Estudante cria berço adaptável aos primeiros três anos do bebé

Outubro 25, 2015 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt de 22 de setembro de 2015.

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Nuno Noronha

Problema: Porque é que ao longo do percurso na creche os bebés, à medida que crescem, têm de mudar de berço continuamente potenciando neles desconforto, inadaptação e, com isso, memórias pouco positivas em relação ao horário do sono?

Solução: Um berço que, sem nunca descurar a segurança e o conforto das crianças, se adapte consecutivamente até a criança fazer 4 anos e que possa ser facilmente transportado. Se a isso se aliar um design de vanguarda que permite às educadoras retirar ou colocar os pequenos no berço com toda a facilidade e um material fabricado com processos amigos do ambiente e facilmente lavável então temos o HOGIE, o berço desenhado por Patrícia Cruz, estudante de design da Universidade de Aveiro (UA).

O projeto nasceu da pesquisa que Patrícia Cruz realizou num infantário da região de Aveiro. “Verifiquei que existiam mudanças nos infantários que prejudicavam a adaptação, o bem-estar, o conforto, a experiência e a memória da criança do seu percurso escolar, mudanças essas que se deviam essencialmente à constante alteração do local de sono e às mudanças de educadoras”, lembra a estudante cujo trabalho resultou numa tese de mestrado apresentada recentemente no Departamento de Comunicação e Arte da UA.

Ao analisar os benefícios do sono para o crescimento infantil e tendo em conta os dados recolhidos no infantário, a estudante entendeu que, “para colmatar as mudanças de berço e de sala ao longo da passagem pela creche, e para melhorar a qualidade da experiência do sono no infantário, seria necessária a criação de um berço adaptável que acompanhasse a criança durante o processo de crescimento e que se adaptasse constantemente às necessidades”.

Três em um

Adaptável até aos 4 anos de idade, o HOGIE é constituído por três versões diferentes que, graças ao sistema de encaixe das peças, rapidamente assumem as respetivas funções ou podem, pura e simplesmente, serem empilhadas num espaço diminuto para que as salas possam ser utilizadas para outras atividades. A primeira tem o nome de “mini-berço” e pretende abranger as crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 4 meses. Nesta fase o berço tem dimensões reduzidas e encontra-se a um nível mais elevado para permitir que a educadora mantenha a postura correta na colocação da criança no produto.

A segunda versão, o “berço”, preparada para o período entre os 4 meses e o primeiro aniversário, “está relacionada com a fase de constante evolução motora e cognitiva da criança”. Para este período, explica Patrícia Cruz, “o berço adquire maior altura para proteger e garantir a segurança máxima da criança”. A última versão, batizada de “Catre”, pretende fazer face ao avanço motor e à autonomia da criança. “A função de catre surge a partir da parte constituinte “mini-berço” e permite que a criança se possa deitar sozinha sem o auxílio da educadora e sem qualquer risco de queda”, explica a estudante.

Em todas as três versões o berço tem por medidas 120 por 60 centímetros. Podendo ser fabricado em várias cores num material em acrílico que facilita a vigilância das educadoras, Patrícia Cruz acrescentou ainda ao HOGIE, cujo único colchão pode ser utilizado nas três versões, um conjunto de funcionalidades extras que não só permite uma utilização mais eficaz do berço como prolonga o seu tempo de vida: o sistema de elevação do colchão que permite obter um ângulo de 10 graus de inclinação, as peças protetoras que eliminam o contacto direto entre o produto e o piso, a tampa que permite que uma das partes do berço se transforme numa caixa de arrumação e as rodas para transportar o berço facilmente.

HOGIE aguarda interessados

“A rotina é fundamental na fase de crescimento porque ajuda a criança a prever as atividades que vão surgindo e age como tranquilizante”, aponta Patrícia Cruz. Deste modo, adianta, “pretende-se com o HOGIE reconhecer as vantagens da rotina e promover a possibilidade de adoção de uma nova estratégia de educação, centrada na criação de vínculos afetivos entre a criança, o berço e a educadora, onde durante o percurso pré-escolar, não existem mudanças que prejudicam o bem-estar emocional da criança”.

