “É arrepiante ver cirroses a aparecerem antes dos 30.”

Este fenómeno tem vindo a ser percecionado por Fernando Ramalho no serviço de hepatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. “A idade média para o aparecimento destas doenças tem vindo a diminuir.” Há zonas do país, destaca o hepatologista, onde “a partir dos 11 anos as crianças já bebem cerveja regularmente”.

Outro dado preocupante, diz Augusto Pinto, é o facto de o consumo de álcool entre as jovens do sexo feminino estar a aproximar-se do consumo entre os do sexo masculino. “Há cada vez menos diferença entre os consumos dos dois grupos e uma clara preferência destas jovens pelas bebidas destiladas”, frisa o presidente da SPA. Esta tendência ganha especial relevo, tendo em conta o facto de “a vulnerabilidade para as doenças hepáticas ser maior nas mulheres do que nos homens”.

Aos Alcoólicos Anónimos chegam cada vez mais jovens. “Há muitos que nos procuram e participam nos grupos, sobretudo maiores de 20 anos. Há um ou outro caso mais novo, mas são pontuais”, disse ao DN fonte da associação. Este crescimento na procura, sublinha, estará relacionado “com uma maior consciencialização de que precisam de ajuda”.

Para os especialistas ouvidos pelo DN, a alteração à lei do álcool foi importante, mas não chega. “É preciso educar e fiscalizar”, destaca Fernando Ramalho, lembrando que o álcool provoca 62 doenças, acidentes de trânsito, alterações de comportamento. “É o drama da sociedade portuguesa”, sublinha.

 

 

 

Como podem os pais ajudar no sucesso escolar dos seus filhos? Noite com os pais na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro

Outubro 30, 2015 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/FAPCOA-194266203927850/

À conversa com… Rui do Carmo – Novos Desafios na Proteção de Crianças e Jovens na Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira (Gouveia)

Outubro 30, 2015 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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BIBLIOTECA MUNICIPAL VERGÍLIO FERREIRA
Praça de S. Pedro . 6290 Gouveia
Tel.: 238 490 230 Fax.: 238 490 230

CPCJ de Gouveia

Av. 25 de Abril

6290-554 Gouveia

Telefone: 238 490 226

Documentário analisa porquê pais japoneses deixam os filhos pequenos irem por conta própria para a escola

Outubro 30, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.ipcdigital.com de 14 de setembro de 2015.

divulgação

 por Rachel Matos

TÓQUIO – (IPC Digital) – Muitos estrangeiros no Japão ficam chocados ao ver pequenos estudantes japoneses (de 6 anos em diante) andando nas ruas ou até mesmo pegando trens e ônibus para irem e voltarem de suas escolas, sem os pais ou adultos por perto.

Enquanto estas cenas seriam considerada preocupantes em muitos países do exterior, ela é perfeitamente típica no Japão.

Para tratar sobre isso, a TV australiana SBS2 compartilhou um mini-documentário chamado de “Japan’s independent kids” no You Tube, mostrando as diferenças entre a independência de uma criança japonesa e australiana (semelhante a de muitos outros países, como no Brasil). 

O vídeo tem aproximadamente 8 minutos e está disponível logo abaixo.

O pequeno documentário começa compartilhando o provérbio japonês “kawaii ko ni wa tabi wo saseyo” que significa algo do tipo “envie seu amado filho para uma jornada”. Este provérbio diz que as crianças devem aprender a assumir os desafios e dificuldades de uma fase inicial de vida. Elas devem ser conduzidas a se socializar de modo a ficar independente e saber cuidar de si, mesmo com pouca idade. Pois não será sempre que terão seus pais por perto.

Além de ensinar a independência, analistas explicam que a sociedade e a cultura do trabalho no Japão deveriam ser completamente reorganizados se os pais fossem responsáveis pelo transporte dos filhos para a escola todos os dias. A logística de hoje não suportaria a população nas ruas e trajetos nos horários de funcionamento escolar, seja em termos de compatibilidade entre horário de escola e trabalho dos pais, seja em termos de tráfego. 

Outro fator que favorece este modelo, segundo o documentário, é o fato do Japão ter um índice muito baixo de homicídio e a sociedade estar acostumada com isto, sendo tolerante e solidária às crianças nas ruas.

As crianças no Japão são ensinadas a acreditar que qualquer pessoa pode ajudá-las no caminho, se precisarem. Enquanto em outros países as crianças são ensinadas a temerem os desconhecidos, amedrontando-as.

Para os pais japoneses não se deve proteger as crianças naquilo que ela já é capaz de fazer. Com esta concepção e estas experiências proporcionadas pela cultura, as crianças japonesas tornam-se mais independentes, mais cedo, do que crianças de outros países. 

Sem dúvida é um choque cultural, mesmo para brasileiros, deixar as crianças pequenas saírem sozinhas (ou mesmo com alguns colegas) nas ruas. 

Como foi sua própria experiência de deixar seus filhos irem para a escola por conta própria tão cedo? E as crianças, como se saíram, o que acharam? Conte-nos sobre este conflito cultural vivido por vocês!

 

 


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