Desenhado a pensar nas instituições pré-escolares “que pretendam adquirir um produto que proporcione bem-estar para a criança e para as educadoras”, o HOGIE pode também, naturalmente, ser utilizado em casa das crianças. Assim deseja a designer que aguarda uma mão empresarial para embalar o berço.

https://www.facebook.com/HOGIE-1473779766243853/timeline/

 

Fotos mostram como os bebês cabem no útero materno

Outubro 25, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://www.paisefilhos.com.br de 21 de setembro de 2015.

Marry Fermont

Marry Fermont, fotógrafa holandesa, registra o momento em que as crianças nascem na mesma posição em que se encontravam no útero.

Depois que nossos filhos nascem, fica até difícil acreditar que eles cabiam dentro do nosso útero. Como eles ficaram por tanto tempo em um espaço tão apertadinho? A fotógrafa holandesa Marry Fermont começou a retratar os recém-nascidos logo depois do parto na posição em que eles se encontravam no útero.

Marry é especializada em imagens de parto e geralmente pede para que o médico, a enfermeira ou o pai da criança segure-a na pose que já é marca registrada de seu trabalho. Até mesmo quando o filho da fotógrafa nasceu Marry pediu para que um amigo clicasse seu filho na mesma posição. Em seu site oficial, ela conta que a posição é relaxante para os bebês, porque eles se sentem seguros nessa postura, a mesma em que eles ficavam dentro do útero materno.

Marry espera que suas fotos retratem a beleza que existe no fato de uma nova vida se desenvolver dentro do corpo da mulher – o que ela chama de “a perfeita criação”. “Você vê o bebê sair, mas, uma vez que ele está fora, é muito difícil imaginar que em algum momento ele já esteve dentro de você. Isto dá uma pequena ideia de como ele se encaixa”, contou a fotógrafa ao Huffington Post.

Para saber mais sobre o trabalho de Marry Fermont, acesse seu site aqui. Confira as lindas imagens:

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Esta agenda contém jogos pedagógicos sobre a utilização da internet e prevenção do cyberbullying

Outubro 25, 2015 às 12:53 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Esta agenda contém dicas de segurança sobre a utilização da internet, a proteção da imagem, prevenção do cyberbullying, hábitos de conduta livres de riscos (prevenir raptos) e denúncia de abusos sobre a criança. A abordagem destas temáticas e respetivas dicas de segurança serão complementadas por alguns jogos pedagógicos.

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O nosso projecto de crowdfunding “Agenda 2016 do Instituto de Apoio à Criança”, cujo objetivo inicial é angariar verba para a produção da agenda e a motivação final é o desenvolvimento de novos projetos ligados à prevenção de situações de violência entre os jovens, necessita do seu apoio. Se o seu donativo for superior a 10€, além das recompensas enumeradas no PPL, vai receber também um exemplar da agenda. Mas 1€ já é uma ajuda. Euro a euro…

Para apoiar a Campanha de Crowdfunding do CEDI Instituto de Apoio à Criança, aceda ao link

http://ppl.com.pt/pt/causas/agenda-iac-2016

Na causa “Agenda IAC 2016 Pela Defesa e Promoção dos Direitos da Criança” introduza o valor do seu contributo, clicando posteriormente em CONTRIBUIR. Continue o processo seguindo os passos que constam do formulário. Aconselhamos a selecionar a opção” Desejo doar o valor a este promotor, mesmo que a campanha não angarie a totalidade dos fundos“ para que possamos dispor de qualquer verba angariada e, desta forma, concretizar o nosso objetivo. A plataforma do PPL irá gerar uma Referência Multibanco para que possa fazer o seu contributo à campanha.

Agradecemos que divulgue a nossa iniciativa.

Os nosso agradecimentos

O Centro de Documentação do Instituto de Apoio à Criança

Rapazes. Quanto mais dinheiro, mais comportamentos de risco

Outubro 25, 2015 às 10:24 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Expresso de 22 de outubro de 2015.

Rui Duarte Silva

Elas estudam mais e tentam fugir ao destino. Eles colocam-se em risco e envolvem-se na política. Um estudo sobre 3000 jovens de ambos os sexos nascidos nos anos 90, no Porto, mostra que o fado tem muitos tons mas continua pintado a negro.

Christiana Martins

Em português, destino é fado e ambos são descritos no dicionário como “uma força superior que se crê controlar todos os acontecimentos”. A pergunta que fica, então, é a capacidade humana de alterar o fatalismo. E parece que sim, que é possível mudar, no presente, o rumo do futuro. Pelo menos para os jovens do Porto.

Esta sexta-feira é apresentado na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, um estudo sobre a geração nascida na década de 90 do século XX e que em 2003 e 2004 frequentava as escolas públicas e privadas do Porto. Foram analisados os comportamentos de 2942 jovens, com 13, 17, 21 e 24 anos.

Com o título “Reproduzir ou contrariar o destino social?”, a investigação, coordenada pela socióloga Anália Torres e por Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, teve como ponto de partida a análise de que forma a origem social e o nível de escolaridade dos pais afetam a escolaridade e a mobilidade social e educacional dos jovens. O percurso académico dos próprios jovens é tido em conta como fator de mobilidade social, sem esquecer a influência do género e da prática de desporto ou do tempo passado a ler ou a estudar.

Uma das dimensões mais relevantes do estudo passou pela definição de “percursos biográficos”, que consideram, para além da escolaridade, variáveis de caracterização social como os rendimentos do agregado, a condição perante o trabalho e a profissão dos pais.

Perfis educacionais

Para organizar o estudo, foram desenhados cinco “perfis de mobilidade educacional”, que compara a escolaridade dos jovens aos 21 anos com a dos respetivos pais. Os jovens de nível educacional mais baixo têm 12 anos ou menos de escolaridade e pais com nove ou menos anos de escolaridade; já aqueles jovens e pais que têm 15 ou mais anos de escolaridade são classificados como nível mais alto.

No grupo de jovens e pais pouco escolarizados, as raparigas são as que conseguem ir mais longe no ensino (66,7%) e, entre os filhos de pais licenciados, os rapazes são os que encontram maior dificuldade em atingir o mesmo patamar educativo.

“Os rendimentos do agregado familiar condicionam de forma expressiva a escolaridade dos jovens. Quanto maior é o rendimento familiar, maior é a escolaridade atingida”, refere a investigação. O estudo diz mesmo que “o papel da origem social e educacional dos jovens é visível na reprovação escolar”.

Aos 17 anos, e ainda sem grandes avanços educativos, os filhos de pais pouco escolarizados apresentam as mais elevadas taxas (78%) de reprovação. Mas é também sublinhado que “as práticas de leitura, estudo e desporto podem compensar a influência da origem social”.

Problemas por resolver

Marcantes foram, para a equipa de coordenação, os resultados alcançados pelas raparigas. Elas são “tendencialmente mais escolarizadas do que os rapazes (44,1% têm ensino superior contra 31,7% deles), mas apesar de uma maior escolarização, “persistem desigualdades de género à entrada no mercado de trabalho”, com elas a estarem mais empregadas a tempo parcial do que eles, enquanto estudam em simultâneo. Eles preferem trabalhar a tempo inteiro, mas, entretanto, deixam os estudos.

As surpresas surgem quando se começa a abordar os comportamentos de risco. Os jovens de nível educacional alto revelaram “uma relativa incidência de comportamentos de risco associados a estilos de vida que podem ser apelidados de ‘recreativos’, como o consumo de haxixe ou marijuana aos 21 anos, ou mais precocemente, aos 13 anos, na experimentação e consumo de álcool”.

Os comportamentos de risco estão ligados a um pior desempenho educacional aos 21 anos, com práticas como o envolvimento numa luta física ou um percurso de mau comportamento disciplinar, associado à não conclusão da escolaridade obrigatória (12.º ano).

Quando a investigação se debruçou sobre os jovens aos quais já foram diagnosticadas situações depressivas, as raparigas mostraram ser as mais afetadas, e foi visível uma tendência para um maior peso deste problema entre os jovens de nível educacional baixo ou ascendente.

O envolvimento em organizações cívicas e políticas aumentou significativamente na passagem dos 17 aos 21 anos, enquanto diminuiu a dedicação a organizações de desporto, culturais ou religiosas. Aos 21 anos, os rapazes mais escolarizados mostraram-se mais disponíveis para pertencer a alguma organização política ou pública. Mas, se estiverem desempregados, o empenho diminui.

 

 


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